Invictus
10 de fevereiro de 2010Avaliação:
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Tags: Clint Eastwood, Copa Do Mundo, George Clooney, Invictus, Madiba, Matt Damon, Morgan Freeman, Nelson Mandela, Torcida
Esse post foi publicado de quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 às 0:02, e arquivado em Drama. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Você pode comentar ou mandar um trackback do seu site pra cá.
Leitores. Essa é nossa primeira resenha escrita por um convidado que, não por acaso, é um grande leitor nosso, o Marco Antonio. E foi com prazer que O Cara da Locadora criou um usuário com o nome dele, onde há uma breve descrição e algumas informações. Obrigado, Marco, e divirtam-se, leitores!
Fui ao cinema para ver Amor sem Escalas com George Clooney. Infelizmente (ou felizmente) cheguei atrasado e o que encontrei foi uma sessão de Invictus esperando por mim. Eu já havia visto o trailer e apesar de não ser um fã de rúgbi (apesar de gostar de futebol americano) um filme estralado por Morgan Freeman e Matt Damon e dirigido por Clint Eastwood já atinge (e supera em muito) as credenciais necessárias para me fazer entrar em uma sala de cinema, sobretudo abordando um tema tão interessante e polêmico: o racismo.
Vamos ao filme. Em 1990 o ativista contra o regime racista do aparthaid, Nelson Mandela (Morgan Freeman), é liberto após cumprir a pena de 27 anos de prisão. Após intensas negociações para que houvesse uma eleição democrática na África, onde os negros teriam seu direito a voto respeitado, as eleições são marcadas para o ano de 1994 quando Mandela vence o pleito tornando-se o primeiro presidente negro da África do Sul.
Apesar do sucesso nas eleições o novo presidente da África do Sul tem consciência da necessidade de que precisa atenuar o conflito racial de seu país e é aí que entram os Springboks e seu capitão François Pienaar (Matt Damon). Se você entende tanto de rúgbi quanto eu, então eu preciso dizer que esse é o nome da seleção sul-africana desse esporte. Esse time foi formado na época em que a África do Sul ainda vivia o regime do aparthaid e apesar de ser uma paixão dos brancos os “Boks” (assim chamados pelos fãs) são odiados pelos negros, que sempre torcem contra por verem no time uma representação do antigo regime racista.
Em 1995 aconteceria e copa do mundo de rúgbi que seria na África do Sul, agora presidente Mandela vislumbra nesse evento a possibilidade de fazer seu povo esquecer as suas diferenças raciais e se aproximar em prol da torcida por sua seleção. Com esse objetivo Madiba (como é conhecido Mandela na África do Sul por seu clã) se aproxima de Pienaar e o envolve na campanha que pode ser considerada como a mais importante dos Springboks de todos os tempos.
Quem mais se destaca no filme é Matt Damon. Por incrível que pareça, eu não vi profundidade na composição do personagem de Morgan Freeman (apesar de ter achado muito semelhante fisicamente), ele estava interpretando ninguém menos do que Nelson Mandela, que acaba ficando sem brilho durante o longa-metragem. O que me faz pensar que o filme esteve muito focado na campanha dos “Boks” e abordou com pouca profundidade e intensidade um problema tão importante quanto o racismo. Algumas cenas com o grupo de seguranças responsável pela proteção do presidente também dão um bom toque de humor ao filme. A direção e o roteiro não pecam, mas não surpreendem. Já as cenas dos jogos de Rúgbi ficaram realmente boas, o que deve aguçar o interesse de alguns pelo esporte.
Recomendo o filme por se tratar de uma produção hollywoodiana que, apesar de timidamente, aborda questões importantes. Para terminar deixo o belo poema de William Ernest Henley que inspirou Mandela durante o tempo que esteve na cadeia e que dá nome ao filme:
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.



Ainda não assisti ao filme, mas o faria devido ao Clint (apesar de não conhecer nada de sua filmografia, sua reputação me atrai). Quanto a Matt Damon, ele é um dos atores que eu mais desprezo. Abraço!
Gostei menos que vc, acho q só presta mesmo quando focaliza a Copa de Rugby.
Gostei mais do que eu deveria. Possui bastante falhas, mas Eastwood é um belo manipulador. Acaba conquistando de forma transcendente.
4/5
Putz, não concordo muito com a crítica… principalmente quando você falou que o Matt Damon se destacou mais que o Morgan Freeman.
Eu não achei que o Morgan Freeman foi essa coisa toda, mas o Matt Damon não fez nada demais. Ele não conseguiu passar a importância que um capitão de um time de rugbi tem. Só acertou no sotaque.
E o filme não era pra ser sobre o racismo em si e sim sobre como Freeman usou o rugbi pra tentar acalmar as coisas. Claro que seria mais interessante a primeira opção, mas não era o objetivo do filme.
Abs.
Não é nem de perto o melhor filme de Eastwood. Mas mesmo assim é um ótimo filme.
Abraços!
Vou assistir agora no carnaval, junto com “O fim da escuridão” e outros mais! Mal posso esperar!
Vou ver amanhã. parece-me ser um excelente filme mas as críticas não têm sido as mais favoráveis. Espero que a visualização dos acontecimentos não me faça mudar de ideias.
Abraço
O Clint atingiu um nível de maturidade fílmica onde dificilmente fará um filme que não seja no mínimo bom. Invictus, via de regra, é até um pouco mais que isso.
Abs!!!