Arquivo da Categoria ‘Ação’

O Fim da Escuridão

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

O Fim da EscuridãoNada como o retorno de Mel Gibson às telas do cinema. A última vez que ele havia atuado em alguma coisa tinha sido na série Complete Savages, em 2005! E o seu retorno não deixou muito a desejar.

O Fim da Escuridão conta a história de Thomas Craven (Mel), um detetive de Boston que vê sua filha ser assassinada ao seu lado, com um tiro de fuzil. Mas não é só isso. Pouco antes, ele havia descoberto que ela estava bastante doente e antes que ela pudesse lhe contar algo muito importante, ela se foi. Vemos então uma busca desregrada para saber o que aconteceu que envolve a polícia, a CIA, a NSA e empresas poderosas americanas.
Só de dar uma lida nessa sinopse, acredito que dá para se reparar que o filme toma proporções inimagináveis até chegar ao final. E esse, na minha opinião, é o pior ponto do filme. Quando você vê um filme como Busca Implacável, e vê que a situação envolve apenas um grupo de caras que sequestra e vende garotas jovens como escravas sexuais para uns homens ricos, você acredita, porque essas coisas existem de verdade. Mas a conspiração de O Fim da Escuridão foi um pouco demais pra mim. E o fato de o personagem de Gibson chegar ao topo da pirâmide também é um pouco demais. Porque personagens principais são imortais?
Mas também, acho que se minha filha fosse assassinada e ela fosse tão linda e maravilhosa quanto Bojana Novakovic eu também faria questão de achar o líder da conspiração e acabar com ele.
OK, deixando a bobeira de lado, vamos para os pontos positivos do filme. Mel Gibson está muito bem. Eu achei ele aqui parecido com o papel que ele fez em Sinais. Posso estar exagerando, mas acho que esse jeito silencioso, pensativo, combina com o homem.
As vezes você vê uma foto de um desses atores hollywoodianos e eles estão gordos, feios e de cabelo branco, e a matéria diz “Mel Gibon fotografado fora de forma em seu sítio no Texas” ou algo do tipo. E você simplesmente pensa que é aquilo ali e acabou. O cara perdeu o jeito e pronto. Mas um ano depois ele volta e, no cinema, você percebe que ele não mudou nada desde o último filme! É uma loucura! Maquiagem tem tanto poder assim?
Voltando mais uma vez o foco, achei esse filme bem no estilo Busca Implacável mesmo. Mas Busca Implacável é sangue frio desde o começo. Tiro, soco e violência controlada para todo lado. O Fim da Escuridão começa mais investigativo. É apenas quando as coisas vão chegando em um ponto sem retorno que a loucura toma conta de Thomas Craven e sangue voa para todo lado.
Minha conclusão é que o filme valeu a pena. Não é uma obra-prima mas um bom passa-tempo. É o que esses filmes de ação/investigação tem a oferecer. E 3 vivas para Mel Gibson!

p.s.: segue aqui um agradecimento ao meu amigo Alexandre, de São Paulo, pelos convites de cinema que me fizeram assistir a esse filme! Aguardo mais convites, heim! =)

Avatar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AvatarVou começar de forma bem enfática pois o filme merece. Sabe tudo o que você ouviu esse tempo todo sobre Avatar? Todo o alarde sobre sua técnica e beleza? Pois é… É tudo a mais pura verdade. James Cameron acertou em cheio e essa corre o risco de ser a obra-prima da sua vida (estou radicalizando aqui, já que ele é o diretor de Titanic). Ainda estou extasiado com a linda história de amor e o recado humanitário e ecológico que o filme traz (mas calma, essa segunda parte não é tão profunda assim, ainda estamos falando de um filme comercial de Hollywood, rs).

Pois então, falar desse filme deve soar um pouco repetitivo já que provavelmente todos aqui já ouviram falar e/ou já viram o filme que estreiou mundialmente nesse final de semana. Ele se passa num futuro distante quando o planeta Terra está explorando um novo planeta chamado Pandora, em busca de um mineral absurdamente valioso. Nesse planeta temos uma raça nativa, os Na’vi, que vivem em extrema comunhão com o planeta e, claro, oferecem resistência contra essa invasão. A história é centrada em Jake Sully - ou Jakesully para os Na’vi – (Sam Worthington) , um soldado portador de deficiência física cujo irmão gêmeo era um cientista que ia participar de um experiemento mas antes de conseguir foi assassinado em um assalto.

O experiemento consistia numa transferência virtual de consciência e pensamento para criaturas Na’vi “fabricadas” à partir de DNA Na’vi e DNA da pessoa que seria transferida (por isso o irmão gêmeo foi convocado), essas criaturas foram chamadas de Avatares. Não sei se entenderam direito, mas as pessoas entram em um lugarzinho e controlam com a mente essas criaturas para poderem ter acesso a segredos e a cultura da raça facilitando assim a invasão.

A história é essa, e não precisa de mais nada. Não que a história seja ruim mas se torna secundária pela beleza estética fora do comum. Um filme como esse pode até ser visto (e to falando isso pois tive de ver assim por causa de disponibilidade do cinema) dublado que você nem percebe que não está vendo com a lingua original de tão extasiado que você fica com as belezas do filme. Nem vou me aprofundar aqui nas atuações mas temos uma ótima Sigourney Weaver como Dra. Grace, a criadora do experimento, um Sam Worthington realmente bom – além de ser interessantíssimo como afirmação um portador de deficiência como protagonista – além de Stephen Lang que faz o Coronel Quaritch, comandante militar da operação que ganha muito destaque no filme e consegue segurar a barra, apesar de , por vezes, levemente clichê na atuação.

Eu sugiro agora que você pare de ler imediatamente e corra para o cinema mais próximo para ver essa obra-prima do cinema-tecnologia. Não deixe para ver quando chegar nas locadoras e nem ouse a baixar no computador. É um filme que DEVE ser visto no cinema e provavelmente será aplaudido no final. Eu nem vou dar destaque pois pelo tanto que repeti a palavra “beleza” e “extasiado” vocês já devem ter entendido. Parabéns James Cameron!!!

PS: Revi o filme no dia 05/01, fui ver legendado e em 3D, tenho alguns complementos a fazer. Primeiro, esqueçam o que disse sobre Stephen Lang, ele não está mal, quem estava mal era o dublador dele. Por último, a tecnologia 3D deixa o filme mais estupendo e deixa Pandora mais linda, tente ver em 3D.

Inimigos Públicos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Inimigos PúblicosBem, não costumo fazer isso mas vou dedicar esse post a um amigo. Esse vai para o Gabriel Riva, ex- economista e futuro advogado, que não gostou de uma obra de arte como essa, rs. Agora é sério, esse é um filme como poucos. Um filme que conta uma história real, interessante, deveras violenta e o faz com uma sutileza e beleza difícil de imaginar. Um filme que se sustenta pela sua trilha sonora linda, pela fotografia e ambientação maravilhosas, pela direação firme de Michael Mann e principalmente por dois pilares de atuação, Johnny Depp e Christian Bale – além da ótima Marion Cotillard.

Pois então, acabei comentando minhas impressões sobre o filme antes de falar sobre ele própriamente dito, parece que estou fugindo do meu padrão hoje. É uma cinebiografia de um dos maiores bandidos da história dos EUA, John Dillinger (Johnny Depp) que juntamente com seu bando foi responsável por inúmeros roubos a bancos em várias partes do país, além de comandar e participar de fugas sensacionais de cadeia. Paralelamente a sua história conhecemos Melvin Purvis (Christian Bale), inspetor do Bureau of Investigation (aparentemente ainda não Federal) que é responsável para capturar Dillinger que ficou conhecido como o Inimigo Público Nº 1. Juntamente com essa caça vamos vendo a necessidade que se encontra de uma polícia federal (o futuro FBI 0 Federal Bureau of Investigation) e os jogos de bastidores responsáveis por essa mudança na história da segurança pública norte-americana.

A história, por si só, já é interessantíssima. Claro que não foge muito do comum, até porque é uma história da década de 40 baseada em fatos reais, e que já foi utilizada por muita gente para se criar ficções das mais variadas. Só que o filme vai além da história de gato e rato e mostra as relações humanas dessas pessoas, o amor de Dillinger pela jovem Billie (Marion Cotillard) e as consequencias desse amor. Vou ficando por aqui, recomendando a todos que vejam o filme mas não procurem apenas ação (apesar de ter cenas de ação FANTÁSTICAS, os efeitos sonoros e visuais são realmente de tirar o chapéu) e tentem encontrar beleza nas coisas mais comuns – essa é para você, Gabriel, rs. O destaque vai, com certeza, para a ambientação do filme, que além de te inserir numa época mostra o glamour de uma vida que passou e não volta mais.

Distrito 9

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Distrito 9Então, só pra começar, não são camarões, são grilos!

Diz a lenda que Peter Jackson ia trabalhar junto com Neill Blomkamp no filme Halo. Como o projeto foi cancelado, ele disse para Neill “Então… temos 30 milhões de dólares para fazer um filme. Boto fé em você, garoto. Vai lá!”. E foi assim que o diretor colocou em prática a adaptação da história de seu curta-metragem Alive in Joburg e preparou o que na minha opinião é um dos melhores filmes de 2009: Distrito 9.

O filme conta a história de Wikus Van de Merwe (o estreante Sharlto Copley), que trabalha para MNU (Multi-Nacional United), uma instituição criada para cuidar de assuntos alienígenas. A questão aqui é que um certo dia, do nada, uma nave extra-terrestre parou sobre Joanesburgo, na África do Sul. Depois de algum tempo lá parada, os humanos conseguiram entrar e descobriram os ETs morrendo de fome. Prepararam então um espaço para que eles pudessem viver na terra, o Distrito 9, que se tornou um lugar muito sujo e violento, motivo para a MNU querer tirá-los de lá e colocá-los no Distrito 10, semelhante a um campo de concentração, onde eles viveriam “melhor”. E foi nessa tentativa que Wikus foi infectado por um vírus que começou a transformá-lo em ET e ele terá de lutar para se manter vivo, voltar ao normal e salvar os ETs. Ao mesmo tempo.

O Peter Jackson (ou PJ, para os amigos) é um cara que eu sempre vou respeitar por ele ter levado O Senhor dos Anéis para o cinema. Mesmo as heresias do filme não são o suficiente para superar a felicidade dos fãs de Tolkien em ver seu livro predileto tornando-se real. Além disso, ele conseguiu fazer com que O Retorno do Rei empatasse com Titanic no recorde de oscars recebidos: são 11! Fora isso, ele recebeu muito mais prêmios do que Titanic.
Mas de volta ao filme em questão, apostar em Neill foi uma das melhores coisas que PJ fez na vida dele. O roteiro desenvolvido para o filme é muito bom, a direção é fora do comum e a produção completa uma boa linha de trabalho. Enfim, vamos aos elementos em si.

Começando pelo roteiro, muitas pessoas enxergaram aqui uma semelhança com o apartheid. Apesar do próprio diretor negar ter tentado mostrar ali na telona uma visão disso, as semelhanças estão realmente presentes. Ao invés de negros sendo excluídos da sociedade, são os Prawns (que na legenda apareceu como camarão, mas que na verdade está relacionado ao um tipo de grilo da região!) que vivem isolados e mal vistos pela população. Os poucos interesses que se tem sobre eles é na área de tecnologia. Suas armas, mais desenvolvidas que as nossas, só podem ser usadas por eles, por alguma questão genética.
Mas eles não vivem sozinhos no Distrito 9, alguns nigerianos se juntaram a eles e formaram uma máfia lá dentro, trocando essas armas (inutilmente, pois eles não conseguem usar) por comida de gato (os Prawns adoram). Esses nigerianos começam a desenvolver um tipo de cultura de se aproximar ao máximo dos Prawns para tentar usar suas armas e, assim, acabam fazendo rituais onde comem partes de ETs para tentar absorver seus elementos.
Quando Wikus (que passa por momentos diferentes de estranheza durante o filme) é infectado e começa a ser perseguido pelos humanos, nós começamos a ver o lado alienígena da coisa. Eles não estão aqui por querer, não desejaram nada disso, e se vêem levados à miséria pela falta de coração dos humanos. É por isso que um deles está tentando reativar a nave e, nela, poderia salvar Wikus de sua maldição. Vemos então a união das raças por um “bem comum”.
Quanto à direção, o que tenho para falar é que comandar um roteiro como esse é para pessoas especiais. Quem assistiu ao curta-metragem (que estará no final dessa resenha! Assistam!) lembra que ele se passa todo em formato de documentário. No filme Neill volta a utilizar o formato, mas dessa vez intercala de uma maneira muito bem feita com cenas “normais” de filme. Ele acerta também ao utilizar bastante câmeras de mão,o que dá uma movimentação especial ao filme e uma dinâmica quase única. Como se não bastasse esse trabalho de diferenciação de cenas, ele ainda encontrou espaço para utilizar, em diversos pequenos momentos do filme, algumas cenas em formato de “câmera de segurança”, dessas que ficam na parede virando de um lado para o outro e acabam pegando um ladrão (ou, no caso, um ET) fugindo pelo estacionamento.
Mesmo com toda essa diferenciação e dinâmica de câmeras, o diretor não se perdeu e conseguiu fazer desse filme um filme muito diferente do padrão norte-americano. Até porque Neill é sul-africano! E Peter Jackson é neozelandês! Lembro de ler em uma entrevista com PJ em que ele fala que não entendeu muitas coisas que Neill quis fazer, mas que o filme era dele e só ele entendia a África do Sul então, fechou os olhos e seguiu o diretor.
E é nessa de só ele entender a África do Sul que nós temos o privilégio de ouvir o sotaque sul-africano, suas gírias e palavras únicas no meio do filme. O ambiente é diferente. E isso se dá também porque diversos atores do filme são sul-africanos. O maior exemplo aqui é o ator que faz Wikus, Sharlto Copley, que nunca tinha pensado em ser ator até participar do curta-metragem em um papel pequeno. Quando partiu para o longa, Neill resolveu dar a ele a oportunidade de atuar no papel principal e ele não deixou a desejar. A atuação desse homem é muito boa. Disse ali em cima que ele passa por momentos diferentes de estranheza porque seu personagem, inicialmente, é uma daquelas pessoas que fazem seu trabalho mas que não compreendem exatamente o que está fazendo. Ele tem um ar sonso, de manipulado. E com o passar do filme, vemo-lo se transformando, inicialmente em algo nojeto (e a passagem de humano para ET é bem nojenta) e, depois, em um cara capaz de qualquer coisa, com um olhar assassino na cara.
Para concluir, queria dizer que os efeitos especiais desse filme me deixaram de boca aberta. O que me parece é que os Prawns foram feitos da mesma maneira que os Transformers. Não sei como funciona a técnica utilizada em Transformers, mas ela é capaz de fazer um robô gigante de metal parecer tão real quando a cutícula do lado da unha no dedo do Shia LaBeouf. Quase da mesma maneira, os Prawns são simplesmente reais. É como se eles realmente estivessem ali. Achei muito bem feito. MESMO. E pensar que o ator principal, Sharlto Copley, fez sua estréia num curta-metragem de baixíssimo orçamento, imaginá-lo com uma atuação tão boa, mesmo trabalhando com personagens que não estão ali no set contracenando com ele, é de se bater palmas.

Um filme que me valeu cada centavo, realmente. Não deixem de assisti-lo, nem de acompanhar abaixo o curta-metragem Alive in Joburg, disponível no Youtube.

Bastardos Inglórios

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Bastardos InglóriosCada um dos homens sob meu comando me deve cem escalpos nazistas. E eu quero meus escalpos!

O maior lançamento já realizado pelo diretor Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios veio para concretizar, mais uma vez, a posição de Tarantino na lista dos melhores diretores de cinema. Agora cada vez mais no main-stream, como diriam os outros. Aqui, ele traz Brad Pitt como Aldo Raine, um tenente americano, com um baita sotaque sulista (?), judeu, que forma um grupo de judeus para se infitrar na França ocupada a e aterrorizar a mente dos “pobres” nazistas. A sorte desses caras, conhecidos como “Bastardos”, surge quando, em uma operação conjunta com a Inglaterra, recebem a oportunidade de acabar com todo o grande escalão do exército nazista, incluindo o próprio Adolph Hitler. O problema é chegar lá.

Eu queria muito ter assistido esse filme na sexta-feira. Mas tive que viajar ao Rio de Janeiro para participar da HobbitCon (visitem o site e conheçam!) e esperei para assistir com meus amigos do mestrado. E aí, sinceramente, acho que se não estivesse morando em São Paulo há mais de dois meses, eu teria achado esse filme muito mais interessante. Essa cidade é, então, responsável por esse filme receber 4 pipocas. Eu explico depois.
É até difícil listar aqui todos os atores e personagens importantes para a trama. Tarantino conseguiu dar um certo destaque para uma grande quantidade de atores. Entre os mais famosos, temos: Diane Kruger no papel de Bridget von Hammersmark, uma atriz inglesa e agente so serviço secreto; Daniel Brühl, esse garoto genial de Adeus Lenin! e Edukadores, como um soldado herói alemão; Til Schweiger como Hugo Stiglitz, um traidor alemão que se juntou aos Bastardos; etc.
Apesar de todos os bons nomes e também dos talentos pouco conhecidos do cinema americano (como Christoph Waltz, que estreou no cinema americano aqui), eu diria que o destaque vai mesmo para Brad Pitt, que emplacou aqui uma atuação ímpar. Ele com aquele sotaque e com aquela cara meio sonsa é simplesmente engraçado demais. E seu personagem é também um dos mais interessantes. Afinal, para nós, que estamos acostumados a ver alemães matando judeus, assistir judeus perseguindo alemães é realmente algo digno de atenção. Apesar disso não ter acontecido realmente, não podemos deixar de pensar que algumas pessoas podem ter realmente se juntado para causar um tumulto nas forças inimigas.
E o mote do filme é esse aí (aprendi a usar “mote” em São Paulo!). Mostrar como seria se alguns judeus capazes e bem organizados pudesem se infiltrar em território francês e tentar derrubar o nazismo com as próprias mãos. Apesar de ser uma boa premissa, eu diria que o problema também está aí. O filme é, de certa maneira, “o sonho judeu”. Eu obviamente não sou anti-semita nem me posiciono a favor de coisas relacionadas, mas o filme ignora o poderio soviético (lembrando que foram os soviéticos os grandes vencedores na Segunda Guerra Mundial) e também a participação de quase todas as outras nações. Sobra apenas para a Inglaterra a autoria do plano para a matança final. Tirando todas as glórias a serem distribuidas aos outros participantes, o filme se limita a apresentar os todos poderosos judeus, garantindo, de certa maneira, um posicionamento político forte em um mundo em conflitos como o nosso. E esse posicionamento fica muito claro no “final do filme” feito às pressas por Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), dona do cinema onde será feita uma estréia alemã e onde estará o alto escalão nazista. Aqui fica difícil falar mais e aconselho todos a assistirem.
A cidade de São Paulo entra aqui como o lugar onde eu comecei a vivenciar mais esses conflitos étnicos (?). Não há no Espírito Santo uma comunidade judaica forte. Então as discussões sobre assuntos relacionados se limitam à Segunda Guerra e à formação de Israel, ambos vistos em algumas poucas aulas de História e Geografia. Aqui, onde há comunidades muito fortes, observa-se, às vezes à flor da pele, as questões mais atuais. O que me fez perceber melhor o posicionamento do filme e questionar, de certa maneira, se não poderia ter sido feito de outra maneira.

Como sei que um assunto desses é polêmico, tenho a impressão que teremos spoilers nos comentários. Então assista ao filme! E não deixe de comentar.

G.I. Joe: A Origem de Cobra

domingo, 23 de agosto de 2009
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Rubens BarrichelloQuero começar esse post, devido a um grande vício meu, com uma homenagem ao grande Rubens Barrichello, que chegou hoje, em Valência, à sua 10ª vitória na F1 e também à 100ª vitória brasileira no maior esporte automobilístico do mundo. Foi lindo assistir integrantes de todas as equipes recebendo nosso garoto com palmas e boas vibrações. Parabéns, Rubinho! Continue assim que a gente chega lá de novo!

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

G.I. Joe: A Origem de Cobra

“Em um futuro não muito distante”, uma arma de guerra, equipada com nanorobôs capazes de destruir tudo, é construída por uma grande empresa. Enquanto ela está sendo transportada, começam as tentativas de roubar a arma. Essas tentativas são frustradas pela ação da equipe de elite internacional chamada G.I.Joe, que encontra então um grande inimigo.

Quando eu era menor, eu assistia Comandos em Ação (o nome nacional de G.I.Joe) e tinha também alguns bonecos, como muitos meninos de minha idade. Apesar de lembrar muito pouco da história em si, lembro do vilão Cobra e lembro que tudo era muito legal.
Ao ir ao cinema assistir ao filme, reparei que eles deram alguma ênfase nos personagens clássicos e, claro, incrementaram a história com aquelas coisas que só roteiristas de filmes baseados em desenhos antigos podem fazer.
Apesar disso, para quem não assistia ao desenho ou para quem lembra pouco, como eu, o filme pode passar muito bem como mais um filme de ação. E se formos encaixá-lo nessa área mesmo, percebemos que é um filme de ação bem legal até.
O que merece o destaque aqui é que o filme é ação do início ao fim. Uma história com reviravoltas entre quem está se dando bem e quem não está, muita correria para um lado e para outro e as lutas entre os irmãos ninjas – um de roupa negra, do lado dos Joes e um de roupa branca, do lado cruel – Snake Eyes e Storm Shadow (Ray Park e Byung-hun Lee, respectivamente) fazem desse filme uma boa distração no decorrer dos minutos.
De uma maneira geral, a direção faz sua parte, sendo responsável Stephen Sommers, de filmes como Van Helsing e a série A Múmia. Para o roteiro, foi chamado Stuart Beattie, de Australia e participações nos filmes de Piratas do Caribe.
Entre os atores, os que se destacam não são nem os principais. Christopher Eccleston aparece como McCullen/Destro, o “vilão” do filme. Além dele, Dennis Quaid aparece como General Hawk (detalhe que Hawk significa Águia, o símbolo dos EUA e da liberdade, etc.) e agradou tanto que gravou cenas a mais, e Brendan Fraser que não aparece nos créditos mas que é perfeitamente visto e ouvido no filme.

De uma maneira, filmes de ação não costumam ser muito profundos. G.I.Joe se destaca por causa da atenção que é dada para a estruturação das histórias dos personagens nessa nova vertente da história. Enfim, um filme que mantém sua atenção presa com toda a ação, personagens e histórias.

Exterminador do Futuro: A Salvação

sábado, 25 de julho de 2009
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Exterminador do Futuro: a SalvaçãoChegamos então à quarta parte da (penso eu) pentologia (é assim mesmo?) de Exterminador do Futuro. A resenha vai a pedido do Carlos Uliana, que maravilhosamente é pai do Caio, um de nossos leitores e amigos. É recompensante saber que nosso site está ultrapassando esferas de público e alcançando pessoas que, realmente, não imaginávamos. Obrigado!

Iniciando, Exterminador do Futuro 4 mostra um John Connor (Christian Bale, um dos caras que mais cresceu no cinema nos últimos anos) crescido em uma guerra há tempo iniciada. Se me lembro bem, o terceiro filme da série acabou com John assumindo seu posto na defesa contra Skynet, que acabava de iniciar seus golpes contra a humanidade. Tivemos então um salto muito oportuno, porque assistir mais um filme de John e sua mãe fugindo de um robô louco assassino seria demais.
Os humanos estão perdendo a guerra. Skynet está inventando novas maneiras de derrotá-los. Uma delas é capturar humanos e transformá-los em híbridos, controlados robóticamente. É assim que surge na vida de John um Marcus Wright (Sam Worthington), que acha que é humano, dividindo assim os pensamentos de toda a equipe de Connor. Seria ele um aliado ou inimigo?
Para mim, a chave principal do filme foi o salto temporal. Todo mundo sabia que a guerra ia acontecer. Nada melhor do que mostrá-la e em um ponto crucial. Ao mesmo tempo que as máquinas arrumam um jeito de se infiltrar entre os humanos, os humanos conseguem um código utilizado por Skynet para comandar seus robôs.
Vemos aqui também muito mais da vida de John. Sabemos que ele é um dos líderes da revolução e com certeza o mais carismático, mas obedece ordens de um comando que vive uma vida secretamente, com medo de morrer e deixar os humanos sem liderança. Achei isso muito interessante. Mas se eu falar muito sobre o porquê, vou acabar contando demais do filme, mesmo já tendo contado bastante.
Houve aqui claramente um capricho especial na computação gráfica. São robôs pra lá e pra cá o tempo todo e de todos os jeitos. Robôs típicos, robôs gigantes, robôs naves, robôs motos e por aí vai. Essa evolução de Skynet se relaciona bem com a evolução dos humanos, que também desenvolveram alguns elementos para sobreviver.
O filme entretanto deixa a desejar em alguns pontos, talvez comuns em Exterminadores do Futuro. Ele não exige muito dos personagens. John Connor e Marcus Wright são de longe os que mais aparecem, mas é aquela coisa: ninguém lembra muito dos antigos John Connor’s (Edward Furlong e Nick Stahl) e muito mais do Arnold Schwarzenegger, Robert Patrick e da Kristanna Loken. Vale lembrar que uma versão meio computadorizada do Arnold faz uma aparição simpática aqui.
O filme deve agradar, entretanto, aos fãs dos antigos filmes e da série. São novas intrigas, uma nova visão sobre o universo criado por James Cameron. Eu saí do cinema feliz, pelo menos. Talvez porque eu assisti em uma daquelas salas especiais do Kinoplex, em São Paulo, com super som e imagem. Talvez porque eu gosto mesmo de mundos apocalípticos com guerras entre humanos e máquinas. Mas com certeza não é o melhor filme do mundo.

Max Payne

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Max PayneMe surpreendi com Max Payne. Fui na onda da crítica e de fãs do jogo homônimo no qual ele foi baseado (eu mesmo já zerei os dois, confesso, mesmo não sendo muito minha praia) e nunca quis ver esse filme, mas eventos (que explicarei em baixo) me fizeram sentir a necessidade de vê-lo. Pois então, me surpreendi por que achei realmente um bom filme. Como é de costume, depois eu falo mais sobre minhas impressões e agora vou falar mesmo da história do filme em sim.

Max Payne (Mark Wahlberg) é um detetive da divisão de homicídios de Nova Iorque que tem a família brutalmente assassinada (sempre achei engraçada essa expressão, assassinato sempre é brutal, não importa os métodos, rs) por três bandidos, consegue matar dois (ele chega alguns minutos atrasado) mas deixa um sobreviver. Depois disso sua vida se baseia simplesmente em encontrá-lo. É transferido para o “Arquivo Morto” da polícia mas não esquece de sua vingança. O filme na verdade se passa 3 anos depois desse fato que conhecemos apenas por flashbacks, quando uma série de coinscidências envolvendo uma droga produzida pela empresa aonde a Michelle (mulher do Max) trabalhava, Aesir, acabam levando Max de volta ao cerne da questão.

Pois então, clichê? Talvez. Mas sendo baseado num jogo não se esperava muita coisa, aliás, esse foi um jogo revolucionário, o primeiro à utilizar o bullet time (aquela técnica de Matrix, de câmera lenta) no computador. Para mim o filme se torna bom exatamente por isso, MUITO bem ambientado. Os fãs do jogo que me desculpem mas adorei a adaptação, você realmente se sente no cenário do game, as cenas escuras, a neve, as cenas de luta (muitas delas em câmera lenta). Além do que temos personagens muito bem adaptados, como a misteriosa Mona (Mila Kunis) e o traficante Lupino (Amaury Nolasco). Me perdi falando sobre o jogo novamente. Pois o filme, que é o x dessa resenha, me agradou em vários modos. Mesmo a história sendo clichê, você acaba se envolvendo, além de ter um visual fantástico (as alucinações causadas pela droga são lindas). Mark Wahlberg está muito bem no papel, e Mila Krunis (a Jackie de That 70’s Show) também convence bastante além de  termos um discretíssimo Chris O’Donnel (o nome dele não aparece nem na capa do DVD, que decadência) fazendo o papel de Jason Colvin (superior de Michelle Payne).

Não se assustem que darei uma nota extremamente alta ao filme, mas realmente fazia tempo que um filme de ação não me fazia vibrar além de me causar angústias. Pois bem, quando falei lá em cima sobre eventos que me fizeram ver o filme estava me referindo ao destaque que darei agora. Há algum tempo o site recebeu o contato de uma empresa de comunicação querendo nos colocar em um projeto, não poderia falar muito sobre ele mas disse que gostaríamos de participar. Como não tinhamos nada à perder decidimos entrar no jogo, sim, descobrimos depois se tratar de um jogo conhecido como Alternate Reality Game (ARG), que é um jogo que envolve os jogadores em situações reais e fictícias ao mesmo tempo, normalmente realizado para marketing. Recebi na minha casa uma correspondência sem remetenta com uma imagem (uma criatura com asas) e duas frase: “Vikings uses to wear them for protection.”. Eu e o Miojo pensamos se tratar de uma propaganda do novo filme do Thor.

Depois de uns dias, recebi uma caixinha com dois frascos contendo um liquido azul. Essa com remetente, Aesir, além de ter uma série de dicas na própria caixa. Com a mesma letra da carta que recebi anterior estava escrito “Valkyr” e um carimbo de um tal de (pasmem) Lupino. Fui pesquisar na internet e acabei descobrindo as relações com o filme e por isso fui vê-lo. Pois então, até agora estou nessa, esperando saber o que vai dar. Não sei se isso é uma estratégia de propaganda para o terceiro jogo da série (ambientando na cidade de São Paulo) ou do lançamento do DVD para compras (já que a bilheteria no cinema não foi muito boa) mas estou disposto à descobrir, à princípio vou dar à eles o que se espera, publicidade aqui no blog. Acho que é isso, vou ficar devendo imagens do que recebi pois não to com câmera aqui em casa, mas já deixando um agradecimento eu proponho que vocês entrem no Judão BLOGS (na verdade acho que Judão BLOGS “é” um monte de blogs juntos e eu to mandando o endereço de um específico, to confuso) onde eles mostram as imagens e também falam um pouquinho mais do ARG. (Ahn, lembrando que tinha um número nos frasquinhos do vidro e alguns caras já descobriram que se travata do telefone da iChimps, empresa que entrou em contato conosco e que está desenvolvendo essa propaganda).

PS: Para vocês não terem que ficar procurando, as duas frases que eu recebi são ditas no filme. A primeira delas quando Max questiona a um tatuador o que é o símbolo das asas (sim, a imagem que eu recebi é uma tatuagem da “gangue do mal”) ele responde isso. E a segunda é logo antes do suicídio de um dos viciados, quando ele diz que os demônios estão chegando.

Corra, Lola, Corra

quinta-feira, 9 de julho de 2009
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Corra, Lola, CorraLola (Franka Potente) recebe uma ligação. É seu namorado Manni (Moritz Bleibtreu). Ele reclama. Ela deveria ter ido buscá-lo, pois ele está com uma sacola de dinheiro de um mafioso, muito dinheiro. Sem carona, ele vai pelo metrô e esquece a sacola lá, que fica com um mendigo. Agora, ele tem pouquíssimos minutos para recuperar o dinheiro, e só ela pode ajudá-lo.

Essa resenha vem de um antigo pedido de nosso colega Thiago, do Conexão Tv/Cinema. Nespoli explicou que estávamos com algumas dificuldades em responder aos pedidos de vocês, leitores, mas estamos dando uma atenção maior a isso e essa resenha é uma prova disso. Espero que você goste, Thiago! E Vocês demais leitores também!

O nome do filme é mais do que adequado. Lola corre o filme inteiro. Afinal, como conseguir 100 mil marcos alemães em 20 minutos? Para a sorte dela, seu pai é diretor de um banco. Mas ele não é lá muito fã dela.
É aí então que começamos a nos divertir com o filme. É fantástico pensar que ele tem apenas 81 minutos de duração e que ele não precisa de nem um minuto a mais para fascinar seu público. O filme é claramente voltado para o pessoal que curte filmes Cult, com um roteiro que explora cenas em desenho, imaginações da mente de Lola e principalmente a segunda e terceira chances que ela recebe para fazer tudo dar certo.
Não dá para dizer muito bem o que faz desse filme tão fantástico, fora o roteiro e a atuação enérgica de Franka. Enquanto você assiste, você pensa em como as pessoas não são bonitas, nem conhecidas, em como a filmagem não parece de primeira qualidade, em como é tudo muito simples e, principalmente, em como Lola pode voltar no tempo (oops.)
A verdade é que a jornada de Lola é simplesmente crível, no final de tudo. Não é um exagero tecnológico, não é uma beleza falsa. Nada. É simplesmente real e desesperadora. Você acompanha cada passo enquanto ela faz o possível para alcançar seus objetivos, em todas as vezes. E é muito interessante ver as diferenças que surgem em sua viagem ao ver as mudanças que ela faz quando está passando ali pela segunda vez, por exemplo. No final, essas mudanças demonstram o quão necessário era que ela se adequasse à situação.
A cada vez que ela falha em conseguir salvar seu namorado, somos levados à consciência de Lola, onde ela mantém uma conversa muito interessante com Manni. Inicialmente não é algo muito profundo, mas novamente, parece real. Eles conversam sobre o relacionamento de ambos, deitados em uma cama com uma luz vermelha em destaque. Estranhamente, esses momentos da consciência de Lola me lembram hoje aqueles momentos em Fonte da Vida, onde Thomas se vê em um núcleo, subindo aos céus, ao lado de uma árvore, de onde tira pedaços de sua casca para manter suas vidas acesas e tentar salvar a vida de sua amada Elisabeth (ou Lizzie).
É claro que essas cenas surgem aos poucos e apenas no próximos ao final do filme que temos seu auge, que mostram quanto um é capaz de fazer pelo outro.

Uma beleza de filme. Cult, vivo, realista e, estranhamente, profundo. São 81 minutos de diversão, porque é impossível não gostar dessa aventura desesperada de salvar a vida da pessoa amada e se deparar com dificuldades que te obrigam a mudar de plano sem perder o foco.

X-Men Origens: Wolverine

terça-feira, 12 de maio de 2009

X-Men Origens: WolverineNinguém pode te matar além de mim.

Um personagem de quadrinhos muito famoso. Uma boa história para se contar. Pessoas loucas para reescrever o que já foi bem escrito apenas para ter um dedo no meio. É mais ou menos assim que acontece no filme do Wolverine. A película, que conta desde a origem das garras até o amadurecimento do personagem, passa por diversos pontos importantes de sua história e nos mostra um pouco mais do que Hugh Jackman pode fazer.

A verdade é que Jackman é mais limitado do que gostaríamos. Ele é um Wolverine na aparência, com certeza, mas poderia e deveria ter feito mais desse filme, já que também era produtor da coisa toda.
Primeiro que o filme simplesmente assume que ele e seu “irmão”, Victor (ou Dentes-de-Sabre, interpretado pelo amigo de Jackman, Liev Schreiber) não se machucam. Eles não tentam explicar ou falar isso, apenas acontece e pronto. Ora, se vamos ver a origem, que mostre realmente como foi a coisa.
A história se desenrola então mostrando um mutante bastante forte mas com muitos efeitos morais limitando sua atuação, inclusive enquanto participava da equipe montada por William Stryker (Danny Huston). Sempre tive a impressão (e acredito ter visto ou lido isso por aí) que Wolverine era um cara bastante cruel antes de perder sua memória.
É nessa época do grupo que nós nos deparamos com um grupo de mutantes muito interessante. Temos: Blob (com super força – Kevin Durand), Bolt (trabalha mentalmente com energia – o grande Dominic Monaghan), Zero (ou Maverik, ótimo nas pistolas – Daniel Henney) e Wade Wilson, posteriormente tornando-se DeadPool, o vilão chave do filme (Ryan Reynolds). Durante o filme, muitos outros vão surgindo.
O ponto forte é quando ele resolve participar do projeto Arma X, revestindo seu esqueleto de Adamantium e assim tendo alguma chance de vingar a morte de sua amada. As cenas dele no tanque lembram bastante as do desenho e foi legal ver a coisa acontecendo e ele tendo que lidar pela primeira vez com as garras metálicas.
Infiltrando-se cada vez mais nas conspirações de Stryker, Logan se vê obrigado a pedir uma ajudinha a um dos personagens mais queridos de X-Men e que todos queriam ver e ainda não tinham tido a oportunidade: Gambit (Taylor Kitsch). A verdade é que ele poderia ter dado uma imagem melhor. Como Logan é meio imortal, a história se passa em um momento em que boa parte dos famosos heróis ainda são jovens. É o exemplo de Scott Summers (o futuro Ciclope, líder dos X-Men – Tim Pocock), aqui uma mera criança.
E o filme em si é bastante exagerado. Minha mãe perguntou durante o filme porque o Wolverine não voava. Porque todos os outros davam um jeito de ficar vários segundos acima do chão. Apesar de mutantes, todos os personagens são bastante exagerados. Alguns de uma maneira ruim.
Com isso tudo, o mais interessante do filme fica para Dentes-de-Sabre, que acaba se destacando devido a sua história com Logan, e como esse dá nome ao filme e faz o que já era esperado, entrega o troféu para o homem das unhas afiadas.
Do lado técnico, os efeitos especiais deixaram a desejar. Mentira? Não. É bem verdade. Em alguns momentos simplesmente não dá para acreditar que as garras dele estão realmente ali. É claro que não estão, mas o dever dos efeitos especiais é fazer você acreditar que sim, e ele não faz. As vezes. Isso, junto com a falta de detalhes nas ações dos outros mutantes (tudo muito rápido, tirando a atenção para explosões e tiros ao redor) e com aquela cena onde Victor arranha o capu de um carro com suas unhas (que é realmente uma cena estranha e que deixa um “quê”) faz você entender porque explosões são tão usadas. São mais fáceis de se fazer.

De uma maneira geral, não gostei do filme. É um filme mediano. Não foi, para mim, como o terceiro filme da série X-Men, cheio de ação e momentos decisivos. Foi algo que com certeza poderia ter sido feito melhor.
Mesmo assim, vale o esforço por manter viva a franquia X-Men, já que o quarto filme da série foi abandonado para dar lugar à Origem de Wolverine e Magneto (que está por vir!), e nos trazer mais um pouco de nossos mutantes queridos.