Blog de Ouropor Nespoli

4 de julho de 2009

Blog_de_OuroEu fico muito feliz quando a gente ganha um selo. Ter reconhecimento da blogosfera é algo importantíssimo e que nos faz querer melhorar ainda mais. Dessa vez foram dois blogs que nos deram tal reconhecimento e são dois blog que apreciamos muito. Um é o Portal Cine do Robson Saldanha que nos acompanha desde os primórdios. Outro é o Danilo, do  Um Pouco de Tudo, que nos conheceu, salvo engano, numa discussão sobre a qualidade do Stephen King enquanto escritor num desses blogs da vida. Dessa vez ganhamos o selo chamado “Blog de Ouro” e assim como a maioria dos selos vem com algumas regras:

1) Exibir a imagem do selo;
2) Postar o link do blog que te indicou;
3) Indicar 4 blogs de sua preferência;
4) Avisar os seus indicados;
5) Publicar as regras;
6) Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

Agora precisamos indicar 4 blogs para a mesma honraria, o que não é muito difícil, seguem:

- Pipoca com Miojo

- Cinema na Lata

- Era pra ser Ursula

- Filme bom Filme ruim

E é isso, continuem nos prestigiando que a tendência é melhorarmos, rs. Abraços para todos.

Festival de Micrometragens Brasileiro Com Novo Temapor Miojo

2 de julho de 2009

Cel.U.CineO evento, promovido pela Cel.U.Cine, possibilita a produção por meio de gravações de celulares, câmeras digitais e mini-dvds; inscrições para a      3º etapa vão até o dia 27 de julho de 2009.

Começou a 3° etapa do 1º Festival de Micrometragens Brasileiro Cel.U.Cine, para produções de até 3 minutos em formatos alternativos usando novas mídias como celulares, câmeras digitais e mini-dvds. O tema da vez é “De Arrepiar”.

De acordo com os organizadores do festival, a proposta tem como objetivo estimular a produção e ampliação da difusão de conteúdos no Brasil e no exterior por meio das novas mídias, principalmente, os celulares.

Para atingir esse objetivo, a Cel.U.Cine firmou parcerias com o Canal Brasil, que exibirá com exclusividade os trabalhos selecionados no 1º Festival de Micrometragens, e com a RIO Filmes, que lançará as produções em DVD.

Os interessados em participar devem enviar os filmes e realizar a sua inscrição até o dia 27 de julho de 2009 no portal www.celucine.com.br. O resultado será divulgado no dia 9 de agosto de 2009, durante o Festival Brasileiro de Cinema Universitário.

Liberte seu lado cultural e criativo. Produza seu micrometragem e participe do Festival Cel.U.Cine.

(Release enviado amigavelmente pela assessoria da Cel.U.Cine)

A Primeira Noite de um Homempor Nespoli

30 de junho de 2009

A Primeira Noite de um HomemVoltando à onda de resenhar pedido de leitores, venho aqui atender um pedido de  nossa recente leitora, Amanda do blog Pipoca com Miojo (mas não o nosso Miojo, rs), que sentindo falta de alguns clássicos aqui no blog nos fez um pedido excepcional, o que foi um presente para mim que não tinha visto, ver essa clássica comédia da década de 60 estrelado por nada mais, nada menos que Dustin Hoffman (com 30 anos fazendo um papel de 20 e concorrendo ao Oscar por ele). Acho que a maioria aqui já viu ou já ouviu falar nesse filme então o que eu for escrever aqui não vai ser novidade para muitos. Espero que eu possa inspirar alguém que não tenha visto a ver, aí sim o objetivo teria sido cumprido, rs.

O filme conta a história de Benjamin (o Hoffman) que acaba de se formar (fica meio em aberto no que, parece que é Direito) e está de volta à sua casa. A primeira cena já é antológica, ele chegando no aeroporto ao som de Sound of Silence de Simon & Garfunkel (que foram práticamente catapultados para  a fama nesse filme). Mas então, se eu for ficar detalhando cada cena fantástica do filme eu vou me perder demais, portanto deixa eu voltar a dar uma breve sinopse. Em casa tem uma festa para ele, e em meio à preocupações com o futuro e indecisões sobre a vida, Ben acaba se envolvendo com a Mrs. Robinson (personagem de Anne Bancroft e também nome de uma outra música da dupla Simon & Garfunkel).

O relacionamento perigoso é muito bem mostrado em paralelo com a vida que Ben vai levando, as dificuldades que se passa um recém-graduado (com louvor, diga-se de passagem), de uma família rica, que não sabe o que quer nem o que fazer, que é cobrado como adulto, mas tratado como criança, e o tal relacionamento é o que o mantém em um mundo diferente do seu. Claro que tudo vai mudar com a chegada de Elaine Robinson (Katharine Ross), amiga de infância de Ben e que vai causar um revertério amoroso no improvável casal.

Pronto, sinopse feita, deixa eu tecer alguns comentários sobre o filme. A coisa ruim (ou boa?) de se ver um clássico pela primeira vez é o quanto você se sente forçado a procurar o que o torna um clássico, o porquê de um filme que se fala de um jovem se relacionando com uma mulher mais velha seja até hoje inesquecível. Não consegui achar um motivo fechado e pronto, mas achei várias coisas que somadas devem ter trazido esse status.

Primeiro, as atuações, Dustin Hoffman (acredito que em seu primeiro grande filme) pega o papel e o transforma numa das melhores atuações que eu já vi, o cara tímido e inexperiente se conhecendo a aprendendo com a vida real (experiências que anos de estudos nunca iam dar). Anne Bancroft como uma mulher de meia idade incrivelmente sedutora e Katharine Ross, incrivelmente bela e também muito bem.

Segundo, a trilha sonora. O filme, além das músicas da dupla, não tem mais música. Você fechar o filme em uma trilha musical só, tocada em cenas escolhidas à dedo, é uma estratégia que pode ser genial ou se tornar uma catástrofe. No caso foi genial, músicas lindas, de uma dupla de extremo talento (como dito anteriormente, se tornaram um sucesso mundial com o filme) fazem a sonoridade do filme ser uma experiência fantástica.

Terceiro, a direção de Mike Nichols (vencedora do Oscar, no ano). Essa é uma forte candidata à ter transformado um filme num clássico. Mostra como a objetividade e simplicidade poser ser, realmente, genial. Esse casamento da trilha sonora com as cenas é perfeito. As filmagens através de objetos (e isso é perfeito, filma por trás do balcão do hotel, filma por trás de um aquário, filma por trás das pernas da Mrs. Robindon) são geniais. Esse item foi realmente um dos meus preferidos.

E por último, mas não menos importante, o final do filme. Mostrando toda a impulsidade da juventude, mas deixando uma dúvida no final (queria explicar melhor essa parte mas não vou entregar de bandeja a cena, só se deliciem com os dois (que dois?) sentados no fundo do ônibus com a música tocando e depois me falem o que achou, rs.)

O destaque vai ser mais uma vez negativo e mais uma vez ao DVD. As legendas que vieram com o filme são péssimas, muito mal traduzidas e tira boa parte do sentido do filme, sério, é MUITO ruim mesmo. Uma pena que um clássico tenha ido para a ‘eternidade’ com legendas tão mal feitas. No mais, obrigado Amanda pela dica, e eu gostaria que você (e todos os leitores) me dissessem o que, para vocês, faz esse filme se tornar um clássico. Abraços e até mais.

Avaliação: