Coração Vagabundo
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Seguindo minha orientação pessoal de ver documentários, dessa vez resolvi conferir esse filme sobre um dos meus artistas preferidos, um dos criadores do Tropicalismo, Caetano Veloso. Já vou avisando com antecedência que essa não vai ser uma das melhores ou maiores resenhas que eu já fiz pois tenho dificuldade em escrever sobre documentário, mas é orientação pessoal e essas coisas a gente não ignora, rs.
Esse filme conta a história da turnê de lançamento de seu disco chamado “A Foreign Sound” que contém uma série de covers de músicas na língua inglesa. Desde Nirvana à Bob Dylan, visto e revisto em sua peculiar forma de se ver a música. As músicas por si só já valem todo o filme mas você mergulhar numa turnê de um artista do renome do Caetano e ver que ele possui todos os medos que todo ser humano possuiria é no mínimo interessante.
Somos levados à três metrópolis mundiais, São Paulo, Nova Iorque e Tóquio, e vemos as diferentes recepções que ele recebe pelo mundo a fora. Mas o mais interessante é o caráter intimista que o diretor Fernando Grostein Andrade carrega toda a trama (se fala trama para documentários? rs…), além do que Caetano é uma figura, ele fala sem pensar inúmeras vezes e sai alfinetando tudo e todos. Na verdade eu chego a achá-lo por certas vezes caricatural, assim, um cara que perdeu sua importância social, como contestador, e se tornou apenas uma caricatura, um polemizador, mas ainda um grande músico e artista.
Outro ponto alto do filme são as declarações de grandes diretores como o Pedro Almodóvar e Michelangelo Antonioni que além de grande admiração pela obra do Caetano possuem admiração pela pessoa do Caetano e é muito legal ver esse reconhecimento vindo de pessoas tão valorosas para a cultura mundial. Mas é isso, veja o filme, são músicas lindíssimas, declarações engraçadas e uma direção hiper bem feita do praticamente estreante Grostein. O destaque vai, e não me julguem, pela cena inicial que foi inserida pela ex-mulher e produtora Paula Lavigne onde podemos ver o tamanho… dos órgaos masculinos do cantor. Vou colocar um vídeo da Monica Iozzi, do CQC, o entrevistando sobre o filme e vocês vão rir da pergunta indiscreta sobre esse destaque que eu dei.
Acho que esse é o segundo documentário que eu resenho aqui no blog. Como disse da última vez, eu preciso ver mais deles. Esse aqui me chamou atenção não específicamente pelo “carro”, não sou fã de carros, sou daqueles caras que não sabe diferenciar um Palio de um Gol, rs. Mas me chamou atenção pela questão ambiental, o quão mais limpo seria um carro elétrico e seria interessantíssimo saber o que aconteceu para ele não existir. E foi essa investigação que
Vocês gostam de documentário? Eu quase nunca vejo e sempre que os vejo sinto que deveria ver mais, entende? Pois é, esse aqui é mais um daqueles filmes que vocês se perguntam “Por que diabos ele foi ver SÓ agora esse filme?”. E eu concordo com vocês, sacrilégio não? Super Size Me é um filme que não em causou surpresas nem frustrações, é um documentário excelente do jeitinho que eu esperava que fosse. 




