Arquivo da Categoria ‘Aventura’

Avatar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AvatarVou começar de forma bem enfática pois o filme merece. Sabe tudo o que você ouviu esse tempo todo sobre Avatar? Todo o alarde sobre sua técnica e beleza? Pois é… É tudo a mais pura verdade. James Cameron acertou em cheio e essa corre o risco de ser a obra-prima da sua vida (estou radicalizando aqui, já que ele é o diretor de Titanic). Ainda estou extasiado com a linda história de amor e o recado humanitário e ecológico que o filme traz (mas calma, essa segunda parte não é tão profunda assim, ainda estamos falando de um filme comercial de Hollywood, rs).

Pois então, falar desse filme deve soar um pouco repetitivo já que provavelmente todos aqui já ouviram falar e/ou já viram o filme que estreiou mundialmente nesse final de semana. Ele se passa num futuro distante quando o planeta Terra está explorando um novo planeta chamado Pandora, em busca de um mineral absurdamente valioso. Nesse planeta temos uma raça nativa, os Na’vi, que vivem em extrema comunhão com o planeta e, claro, oferecem resistência contra essa invasão. A história é centrada em Jake Sully - ou Jakesully para os Na’vi – (Sam Worthington) , um soldado portador de deficiência física cujo irmão gêmeo era um cientista que ia participar de um experiemento mas antes de conseguir foi assassinado em um assalto.

O experiemento consistia numa transferência virtual de consciência e pensamento para criaturas Na’vi “fabricadas” à partir de DNA Na’vi e DNA da pessoa que seria transferida (por isso o irmão gêmeo foi convocado), essas criaturas foram chamadas de Avatares. Não sei se entenderam direito, mas as pessoas entram em um lugarzinho e controlam com a mente essas criaturas para poderem ter acesso a segredos e a cultura da raça facilitando assim a invasão.

A história é essa, e não precisa de mais nada. Não que a história seja ruim mas se torna secundária pela beleza estética fora do comum. Um filme como esse pode até ser visto (e to falando isso pois tive de ver assim por causa de disponibilidade do cinema) dublado que você nem percebe que não está vendo com a lingua original de tão extasiado que você fica com as belezas do filme. Nem vou me aprofundar aqui nas atuações mas temos uma ótima Sigourney Weaver como Dra. Grace, a criadora do experimento, um Sam Worthington realmente bom – além de ser interessantíssimo como afirmação um portador de deficiência como protagonista – além de Stephen Lang que faz o Coronel Quaritch, comandante militar da operação que ganha muito destaque no filme e consegue segurar a barra, apesar de , por vezes, levemente clichê na atuação.

Eu sugiro agora que você pare de ler imediatamente e corra para o cinema mais próximo para ver essa obra-prima do cinema-tecnologia. Não deixe para ver quando chegar nas locadoras e nem ouse a baixar no computador. É um filme que DEVE ser visto no cinema e provavelmente será aplaudido no final. Eu nem vou dar destaque pois pelo tanto que repeti a palavra “beleza” e “extasiado” vocês já devem ter entendido. Parabéns James Cameron!!!

PS: Revi o filme no dia 05/01, fui ver legendado e em 3D, tenho alguns complementos a fazer. Primeiro, esqueçam o que disse sobre Stephen Lang, ele não está mal, quem estava mal era o dublador dele. Por último, a tecnologia 3D deixa o filme mais estupendo e deixa Pandora mais linda, tente ver em 3D.

2012

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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2012Quando eles falam para você não entrar em pânico, é ai que você corre!

Eu deveria ter corrido. Ao invés disso, fiquei sentado na cadeira numerada e assisti a 2012 até o fim. E foi o pior filme que eu já vi na vida. Ok, mentira. Mas é um péssimo filme. Para começar-mos de vez, a história fala de uma catástrofe que acontece em 2012, supostamente de acordo com lendas maias antigas. Assim, acompanhamos diversos personagens (que se cruzam durante o filme) em suas aventuras desesperadas em busca de salvação. Então vamos lá.

Quando comecei a ler um pouco sobre o que viria a ser esse filme, tendo ele sido feito por Roland Emmerich, responsável por filmes como o péssimo O Dia Depois de Amanhã e o demasiado americano Independence Day, tinha chegado à conclusão que esse filme tinha tudo pra ser um ode ao heroísmo  norte-americano. Minha certeza veio quando Emmerich disse que esse seria seu último filme de desastres. Apesar de flertar em alguns momentos com personagens americanos que não são exatamente heróis, esses personagens apenas existem porque filmes americanos precisão de vilões fracos e sem sentido para confrontar com o idealismo de liberdade e igualdade dos personagens principais. Vamos falar mais disso adiante, e aviso desde já que falarei de diversos elementos presentes no filme, e posso estragar alguma coisa para quem ainda não viu!
Vamos começar com o fato de que as profecias maias não prevêem o fim do mundo como nós conhecemos. Diferentemente do que eles falam no filme (e do que costumamos ouvir sempre por aí), o que o calendário Maia nos deixa esperando para 2012 é o fim de uma Era. Aparentemente, apenas entraríamos em uma nova. Daí, a atual cultura ocidental começou a formular opiniões do que seria uma mudança de Era e os americanos, é claro, pensaram logo em tragédia.
O personagem principal do filme é o escritor muito pouco conhecido Jackson Curtis (interpretado por John Cusack, um ator que eu até gosto bastante), que divide a posição de principal com Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor). Tirando o fato de que como autor de um livro chamado “Adeus Atlântida” ele deveria conhecer sobre as profecias de 2012, ele é o cara que vai fazendo com que nós comecemos a conhecer toda a história e compreendamos que o mundo está chegando ao seu fim. Ele também está em TODAS as cenas em que um carro ou um avião são quase engolidos pelas ruas em destruição ou prédios caindo.
Ruas e prédios são as coisas que são mais destruídas nesse filme. Aparentemente, a crosta terrestre perdeu seu alinhamento e diversas crateras começam a surgir nos continentes. Quando essas coisas começam a acontecer, nós começamos a ver as cenas mais mentirosas do filme. Por mentirosas, eu quero dizer aquelas que você simplesmente não consegue acreditar, mesmo sabendo a proposta do filme. Mas é nessa hora que nós vemos uma fuga de carro pelas ruas da Califórnia que estão sendo sugadas pelas crateras loucas que estão surgindo. Jackson, em sua limosine, salva sua família da morte pelo menos 4839 vezes nessa fuga. Depois disso, temos uma fuga desesperada de avião, com a pista também sendo engolida pela destruição.

Na verdade, temos (acredito) TRÊS fugas idênticas de avião. Em todas elas eles saem no último segundo, eles não estão na velocidade adequada, quase caem no abismo e conseguem se salvar passando por baixo de prédios desabando. Uma mentirada fantástica. Agora enquanto as cenas dos aviões pelo menos parecem reais, a cena da fuga de carro não me convenceu em nada. Você sabe que aquela limosine nao está ali. Dá pra ver que ela foi feita no computador.
Como se os exageros não tivessem fim, os personagens principais passam por momentos “mais um segundo e eles morrem” infinitas vezes durante o filme. O Ricardo (um amigo, que foi assistir comigo), chamou o Jackson de MacGyver! É impressionante o quanto isso é importante no cinema americano.
Mas esse tipo de coisa a gente vai até aceitando. Afinal, é a proposta do filme. O problema é quando nos deparamos com todo o nacionalismo e religiosidade que Hollywood pode passar para você. Vou começar com uma das coisas que mais me interessaram: alguns grandes países se juntaram e promoveram a construção de diversas arcas para salvar aqueles com condições de pagar por isso. No filme, temos uma arca só para os americanos, enquanto outras duas arcas abarcam diversos países. Uma delas para asiáticos (China, Rússia e Japão?) e outra para a Europa ocidental inteira! Me diz porque?
Além disso, os líderes dos outros países são uns idiotas manipuláveis. O presidente americano – por sinal, negro – fica nos EUA para “afundar com o seu navio” e o líder americano torna-se um de seus assessores, Anheuser (Oliver Platt). Quando as arcas vão sair, diversas pessoas de uma arca incompleta ficam esperando a morte chegar. Anheuser (que faz o papel do vilão fraco que eu falei lá em cima) convence os líderes das outras arcas a não abrir as portas e salvarem-se. Pouco depois, Adrian (o outro personagem principal, trabalha na Casa Branca, também é negro e faz um papel de ideal-futuro-presidente-depois-que-as-coisas-se-estabilizarem) faz um lindo discurso para os líderes das outras nações, que então resolvem abrir as portas e deixar os pobres coitados entrarem. Pelo amor de Deus, humanismo só existe depois que os americanos se pronunciam? Além disso, nenhum governo envolvido nas arcas divulgam que o fim do mundo está chegando, oficialmente. Apenas o humano presidente americano, que resolve ficar no seu país. Como se nenhuma outra nação pudesse estar ciente da situação e divulgar alguma coisa. Não. Só os americanos podem.
E aí tem uma outra coisa sensacional do filme. O discurso do presidente, que fica incompleto, termina assim – e eu fui atrás de uma legenda para colocar aqui exatamente como está lá: Somos um nação de muitas religiões. Mas acredito que estas palavras reflitam o espírito de todas as crenças. “O Senhor é meu pastor, e nada…”

Ora bolas. Como um versículo O Senhor é meu pastor e nada me faltará pode refletir o espírito de todas as crenças?! E aí, mais um elemento. Ele não chega a terminar o discurso. Algo como “o Senhor está deixando sim faltar alguma coisa aí, heim!”, que é semelhante ao discurso utilizado para falar do presidente italiano, o único outro envolvido com a arca que resolve ficar em seu país. Ele vai para o vaticano, assistir à fala do papa e estão todos lá quando o mar invade e mata todo mundo. Dá para ver, inclusive, o papa rolando sacada abaixo com sua roupa vermelha.
Fora isso, eles são nacionalistas até na hora de decidir as catástrofes. O presidente morre quando o mar invade Washington e um porta-aviões chamado John Kennedy rola por cima da Casa Branca. E os problemas com a arca americana envolvem o Força Aérea 1 que, também carregado pelas ondas, acerca a base da arca e a fazem se soltar antes da hora.

Para não dizer que não gostei de nada, apreciei a participação de John Cusack, que é um cara que eu gosto, como já disse, e apreciei (e sempre aprecio, acho) a maneira como o diretor/roterista juntou os personagens do filme. Todos eles tinham alguma ligação e, por mais que seja muito mentiroso e típico desses filmes, eu achei válido. Mas só.

p.s. 1: Girafas não fazem barulho, como visto no filme.
p.s. 2: o Cristo Redentor e o Rio de Janeiro aparecem por 5 segundos no filme. Aqueles mesmos 5 segundos do trailer.

Maverick

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Especial Tempos de Paz: Os ganhadores da promoção Tempos de Paz foram: o sempre presente Wallysson (Wally) e a animada Karol Vale (GarotaD)! Só precisamos do endereço completo de vocês. Favor mandar email: ocara@ocaradalocadora.com.br, ou pela área de contato ao lado. FIM. =)

Agora, de volta às resenhas:

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Maverick

Quem não viu esse filme? Baseado em uma antiga série, o filme conta as aventuras de Bret Maverick (Mel Gibson), um exímio jogador de Poker que busca 25 mil dólares para participar de um campeonato, onde o vencedor sai com meio milhão de dólares como prêmio. Nisso, ele passa por algumas histórias loucas e engraçadas, conhece os novos “amigos” Annabelle Bransford (Jodie Foster) e o xerife Zane Coop (James Garner) e acaba encaminhado para um campeonato que promete muitas trapaças.

A última vez que assisti esse filme (antes de hoje) foi há muitos anos. E eu não lembrava o quanto esse filme era disperso. A gente acaba lembrando do básico. Eu só guardava em minha memória a parte do campeonato, que não chega nem a metade do filme. Mas com disperso eu não quis dizer que é um filme sem ojetivo. O filme ganhou o prêmio Top Box Office Films no ASCAP Film and Television Music Awards, além de ter disputado o Oscar de Melhor Figurino. O que acontece é que Maverick passa por diversas aventuras em busca do dinheiro necessário para o campeonato. Isso porque a antiga série devia ter vários desses episódios. Eu realmente nunca assisti.

Agora uma coisa muito legal aqui é que esse é um filme de Poker. E faz algum tempo também que não via um filme de Poker. O último “carteado” que assisti foi Quebrando a Banca, um ano atrás. E os americanos adoram esses jogos, não é? No Brasil, alguns jogos de carta se destacam, principalmente entre jovens universitários. Quem nunca jogou truco? Mas voltando ao Poker, a moda agora é jogar pela internet, seja sem dinheiro, seja com dinheiro. Isso mesmo. Nada mais de viagens de barco com pessoas cheias de dinheiro para gastar. Tive o trabalho de verificar algumas coisas sobre Poker online. Descobri um site, 888 Poker, onde aparentemente cerca de 10.000 apostadores reais jogam ao mesmo tempo em horários de pico! O site apresenta 6 tipos diferentes de poker além de outros jogos “de azar”, como roleta, etc. Para quem tem algum interesse na jogatina, vale a pena dar uma olhada. Parece que dá para jogar sem apostar os preciosos centavinhos.

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Maverick: PokerAgora deixando um pouco do jogo de lado e voltando ao filme, não me contive e acabei fazendo algumas pequenas anotações durante a exibição. Uma das coisas que me chamaram atenção é que o filme é muito bem dividido. Você percebe perfeitamente quando está passando de um momento para outro. Os primeiros 25 minutos apresentam toda a personalidade de Maverick. Os 5 minutos seguintes servem para apresentar sua amiga ladra Annabelle e, depois disso, tempos 1 hora de aventuras em busca dos 3 mil dólares que faltam para Maverick alcançar os 25 mil (segundo o IMDB, na época em que se passa o filme, esse valor seria equivalente a 600 mil dólares em 2004), . E o impressionante é que é bem cronometrado mesmo. Daí, temos 40 minutos do clímax, que é o All River Poker Championship.

No Poker Championship, há uma homenagem aos velhos tempos do cinema Western, onde diversos atores clássicos aparecem como jogadores nas mesas de poker. Vemos Denver Pyle, William Smith, James Drury, Henry Darrow e Robert Fuller. Todos com uma lista imensa de filmes realizados. Incusive o próprio James Garner, que interpreta o xerife Coop, fazia o papel de Maverick na antiga série de TV. As referências vão além do Western e alcançam também aos filmes Máquina Mortífera, do mesmo diretor, Richard Donner. Diversos momentos do roteiro levam a isso, inclusive um encontro de Mel Gibson com Danny Glover.

Mas o fime não é só glórias. Algumas coisas não me passaram despercebidas e me fizeram notar algumas incoerências, mesmo que bobas, no filme. Primeiro que Angel (Alfred Molina), o cara que não vai com Maverick desde o começo, fica com medo dele por ele ter enfrentado 4 caras de uma só vez fora da estalagem. Mas pouco depois o próprio Angel enfrenta e massacra os 4 homens, falando “Maverick é meu!”. Ora bolas, porque então o medo antes? Além disso, tem o momento em que o trio está com missionárias que foram assaltadas e ouvem tambores bem próximos, mas nada acontece. Os índios só aparecem no dia seguinte, em uma cena meio sem sentido mesmo. Ah! Como líder indígena, temos o bom Graham Greene.

Para finalizar, preciso dizer como a Jodie Foster está linda nesse filme. Ela está mais do que perfeita. É impressionante como essa mulher se destaca só com sua presença. Se juntar isso com sua atuação, temos uma atriz perfeita, ganhadora de vários Oscares. Ela é sensacional. E Mel Gibson, que na época estava em boa forma, faz juz ao personagem principal e tem uma atuação dedicada, engraçada.

É um filme interessante. É sim. Não é perfeito e nem pretende ser. Mas é uma boa homenagem ao Velho Oeste e aos diversos filmes do gênero que fizeram um sucesso estrondoso décadas atrás. Um daqueles filmes que a gente tem que assistir, pelo menos pra dizer que viu. Segue abaixo, apenas para quem quiser um momento nostalgia, o auge do filme, a última jogada da mesa de poker. Não tem legenda, mas dá para entender. Muito bom!

Anjos e Demônios

quinta-feira, 4 de junho de 2009

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Anjos e DemôniosVocê veio para fazer de mim um mártir?

Baseado no primeiro (isso mesmo) livro da série de Dan Brown, que ficou famosa graças ao Código da Vinci, Anjos e Demônios traz Robert Langdon (Tom Hanks) em uma nova aventura, onde ele se vê obrigado a desvendar os segredos dos Illuminatti para impedir o assassinato de cardeais da Igreja Católica, justo na escolha do novo Papa.

O filme, ao contrário do livro, se localiza depois do Código da Vinci, até porque acabou saindo depois. Como prova, é possível ver uma foto de Sophie Neveu (Audrey Tautou) na escrivaninha de Langdon.
A direção de Ron Howard mais uma vez faz o seu papel intrigante. Seus trabalhos são elogiáveis (como em Apollo 13 e Uma Mente Brilhante) e aqui o elogio vai para sua tentativa em manter vivo um roteiro que não é lá essas coisas e também na produção (também sob sua responsabilidade), com a trilha sonora bonita, lembrando a do Código da Vinci, e os efeitos especias, tão necessários para o desenvolvimento do filme.
Bem, quando falamos em filmes assim, vindos de best-sellers atuais, automaticamente falamos de um elenco recheado de atores famosos e cheios de um talento que não será completamente usado. Além de Hanks, temos Ewan McGregor (um dos meus atores favoritos), Stellan Skarsgård (o pai do Will, de Piratas do Caribe!), o veterano Armin Mueller-Stahl e a quarentona Ayelet Zurer, uma das poucas mulheres do filme.
Então aqui, nossos amigos atores participam de uma busca com tempo contado tentando salvar a vida de alguns cardeais sequestrados. Eles teriam sido levados pelos Illuminatti, uma antiga seita (mais mítica do que histórica) que teria sido atacada pela Igreja nos séculos passados e que agora estavam dando o troco.
O personagem Robert Langdon, graças a Deus, é um especialista em tudo isso. Estudioso do imaginário e simbolismo da renascença, o cara é a única real arma da polícia do Vaticano para desvendar os mistérios “illuminattianos”, que passam por históricas igrejas espalhadas pelo país católico.
Somos então agraciados por belas imagens que, na verdade, são de mentira. A Igreja Católica proibiu que fossem realizadas filmagens em suas igrejas e até mesmo na Praça de São Pedro. Uma réplica da praça foi feita para as filmagens e todas as imagens de interior são feitas de alguma maneira diferente do original. Há umas cenas que você até percebe que eles estão sobre um fundo azul, porque o cenário não fica tão real assim.
Essas dificuldades impostas só mostram como que o cinema hoje é capaz de dar a volta em situações muito inusitadas. Como fazer um filme que passa por diversas igrejas, sem realmente passar por elas? Vivas à Computação Gráfica!
A CG, entretanto, não salva o filme. O roteiro, como já deixei passar, é fraco. Eu não li o livro. Mas o livro Código da Vinci é melhor que o filme, com certeza. O ambiente não é o mesmo. E acredito que em Anjos e Demônios acabou dando na mesma coisa. A questão aqui é que Anjos e Demônios é de cara inferior ao Código da Vinci, pelo menos quando falamos de filmes. O foco principal do filme deveria ser o simbolismo, a investigação histórica e artística de Langdon. Aqui, por sua vez, isso ficou muito limitado a quatro estátuas que estariam próximas a quatro igrejas, enquanto em “…da Vinci” a coisa é bastante complexa e toma rumos direfentes no meio da história. Já me disseram que o livro Anjos e Demônios é ainda melhor literariamente que seu carrasco “… da Vinci”. Mas o filme acabou perdendo, em minha opinião.

Para terminar, vai uma curiosidade: durante as filmagens nas ruas do Vaticano, a equipe se viu no meio do caminho de uma noiva, que tentava entrar na igreja para se casar. Dedivo a todo material e ao trabalho ali sendo realizado, a sortuda teve uma supresa quando o próprio Tom Hanks apareceu e, como desculpas, a levou, junto com os acompanhantes, pelo set de filmagem até a porta da igreja. Ele infelizmente não pode comparecer à festa, porque estava trabalhando, mas ela deve ter ficado feliz com o passeio inusitado.

Star Trek

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Star TrekVida longa e prosperidade!

Ah, Star Trek… Admito que não assisti lá tantos episódios na minha vida, mas não foi por falta de vontade. Mesmo assim, minha simpatia por Star Trek vem de muitos anos e um longa-metragem como esse merecia quebrar a ordem das coisas aqui no blog.
Para quem não conhece, Star Trek é uma série, criada em 1966 (!) e que desde então traz nas costas uma multidão infinita de fãs. Nosso querido filme aqui, para o deleite de muitos, faz algo que até então não havia sido feito: conta diretamente o surgimento do Capitão Kirk e seueterno companheiro, Spock. Novamente para aqueles que nunca ouviram falar, isso só significa que você não precisa conhecer a série para assistir ao filme. Basta entender que Kirk e Spock são dois personagens amados a mais de 40 anos.

Muito bem então. Começaremos de cima dessa vez. A direção. O filme é dirigido e produzido pelo novo gênio J.J. Abrams, responsável por séries como Alias, Lost e a nova Fringe, além de filmes como Missão Impossível III e Cloverfield, todos pontos positivos.
Abrams fez a coisa certa e não deu uma de botar o seu dedo em uma coisa já consolidada. Se cercou das pessoas ideais e garantiu que o filme fosse uma obra perfeita para os fãs. Diversos são os atores ou extras no filme que participaram das antigas séries de Star Trek. O roteiro, escrito pelos queridinhos de Abrams Roberto Orci e Alex Kurtzman se baseia em momentos da primeira temporada de Star Trek, usando elementos da época e partes da história, encaixando o novo filme como uma luvinha. A idéia de mostrar os queridos personagens em seu período da Academia era uma idéia mantida desde 1968, dois anos depois do lançamento da série. Com apenas 41 anos de espera, os fãs ganharam esse presente. Ouso dizer que foram 41 anos de uma espera necessária e válida, porque é com certeza o conjunto que dá o imenso valor desse filme.
Ainda no roteiro, destaco os pontos chaves do filme, todos cuidadosamente amarrados. Afinal, trabalhar com viagens no tempo, algo comum em Star Trek, não é a coisa mais simples do mundo e é muito fácil um fã parar e dizer “não deveria acontecer desse jeito”. É lindo ver como tudo funciona e se encaixa com o desenrolar do filme, trazendo surpresas muito agradáveis. Uma obrigação do filme era, para Abrams, ser otimista. Segundo ele “Ser realista e ser sombrio são coisas diferentes”, como uma resposta às perguntas sobre se Star Trek seria como Batman: O Cavaleiro das Trevas. E ele conseguiu.
Partindo então para os atores, entramos na melhor parte. O filme é a estréia de Zachary Quinto nas telas do cinema. O jovem, com uma carreira se consolidando, é o responsável pelo personagem Sylar, da série Lost. E aqui ele é nada mais nada menos que o próprio Spock. E olhando bem, ele realmente se parece muito com o Spock original. Completando a tripulação, temos Chris Pine como o capitão James Kirk. Chris, que também tem uma carreira curta, tentou não copiar o antigo Kirk, mas se basear em personagens de outros filmes com o mesmo estilo cômico e sarcástico, que servissem para criar sua própria idéia de Kirk. Zoe Saldana assume o papel de Uhura, o experiente John Cho fica com Sulu e o maravilhoso Simon Pegg interpreta o engraçado Scotty. E como se isso não bastasse, ainda temos a participação de Leonard Nimoy, o eterno e imortal Spock da série original. Chega a tirar o fôlego.
Quanto ao feeling do filme, digo sem medo que é maravilhoso. Foi a cartada certa em trazer a série de volta ao topo da sétima arte. O filme é ousado, engraçado, atraente, forte, com cenas de ação bem trabalhadas, efeitos especiais muito bem feitos e de tirar o fôlego. Quem, entre aqueles que gostam da série, não fica pra lá de feliz ao ver a Enterprise novinha e em ação?
Realmente não sei dizer como um não-fã reagiria ao filme. Acredito mesmo que apenas sabendo que Kirk e Spock são os dois personagens mais importantes de Star Trek você pode ir assistir ao filme feliz. Mas existem os fãs de Ficção Científica que não são fãs de coisas tão “nerds” como Star Trek. E provavelmente foi pensando em algo assim que o roteiro foi amaciado e muitas coisas técnicas e complexas do universo Trekker foi tratado de maneira mais simples, se aproximando de nós, meros mortais.

Star Trek é um filme que veio para marcar a história da série em nossos tempos. Os fãs estão adorando, e isso basta para J.J. Abrams. É um novo e magnífico fôlego que promete alcançar novos e inesperados simpatizantes no mundo todo através de um trabalho feito com carinho e dedicação, por fãs e para fãs.

Outlander

segunda-feira, 16 de março de 2009

OutlanderUm grupo de vickings, no século VIII, encontra e captura um homem (James Caviezel) em uma vila destruída, acusando-o de participar do ataque. Logo após, sua própria vila começa a ser atacada e eles se vêem sem saber o que está acontecendo. Eles nãoimaginavam que Kainan (o nome do forasteiro) vinha de outro planeta e que sua nave tinha caído ali carregando uma perigosa criatura. Agora eles precisam matá-la, antes que eles morram.

Eu sou um daqueles caras que adora filmes medievais, épicos. Normalmente, até os piorezinhos mesmo. Apesar disso, Outlander não passou de um filme mediano, porque misturar um ser humano de outra galáxia e criaturas brilhantes com nórdicos do século VIII não dá pra engolir mesmo.
A história é falha. Um dos pontos que deixa isso muito claro é a “conversa” entre Kainan e seu computador logo que ele cai. As informações que ele recebe são: Localização – Noruega; Tecnologia – Idade do Ferro; Língua – Noruegues.
Agora vamos lá… Como o computador dele poderia saber que ali é a Noruega?! Ele saberia, no máximo, um nome para o planeta, dado por sua própria civilização, que é bastante avançada. Agora saber o nome do reino? Tenho inclusive a impressão que no século VIII aquele lugar não se chamava Noruega, já que o reino só foi unificado no século seguinte.
O caso de saber que os terráqueos passavam por uma Idade do Ferro leva ao mesmo problema. Um computador não tem como definir algo assim, brevemente. E definir e saber a língua que eles falavam ali? Sinceramente… =) Como se não bastasse, Kainan é um humano perfeito, em nada diferente dos terráqueos, apesar de ser de outra galáxia ou sei lá o que, aprende o norueguês em poucos segundos, com seu sistema cheio de tecnologias e, para a surpresa de poucos, passa a falar em inglês a partir de então. Acho que faltou aqui um pouco do espírito de Mel Gibson e fazer os caras falarem norueguês de verdade.
Como é típico, sempre tem um cara no meio que não gosta do forasteiro (que nesse caso é Wulfirc – interpretado por Jack Huston) e uma mulher (não por acaso chamada Freya – interpretada por Sophia Myles), a frente de seu tempo, guerreira e que se interessa pelo novato. Vale lembrar que o filme traz também um coadjuvante chamado Boromir (Cliff Saunders), que é um nome muito marcado por ser também o nome de um dos membros da Sociedade do Anel, em Senhor dos Anéis.
A história do filme segue  mais ou menos, mostrando alguns pontos fracos como vickings dizendo “Meu Deus”, quando na verdade veneravam vários deuses, e a presença de um padre cristão, quase um século antes da chegada dos romanos no local. Ainda assim, Outlander aposta em um lado mitológico (como o salão principal com uma árvore plantada no meio) e em jogadas bastante batidas com o passar dos filmes. A história se assemelha à de Beowulf (que vem de um lugar distante para derrotar um monstro). Acontece até a reforja da espada do rei, como em Senhor dos Anéis, e também o abandono da vila por parte da população, ficando só um grupo seleto de guerreiros dispostos a dar a vida para derrotar a criatura.

SPOILER PARA QUEM JÁ VIU:
E aquele final? A nave surgiu no momento aleatório em que ele resolveu destruir o emissor de sinal? Porque a nave não pousou? Destruir o equipamento talvez significasse que ele estava sendo atacado. Tão avançados, os membros da tripulação deveriam, penso eu, pousar e ver o que estava acontecendo. Até porque a nave de Kainan transportava coisas importantes. Um pouco sem sentido, para mim.
FIM DO SPOILER.

Para um filme não muito bom, lamenta-se o corte de verbas ocorrido com a demora da preparação da estrutura do filme. Ele, que deveria ter sido filmado na Nova Zelândia (onde foi filmado o Senhor dos Anéis?) e utilizando a equipe Weta nos efeitos especiais (quem fez os efeitos especiais de O Senhor dos Anéis?), poderia ter tido Sean Bean como ator principal (quem fez o papel de Boromir em Senhor dos Anéis?) acabou tendo seu orçamento diminuido significantemente ainda na pré-produção, atrasando tudo e exigindo uma reestruturação. Acabou sendo filmado no Canadá.
Não que isso seja uma desculpa, afinal, verba nem sempre é tudo, mas que as vezes faz a diferença , faz. Nesse caso, acho que o problema é mais no roteiro. Tudo muito típico ou sem sentido, o que acabou lenvando Outlander apenas ao nível de um filme épico meia-boca e estranho.

Batman: O Cavaleiro das Trevas

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Batman: O Cavaleiro das TrevasUma outra visão por Miojo

Finalmente eu vi esse tão falado filme, e antes de mais nada já vou dar meu veredicto. É o MELHOR filme de super heróis já feito, rasgado assim, sem nenhuma chance de dúvida. Começando assim já posso continuar e tentar explicar o porquê dessa opinião tão vêemente, mas que com certeza muitos de vocês já imaginam.

  • O enredo: Uma revolução está acontecendo na cidade de Gotham, o crime organizado vem sofrendo revés atrás de revés, tudo isso graças ao nosso personagem principal, Batman (Christian Bale), a um policial muito competente, o (ainda) tenente Gordon (Gary Oldman) e um corajoso promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart). Mas os três não estavam preparado para a aliança que viria a surgir entre os grandes mafiosos da cidade liderados pelo caótico Coringa (Heath Ledger). Bruce Wayne (o Batman, para quem vive em outro planeta e não sabe) via em Dent o seu sucessor (não enquanto vigilante, mas enquanto defensor da lei) e essa aliança poderia arruinar essa esperança. Enredo bem genérico e sensacionalmente explorado
  • As interpretações: Christian Bale é o melhor Batman de todos, sem dúvida (por mais que eu seja o único que gosta um pouco do Keaton), claro que podia melhorar aquela voz rouca, rs. Maggie Gyllenhaal deu uma melhorada de qualidade no filme em 100% no papel de Rachel Dawes, amor da vida de Bruce Wayne, antes interpretada pela inssossa e não tão talentosa (porém, mais bonita) Katie Holmes (Sra. Tom Cruise). Aaron Eckhart foi o cara certo para o idealista promotor. E o Gary Oldman é um sensacional tenente Gordon. Morgan Freeman e Michael Caine não necessitam de maiores comentários.
  • O Duas Caras: Não vou falar muito para não estragar uma eventual surpresa (para aquele alienígena que não sabe quem é o Bruce Wayne e para quem não viu o filme), mas a sua história ficou muito boa e a maquiagem sensacional.
  • O CORINGA: Não pensaram que eu ia me esquecer, né? Pois é, o Coringa foi o melhor vilão que eu já vi no cinema (desculpa Darth Vader), se eu refizesse a lista que eu fiz há algum tempo teríamos dois Coringas por que esse aí teria de encabeçá-la. Caótico, irônico, louco, SINISTRO… Ele é tudo isso e mais um pouco, e tudo graças ao falecido Heath Ledger que nos brindou, antes de morrer, com uma interpretação que se tornará clássica com certeza. Ledger era um dos melhores atores da atualidade e ver esse filme dá uma sensação de desconforto em saber que é a última vez que veremos esse brilhante ator em ação.

Resolvi escrever assim em tópicos para facilitar o entendimento dos meus argumentos para considerá-lo o melhor de todos. Antes de mais nada, quero destacar a cena do navio que nada mais é do que uma variante do Dilema do Prisioneiro, desenvolvida à partir da Teoria dos Jogos, uma teoria matemática muito estudada pelo John Nash (cuja história nos foi contada no filme Uma Mente Brilhante) porém mostra que o equilíbrio de Nash não é tão óbvio assim já que falamos de seres humanos (não se preocupem se vocês não souberem do que eu to falando, mas a faculdade de economia às vezes nos ensina umas besteiras ou outras, rs). Sem mais delongas, obrigado pela paciência, comentem e eu agradeço cada vez mais as visitas de vocês que nos fazem ser o que somos nesse nosso um ano de vida.

Viagem ao Centro da Terra

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
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Nós ainda estamos caindo!

Trevor Anderson (interpretado pelo hilário Brendan Fraser) é um geólogo que estuda tremores em pontos específicos da terra. Continuando o trabalho de seu irmão, que desapareceu anos antes, recebe a visita de seu sobrinho Sean (o já famoso Josh Hutcherson), o que o faz ir atrás das antigas coisas de seu irmão. Ao achar o livro Viagem ao Centro da Terra, todo rabiscado, percebe que os pontos da terra que seu irmão estudava tinha tudo a ver com as pesquisas que fazia em cima do livro e, assim, chega à conclusão que seu irmão achava que era tudo verdade, e havia ido verificar por si mesmo. Tio e sobrinho resolvem refazer o famoso caminho e, com a ajuda da linda guia Hannah (Anita Briem), que cobra muito caro, eles vão em busca do Centro da Terra.

Eu li esse livro há não muito tempo. Foi uma bela leitura. Escrito por Júlio Verne, ele narra belamente o que seria essa viagem fantástica, apesar de Verne nunca ter saído da França. Quando vi o poster desse filme com todo aquele destaque do 3D, não pude deixar de ficar feliz, apesar de algo ficar repetindo em minha cabeça que esse não seria um bom filme.
E realmente não é. O filme tem cerca de uma hora e meia de duração e isso é muito pouco. Tudo acontece muito rápido. Você não desfruta do caminho pelas minas em direção ao Centro, não se emociona com a beleza que existe lá em baixo nem muito bem com as criaturas que insistem em habitar ali. Na verdade, quem não leu o livro talvez nunca saiba o quão fantástica é a viagem, ficando o filme com uma versão bastante superficial e despreocupada de toda a história. E nisso foi muito bom o filme não ser a história do livro, mas sim uma história sobre a história do livro.
O que faz valer a pena aqui é a atuação de Brendan, conhecido por diversos filmes de comédia e, ultimamente, pela série da Múmia. Eu costumo rir muito fácil com piadinhas clássicas americanas. Verdadeiro fanático por Friends, não consigo deixar de me deliciar com brincadeiras do tipo “nós continuamos caindo! ahhhh!”. E Brendan é o que realmente faz esse filme valer um pouco a pena. Porque ele é realmente ótimo.
Quanto a Josh, no papel de Sean, basta dizer que ele faz a parte dele muito bem. Esse garoto já fez diversos filmes e eu gosto dele. A relação de Sean e de seu tio Trevor é bonita, mas fica por ai. Anita, no papel de Hannah, se limita a uma garota bonita que adquire interesse por Trevor e só.
Os efeitos especiais são bem feitos e o filme traz várias partes que servem para a contemplação do efeito 3D (que eu nem sei se funciona com aquele óculos típico, porque eu vi em casa, normalmente) e você percebe exatamente quais são esses momentos, onde o diretor quer dizer “veja, um efeito super legal aqui, olha”.
Falando no diretor, Eric Brevig só havia dirigido até então alguns episódios de Xena. Fora isso, seu trabalho foi sempre o de efeitos especiais, como os de Homens de Preto, Pearl Harbor e Peter Pan. Talvez por isso tenha sido escolhido para dirigir um filme em 3D. Sua falta de experiência na área, entretanto, com certeza fez falta aqui. Outro cargo onde faltou eficiência foi o de roteiro. Assinado por Michael D. Weiss e Jennifer Flackett, deixa bastante a desejar. Esses dois não são lá muito bons. O primeiro, trabalhou em Efeito Borboleta 2 e Eu Vou Sempre Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado, duas seqüências para lá de ridículas. A segunda, apesar de trabalhar em filmes melhores, foi a responsável pela história de A Ilha da Imaginação.

Um filme muito fraco, principalmente em relação a roteiro e direção, mas que se destaca com efeitos especiais legais e atores bons e engraçados. As risadas é que salvam algumas pipocas.

Hellboy

terça-feira, 24 de junho de 2008
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“Eu sou a prova de fogo. Você não.”

Hitler estava ficando preocupado. Pra tentar ganhar a guerra, se entregou ao paranormalismo. A idéia de seu “médium” Grigori Rasputin (Karel Roden) era abrir um portal dimensional não para um outro mundo qualquer, mas para o Inferno. Com as criaturas que atravessassem o portal, eles venceriam a guerra. O ritual é interrompido no meio pelas tropas aliadas. Entretanto, uma criatura conseguiu atravessar para nosso mundo. Ainda filhote, foi chamado Hellboy (interpretado por Ron Perlman).
A partir daí o garoto cresceu, e muito, e começou a fazer parte, junto com outras criaturas diferentes, do B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense, ou, Escritório para Pesquisa e Defesa de Paranormalidade). Juntos, eles lutam contra as coisas bizarras que surgem no mundo.

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Resolvi assistir ao filme apenas depois de ver no cinema o trailer do segundo. Apesar de ser dirigido por Guillermo del Toro, eu realmente nunca tinha tido a vontade de assisti-lo. E acho mesmo que não fez muita diferença.
O filme tem uma história interessante. Nada como um demônio com um coração de ouro que passa a acreditar mais no amor e nas pessoas do que no Inferno, onde foi gerado. O filme não explica, entretanto, o surgimento de outros personagens, como Liz Sherman (Selma Blair) e Abe Sapien (Doug Jones). Acho que basta dizer que são mutantes. Os quadrinhos envolvem inúmeros tipos de criaturas como vampiros e fantasmas.

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Abe Sapien é o mais interessante, além de Hellboy. Um ser hominídeo que vive dentro da água? Ele é ótimo, o destaque é a movimentação dele. Tudo muito gracioso. Mas ele fica um pouco de lado na história.
Pouco se sabe também da relação entre Hellboy e a Liz. Não fica muito claro porque ela abandonou o grupo, por exemplo. E aí segue um número de coisas que ficam um pouco mal feitas no filme. Existe uma dificuldade entre os cortes de cena. Algumas vezes você não consegue entender o início de uma cena porque a anterior não explicou muita coisa.
Toda a estrutura do Hellboy deixa apenas os olhos de Perlman de fora. O personagem é muito grande e largo. É óbvia a dificuldade de agilidade do garoto. Mas faz parte. É o melhor personagem do filme.

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Ele é engraçado, e tem vários detalhes muito legais, como sua paixão por gatinhos e sua vontade de parecer mais humano. Os outros heróis acabam se tornando extremamente secundários, o que é uma pena.
Os efeitos especiais são críveis e agradam a maior parte do tempo. O que faltou mesmo foi envolver mais os personagens e explicar um pouco mais da história.
Ainda assim, não desisti do segundo filme. Realmente gostei de trailer, e estarei no cinema para assisti-lo.

Fúria dos Titãs

quarta-feira, 4 de junho de 2008
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Esses dias eu tava sem nada para fazer e a locadora já tinha fechado. Como eu queria ver um filme qualquer e a cópia de Orfanato, que eu to louco para ver, que tinha aqui em casa era dublada, me enchi de razão e peguei um filme que meu irmão guarda nostalgicamente em sua gaveta, chamado “Furia dos Titãs”, clássico do Cinema em Casa. O filme é uma adaptação da história de Perseu, herói da mitologia grega. Pelo menos é o que diz a sinopse, pois para mim aí está uma grande mentira, rs.


Adaptação é uma forma simpática de dizer “vamos pegar alguns personagens mitólogicos, fazer uma miscelânea e fazer um filme sem nenhum embasamento”. Dirigido por Desmond Davis (de quem eu não conheço nenhum trabalho) e com os efeitos visuais de Ray Harryhausen (que é mencionado como “mestre dos efeitos especiais”, mas em uma pesquisa rápida no IMDB vi que esse foi o último filme que ele trabalhou com efeitos visuais… e uma pequena curiosidade: no filme “Um duende em Nova Iorque” com o Will Ferrell, ele fez a voz de um urso polar que aparece lá, rs). É um filme que de tão trash soa engraçado. Costumo ser o defensor de filmes trashes, mas quando eles tem a pretensão de ser trash. E Furia dos Titãs me parece que não tinha essa pretensão, pelo contrário. Mesmo sendo um filme antigo, não dá para não criticar os efeitos visuais cômicos com um leve viés de Chaves. Mais um motivo para criticá-los é lembrar que o primeiro Star Wars é 4 aninhos mais velho e tem efeitos muito mais contundentes.
Não falei absolutamente nada sobre a história do filme. Pois bem: Perseu é um dos muitos filhos bastardos de Zeus. Quando nasceu, seu avô (pai de sua mãe) jogou os dois no mar por achar que ela havia desonrado a família e Zeus pede para Poseidon levá-los há uma ilha segura. E lá vivem por anos em segurança e com muita felicidade. Até que Zeus decide punir o filho de Tétis (uma Deusa que eu não lembro do que é) por este ter matado todos os seu cavalos alados, e por vingança Tétis tira Perseu de sua ilha e o coloca no meio de uma confusão entre princesas sequestradas e monstros mitólogicos. Perseu precisa então derrotar o Kraken, a Medusa e a fúria de Tétis para ficar com seu amor. Com isso recebe ajuda dos deuses do Olimpo liderados por seu pai, Zeus. Pois é, mais uma história mitólogica, mal feita, mas divertida, rs. Destaque para a deusa Tétis que é interpretada por nada mais, nada menos que Maggie Smith.