Antes de Partir

Uma homenagem à duas carreiras fantásticas, para mim é à isso que se resume “Antes de partir” e somente à isso. O filme conta a história de dois homens completamente distintos (um velho mecânico negro, Morgan Freeman e um milionário dono de uma rede de hospitais, Jack Nicholson) que por obra do destino acabam indo parar no mesmo quarto de um hospital, ambos com câncer terminal.

Á princípio a convivência é péssima, Edward Cole (Nicholson) é um velho rabugento, dono do hospital obrigado à dividir o quarto pois publicamente sempre defendeu que quartos nunca teriam de ser individuais, sem exceção e a companhia de um outro homem o irrita profundamente, enquanto Carter (Freeman) é na dele, e a única coisa que lhe parece causar algum desconforto são as visitar de sua esposa. Mas mesmo com tudo diferente (Que isso? Eduardo e Mônica? rs) nasce entre os dois uma cumplicidade que só quem está passando pelo mesmo sofrimento poderiam ter, e dessa cumplicidade nasce uma grande amizade que se concretiza em uma viagem pelo mundo realizando últimos desejos dos dois, em conjunto. Dentre eles saltar de Skydiving e conhecer as pirâmides do Egito. Mas o filme não é nada além disso, tem lições de morais batidas e não carrega uma profundidade que o gênero poderia carregar, e é por isso que eu disse lá em cima que para mim se trata apenas de uma homenagem à duas grandiosas carreiras. Jack Nicholson interpreta o que mais sabe fazer, um homem excentrico, por deveras vezes arrogante, mas que sempre cativa quem está ao seu redor com atos de grandeza inesperados, enquanto Morgan Freeman também interpreta o seu papel predileto, um velho (desde que eu me entendo por gente ele é velho, rs) sábio, que por mais humilde que seja sempre tem muito à ensinar. Outra coisa que eu andei reparando são os filmes do Nicholson recentemente que celebra de uma forma muito sadia a sua idade, filmes como “Alguém tem que ceder” e “Confissões de Schmidt” mostram o ator reconhecendo sua idade e tirando um ótimo proveito disso. Resumindo, um filme mediano mas que vale à pena pelas grandes atuações de dois dos melhores atores da história do cinema norte-americano. Destaque para Sean Hayes, o Jack de Will and Grace, que mostra que é um excelente ator e quebrou um certo preconceito da minha parte (vai dizer que todos vocês não achavam que ele era gay na vida real?).

11 comentários para “Antes de Partir”

  1. Isabela disse:

    Ja me falaram que não é um grande filme, mas gostaria de ver apenas por essa dupla aí.

  2. Robson Saldanha disse:

    Nossa… só eu que adorei esse filme? Acho que não era tão crítico na época…

  3. Fifeco disse:

    Realmente não se pode dizer que seja um grande filme, pois vale pelo duo protagonista. Não entanto, não deixa de ser mágico em algumas ocasiões. Vale pela experiência.

    Dou-lhe 7/10

    Abraço

  4. Wally disse:

    Achei o filme falso demais para emocionar. O que salva ele são os atores, ótimos. A mensagem é válida, mas nada conseguiu me convencer.

    Nota 5,5

    Ciao!

  5. Nespoli disse:

    Isabela
    É o que eu disse, acho uma homenagem aos dois, cada um com os personagens que eu julgo mais característicos, realmente vale à pena por isso…

    Robson
    Po, hehehe, eu não gostei, mas opiniões são assim, essa é a graça…

    Fifeco
    É, não é ruim, rs…

    Wally
    Acho que você disse tudo, falso demais…

    Valeu pela opinião, aos poucos eu to voltando, prometo, rs… abraços…

  6. Pedro Henrique disse:

    6.0 é justo para o que Antes de Partir conseguiu produzir. Apesar da dupla de protagonistas estar muito bem, o filme tem uma história barata e que não convence. Mas o filme é divertido.
    Abraço!

  7. Cecilia Barroso disse:

    Eu tive uma história totalmente diferente com esse filme. Ele foi lançado meses depois de uma cirurgia enorme (a segunda) que eu fiz depois de descobrir que estava doente.
    Sabe como é, né? Só do filme tratar de algum assunto que já conhecemos bem, já gostamos mais…
    Vou ver se revejo qualquer dia para ter uma opinião mais imparcial.
    Beijocas

  8. Mateus disse:

    Assim como o Robson, eu adorei o filme! Além de ter uma lição de vida, ainda tem a dupla dinâmica com ótimas atuações, dando um show de atuação! De qualquer forma, o filme tem um certo “valor sentimental” pra mim, que acabou me convencendo e se tornando um dos meus filmes preferidos!

    Abraço
    Mateus

  9. Hugo disse:

    O filme deve valer pela dupla, apesar de ser sempre pesado filme com personagens doentes, mesmo quando tentam injetar um pouco de comédia e amizade para compensar.

    Abraço

  10. Nespoli disse:

    Primeiro, desculpem NOVAMENTE pela demora, eu JURO que meu tempo logo vai melhorar, rs… Só à nível de curiosidade, a mocinha tá cada dia mais linda, hehe

    Pedro
    Que bom que concorda comigo, duas boas atuações para um filme extremamnete “falso”.

    Cecilia
    Ahn, isso acontece demais, eu vi “Ligeiramente grávidos” quando a gente ficou sabendo que minha namorado estava grávida, o filme tem outra conotação para mim.

    Hugo
    A pluraridade de opiniões é sadia, e um filme com Jack Nicholson e Morgan Freeman pode trazer vários sentimentos, completamente compreensível, hehe..

    Hugo
    É, eu sempre fico meio deprimido com filme sobre doentes e coisas do tipo, mas esse eu achei meio falso que não me emocionou (quase nunca)…

    Bjus e abraços pros que ficam…

  11. Gustavo H.R. disse:

    Esse filme não parece representar uma experiência muito marcante, então fica difícil criar vontade de assistir - exceto, lógico, pelos dois atores que o protagonizam.
    E o tema com doença deve ficar ainda pior por ser meio comédia.

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