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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
obs: O nome oficial, em português, é “Paris, Te Amo”. Mas em francês é “Paris, Je T’Aime”, motivo para eu ter colocado o “Eu” no título dessa resenha e também para essa nota explicativa.
A primeira vez que assisti a esse filme foi há alguns anos atrás, em um festival de cinema francês no Cine Jardins, em Jardim da Penha (essa é pra quem mora em Vitória!). Aquela semana foi muito boa e vi 3 filmes que nunca esqueci.
Mas não estou aqui para falar dos 3! Apenas de Paris, Eu te Amo, que foi o que eu mais me apaixonei. Talvez por ele realmente te fazer amar os encontros e desencontros em que os curtas te levam.
Mas, peraí. Curtas? Para quem não conhece o filme, ele é feito de 18 curta-metragens dirigidos por diversos diretores (porque alguns são dirigidos por mais de um diretor!) e que foram feitos de uma maneira tão mágica, mas tão perfeita, que cada vez que um acaba e um outro começa, o seu coração dói de saudades, por saber que aquela linda história chegou ao fim.
Eu vou falar um pouco de cada um dos curtas mais abaixo, para dar uma opinião individual a cada um. Sou apaixonado por quase todos, e é por isso que essas opiniões gerais que estou dando antes são assim.
Vale dizer que aqui temos diretores não só franceses mas de todo o mundo, incluindo um brasileiro, como veremos mais abaixo. Além disso, temos atores do mundo inteiro também. Famosos atores de Hollywood participando por aqui, dividindo o idioma do filme entre francês e inglês de uma maneira bastante mágica. E acho que essa questão do idioma ganha muito destaque no último curta, que é como se uma americana, aluna de francês, estivesse lendo um texto sobre uma viagem que ela fez à Paris. É muito bom! Principalmente se você já fez aula de Francês e costumava escrever esse tipo de texto.
Então, concluindo a parte geral, digo que esse filme merecia 6 pipocas, mesmo alguns de seus curtas sendo malucos. Porque tudo se encaixa de uma maneira difícil de explicar. Assistam. Apenas assistam. Mas antes, seguem os curtas na ordem do filme:
Montmartre (Roteiro e Direção de Bruno Podalydès):
- Na primeira história temos um homem (interpretado pelo próprio diretor) em um estacionamento e pensa consigo mesmo sobre porque não agrada as mulheres. Sua reflexão para quando uma mulher (Florence Muller) cai na calçada e ele resolve ajudá-la.
- Bem. É já no final desse curta que você fica triste por não poder acompanhar mais esses personagens. É tudo tão bem feito, tão bem escrito e filmado que você consegue se sentir próximo dos personagens após pmeros 5 minutos! Mas a vida segue em frente, e Paris não pode esperar.
Quais de Seine (Roteiro de Paul Mayeda Berges e direção de Gurinder Chadha):
- Um jovem (Cyril Descours), acompanhando dois amigos que dão em cima de qualquer mulher que passa, tem sua atenção chamada para uma garota muçulmana (Leïla Bekhti), que o faz esquecer do resto do mundo.
- Não sei se é porque o garoto fez história, como eu, mas esse curta é muito legal. É como se os sentimentos dele fossem além da tela e chegassem até você. Você entende porque ele vai atrás dela. É muito bonito.
Le Marais (roteiro e direção de Gus Van Sant):
- O curta se baseia em uma conversa de um jovem (Gaspard Ulliel) com outr (Elias McConnell), onde o primeiro sente uma estranha atração pelo segundo, discutindo sobre almas gêmeas de uma maneira muito clara, sem saber que o outro simplesmente não entende bem o francês.
- Eu não fico muito à vontade com declarações de homem para homem, mas o curta não se trata bem disso. O cara apenas começa a expor um ponto de vista e vai falando sem parar, sem perceber que o outro cara não fala nada até o momento de ter que ir embora. É um curta bem legal.
Tuileries (roteiro e direção de Joel e Ethan Coen):
- Steve Buscemi é um turista americano em um metrô, vivendo uma comédia, cheio de dificuldades de entender o comportamento dos estranhos franceses.
- Primeiro, Steve é um cara muito engraçado. Ele acompanhando livro de guia para turistas em Paris é ótimo, e traduzindo as frases absurdas do cara que briga com ele. Segundo, os atores que contracenam com ele (Axel Kiener and Julie Bataille) fazem muito bem o seu papel e tornam esse um dos mais engraçados do filme.
Loin du 16e (roteiro e direção de Walter Salles e Daniela Thomas):
- Catalina Sandino Moreno é uma latina vivendo uma vida difícil na França, tendo de deixar seu bebê em uma creche para ir cuidar da casa de outra pessoa.
- Catalina me conquistou naquele filme Maria Cheia de Graça. Ela tem um jeitinho especial. Esse é o curta dirigido pelo Walter Salles e um dos mais emotivos do filme. A canção que Catalina canta para seu filho, “Qué Linda Manito”, é muito bonitinha.
Porte de Choisy (direção de Christopher Doyle e roteiro de Doyle com Gabrielle Keng e Kathy Li):
- Um vendedor de produtos de beleza (Barbet Schroeder) passa por algumas dificuldades tentando vender seus produtos em um salão para descendentes de asiáticos com uma dona que até luta artes marciais (Li Xin).
- Esse é o curta mais louco do filme, em minha opinião. Mas por mais sem sentido que ele possa parecer, ele não deixa de se conectar com os outros curtas e, no final, ainda tira um sorriso da sua cara.
Bastille (roteiro e direção de Isabel Coixet):
- Um homem se prepara para contar para a mulher que a está deixando por uma bem mais jovem, quando ela conta para ele que está com uma doença terminal.
- Esse é mesmo um dos mais bonitos de se ver. Muito comovente ver o personagem se reapaixonar aos poucos por sua mulher. A construção do curta é perfeita.
Place des Victoires (roteiro e direção de Nobuhiro Suwa):
- Uma mãe (Juliette Binoche) sofre com a perda de seu filho e recebe uma visita inesperada para ajudá-la a superar as dificuldades.
- Esse também é bastante triste, e fica completo com a fantástica Juliette Binoche na atuação. E é interessante como, mesmo todo francês, consegue misturar elementos americanos (e língua inglesa) nos seus poucos minutos de duração.
Tour Eiffel (roteiro e direção do especialista em animação Sylvain Chomet):
- Um garoto contando como seus pais (ambos mímicos!) se conheceram na prisão e se apaixonaram.
- Esse envolve diversos sentimentos (talvez bem no estílo mímico, mesmo). Ele é engraçado, com momentos bonitos, momentos tristes e momentos estranhos. No final, vale a pena.
Parc Monceau (roteiro e direção de lfonso Cuarón):
- Um homem mais velho (o grande Nick Nolte) se encontra com uma mulher mais jovem escondido de Gaspar, o qual está controlando demais a vida da probre moça. O que o público não imagina é que Gaspar os está esperando mais adiante.
- Eu não sei como eles fazem isso, mas você assiste esse curta sem nem ter idéia de quem é o Gaspar, que na verdade, é o que faz dar sentido a todo o diálogo que o homem e a mulher tem durante o passeio. Uma curiosidade aqui é que o curta foi feito sem cortes, em uma única cena. Fantástico.
Quartier des Enfants Rouges (roteiro e direção de Olivier Assayas):
- Esse é um pouco sem sentido para mim, mas outros podem ter captado a mensagem melhor. Maggie está ótima e tudo é bem feito, mas o final não me cativou. Mas ele continua encaixado com os outros curtas do filme.
Place des fêtes (roteiro e direção de Oliver Schmitz):
- Um nigeriano, morrendo devido a um ferimento de faca. Sua paramédica, entretanto, é a mulher por quem ele está apaixonado. Enquanto ela começa a se lembrar dele, entretanto, sua vida vai chegando mais perto do fim.
- Esse é mais um dos tristes. Mas não um triste romântico, e sim um triste um pouco revoltante. A história é triste, o final comovente. Mas é também um que precisa ser visto.
Pigalle (roteiro e direção de Richard LaGravenese):
- Um homem e uma mulher de certa idade se encontram em uma “casa de mulheres” e resolvem dar uma chance ao amor. O interessante é que eles são um casal, tentando reacender o relacionamento.
- Esse se passa todo em inglês. E é bastante engraçado. É algo como “o que não se faz para salvar um relacionamento de décadas?!” O importante é que, no final, o amor sempre vence (ixi, contei?).
Quartier de la Madeleine (roteiro e direção de Vincenzo Natali):
- Um turista (Elijah Wood) se apaixona por uma vampira, que ele encontra pelas ruas noturnas de Paris.
- Esse, junto com Porte de Choisy, são os que menos fazem sentido pra mim. Esse até faz mais sentido com as cenas finais, após o último curta (prestem atenção nelas!). Mas o legal aqui é que o curta é mudo e vive da encenação e da trilha sonora. Apesar de tudo, é engraçado.
Père-Lachaise (roteiro e direção de Wes Craven):
- Visitando o cemitério Père Lachaise, uma mulher (a maravilhosa Emily Mortimer) discute com seu noivo (o ótimo Rufus Sewell) que tenta fazer o possível para tê-la de volta.
- Esse curta é muito engraçado e bonito. É um dos meus preferidos (eu não falei isso ainda, falei?). Porque acho os dois atores muito bons, os diálogos são ótimos e o desenrolar, incluindo o clímax, são ideais.
Faubourg Saint-Denis (roteiro e direção de Tom Tykwer):
- Um jovem cego recebe uma ligação de sua namorada (que tenta trabalhar como atriz e interpretada pela linda Natalie Portman) e acha que ela está terminando com ele. A partir daí, ele reflete, amplamente sobre como o relacionamento começou e como ele parecia estar declinando com o tempo.
- OK. Natalie é perfeita e Deus permitiu que ela não abandonasse o cinema para estudar e trabalhar como uma pessoa comum. E eu não sei bem se tem a ver com o fato dela estar tentando ser uma atriz, no curta, e o outro personagem ser um garoto cego e muito inteligente e estudado, mas esse curta tem umas das melhores frases do filme. Estremamente profundo. O que ela fala para ele no telefone, eu coloco abaixo:
- “Escuta. às vezes… a vida exige uma mudança. Uma transição. Como as estações. Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão acabou. E deixamos passar nosso outuno. E agora, de repente faz frio. Tanto frio que está tudo congelado. Nosso amor dormiu, e a neve o tomou de surpresa. E se algo dorme na neve, não sente a morte chegar.”
Quartier Latin (roteiro de Gena Rowlands, direção de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtin):
- Um casal divorciado, de terceira idade, se encontra em um bar (cujo garçom é mantido por ninguém menos que Gérard Depardieu) para um último drink antes de assinar os papéis.
- Esse é mais um daqueles perfeitos. Eles simplesmente me comovem. É fantástico. O diálogo entre os dois não tem falhas. É uma tristeza, amarga, profunda, intercalada por piadas que só duas pessoas que se conhecem demais poderiam fazer uma com a outra, apesar do casamento estar condenado.
14e arrondissement (roteiro e direção de Alexander Payne):
- Carol (Margo Martindale), uma americana que está fazendo um curso de francês, lê uma carta durante a aula sobre o seu passeio por Paris. E o que vemos são as cenas do seu passeio, com sua narração de fundo.
- Não poderia haver um curta melhor para encerrar o filme. Esse aqui é perfeito. Martindale está perfeita em todas as suas feições e em seu Francês de quem ainda está no Básico 3. Sua história é tão triste e tão comovente, e o final é simplesmente tão profundo, que toda vez que assisto, quase derrubo uma lágrima. Simplesmente fantástico.
Quando todos esses curtas acabam, entra uma música linda de fundo e algumas cenas de finalização, mostrando personagens de curtas diferentes se encontrando, se abraçando, revelando elementos de suas histórias… vivendo sua vida em Paris. A verdade é essa. São vidas. Coisas que poderiam estar acontecendo nesse momento lá na França, capturadas para sempre nesse filme esplêndido. Não há palavras para descrever. Apenas pipocas. 6 pipocas.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ofensivo. É o que esse filme é. E acreditem, não estou aqui me vestindo de moralismo e reclamando dos absurdos machistas que o filme vomita de 10 em 10 segundos em cima de você, apesar dele fazer isso. Me senti ofendido, ultrajado e enganado por esse filme por reunir atores competentes – Gerald Butler e Katherine Heigl, ele mais do que ela na minha opinião - numa obra que cheira uma comédia pastelão de baixo orçamento. Desculpa a franqueza e dureza, até por que sei que muitos gostaram do filme, mas não consegui ficar calmo depois de tamanha porcaria vista na tela da minha televisão.
Exagerei? Só o tempo dirá, por enquanto deixa eu falar um pouco sobre o filme. Claro que ele é clichê, não esperava muito mais do que isso quando o peguei. Ele fala de Abby (Katherine), uma produtora competente de um programa matinal em Sacramento cuja audiência vem despencando. Seu chefe, desesperado, resolve contratar Mike (Butler), um apresentador de um programa de tv paga, chamado A Verdade Nua e Crua, que discute relacionamentos em uma ótica machista e grosseira. A princípio Abby se revolta com essa intromissão em seu programa mas com o tempo acaba se deixando levar pela audiência estupenda que Mike leva ao programa.
E sim, ela é viciada em trabalho e não tem vida social ativa, é ruim nos relacionamentos e sim, ele vai ajudá-la a conseguir um cara para ela com dicas das mais escabrosas e diminuindo o homem a um primata (ele chega a fazer essa comparação no filme). Gente, vou fazer uma coisa que não costumo fazer e a partir de agora quem nunca viu o filme ou dá meia-volta e não lê mais ou aguente as consequências, por que vou encher isso daqui de spoiler, rs. Começando, claro que eles vão se apaixonar, ninguém tem dúvida nisso, e no final todos vão perceber que não são as dicas deles que fazem Abby uma mulher interessante e que ele não é um homem tão cafajeste assim. Mas isso não redime em nada o filme, pimeiro pelo fato “moral”, as pessoas riem é das piadas ridículas e se identificam com elas e eu digo aqui com todas as letras, homens são capazes de amar, homens são inseguros, homens gostam de mulheres inteligentes e homens não pensam só em sexo. Não vou generalizar (como o filme), afinal, existem homens diferentes do que eu disse, diferentes do que o filme disse e até diferente de todos os outros diferentes, por que todos os homens são criaturas bem diferentes uma das outras.
Não vou seguir por essa linha pois pode se tornar polêmico e eu não quero discutir a questão ética do filme. Mas e o que falar da produção dele? Por que o Butler tá tão gordo (olha eu sendo superficial, rs)? Por que existem falhar no roteiro tão absurdas? Uma criança entra sem nenhum motivo e sem ninguém segurar num set de filmagem para falar com seu tio que mora ao lado da sua casa, as pessoas falam sozinhas sem motivos, uma produtora bem sucedida e inteligente se torna uma idiota total. Por quê os diálogos são tão forçados e absurdos? Por que as atuações são tão ruins? Por que a cena final nos balões é tão mal feita? Por que a maioria das piadas não são tão engraçadas assim? Ou seja, o filme é inteiramente forçado, claro que te faz rir por vezes – a comédia tem que ser muito ruim para não ter uma ou duas piadas engraçadas – mas nada que valha à pena.
Acho que escrevi essa resenha em um desabafo e desculpe a quem ofendi. Normalmente não gosto de críticas tão ferrenhas até por que eu tenho um gosto bem duvidoso e sempre acabo me sentindo ofendido quando alguém fala tão mal de um filme que eu gostei, portanto, se você se sentiu assim me desculpa, não foi minha intenção, mas eu precisava desabafar. Obrigado, e volte sempre.
O que? Vocês estão esperando um destaque? Podem esperar sentados, rs.
Tags:Abby, Ativa, Atores, Cima, clichê, Destaque, Dicas, E Sim, Ela, Ele, Fala, Gerald Butler, Katherine Heigl, Leva, machista, Machistas, Meia Volta, Mike Butler, moral, O Tempo, ofendido, Ofensiva, Porcaria, Relacionamentos, Revolta, Spoiler, Verdade
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Gostaria de primeiramente agradecer aos vários comentários carinhosos pelo nosso aniversário, mas agora vamos ao que interessa, resenhas de filmes, rs. Agora um recado para os desavisados, aqueles que criticaram o filme por ser mal feito demais ou o que seja – e sem dúvida o é em vários momentos, rs. Você não tem desculpa de não ter entendido. Desculpe a dureza, mas certas coisas me irritam (igual ver pessoas se levantando da sala de cinema que passava Sweeney Todd por que era um musical). Seguinte, você pode não conhecer o trabalho do Sam Raimi (pré – Homem Aranha), ok, é um direito seu. Você pode não ter lido nada sobre o filme, ok, é um direito seu. Mas você olhar a primeira cena, a introdução do filme totalmente em espanhol e não entender que o filme é um daqueles trashs maravilhosos e que você deve se divertir com o filme e não procurar os defeitos, acredite, a culpa é realmente sua.
Depois de avisado e desabafado, segue uma resenha sobre o filme, rs. Pois então, o filme se trata de um acontecimento na vida de Christine Brown (Alison Lohman), uma jovem garota do interior querendo impressionar os pais do namorado, Clay Dalton (Justin Long) e disputando uma promoção no banco onde trabalha. Até aí, tudo bem, coisas normais da vida. Só que em um dia surge Sylvia Ganush (Lorna Raver), uma velha cigana caolha que pede uma extensão de crédito para não perder a sua casa na hipoteca. Christine para impressionar o chefe (por causa daquela promoção, lembra?) acaba negando o pedido da senhora, que não se dá por satisfeita e lança uma terrível maldição sobre Christine, tormento por 3 dias e no final do prazo uma dolorosa passagem ao inferno.
Voltando ao desabafo anterior, tem como achar que isso é um filme para ser levado à sério? Se Sam Raimi fosse menino a gente podia até pensar isso, mas não é, é um grande diretor que sabe como divertir e fazer dinheiro. Fez um filme com uma premissa muito legal (lembrando filmes de terror de antigamente) só que não se leva tão a sério. Não que não assuste, não pense isso, o filme carrega em si doses de sustos e terror pra mais de metro, além de cenas escatológicas que vão ficar na sua cabeça por muito tempo, mas no final das contas você acaba rindo em muitos lugares e isso é ótimo.
Temos atuações consistentes e razoáveis. A doce Alison Lohman por vezes se torna louca e cruel, sempre de forma convincente (porém engraçada). Justin Long é um ator que eu gosto muito, não que ele seja um GRANDE ator, mas seus papéis sempre me agradam, desde Olhos Famintos (filme, bizarramente, apresentado por Francis Ford Coppola) até papéis mais recentes como Pagando bem, que mal tem?.Claro que quem rouba a cena em suas poucas cenas é a tal Lorna Raver, que eu não conhecia, a Sra. Ganush é simplesmente assustadora (e hilária), é realmente indescritível, só vendo para crer. Outros atores (consequentemente personagens) aparecem e tem até uma certa relevância para o desenrolar da história, mas esses três realmente são os que mais se destacam.
Falando em destacar, vou ficar por aqui. Antes de dar o meu destaque quero frizar que não achei o melhor filme do ano, talvez nem o melhor terror do ano, mas me diverti bastante com o trabalho do Raimi, fazia tempo que não via um trash assim tão bem feito. Voltando ao destaque, acredite, depois das lutas (sim) entre a Sra. Ganush e a Chris sua vida nunca mais será a mesma, rs.
Tags:Acaba, Alison Lohman, Christine Brown, Chsitine Brown, Ciganos, Dalton, Demais, Direito, Dureza, Feito, Francis Ford Coppola, Homem-Aranha, Hungria, Inferno, Justin Long, Lanush, Lido, Nada, O Pedido, Olhos Famintos, Resenha, Sam Raimi, Sem DúVida, Sweeney Todd, Ter, Trash, Tudo Bem, Você Pode
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Com esse nome traduzido digno de filme de Sessão da Tarde chega uma obra sensível e engraçada de Greg Mottola, diretor de Superbad, e que realmente está fazendo uma reviravolta no modo de se fazer comédia adolescente nos EUA. O filme se passa no final da década de 80, precisamente em 1987 (esse que vos fala fazia um aninho de idade, rs), quando James Brennan (Jesse Eisenberg), recém formado – aparentemente no segundo grau, mas por vezes na legenda dizendo que é faculdade – recebe uma péssima notícia.
Em poucas palavras, sua família está com problemas financeiros e não poderá masi bancar a prometida viagem à Europa de presente de formatura, e pior, sua ida à Nova Iorque para estudar jornalismo (que por vezes, na legenda, é tratado como ‘pós-graduação’) está seriamente comprometida por falta de dinheiro e a saída para uma parcial resolução dos problemas é um trabalho de verão. James, como a maioria dos adolescentes, não tem nenhuma qualificação profissional – além de estudos de literatura e etc. - consegue apenas emprego num parque de diversões chamado Adventureland (o nome, mil vezes melhor, em inglês do filme).
É nesse parque em que os rumos da vida do rapaz irá mudar para sempre. Sim, ele encontra um grande amor e temos todas essas histórinhas dignas de um romance como Miojo bem enumerou ao resenhar o filme Sim Senhor. Mas como bem dito o interessante torna-se a forma de contar, e isso o diretor soube fazer com maestria. Utilizando de atores conhecidos e desconhecidos, uma fotografia muito bonita, uma ambientação da década de 80 muito bem feita e uma trilha sonora de dar inveja, Mottola conseguiu fazer um ótimo filme que tem tudo para ser bem admirado por pessoas de todas as idades.
No elenco temos, o já citado Eisenberg que é um ator muito interessante, já tendo participado com destaque do filme A Caçada, com o Richard Gere (e que se parece muito com o cliente da locadora onde eu trabalho, mesmo esse não concordando). Temos também dois dos mais novos ícones de Hollywood: Kristen Stewart, como Em Lewis, funcionária do parque e o tal grande amor (e sim, a Bella de Crepúsculo, que aparentemente só é má atriz no famoso filme de vampiros) e Ryan Reynolds como o “lendário” Mike Conell, que faz a manutenção do parque e é a paixão de todas as meninas, além de ter uma banda de rock.
Pois é, vejam o filme e se surpreendam com um resto de inteligência nas comédias românticas americanas. O destaque final vai para o casal de donos de Adventureland, Bobbye Paullete (Bill Hader e Kristen Wiig) que rendem as cenas mais engraçadas do filme.
PS: Não se assuste, no início do filme descobrimos que James é virgem e isso pode parecer por demais com American Pie, juro, não tem NADA a ver.
PS2: Aparentemente a história é baseada em fatos reais passados pela vida do próprio Mottola, diretor e roteirista do longa.
PS3: Desculpem o tanto de tempo sem postar, final de período tanto na minha faculdade quanto no mestrado do Miojo (não sei se chama período lá, mas é algo assim, rs)
Tags:Adventureland, Bella, CrepúSculo, Hollywood, Kristen Stewart, Mottola, Ryan Reynolds, Steimberg, Superbad
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sábado, 7 de novembro de 2009
Quando peguei esse filme já esperava me escangalhar de tanto rir e não me decepcionei nem um pouco (adoro quando eu começo já dando meu veredicto, hahaha). Mas por que esperava isso? Simples: temática interessante + elenco com ótimos trabalhos (o filme é estrelado por Jack Black e Michael Cera) não costuma falhar. O filme conta a história de Zed (Black) e Oh (Cera), dois homens da caverna em sua tribo, Zed é um caçador (que acha ser muito melhor do que é) enquanto Oh colhe frutas. Na verdade, essas são as duas únicas profissões existentes.
A história em si começa quando Zed resolve comer um fruto chamado de fruto probido e com isso quebra a única regra de sua tribo e é expulso dela. Consegue ainda queimar a casa de Oh que resolve seguí-lo à sua viagem para o desconhecido. E o filme é só isso? Não, não. O desenrolar da história é algo impressionantemente engraçado, primeiro que descobrimos que eles eram uma tribo bem atrasada e que o resto do mundo já estava um pouco mais desenvolvido, encontram grupos sedentários (para quem lembra das aulas de história, Miojo me corrija se estou errado, um passo da evolução da humanidade foi exatamente deixar de caçar e colher para criar animais e plantar) e até cidades.
Como vocês já devem ter percebido eu sempre fico receoso de falar demais sobre o filme e acabar estragando a graça de certas cenas por isso não devo me alongar muito mais. O que vou adiantar aqui é que a história de Zed e Oh se torna muito mais grandiosa e eles realmente acabam influenciando (ou pelo menos participando) de grandes acontecimentos da história, principalmente a religiosa. Brinca muito com a Bíblia e por isso pode não agradar muito à todos, mas… é comédia, gente!!! E MUITO comédia, acho que não deixei tão claro aqui o quanto o filme é engraçado. Conseguem extrair humor da forma mais inusitada, além de conter piadas de mal gosto (não preconceituosas, apenas nojentas) que sempre fazem rir.
O destaque vai para a participação de certos atores que fazem toda a diferença. Não contarei os papéis que eles fazem por se tratar de figuras históricas muito legais e é realmente interessante vê-las aparecendo. Fazem parte desse grupo atores como o talentoso Hank Azaria (adoro esse cara), David Cross (o que ficou famoso pelo seu personagem conhecido pela boca pequena como “Meus Germes” de Todo Mundo em Pânico) e Cristopher Mintz-Plasser, o garoto de 20 anos que conquistou o mundo com seu personagem Foggel “McLovin” em Superbad.
Tags:Ano Um, Bíblia, Hank Azaria, Jack Black, McLovin, Meus Germes, Michael Cera, Miojo, Superbad, Todo Mundo em Pânico
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
“O sertão vai virar mar…”
Pois é, essas palavras são emblemáticas de um “avanço” do progresso brasileiro que destruiu e alagou toda uma sorte de territórios para se construir represas e ajudar uma pretensa maioria. O filme conta a história de um pequeno povoado fictício, chamado Javé, que será alvo desse “progresso”. Começamos a nos interar da trama de uma das formas mais batidas de todas mas sempre eficiente, um cara (Nelson Xavier) contando o “causo” para um grupo de pessoas.
Javé, como já dito, é um povoadozinho no meio do sertão nordestino que será alagado para se construir uma represa. Alguns líderes da comunidade se reunem com o governo e os engenheiros da obra e descobrem que a única maneira de parar a obra seria se Javé tivesse algo de muito importante, pois se tornaria patrimônio e não poderia ser mexido por ninguém. Aí que eles têm a idéia de escrever um livro sobre a cidade para colocar no papel todas as histórias que há muito são contadas. O problema a se resolver é que a maioria dali é analfabeta ou semi-analfabeta e um deles tem a idéia de chamar o malandro Antônio Biá (José Dumont) para escrevê-las. Biá é um dos únicos letrados do povoado só que possui a antipatia de todos depois de uma sacanagem que fez para manter o emprego (queria manter o correio onde trabalhava ativo e por isso saiu inventando carta de todo mundo contando histórias mentirosas e enviando).
Biá, de livre e espôntanea pressão, aceita a tarefa e começa a colher informações para o livro de “fatos científicos” que ele precisa escrever. E conhecemos a história desse povoado através das histórias (por vezes aumentadas) desse povo simples, pobre e que possuem apenas seu passado como legado. Obviamente não vou contar como o filme termina, mas ele é realmente muito bom, as histórias são em dados momentos muito engraçadas e em dados momentos muito emocionante. Na verdade emoção é algo que permeia o filme todo, um povo prestes a perder sua terra e que se agarra em uma única réstia de esperança consegue nos trazer às lágrimas só com o olhar.
As interpretações são um show à parte. Não sei se todos ali são atores ou existem pessoas mais humildes, porém todos eles conseguem ser o mais crível possível (e olha que eu já vivi no sertão do nordeste, sei do que to falando, rsss). José Dumont dá um show à parte, começamos a nos afeiçoar por Biá que é um personagem marcante e com certeza já entrou para a história do cinema brasileiro. Aliás, esse foi um filme bastante premiado nacionalmente e internacionalmente com prêmios no Canadá, Bélgica dentre outros. O destaque vai para um excelente ator que faz uma pequena participação como parte do grupo de ouvintes do Nelson Xavier que é o grande Matheus Nachtergaele.
Tags:Antonio Biá, Cinema Brasileiro, José Dumont, Nachtergale, Nelson Xavier, sertão vai virar mal
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Os irmãos Coen dessa vez acertaram mais uma vez a mão em uma comédia romântica (claro que com muito humor negro nessa comédia). A história é a seguinte, Miles (George Clooney) é um advogado de divórcios, daqueles que NUNCA perdem. No meio de vários casos esdrúxulos ele conhece Marylin (Catherine Zeta Jones), uma mulher cujo marido acaba de ser pego no flagra numa traição por Gus Petch (Cedric the Entertainer). Ela é mais uma daquelas caça dinheiro e têm várias amigas que fazem o mesmo, procuram homens velhos, feios e muito mas MUITO ricos. Só que nesse caso específico o marido de Marylin, Rex (Edward Hermann) contrata o tal Miles e como era de se esperar, ganha a causa. Aí, bem no estilo irmãos Coen de ser, uma série de fatos inusitados e inesperados acabam unindo de todas as formas a vida desses dois.
Pois é, o enredo é bem simples, ainda mais ao se tratar de um filme dos nada convencionais irmãos Coen, mas não tem problema, o filme é divertido mesmo assim. Como de habitual temos varios atores conhecidos pelos fãs dos dois irmãos, como o já citado George Clooney e aparições também de Richard Jenkins (advogado de Marylin) e Billy Bob Thornton (um dos maridos enganados). E todos eles estão muito bem, o Clooney é realmente um grande ator (cada filme que e vejo dele eu gosto de frisar isso, ainda mais que nosso Podcast fiz o absurdo de chamá-lo de ‘tosco’, rs). A Catherine Zeta Jones é linda e para seu papel não precisa muito mais do que isso.
Outro ator que dá o ar da graça no filme é o SENSACIONAL Geoffrey Rush, que aparece umas três vezes no filme mas cada apariçãozinha vale o ingresso. Humm, vocês repararam um padrão meu? Quando acho que não devo falar muito sobre um filme correndo o risco de entregar surpresas que deveriam ficar guardadas eu acabo falando demais de atuações, mas depois de um bom enredo é a coisa que mais me prende a um filme são elas, portanto… vocês não ligam, certo? rs. Mas então, resumindo mesmo, não é uma obra prima dos caras, apesar de possuir o humor negro habitual tem momentos que beiram a pieguice (um momento só, mas sem detalhes) mas com toda certeza vale à pena.
Antes de dar o destaque e ir embora alguém pode me explicar como funciona a divisão dos dois em cada projeto, sempre os dois escrevem e um dirige ou é alguma regra besta que eles precisam cumprir que faz com que sempre seja apenas um deles que dirija o filme? Explicações são realmente bem vindas. Mas então, para finalizar, o destaque vai para o depoimento de uma senhora em um dos casos que o Miles pega em que ela descreve um aparelho sexual MUITO parecido com aquele visto em Queime depois de ler, depois confiram e digam se não acharam, rs.
Tags:Billy Bob Thornton, Catherine Zeta-Jones, divisão dos dois, Georffrey Rush, Geroge Clooney, Intolerable Cruelty, Irmãos Coen, Podcast
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Woody Allen é capaz de me surpreender sempre. Primeiro, acho o cara genial, comédia de qualidade como nenhuma outra e tenho dito, rs. Só que acho que produz obras muito difíceis de serem comentadas, até por que segue um estilo único: diálogos inteligentíssimos, críveis e engraçados além de ótimas técnicas de filmagem. Por isso eu raramente escrevo algo dele por aqui, por achar que não tenho muito o que dizer. Mas aí eu me deparo com esse belo trabalho de 1972 e vejo um padrão completamente diferente.
Primeiro, Allen aqui não está preocupado em escrever uma história com um humor sutil e brando, ele chega chutando o balde e escrachando. Comédia pura, clássica, com piadas ótimas, sátiras, humor corporal e cenas fantasiosas. Na verdade o filme não possui um enredo, ele é dividido em uma série de perguntas sobre sexo e vinhetas mais do que esdrúxulas para respondê-las.
Esse formato dificulta um pouco mais o trabalho em contar o filme sem estragá-lo para o espectador que não o viu, acho até que as perguntas não devem ser reveladas (como muita coisa na sinopse, eu já disse o quanto as sinopses me irritam?). O que eu poderia adiantar aqui é que você vai ver Allen como um bobo da corte, como um italiano (falando italiano mesmo), como um biólogo e até como um espermatozóide (sim) e que você vai morrer de rir, fora isso não posso dizer muita coisa.
Simplesmente maravilhosa a maneira em que ele trata sobre sexo, mostrando tabus e por vezes tentando quebrá-los. É, vai ficar uma resenha muito pequena mas eu recomendo com todas as forças para aqueles que não acham Allen tão engraçado e para todos os outros também. Destaque para o elenco estelar com atores como Gene Wilder e Burt Reynolds.
Tags:Burt Reynolds, Comédia, Espermatozóides, Gene Wilder, sexo, Woody Allen
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Vou começar essa resenha com uma pergunta. O que aconteceu com Nicolas Cage? O cara já esteve presentes em projetos incríveis e hoje em dia se destrói a cada bomba que lança em Hollywood. Felizmente hoje tirare meu tempo para falar de uma das obras-primas da carreira desse tão irregular ator, que eu já tinha visto mas revi à pedido do nosso leitor Rafhael Vaz do ótimo blog (que não fala de cinema, rs) Música e Cerveja e foi uma das melhores experiências da vida, já que a primeira vez que eu o vi não conhecia o Charlie Kaufman e nem o Spike Jonze. Ahn sim, esses são o roteirista e o diretor do filme, respectivamente, para quem não os conhece.
Mas tá, por que o fato de eu conhecê-los agora faz toda a diferença? Primeiro, Kaufman se incluiu no filme e junto dele incluiu um irmão gêmeo fictício, Donald, ambos interpretados por Nicolas Cage. Em certo momento do filme eles se encontram num set de filmagem do último filme do Kaufman, Quero ser John Malkovic, primeiro filme da carreira do Spike Jonze… É muito legal isso e o melhor que o filme explica direitinho o porquê dele estar ali. Ahn, o filme, esquecui que até agora não falei nada sobre ele, deixe-me remediar esse problema.
O filme conta a história do próprio Kaufman escrevendo uma adaptação para o cinema do livro “O Ladrão de Orquídeas” de Susan Orleans (Meryl Streep), uma jornalista novaiorquina que também existe na vida real. O filme também mostra o processo de escrita de tal livro e como Orleans conhece John Laroche (Chris Cooper), o tal ‘ladrão’ que na verdade é um biólogo um pouco não-convencional. É simplesmente genial como Kaufman e Jonze pegaram uma coisa real, fizeram uma adaptação e ainda inventaram uma série de coisas e transformaram tudo isso num filme de excelente qualidade que concorreu à 4 Oscars no ano de seu lançamento.
O filme inteiro conta as história já citadas de uma forma alucinante, você se depara com um processo de criação de um roteiro enquanto se perde com a vida desesperada de Charlie Kaufman que sente inveja de seu próprio irmão (que, apesar de não possuir nenhum talento verdadeiro, quer se tornar um roteirista também), é apaixonado por Amelia Kavan (Cara Seymour - Alguém me fala se ela tem algum parentesco com aquele careca do Whose line is it anyway?) e além de tudo precisa escrever um roteiro para entregar para Valerie Thomas (Tilda Swinton) que representa os interesses da Orleans. O problema é que Kaufman é realmente um gênio, inegável, e não quer lançar apenas mais um filme e tenta extrair do livro uma beleza difícil de se retratar, tornar flores tão interessantes a ponto de serem o tema principal de um filme.
Eu sei que já falei isso mas é impressionante a genialidade do Kaufman, parece que ele realmente ficou preso num branco de criatividade e começou a criar, e criar, e criar e criou esse filme magnífico. O destaque vai para as nomeações ao Oscar (melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado) tendo vencido o de melhor ator coadjuvante (Cooper). Mas um destaque ainda mais específico vai para essa nomeação do roteiro adaptado que foi para Charlie Kaufman e… seu irmão Donald. Tendo sido a primeira vez que um personagem fictício foi nomeado ao Oscar, incrível não? Mas então, imperdível, vejam MESMO.
Tags:Charlie Kaufman, Chris Cooper, Donald Kaufman, gêmeos, Kaufman, Ladrão de Orquídeas, Meryl Streep, Nicolas Cage, orquídeas, Oscar, Susan Orelans
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Tá em falta de filme bom nesse blog, né? Não vou acabar com essa falta hoje, rs. Pois então, resolvi ver mais uma comédia que chegou esses dias na locadora e… no final não saí com uma opinião muito formada não. Para quem não sabe que filme é esse, é o mais novo estrelado pelo Seth Rogen, ele é Ronnie Barnhardt um chefe de segurança de um Shopping em uma cidade nos EUA que sonha em poder empunhar uma arma de verdade, ter mais autoridade e ser um policial.
Ele vê num caso de um exibicionista (um cara que mostra suas… partes… para mulheres no estacionamento) e de um ladrão de lojas sua chance de ser alguém na vida. Seus planos são atrapalhados pelo detetive Harrison (Ray Liotta), o policial que pega o caso e, obviamente, é alguém muito mais competente do que ele. Para complicar,Ronnie é apaixonado por Brandi (Anna Faris), uma das vítimas do exibicionista, e essa parece ‘respeitar’ por demais nosso amigo Harrison. Mas é isso mesmo, o filme tem até um certo potencial de ser engraçado se não fosse por uns pormenores. O primeiro, e sem dúvida o mais importante, é que ele é uma cópia (ou original?) EXATA de um outro filme que vi recentemente e preferi nem comentar, chamado Segurança de Shopping estrelado pelo Kevin James. A diferença é que esse segundo é familiar e esse do Seth Rogen é baixaria do início ao fim, mas as “coinscidências” entre eles são coisas absurdas mesmo. Outro pormenor seria, nem sei dizer o que, o filme não é engraçado, salvo alguns momentos e pode parecer muito arrastado (mesmo tendo pouco menos do que uma hora e meia de duração).
Outra coisa que gosto de frizar são atuações, o Seth é o Seth de sempre, aquela voz engraçada de sempre, aquele jeito de perdedor de sempre. A Anna Faris é uma ótima atriz de comédia, consegue fazer vários estereótipos de formas bem diferenciadas (dessa vez ela é uma, desculpem a palavra, vadia que vende maquiagem em uma lojinha no Shopping). O Ray Liotta sempre me decepciona, é triste ver um cara que tinha potencial de ser um bom ator se tornar tão medíocre como ele é. Além deles temos os amigos do Seth, dois orientais gêmeos e o ator regular Michael Peña num papel até surpreendente, que são muito engraçados e se tornam muito importantes ao longo da história.
Eu comecei o post sem saber se tinha gostado muito, mas acho que realmente não gostei, tentei extrair um pouco mais do filme por que no dia vi com um amigo (te amo, brother, rs) que ficou falando mal do filme do início ao fim e isso normalmente me faz querer gostar do filme, haha, mas não tem jeito não. O filme é sem graça, incrivelmente pior que o Segurança de Shopping (que hoje eu já nem acho tão ruim) salvo alguns raros momentos engraçados (esses MUUUITO engraçados mesmo) e o excelent final redentor. O destaque vai para, e isso certamente salva o filme, os erros de gravação quando a gente descobre que o Seth Rogen consegue ser mais idiota que seus personagens, rs.
PS: Gente, vocês devem ter reparado que colocamos um ícone do podcast ali do lado. Continuem ouvindo e comentando. Além do que a promoção com o kit do filme Tempos de Paz ainda está aberta, queremos e-mails com nome e endereço completo para sorteamos camisas e ingressos do filme.
Tags:Anna Faris, Barnhardt, Brandi, Coisas, Detetive, Ele, Filme, Fora, Isso, Kevin James, Nem, O Ray, Planos, Ray Liotta, Sei, Sem, Seth Rogen, Shopping, Ter
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