WALL-E

Hoje começo pedindo desculpas pelo tempo sem comentar filmes. Como alguns já sabem, Ricardo teve uma filha recentemente e, como ninguém sabe, meu irmão se casou nesse último sábado, dia 12 de julho. Então está tudo uma bagunça. Mas surpresas estão sendo preparadas ainda para esse mês, se Deus quiser. Aguardem!

O filme aqui comentado é Wall-E, uma tentativa da Pixar de fazer o melhor filme do mundo. Talvez exagero meu ai atrás, mas que o filme chega perto disso, chega.


WALL-E conta a história de um robozinho (que dá nome ao filme) construído para ajudar a organizar e reciclar o lixo no mundo, assim como muitos outros robôs. A verdade é que a situação ficou tão precária, que os seres humanos saíram em férias pelo espaço sideral, em uma nave super organizada e mecanizada e deixaram a terra para trás. A idéia era ficar viajando por 5 anos… mas passaram 700.
WALL-E significa “Waste Allocation Load Lifter-Earth-class”, uma coisa que eu não sei traduzir muito bem (fiquem a vontade para comentar sobre isso). E ele é o robô perfeito. Ele praticamente não fala. Ele consegue pronunciar cerca de 3 palavras o filme todo. E por mais mudo, sujo e velho que ele seja, ele é lindo! Ele anda sempre junto com uma baratinha, sua grande amiga, que é um exemplo das brincadeiras que sempre fazemos. Como baratas são resistentes à radiação, sabemos que se um dia os humanos morrerem com bombas atômicas, por exemplo, apenas as baratas sobreviverão. E no filme nós temos uma barata comicamente imortal. Mesmo quando é atropelada pelas rodinhas de WALL-E.
É até difícil explicar como que eles conseguiram isso, mas a personalidade dele é tão profunda e bela, que qualquer humano fica pra trás. Seus olhos e seus movimentos permitem entender o que se passa na “cabecinha” dele maravilhosamente bem, o que é um dos destaques do filme.
Um dia chega na terra uma sonda que verifica se há a possibilidade de existir vida novamente na terra. Afinal, é tudo lixo. A sonda se chama EVE (que significa “Extraterrestial Vegetation Evaluator”, ou Avaliador de Vegetação Extraterrestre). E ela é tão bonitinha e nervosa. Atira em tudo o que se mexe, graças a um instinto de proteção. Mesmo assim, WALL-E se apaixona por ela e, quando ela encontra uma pequena planta e é desativada para esperar a nave que a levará de volta aos humanos, WALL-E continua ao lado dela e parte para uma aventura no espaço para salvar sua amada.
A idéia de um robozinho apaixonado pode ser estranha apenas lendo uma resenha, mas o filme explica muito bem. WALL-E tem alguns prazeres humanos graças ao fato de adorar colecionar antigos objetos de humanos, como o cubo mágico, um Atari e uma fita de video (o musical “Hello Dolly!”, que tem grande importância na história).
O filme é dirigido e escrito por Andrew Stanton, o cara responsável pelos roteiros de Monstros S.A., Procurando Nemo, Toy Story e Vida de Inseto. Seu trabalho aqui assumiu novos patamares. Como disse nosso amigo Vinícius: “o filme ultrapassa os limites da animação”.
Vemos em alguns momentos também as influências da Apple no filme e de outros filmes clássicos de décadas passadas. O blog Brainstorm #9 mostra um WALL-E que emite sons do Mac. A Eve foi desenhada pelo mesmo designer que fez o visual do iPod. Auto, o robô da Axiom (a nave espacial dos humanos), tem a mesma voz do Macintalk. Além disso, WALL-E tem um velho iPod entre seus objetos.
O filme demonstra bem sua crítica a uma sociedade que evita o contato direto, como nos vemos começar hoje. Enquanto humanos ficam na frente dos computadores, felizes, conversando pelo microfone mesmo com pessoas que estão na sala ao lado, WALL-E, sem falar, vive muito mais que nós.
A crítica ao estilo de vida não é mal colocada ou mal pensada. O filme demonstra nós mesmos, que seguimos uma linha geral. Mas isso não quer dizer, como disse Jacques, “que somos de todo mal”, mas sim que estamos mal influenciados pela direção que o mundo está tomando nesse momento.
Um filme pra lá de perfeito, que chega ao cúmulo de alcançar o título de um dos melhores filmes das últimas 2 décadas. WALL-E fala tão profundamente no coração tanto das crianças como dos adultos. É o tipo de filme que merece aplausos quando acaba, sem nenhum medo de ser cafona.

14 comentários para “WALL-E”

  1. Vinícius P. disse:

    Realmente é inegável a qualidade apresentada por “WALL-E”, que ultrapassa tudo que já foi feito em termos de animação e ainda consegue ser o melhor filme do ano. Obrigado pela menção ;-)

  2. Hugo disse:

    Todos estão falando muito bem do filme, mas não sou fã de animação, precisa criar vontade de ver.

    Abraço

  3. Mateus disse:

    Acho que sou o único que não achei Wall-E tããão bom como todos falam, e olha que já assisti duas vezes, mas é inegável de que é muito bem feito, isso sim …

  4. Wally disse:

    MARAVILHOSO! Incontestavelmente valioso e incrivelmente emocionante.

    Nota 9,5

    Ciao!

  5. Cecilia Barroso disse:

    O filme é lindo demais! Adorei cada pedacinho e o meu filho então…
    Para ser visto, comprado e revisitado sempre…
    Beijocas

  6. Pedro Henrique disse:

    Ainda não vi, mas é óbvio que vou assistir no cinema. Não tem como resistir a tanta crítica positiva sobre o filme.

    aBRAÇO!!!

  7. Marcel Gois disse:

    O filme é mesmo um exagero de tão bom! Concordo com sua nota, não tinha como ser diferente. E a coragem dos criadores, realmente não tiveram medo nenhum de ser cafona, merece palmas.

    E by the way, “Waste Allocation Load Lifter-Earth-class” é algo como “Localizador e Coletor de Lixo Classe Terrestre”

  8. Rodrigo Fernandes disse:

    o filme é mesmo perfeito.. fica a te dificil colocar em palavras a sensação que vc sente no termino… muito bom mesmo…
    Abraços, Miojo!!!

  9. Johnny Strangelove disse:

    O problema de ser perfeito é querer ser … assim traduzo Wall-E. Achei apenas um filme bom e nada mais … a magia do robô conquistou a todos … menos eu … mas é um ótimo filme que será lembrado na animação … mas que infelizmente tem seus defeitos …

    abraços

  10. Fifeco disse:

    Sempre fui contra os filmes de animação digital já que considero que perderam toda a magia que as fitas de animação tradicional transpunham para fora do grande ecrã. No entanto, este Wall E tem sido tão bem falado, que admito ter curiosidade em vê-lo.

    Abraço

  11. Buzin disse:

    Pô Miojo! Se vc deu dez, eu até vou assistir! Vc é tão econômico nos dez que tenho certeza de que vai valer a pena!
    ;)

  12. Miojo disse:

    Vinícius,
    De nada. =) É um prazer compartilhar opiniões.

    Hugo, Pedro Henrique, Fifeco e Luiza,
    Assistam. O filme é fantástico!

    Wally, Rodrigo Fernandes e Cecília,
    Tão bonito! não é? =) Fico bobo de pensar naquele rostinho inocente e mecânico hehe.

    Mateus e Johnny,
    Pelo menos concordam que o filme é bom. Já é um passo! Eu realmente achei lindo e maravilhoso.

    Marcel Gois,
    Obrigado pela tradução! Eu sei um pouco de inglês, mas achei um pouco confuso.

  13. Stella disse:

    O filme é maravilhoso muito bem feito.A história é envolvente, estigante. Amei mesmo.

  14. O Cara da Locadora» Arquivo do Blog » Meu Pai Herói disse:

    [...] sem problema algum. Vide os últimos desenhos que andam saindo por aí, cheios de moral, como Wall-E. Bem, como vocês já repararam, o roteiro não é inteligente. Na verdade, como muitos filmes por [...]

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