Meu Pai Herói
O que você está fazendo? Em que diabos você estava pensando?
Essas frases devem ter soado na cabeça do cara que pagou 450 mil dólares para comprar os direitos autorais do filme homônimo francês e regravá-lo em inglês, logo que ele notou que a nova versão não seria nenhuma maravilha.
Meu Pai Herói conta a história de Nikki, uma garota de 14 anos que quer se achar uma mulher. Ela sai de viagem com seu pai (que é divorciado) para passar 10 dias em Bahamas. Lá ela inventa mil histórias para fazer Ben, o garoto por quem ela arruma uma quedinha, acreditar que seu pai André na verdade é seu amante e que ela é bastante crescida. Isso deveria impressioná-lo, mas as coisas ficam difíceis e quando seu pai descobre, ele acaba entrando nessa também e por aí vai.
Eu acabei vendo esse filme no Cinemax em uma sexta-feira a noite após o trabalho. Não tinha muito o que fazer. A prova disso é que acabei de assistí-lo e estou aqui, escrevendo sobre ele (N.d.E: a resenha foi escrita na sexta, mas colocada no ar apenas no domingo). E o filme não é bom. Realmente.
A única coisa que o filme fez de bom foi manter Gérard Depardieu no papel de André (já que foi ele que fez o papel na versão francesa). Mas não sei se vale vê-lo em um filme tão mais ou menos assim. Nikki é interpretada por Katherine Heigl (de Gray’s Anatomy), que na época tinha apenas 16 anos e já era bonitinha. O outro papel do filme, do garoto Ben, é de Dalton James (o Mark, de Barrados no Baile). Emma Thompson, que é a nova namorada de André e também finge ser adulta e não atende seus telefonemas, é uma bela atriz que nem foi aproveitada. Ela aprece só na última cena.
Não sei realmente o motivo para pegar um roteiro desse e refilmá-lo. É claro que é um filme bem americano e para crianças, adolescentes e tudo o mais. Mas crianças não precisam ver filmes retardados. Elas conseguem assistir filmes inteligentes sem problema algum. Vide os últimos desenhos que andam saindo por aí, cheios de moral, como Wall-E.
Bem, como vocês já repararam, o roteiro não é inteligente. Na verdade, como muitos filmes por aí, ele não é nem passível de se acreditar. Uma menina, que gosta de um garoto. Ok. Aí ela inventa pra ele que o pai dela é amante dele? E quando o pai dela descobre, ao invés deles esclarecerem as coisas, ele ainda entra no jogo e continua fingindo isso? Acho que não, heim.
A lógica aqui vai além das frescuras adolescentes. O mundo é não de conto-de-fadas assim. A garota tem 10 dias de férias. Se ela admitisse contar para o garoto assim que seu pai descobriu, eles ainda teriam metade disso para ficarem juntos e trocarem beijinhos. Mas por algum motivo nunca é assim. Ela fala que “não pode contar”, que “vai contar na hora certa” e ai espera até o último dia dela lá para fazer alguma coisa, pra ele ficar bravo, ela fazer alguma loucura de amor, eles se encontram no baile de noite e trocam 2 beijinhos, e pronto. Fim de papo.
Não sei se alguém vai ligar muito de eu ter falado demais aqui em cima, afinal, o filme não é bem um lançamento. Mas é porque hoje resolvi ficar irritado com a falta de criatividade em roteiros de filmes.
26 de outubro de 2008 às 22:02
Realmente estamos cansados de ver filminhos meio bestas…esses dias no corujão eu acabei vendo “por tras daquele beijo” com a Meg Ryan…não é booommm mas me ajudou a dormir hauahahhau.
bjokas,
vivi
27 de outubro de 2008 às 10:09
Não conhecia o filme…mas não parece ser muito memorável. Gerard deveria ter feito melhor…
Ciao!
27 de outubro de 2008 às 20:13
Miojo, eu nunca vi este filme. Minha vovó ama de paixão, hahahahaha. E olha que ela me influenciou no cinema clássico, hein. Me fez amar …E o Vento Levou, Ben-Hur, Casablanca…
Gérard nunca foi um excelente ator. Faz direitinho em 1492… mas só.
Abraços.
27 de outubro de 2008 às 21:00
Esse filminho é muito bobo mesmo e, pior, é o original muito mal copiado.
Perderam uma boa chance de poupar algum dinheiro.
E concordo com você, a fórmula é sempre a mesma, né?
Beijocas
28 de outubro de 2008 às 6:48
Comédias são os tipos de filmes que menos assisto, depois de musicais. É questão de falta de atração mesmo. E com esse ai, ocorreu o mesmo…
28 de outubro de 2008 às 9:24
Eu vi o filme e gostei!
Abraço!
28 de outubro de 2008 às 17:47
Viviana,
A Meg Ryan manda bem em poucos filmes. No caso do filme que você viu, é só mais um dessas comédias românticas ruins.
Wally,
Com certeza não é memorável.
Kau,
sua avó gosta desse filme? Que coisa hehe. Bem, como filmes sempre agradam um e entristecem outros…
Cecilia,
Sim, sim. Sempre a mesma. E ficar refazendo filmes talvez seja pior ainda. Afinal, os direitos para refazer esse filme foram comprados antes mesmo dele chegar aos Estados Unidos. As vezes a gente se apressa.
Alyson,
Eu até gosto de comédias. Mas umas comédias engraçadas de verdade. Nem precisa ser realista, desde que seja bem feita. O importante é me fazer acreditar.
Pedro Henrique,
É o que eu falei ali em cima, as vezes um filme agrada um, outras vezes agrada o outro. Mas eu realmente não fui com esse filme =) Abraços!