A Primeira Noite de um Homem
30 de junho de 2009Avaliação:
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Tags: Anne Bancroft, Dustin Hoffman, Elaine Robinson, Katharine Ross, Mrs Robinson, Relacionamento, Simon & Garfunkel, Sound Of Silence
Esse post foi publicado de terça-feira, 30 de junho de 2009 às 13:43, e arquivado em Comédia. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Você pode comentar ou mandar um trackback do seu site pra cá.
Voltando à onda de resenhar pedido de leitores, venho aqui atender um pedido de nossa recente leitora, Amanda do blog Pipoca com Miojo (mas não o nosso Miojo, rs), que sentindo falta de alguns clássicos aqui no blog nos fez um pedido excepcional, o que foi um presente para mim que não tinha visto, ver essa clássica comédia da década de 60 estrelado por nada mais, nada menos que Dustin Hoffman (com 30 anos fazendo um papel de 20 e concorrendo ao Oscar por ele). Acho que a maioria aqui já viu ou já ouviu falar nesse filme então o que eu for escrever aqui não vai ser novidade para muitos. Espero que eu possa inspirar alguém que não tenha visto a ver, aí sim o objetivo teria sido cumprido, rs.
O filme conta a história de Benjamin (o Hoffman) que acaba de se formar (fica meio em aberto no que, parece que é Direito) e está de volta à sua casa. A primeira cena já é antológica, ele chegando no aeroporto ao som de Sound of Silence de Simon & Garfunkel (que foram práticamente catapultados para a fama nesse filme). Mas então, se eu for ficar detalhando cada cena fantástica do filme eu vou me perder demais, portanto deixa eu voltar a dar uma breve sinopse. Em casa tem uma festa para ele, e em meio à preocupações com o futuro e indecisões sobre a vida, Ben acaba se envolvendo com a Mrs. Robinson (personagem de Anne Bancroft e também nome de uma outra música da dupla Simon & Garfunkel).
O relacionamento perigoso é muito bem mostrado em paralelo com a vida que Ben vai levando, as dificuldades que se passa um recém-graduado (com louvor, diga-se de passagem), de uma família rica, que não sabe o que quer nem o que fazer, que é cobrado como adulto, mas tratado como criança, e o tal relacionamento é o que o mantém em um mundo diferente do seu. Claro que tudo vai mudar com a chegada de Elaine Robinson (Katharine Ross), amiga de infância de Ben e que vai causar um revertério amoroso no improvável casal.
Pronto, sinopse feita, deixa eu tecer alguns comentários sobre o filme. A coisa ruim (ou boa?) de se ver um clássico pela primeira vez é o quanto você se sente forçado a procurar o que o torna um clássico, o porquê de um filme que se fala de um jovem se relacionando com uma mulher mais velha seja até hoje inesquecível. Não consegui achar um motivo fechado e pronto, mas achei várias coisas que somadas devem ter trazido esse status.
Primeiro, as atuações, Dustin Hoffman (acredito que em seu primeiro grande filme) pega o papel e o transforma numa das melhores atuações que eu já vi, o cara tímido e inexperiente se conhecendo a aprendendo com a vida real (experiências que anos de estudos nunca iam dar). Anne Bancroft como uma mulher de meia idade incrivelmente sedutora e Katharine Ross, incrivelmente bela e também muito bem.
Segundo, a trilha sonora. O filme, além das músicas da dupla, não tem mais música. Você fechar o filme em uma trilha musical só, tocada em cenas escolhidas à dedo, é uma estratégia que pode ser genial ou se tornar uma catástrofe. No caso foi genial, músicas lindas, de uma dupla de extremo talento (como dito anteriormente, se tornaram um sucesso mundial com o filme) fazem a sonoridade do filme ser uma experiência fantástica.
Terceiro, a direção de Mike Nichols (vencedora do Oscar, no ano). Essa é uma forte candidata à ter transformado um filme num clássico. Mostra como a objetividade e simplicidade poser ser, realmente, genial. Esse casamento da trilha sonora com as cenas é perfeito. As filmagens através de objetos (e isso é perfeito, filma por trás do balcão do hotel, filma por trás de um aquário, filma por trás das pernas da Mrs. Robindon) são geniais. Esse item foi realmente um dos meus preferidos.
E por último, mas não menos importante, o final do filme. Mostrando toda a impulsidade da juventude, mas deixando uma dúvida no final (queria explicar melhor essa parte mas não vou entregar de bandeja a cena, só se deliciem com os dois (que dois?) sentados no fundo do ônibus com a música tocando e depois me falem o que achou, rs.)
O destaque vai ser mais uma vez negativo e mais uma vez ao DVD. As legendas que vieram com o filme são péssimas, muito mal traduzidas e tira boa parte do sentido do filme, sério, é MUITO ruim mesmo. Uma pena que um clássico tenha ido para a ‘eternidade’ com legendas tão mal feitas. No mais, obrigado Amanda pela dica, e eu gostaria que você (e todos os leitores) me dissessem o que, para vocês, faz esse filme se tornar um clássico. Abraços e até mais.


Tenho esse filme na “pilha” dos que comprei e ainda não consegui ver. Foi-me recomendado por muitas pessoas, daí o ter comprado… espero que as legendas estejam melhores que as do teu dvd
Bjks
Esse filme é muito belo, não só pela história, mas pelo conjunto. Os atores são ótimos, meu destaque principal vai para as interpretações de Anne Bancroft e Dustin Hoffman, na época, iniciante.
Bom destaque para a trilha sonora, que é belíssima! Para ter uma idéia, cada cena se completa com a música, como se fossem uma… Perfeito!
Trata-se de uma comédia, mas com umas risadas que trazem no fundo uma sensação estranha, como se fosse estivesse passando ou sentindo as mesmas coisas que o personagem principal.
A jogada dos movimentos da câmera é muito boa! Parece que estamos lá, que estamos sendo observados pelos personagens!
Por tudo isso, esse filme se torna um clássico imperdível!
Obrigada por divulgar meu blog (me senti honrada!), qualquer dia desses eu posto uma resenha desse filme…
Que bom gostou do filme!
Abraços! Obrigada por atender meu pedido!
Clássico, clássico, clássico! Muito bom!
@Gema – Espero que você veja em breve então, rs. E eu também torço pelas suas legendas, haha…
@Amanda – Você descreveu muito bem o filme, espero que você poste mesmo uma resenha sobre ele para que a gente possa ver. Sobre divulgar seu blog, não fiz nada mais do que eu devia, rs… Obrigado você pela excelente dica…
@Bruno Pongas – Realmente muito bom, adorei ter assistido…
Obrigado pelos comentários, pessoal, voltem sempre…
Miojo e Nespoli,
Tô passando pra dizer que tem um selo esperando por você lá no Portal Cine. =)
Clássico! Genuíno, charmoso, genial e delicioso. Meu típo de cinema.
Filme de nota máximo, que merece todo o culto em seu redor. O argumento é de faíscas, os actores não poderiam ser melhor escolhidos e a música é deliciosa.
Abraço.
Olá, indiquei teu blog no meu: Cine Dewonny = http://www.cinedewonny.blogspot.com/
Se puder indicar o meu no teu tbm seria ótimo..hehe..
Já faz tempão q vi esse clássico, mas lembro q gostei bastante, filmaço!
Abs! Diego!
Filme Formidável e histórico.
O Mike Nichols só realiza filmaços adaptados de peças do Teatro (Quem Tem medo de Virginia Wolf?, A Gaiola das Loucas & Closer- Perdo Demais) Perto do Sam Mendes é o melhor cineasta em atividade nos EUA que vem do teatro.
Abraço.
Filmaço. Completamente “moderninho” para a época. O que é aquela câmera subaquática? Sensacional!
Abs!
@Robson Saldanha – Opa, valeu mesmo Robson, em breve estaremos postando aqui também.
@Wally – Então tem um gosto muito bom para cinema, haha, mas isso eu já sabia.
@Red Dust – Assino em baixo em tudo que disse.
@Dewonny – Quanto ao filme, sugiro até que o reveja, rs. Sobre indicar, hum? Indicou em algum selo? De qualquer forma, colocaremos um link seu ali do lado, volte sempre.
@Rodrigo Mendes – Eu até já sabia dessa peculiaridade do Sam Mendes, mas confesso que na minha ignorância desconhecia o mesmo do Nichols. Realmens eles souberam fazer muito bem essa migração.
@Vulgo Dudu – Realmente a “modernidade” dele é algo surpreendente…
Valeu pelos comentários pessoal, continuem nos visitando, rs…
A cena que mais me marcou, estranhamente, foi aquela que ele vai na escola (?) dela, e ela, ignorando-o, entra na sala. A porta se fecha e ele fica ali parado e um segundo depois o sinal toca e ela sai da sala. É muito perfeito isso. É aquela exata sensação de que o tempo não é nada. Um segundo pode muito bem significar uma hora, como no caso. Foi muito fantástico, aquilo.
Fora isso, todo mundo aqui pode ter uma idéia de como foi o final bastando assistir aquele Dizem Por Aí, com a Jeniffer Aniston, Kevin Costner etc. Ele é meio que uma continuação mal feita da Primeira Noite de um Homem.
Ah, inclusive li uma vez que Paul Simon tinha sido chamado para fazere a trilha sonora do filme mas estava trabalhando em outro material. Foi aí que o diretor do filme viu uma de suas músicas, que se chamava Mrs Não Sei Quem Lá, e o obrigou a mudar para Mrs. Robinson, porque se não eles não teriam uma música para o filme. Quem reparar na letra da música vai perceber que não tem nada a ver com o filme =)
@Miojo – É uma faculdade, rs. Mas essa cena realmente é muito boa, o filme é cheio desses detalhes que fazem ele ser tão bom como é. Mas no filme “Dizem por Aí” tem uma diferença gritante do filme, pelo menos foi o que minha mãe e irmã disseram (já que eu não o vi, mas fiquei curioso). Sobre a trilha sonora, muito legal essa história aí, rs…
Abraçso…
É um filme extremamente simpático e com um trilha sonora inesquecível. Mike Nichols já mostrava seu talento na direção e no cuidado com as interpretações do elenco.
Abraço
Nespoli, o filme tem os predicados que você citou, isso há de se reconhecer, assim como o fato de ser clássico, mas ele não me conquistou, não rolou identificação. Acho que vi o filme muito novo! Naquela época, nem prestei atenção nas legendas do DVD.
Cumps.
Este filme é sensacional! Clássico absoluto!!
@Hugo – Mike Nichols realmente esteve de parabéns na condução deste filme.
@Gustavo – Ahn, tente ver novamente, não custa nada, rs.
@Ciro – Concordo plenamente.
Valeu pessoal, obrigado por voltarem a comentar, rs…
Uma das minhas prioridade da minha lista de visionamentos!
The Graduate é um filme, em tudo, extraordinário. Um dos meus all time favourites. A ironia, a sátira, a decadência… Tudo é equilibrado de forma brilhante neste genial filme de Nichols.
Abraço
@Filipe Machado – Eu demorei pra ver, mesmo imaginando que fosse muito bom, e só vi agora por que a Amanda me pediu. Eu recomendo que o faça urgentemente e depois venha dizer o que achou, rs…
@Fifeco – Concordo plenamente Fifeco, ele realmente conta coisas de uma forma extraordinária… E vai muito além do que se mostra, precisa entender o filme de uma forma diferente… Perfeito mesmo…
Obrigado e até mais…
Sempre fui louca para ver esse filme, Dustin Hoffman bem novinho. Gostei do filme, achei estranho a velocidade do filme, diferente de hoje em que os filme são mais rápidos, tem mais movimento. Até a década de 70 as coisas aconteciam no filme de uma forma lenta, calma. Cada época com seu estilo. A música do filme também é boa e tem cenas memoraveis.
@Kátia Lopes – Ahn sim, tem zooms esquisitos também e a voz do pai dele é tipicamente de atores da época. Muitos filmes tem esse diferencial, de quando foram feitos, o que torna um pouquinho mais charmoso vê-los… Obrigado pela visita, abraços…
Oi Amigos!
Postei lá no Pipoca com Miojo uma resenha desse filme. Se puderem, deem uma passada por lá…
Abraços!
Vou falar do final, então, se não viu o filme, não continue lendo… Dizer que o final é dúbio é fácil demais… os risos eufóricos seguidos de um olhar de dúvida… A questão que quero propor é: O que significa o final? Qual a mensagem? Seria aquela a graduação? Quero dizer: Os dois enfrentaram o passado e estavam finalmente indo para o futiro. Uma fase acabou, você está feliz e comemorando. Mas agora começa uma nova fase… O que virá? E o que virá causa medo, ansiedade? E aí povo? O que me dizem? Minha teoria é mais ou menos essa, mas ainda asim o final me confunde um pouco, afinal não consigo ter certeza do que diz, mas sei que aqueles olhares foram colocados lá com um forte propósito…