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Kung Fu Panda

domingo, 20 de julho de 2008

Po é um panda gordo e sedentário, filho de um ganso (ou pato?) que tem uma loja de macarrão. Apesar de seu pai achar que ele nasceu para seguir em frente com o negócio, o panda sonha com os Cinco Furiosos, um grupo de lutadores de Kung Fu que vivem em cima da montanha do Vale da Paz. Durante a escolha do novo Dragão Guerreiro, Po acaba sendo escolhido por acidente. Assim, quando o vilão Tai Lung foge de sua prisão, o treinamento de Po torna-se essencial para que eles consigam derrotar aquele que bota medo em todos.

Alguns pontos desse filme são realmente muito bem pensados. Os Cinco Furiosos, por exemplo, são animais que representam alguns dos catás de Kung Fu. O catá é uma seqüência de movimentos, que imita tanto o Tigre como a Garça, o Louva Deus, a Cobra e o Macaco.
Apesar da Dreamworks estar apostando muito nesse filme, na maior parte do tempo ele só é um bom filme, mas nada sensacional. O panda é engraçado como deveria ser e a história tem seu lado emocional e moral, o que é bom para as crianças e para os adultos. Um dos prováveis motivos para não estar ganhando muito espaço é que, segundo nossos amigos do Cinefilando, Kung Fu Panda perde para WALL-E tanto na criatividade quanto na maneira de se fazer animações.
Assisti ao filme na versão dublada, então não posso falar das vozes originais, gravadas por artistas domo Angelina Jolie, Jack Black e Dustin Hoffman. As dublagens nacionais cumprem o papel delas, e eu até prefiro algumas animações em português. Mas de repente esse aqui ficaria melhor no som original.

WALL-E

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Hoje começo pedindo desculpas pelo tempo sem comentar filmes. Como alguns já sabem, Ricardo teve uma filha recentemente e, como ninguém sabe, meu irmão se casou nesse último sábado, dia 12 de julho. Então está tudo uma bagunça. Mas surpresas estão sendo preparadas ainda para esse mês, se Deus quiser. Aguardem!

O filme aqui comentado é Wall-E, uma tentativa da Pixar de fazer o melhor filme do mundo. Talvez exagero meu ai atrás, mas que o filme chega perto disso, chega.


WALL-E conta a história de um robozinho (que dá nome ao filme) construído para ajudar a organizar e reciclar o lixo no mundo, assim como muitos outros robôs. A verdade é que a situação ficou tão precária, que os seres humanos saíram em férias pelo espaço sideral, em uma nave super organizada e mecanizada e deixaram a terra para trás. A idéia era ficar viajando por 5 anos… mas passaram 700.
WALL-E significa “Waste Allocation Load Lifter-Earth-class”, uma coisa que eu não sei traduzir muito bem (fiquem a vontade para comentar sobre isso). E ele é o robô perfeito. Ele praticamente não fala. Ele consegue pronunciar cerca de 3 palavras o filme todo. E por mais mudo, sujo e velho que ele seja, ele é lindo! Ele anda sempre junto com uma baratinha, sua grande amiga, que é um exemplo das brincadeiras que sempre fazemos. Como baratas são resistentes à radiação, sabemos que se um dia os humanos morrerem com bombas atômicas, por exemplo, apenas as baratas sobreviverão. E no filme nós temos uma barata comicamente imortal. Mesmo quando é atropelada pelas rodinhas de WALL-E.
É até difícil explicar como que eles conseguiram isso, mas a personalidade dele é tão profunda e bela, que qualquer humano fica pra trás. Seus olhos e seus movimentos permitem entender o que se passa na “cabecinha” dele maravilhosamente bem, o que é um dos destaques do filme.
Um dia chega na terra uma sonda que verifica se há a possibilidade de existir vida novamente na terra. Afinal, é tudo lixo. A sonda se chama EVE (que significa “Extraterrestial Vegetation Evaluator”, ou Avaliador de Vegetação Extraterrestre). E ela é tão bonitinha e nervosa. Atira em tudo o que se mexe, graças a um instinto de proteção. Mesmo assim, WALL-E se apaixona por ela e, quando ela encontra uma pequena planta e é desativada para esperar a nave que a levará de volta aos humanos, WALL-E continua ao lado dela e parte para uma aventura no espaço para salvar sua amada.
A idéia de um robozinho apaixonado pode ser estranha apenas lendo uma resenha, mas o filme explica muito bem. WALL-E tem alguns prazeres humanos graças ao fato de adorar colecionar antigos objetos de humanos, como o cubo mágico, um Atari e uma fita de video (o musical “Hello Dolly!”, que tem grande importância na história).
O filme é dirigido e escrito por Andrew Stanton, o cara responsável pelos roteiros de Monstros S.A., Procurando Nemo, Toy Story e Vida de Inseto. Seu trabalho aqui assumiu novos patamares. Como disse nosso amigo Vinícius: “o filme ultrapassa os limites da animação”.
Vemos em alguns momentos também as influências da Apple no filme e de outros filmes clássicos de décadas passadas. O blog Brainstorm #9 mostra um WALL-E que emite sons do Mac. A Eve foi desenhada pelo mesmo designer que fez o visual do iPod. Auto, o robô da Axiom (a nave espacial dos humanos), tem a mesma voz do Macintalk. Além disso, WALL-E tem um velho iPod entre seus objetos.
O filme demonstra bem sua crítica a uma sociedade que evita o contato direto, como nos vemos começar hoje. Enquanto humanos ficam na frente dos computadores, felizes, conversando pelo microfone mesmo com pessoas que estão na sala ao lado, WALL-E, sem falar, vive muito mais que nós.
A crítica ao estilo de vida não é mal colocada ou mal pensada. O filme demonstra nós mesmos, que seguimos uma linha geral. Mas isso não quer dizer, como disse Jacques, “que somos de todo mal”, mas sim que estamos mal influenciados pela direção que o mundo está tomando nesse momento.
Um filme pra lá de perfeito, que chega ao cúmulo de alcançar o título de um dos melhores filmes das últimas 2 décadas. WALL-E fala tão profundamente no coração tanto das crianças como dos adultos. É o tipo de filme que merece aplausos quando acaba, sem nenhum medo de ser cafona.

Os Doze Trabalhos de Asterix

segunda-feira, 21 de abril de 2008
A maioria de nós se divertiu com essas histórias em quadrinhos francesas que mistura uma boa dose de ficção, com muito humor e um caráter histórico muito interessante. Mas surgiu uma idéia fantástica de se transformar a HQ em desenho e é exatamente sobre uma dessas animações que eu vou falar aqui. Escrita pelos criadores René Goscinny e Albert Uderzo e dirigida por Henri Gruel e pelo próprio Goscinny Os Doze Trabalhos de Asterix se passa na epóca da Roma antiga, quando o Império Romano liderado por Júlio César havia dominado quase que a totalidade do território europeu, exceto por uma pequena vila gaulesa, localizada onde hoje se encontra a França

Devido à uma poção mágica (que muitos atribuem ao patriotismo francês) esses simpáticos guerreiros não são derrotados por nenhuma investida romana, e isso deixa César revoltado. Em mais um dos ataques frustrados surge a idéia de que os gauleses só poderiam ser tão invencíveis se fossem deuses, então, em reunião de conselho (em uma cena bastante hilária, pois aparece Brutus (assassino de César) brincando com uma faca, e o Imperador fala para ele “Cuidado com essa faca, Brutus, você pode machucar alguém.”) Julio César decide por oferecer aos gauleses um desafio, cumprir 12 tarefas, assim como Hércules havia cumprido, e se passassem das 12 sem falhar em nenhuma seriam considerados deuses e o chefe da aldeira seria à partir daquele momento o Imperador de Roma. Os gauleses muito orgulhosos aceitam o desafio e mandam seu guerreiro mais inteligente e o mais forte para cumprí-lo, Asterix e Obelix respectivamente. A história começa daí, e não há muito mais do que falar. O desenho é inconfundível, tem um humor por vezes muito sutil e por vezes bem escrachado. Um pequeno conhecimento de história te dará uma possibilidade maior de risadas. Um desenho que marcou minha infância, e que é sempre uma aventura nova revê-lo. Destaque para um trabalho específico que é escapar do lugar que deixa as pessoas loucas, que não é nada mais que uma repartição pública (Uderzo e Goscinny adoram fazer críticas ao mundo moderno em suas histórias). E você que já viu o filme, comente também.