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Paris, Eu te Amo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
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Paris te Amoobs: O nome oficial, em português, é “Paris, Te Amo”. Mas em francês é “Paris, Je T’Aime”, motivo para eu ter colocado o “Eu” no título dessa resenha e também para essa nota explicativa.

A primeira vez que assisti a esse filme foi há alguns anos atrás, em um festival de cinema francês no Cine Jardins, em Jardim da Penha (essa é pra quem mora em Vitória!). Aquela semana foi muito boa e vi 3 filmes que nunca esqueci.
Mas não estou aqui para falar dos 3! Apenas de Paris, Eu te Amo, que foi o que eu mais me apaixonei. Talvez por ele realmente te fazer amar os encontros e desencontros em que os curtas te levam.
Mas, peraí. Curtas? Para quem não conhece o filme, ele é feito de 18 curta-metragens dirigidos por diversos diretores (porque alguns são dirigidos por mais de um diretor!) e que foram feitos de uma maneira tão mágica, mas tão perfeita, que cada vez que um acaba e um outro começa, o seu coração dói de saudades, por saber que aquela linda história chegou ao fim.
Eu vou falar um pouco de cada um dos curtas mais abaixo, para dar uma opinião individual a cada um. Sou apaixonado por quase todos, e é por isso que essas opiniões gerais que estou dando antes são assim.
Vale dizer que  aqui temos diretores não só franceses mas de todo o mundo, incluindo um brasileiro, como veremos mais abaixo. Além disso, temos atores do mundo inteiro também. Famosos atores de Hollywood participando por aqui, dividindo o idioma do filme entre francês e inglês de uma maneira bastante mágica. E acho que essa questão do idioma ganha muito destaque no último curta, que é como se uma americana, aluna de francês, estivesse lendo um texto sobre uma viagem que ela fez à Paris. É muito bom! Principalmente se você já fez aula de Francês e costumava escrever esse tipo de texto.

Então, concluindo a parte geral, digo que esse filme merecia 6 pipocas, mesmo alguns de seus curtas sendo malucos. Porque tudo se encaixa de uma maneira difícil de explicar. Assistam. Apenas assistam. Mas antes, seguem os curtas na ordem do filme:

Montmartre (Roteiro e Direção de Bruno Podalydès):

  • Na primeira história temos um homem (interpretado pelo próprio diretor) em um estacionamento e pensa consigo mesmo sobre porque não agrada as mulheres. Sua reflexão para quando uma mulher (Florence Muller) cai na calçada e ele resolve ajudá-la.
  • Bem. É já no final desse curta que você fica triste por não poder acompanhar mais esses personagens. É tudo tão bem feito, tão bem escrito e filmado que você consegue se sentir próximo dos personagens após pmeros 5 minutos! Mas a vida segue em frente, e Paris não pode esperar.

Quais de Seine (Roteiro de Paul Mayeda Berges e direção de Gurinder Chadha):

  • Um jovem (Cyril Descours), acompanhando dois amigos que dão em cima de qualquer mulher que passa, tem sua atenção chamada para uma garota muçulmana (Leïla Bekhti), que o faz esquecer do resto do mundo.
  • Não sei se é porque o garoto fez história, como eu, mas esse curta é muito legal. É como se os sentimentos dele fossem além da tela e chegassem até você. Você entende porque ele vai atrás dela. É muito bonito.

Le Marais (roteiro e direção de Gus Van Sant):

  • O curta se baseia em uma conversa de um jovem (Gaspard Ulliel) com outr (Elias McConnell), onde o primeiro sente uma estranha atração pelo segundo, discutindo sobre almas gêmeas de uma maneira muito clara, sem saber que o outro simplesmente não entende bem o francês.
  • Eu não fico muito à vontade com declarações de homem para homem, mas o curta não se trata bem disso. O cara apenas começa a expor um ponto de vista e vai falando sem parar, sem perceber que o outro cara não fala nada até o momento de ter que ir embora. É um curta bem legal.

Tuileries (roteiro e direção de Joel e Ethan Coen):

  • Steve Buscemi é um turista americano em um metrô, vivendo uma comédia, cheio de dificuldades de entender o comportamento dos estranhos franceses.
  • Primeiro, Steve é um cara muito engraçado. Ele acompanhando livro de guia para turistas em Paris é ótimo, e traduzindo as frases absurdas do cara que briga com ele. Segundo, os atores que contracenam com ele (Axel Kiener and Julie Bataille) fazem muito bem o seu papel e tornam esse um dos mais engraçados do filme.

Loin du 16e (roteiro e direção de Walter Salles e Daniela Thomas):

  • Catalina Sandino Moreno é uma latina vivendo uma vida difícil na França, tendo de deixar seu bebê em uma creche para ir cuidar da casa de outra pessoa.
  • Catalina me conquistou naquele filme Maria Cheia de Graça. Ela tem um jeitinho especial. Esse é o curta dirigido pelo Walter Salles e um dos mais emotivos do filme. A canção que Catalina canta para seu filho, “Qué Linda Manito”, é muito bonitinha.

Porte de Choisy (direção de Christopher Doyle e roteiro de Doyle com Gabrielle Keng e Kathy Li):

  • Um vendedor de produtos de beleza (Barbet Schroeder) passa por algumas dificuldades tentando vender seus produtos em um salão para descendentes de asiáticos com uma dona que até luta artes marciais (Li Xin).
  • Esse é o curta mais louco do filme, em minha opinião. Mas por mais sem sentido que ele possa parecer, ele não deixa de se conectar com os outros curtas e, no final, ainda tira um sorriso da sua cara.

Bastille (roteiro e direção de Isabel Coixet):

  • Um homem se prepara para contar para a mulher que a está deixando por uma bem mais jovem, quando ela conta para ele que está com uma doença terminal.
  • Esse é mesmo um dos mais bonitos de se ver. Muito comovente ver o personagem se reapaixonar aos poucos por sua mulher. A construção do curta é perfeita.

Place des Victoires (roteiro e direção de Nobuhiro Suwa):

  • Uma mãe (Juliette Binoche) sofre com a perda de seu filho e recebe uma visita inesperada para ajudá-la a superar as dificuldades.
  • Esse também é bastante triste, e fica completo com a fantástica Juliette Binoche na atuação. E é interessante como, mesmo todo francês, consegue misturar elementos americanos (e língua inglesa) nos seus poucos minutos de duração.

Tour Eiffel (roteiro e direção do especialista em animação Sylvain Chomet):

  • Um garoto contando como seus pais (ambos mímicos!) se conheceram na prisão e se apaixonaram.
  • Esse envolve diversos sentimentos (talvez bem no estílo mímico, mesmo). Ele é engraçado, com momentos bonitos, momentos tristes e momentos estranhos. No final, vale a pena.

Parc Monceau (roteiro e direção de lfonso Cuarón):

  • Um homem mais velho (o grande Nick Nolte) se encontra com uma mulher mais jovem escondido de Gaspar, o qual está controlando demais a vida da probre moça. O que o público não imagina é que Gaspar os está esperando mais adiante.
  • Eu não sei como eles fazem isso, mas você assiste esse curta sem nem ter idéia de quem é o Gaspar, que na verdade, é o que faz dar sentido a todo o diálogo que o homem e a mulher tem durante o passeio. Uma curiosidade aqui é que o curta foi feito sem cortes, em uma única cena. Fantástico.

Quartier des Enfants Rouges (roteiro e direção de Olivier Assayas):

  • Esse é um pouco sem sentido para mim, mas outros podem ter captado a mensagem melhor. Maggie está ótima e tudo é bem feito, mas o final não me cativou. Mas ele continua encaixado com os outros curtas do filme.

Place des fêtes (roteiro e direção de Oliver Schmitz):

  • Um nigeriano, morrendo devido a um ferimento de faca. Sua paramédica, entretanto, é a mulher por quem ele está apaixonado. Enquanto ela começa a se lembrar dele, entretanto, sua vida vai chegando mais perto do fim.
  • Esse é mais um dos tristes. Mas não um triste romântico, e sim um triste um pouco revoltante. A história é triste, o final comovente. Mas é também um que precisa ser visto.

Pigalle (roteiro e direção de Richard LaGravenese):

  • Um homem e uma mulher de certa idade se encontram em uma “casa de mulheres” e resolvem dar uma chance ao amor. O interessante é que eles são um casal, tentando reacender o relacionamento.
  • Esse se passa todo em inglês. E é bastante engraçado. É algo como “o que não se faz para salvar um relacionamento de décadas?!” O importante é que, no final, o amor sempre vence (ixi, contei?).

Quartier de la Madeleine (roteiro e direção de Vincenzo Natali):

  • Um turista (Elijah Wood) se apaixona por uma vampira, que ele encontra pelas ruas noturnas de Paris.
  • Esse, junto com Porte de Choisy, são os que menos fazem sentido pra mim. Esse até faz mais sentido com as cenas finais, após o último curta (prestem atenção nelas!). Mas o legal aqui é que o curta é mudo e vive da encenação e da trilha sonora. Apesar de tudo, é engraçado.

Père-Lachaise (roteiro e direção de Wes Craven):

  • Visitando o cemitério Père Lachaise, uma mulher (a maravilhosa Emily Mortimer) discute com seu noivo (o ótimo Rufus Sewell) que tenta fazer o possível para tê-la de volta.
  • Esse curta é muito engraçado e bonito. É um dos meus preferidos (eu não falei isso ainda, falei?). Porque acho os dois atores muito bons, os diálogos são ótimos e o desenrolar, incluindo o clímax, são ideais.

Faubourg Saint-Denis (roteiro e direção de Tom Tykwer):

  • Um jovem cego recebe uma ligação de sua namorada (que tenta trabalhar como atriz e interpretada pela linda Natalie Portman) e acha que ela está terminando com ele. A partir daí, ele reflete, amplamente sobre como o relacionamento começou e como ele parecia estar declinando com o tempo.
  • OK. Natalie é perfeita e Deus permitiu que ela não abandonasse o cinema para estudar e trabalhar como uma pessoa comum. E eu não sei bem se tem a ver com o fato dela estar tentando ser uma atriz, no curta, e o outro personagem ser um garoto cego e muito inteligente e estudado, mas esse curta tem umas das melhores frases do filme. Estremamente profundo. O que ela fala para ele no telefone, eu coloco abaixo:
  • “Escuta. às vezes… a vida exige uma mudança. Uma transição. Como as estações. Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão acabou. E deixamos passar nosso outuno. E agora, de repente faz frio. Tanto frio que está tudo congelado. Nosso amor dormiu, e a neve o tomou de surpresa. E se algo dorme na neve, não sente a morte chegar.”

Quartier Latin (roteiro de Gena Rowlands, direção de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtin):

  • Um casal divorciado, de terceira idade, se encontra em um bar (cujo garçom é mantido por ninguém menos que Gérard Depardieu) para um último drink antes de assinar os papéis.
  • Esse é mais um daqueles perfeitos. Eles simplesmente me comovem. É fantástico. O diálogo entre os dois não tem falhas. É uma tristeza, amarga, profunda, intercalada por piadas que só duas pessoas que se conhecem demais poderiam fazer uma com a outra, apesar do casamento estar condenado.

14e arrondissement (roteiro e direção de Alexander Payne):

  • Carol (Margo Martindale), uma americana que está fazendo um curso de francês, lê uma carta durante a aula sobre o seu passeio por Paris. E o que vemos são as cenas do seu passeio, com sua narração de fundo.
  • Não poderia haver um curta melhor para encerrar o filme. Esse aqui é perfeito. Martindale está perfeita em todas as suas feições e em seu Francês de quem ainda está no Básico 3. Sua história é tão triste e tão comovente, e o final é simplesmente tão profundo, que toda vez que assisto, quase derrubo uma lágrima. Simplesmente fantástico.

Quando todos esses curtas acabam, entra uma música linda de fundo e algumas cenas de finalização, mostrando personagens de curtas diferentes se encontrando, se abraçando, revelando elementos de suas histórias… vivendo sua vida em Paris. A verdade é essa. São vidas. Coisas que poderiam estar acontecendo nesse momento lá na França, capturadas para sempre nesse filme esplêndido. Não há palavras para descrever. Apenas pipocas. 6 pipocas.

9 – A Salvação

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

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9 - A SalvaçãoVocê me lembra ele. Ele se esquecia de lembrar de sentir medo.

9 foi uma surpresa, com certeza. Um filme apoiado (produzido e apresentado) por Tim Burton só poderia ser interessante. E realmente foi. Shane Acker, após disputar o Oscar de melhor curta-metragem em 2005 com 9, deu continuação ao seu trabalho e, 4 anos depois, apresenta esse longa metragem com um visual fantástico, de tirar o fôlego, realmente, e com uma história sombria, porém cheia de esperança. O impressionante é que o curta de 2005 foi o Trabalho de Conclusão de Curso de Acker, estudante de Animação. Todo esse reconhecimento lhe garantiu o apadrinhamento, como diz o Omelete, por parte de um dos caras mais fantásticos de Hollywood, o já citado Tim Burton.
9 (dublado originalmente por Elijah Wood) é um dos pequenos robôs feitos por um cientista (Alan Oppenheimer, que dubla o Falkor, de História Sem Fim!) em uma época em que a humanidade está sendo destruída pelas máquinas. 9 acorda quando não há mais humanos e recebe a missão intrínseca de trazer uma esperaça para o mundo. O que ele não sabe são os problemas que ele enfrentará junto com os outros pequenos robôs até chegar lá.

Minha namorada, em uma das primeiras cenas, quando 9 se assusta com alguma coisa, logo disse “como ele pode se assustar?”. Afinal, ele é um robô. Tudo nesse filme vai além de robozinhos que andam, falam e pensam. Ficaria chato se eu falasse aqui sobre o que é explicado bem perto do final do filme, então o que eu digo é: a explicação é ótima e simplesmente responde diversas perguntas que poderiam surgir durante a exibição do filme. Mas acho que posso dizer aqui que os nove personagens se completam de alguma maneira. Cada um tem o seu papel.
O universo de 9 é algo, sinceramente, genial. Quando você acompanha os bonequinhos pelo mundo destruído, é impossível deixar de notar toda a qualidade visual presente nesse mundo criado por Acker. Ele se destaca exatamente como um diretor que dá uma ênfase na parte visual e é isso que vemos por aqui. Os cenários são belamente construídos, recheados de detalhes daqueles que muitas vezes passam direto mas que são necessários para tornar tudo real.
E quanto aos nove “sobreviventes”, é impressionante também como cada um tema sua qualidade, o seu jeito de ser e como isso se encaixa na idéia central do filme, que é segurar nas pontas da esperança e fazer o que está ao seu alcance para cumprir seus objetivos. Acho que o que me tocou mais nesse filme foi esse destaque sentimental, emocional. É algo muito presente atualmente em filmes de fantasia como O Senhor dos Anéis, Nárnia e até o já citado História Sem Fim, que apresentam fortemente valores e virtudes que eu considero essenciais. Os dois primeiros têm valores cristãos, sendo descarado em Nárnia e dissolvido no Senhor dos Anéis em algo mais abrangente como o “Bem”, como contrário ao “Mal”. Já em História Sem Fim, eu diria que são valores humanos, sem um enfoque mais enfático.
Como todas essas histórias me são importantes (sério… Eu sei que nem todos tem a paciência para ler O Senhor dos Anéis, mas não deixem de ler, nunca, História Sem Fim. Você acha em sebos por preços muito baixos).
Deixando o devaneio de lado, concluo que 9 e um filme visualmente fantástico, com personagens muitíssimo bem trabalhados e uma história muito profunda por trás de tudo.
Acho que o que faltou aqui foi envolver mais essa profundidade, relacionada diretamente ao Cientista, durante todo o filme, tornando o filme mais Fantástico (de fantasia mesmo) do que ele é, o que eu acho que seria o melhor caminho a seguir.

Watchmen: O Filme

quarta-feira, 26 de agosto de 2009
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WatchmenLeia a opinião de Nespoli aqui.

Para qualquer um que tenha deixado de assistir a esse filme achando que seria mais um filme de super-heróis, eu digo: você perdeu.

Watchmen conta a história de antigos “defensores da lei” que começam a ser assassinados. Tentando entender quem está matando seus colegas, o fantástico Roschach (Jackie Earle Haley) inicia uma busca implacável, que o fará reviver em alguns de seus antigos companheiros a vontade de usar novamente os uniformes e fazer alguma coisa pelo mundo.

A questão principal é: Watchmen é muito mais do que uma história sobre super-heróis. Toda a filosofia envolvida na real utilidade dos Vigilantes (Watchmen), pelo menos nos Estados Unidos, é algo capaz de realmente deixar um de boca aberta. Aqui, os “Heróis” não tem poderes especiais, além do Dr. Manhattan (Billy Crudup), vítima de um acidente que o deixou azul e o fez muito mais que um homem, quase um Deus. E nisso também se envolve a filosofia, pois o Dr. começa a discutir internamente por que ele deveria defender homens, ou a Terra, quando essas coisas nada mais significam para ele.
De volta aos “humanos fantasiados”, o fato deles não terem um código de ética incontestável como heróis da Marvel ou DC faz com que muitas vezes eles se cansem das pessoas. Porque elas não entendem o que eles querem fazer? Porque elas insistem em reclamar, em se rebelar? E aí assistimos ao Comediante (Jeffrey Dean Morgan) queimar pessoas pelo puro prazer de vê-las fugir, se contorcer. Vemos ele engravidar mulheres, matar mulheres… Porque os Vigilantes alcançaram um nível alto demais. E, no final, “Quem Vigia os Vigilantes?” ou, em inglês (e que pra mim tem um efeito melhor ainda), “Who Watches the Watchmen?”
Ao mesmo tempo que temos um Comediante ácido, temos: Ozymandias (Matthew Goode), o homem mais inteligente do mundo, que “quebrou a máscara” e mostrou para o mundo que ele era um dos Vigilantes, desenvolvendo idéias bem distorcidas para o futuro da humanidade; temos o Coruja (Patrick Wilson), indeciso, as vezes incapaz de assumir a posição que deveria como Vigilante; e Roschach, maniqueísta, que nem diante da morte consegue abandonar seus conceitos do que é certo e do que é errado. Uma coleção de personagens infinitamente profundos, incapazes de serem descritos completamente aqui, em uma resenha, e que pisa em cima de qualquer drama meia boca que surge no cinema.
Esse universo de heróis em crise, do mundo sendo ameaçado mais uma vez e, principalmente, de busca por um entendimento, uma escolha certa a ser tomada, me conquistou sem muitas dificuldades.
A direção dessa obra de arte ficou a cargo de Zack Snyder, responsável por alguns outros filmes que considero muito bom: Madrugada dos Mortos e, principalmente, 300, com nosso querido Rodrigo Santoro.
Um filme que é muito mais do que uma história de pessoas de uniformes engraçados. Capaz de conquistar fãs de filmes cult, fãs de quadrinhos, fãs de dramas, fãs de questões filosóficas e muitos mais. Vale mesmo à pena assistir.

Outlander

segunda-feira, 16 de março de 2009

OutlanderUm grupo de vickings, no século VIII, encontra e captura um homem (James Caviezel) em uma vila destruída, acusando-o de participar do ataque. Logo após, sua própria vila começa a ser atacada e eles se vêem sem saber o que está acontecendo. Eles nãoimaginavam que Kainan (o nome do forasteiro) vinha de outro planeta e que sua nave tinha caído ali carregando uma perigosa criatura. Agora eles precisam matá-la, antes que eles morram.

Eu sou um daqueles caras que adora filmes medievais, épicos. Normalmente, até os piorezinhos mesmo. Apesar disso, Outlander não passou de um filme mediano, porque misturar um ser humano de outra galáxia e criaturas brilhantes com nórdicos do século VIII não dá pra engolir mesmo.
A história é falha. Um dos pontos que deixa isso muito claro é a “conversa” entre Kainan e seu computador logo que ele cai. As informações que ele recebe são: Localização – Noruega; Tecnologia – Idade do Ferro; Língua – Noruegues.
Agora vamos lá… Como o computador dele poderia saber que ali é a Noruega?! Ele saberia, no máximo, um nome para o planeta, dado por sua própria civilização, que é bastante avançada. Agora saber o nome do reino? Tenho inclusive a impressão que no século VIII aquele lugar não se chamava Noruega, já que o reino só foi unificado no século seguinte.
O caso de saber que os terráqueos passavam por uma Idade do Ferro leva ao mesmo problema. Um computador não tem como definir algo assim, brevemente. E definir e saber a língua que eles falavam ali? Sinceramente… =) Como se não bastasse, Kainan é um humano perfeito, em nada diferente dos terráqueos, apesar de ser de outra galáxia ou sei lá o que, aprende o norueguês em poucos segundos, com seu sistema cheio de tecnologias e, para a surpresa de poucos, passa a falar em inglês a partir de então. Acho que faltou aqui um pouco do espírito de Mel Gibson e fazer os caras falarem norueguês de verdade.
Como é típico, sempre tem um cara no meio que não gosta do forasteiro (que nesse caso é Wulfirc – interpretado por Jack Huston) e uma mulher (não por acaso chamada Freya – interpretada por Sophia Myles), a frente de seu tempo, guerreira e que se interessa pelo novato. Vale lembrar que o filme traz também um coadjuvante chamado Boromir (Cliff Saunders), que é um nome muito marcado por ser também o nome de um dos membros da Sociedade do Anel, em Senhor dos Anéis.
A história do filme segue  mais ou menos, mostrando alguns pontos fracos como vickings dizendo “Meu Deus”, quando na verdade veneravam vários deuses, e a presença de um padre cristão, quase um século antes da chegada dos romanos no local. Ainda assim, Outlander aposta em um lado mitológico (como o salão principal com uma árvore plantada no meio) e em jogadas bastante batidas com o passar dos filmes. A história se assemelha à de Beowulf (que vem de um lugar distante para derrotar um monstro). Acontece até a reforja da espada do rei, como em Senhor dos Anéis, e também o abandono da vila por parte da população, ficando só um grupo seleto de guerreiros dispostos a dar a vida para derrotar a criatura.

SPOILER PARA QUEM JÁ VIU:
E aquele final? A nave surgiu no momento aleatório em que ele resolveu destruir o emissor de sinal? Porque a nave não pousou? Destruir o equipamento talvez significasse que ele estava sendo atacado. Tão avançados, os membros da tripulação deveriam, penso eu, pousar e ver o que estava acontecendo. Até porque a nave de Kainan transportava coisas importantes. Um pouco sem sentido, para mim.
FIM DO SPOILER.

Para um filme não muito bom, lamenta-se o corte de verbas ocorrido com a demora da preparação da estrutura do filme. Ele, que deveria ter sido filmado na Nova Zelândia (onde foi filmado o Senhor dos Anéis?) e utilizando a equipe Weta nos efeitos especiais (quem fez os efeitos especiais de O Senhor dos Anéis?), poderia ter tido Sean Bean como ator principal (quem fez o papel de Boromir em Senhor dos Anéis?) acabou tendo seu orçamento diminuido significantemente ainda na pré-produção, atrasando tudo e exigindo uma reestruturação. Acabou sendo filmado no Canadá.
Não que isso seja uma desculpa, afinal, verba nem sempre é tudo, mas que as vezes faz a diferença , faz. Nesse caso, acho que o problema é mais no roteiro. Tudo muito típico ou sem sentido, o que acabou lenvando Outlander apenas ao nível de um filme épico meia-boca e estranho.

Dama na Água

sábado, 28 de junho de 2008
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“Eu não sei quem você é, mas você fez alguma coisa em mim… em meus pensamentos.”

“Uma vez, o homem e aqueles na água eram ligados. Eles nos inspiravam. Eles nos falavam do futuro. O homem ouviu e aquilo se tornou verdade. Mas o homem não ouve muito bem. A necessidade do homem de ter tudo o levou para longe na terra. O mundo mágico daqueles que viviam no oceano… e o mundo dos homens… foram separados. Através dos séculos, seu mundo e seus habitantes… pararam de tentar. O mundo dos homens se tornou violento. Guerra após guerra se passaram, pois não havia conselhos para ouvir. Agora aqueles na água estão tentando de novo… tentando nos alcançar. Alguns dos seus preciosos jovens foram enviados para o mundo dos homens. Eles são trazidos na noite… aonde os homens vivem. Eles só precisam ser vistos… e os homens acordarão. Mas seus inimigos rondam a terra. Existem leis que deveriam manter seus jovens a salvo… mas eles foram enviados com grande perigo de vida. Muitos… não retornaram. Mesmo assim eles continuam tentando… tentando ajudar o homem. Mas o homem pode ter esquecido como ouvir…”

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A citação acima é a introdução do filme. Que até aí vai bem. Dama na Água conta uma “história de ninar épica”, de um ser fantástico que vive na água e que é enviado para tentar ajudar a humanidade. Cleveland Heep (o fantástico Paul Giamatti) é zelador de um edifício que abriga pessoas muito distintas e estranhas. Um dia ele encontra na piscina de seu condomínio uma jovem. Story (Bryce Dallas Howard) é do povo da água, citado na introdução, e procura o homem que ela deve ver, para despertar dele o que pode mudar o mundo. Mas seu trabalho não é fácil. Ela é vigiada pelos Scrunts, estranhos lobos que surgem da grama e querem acabar com a vida da menina. Para que ela consiga alcançar seu destino, Cleveland busca conhecer a história folclórica chinesa (pelo menos é o que ela é no filme, já que na verdade ela é uma história que o próprio Night Shyamalan inventou para contar a seus filhos na hora de dormir), definir quem interpreta cada papel e salvar a vida de Story.

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Admito que não esperava ter escrito tanto sobre esse filme, e ainda vou escrever mais! Me perdoem.
Dama na Água não é um bom filme. O que é triste. É possivel ter ver uma opinião sobre o filme um pouco diferente da minha, mas ainda muito ruim. A primeira vez que eu assisti eu até gostei. Mas não vi muito bem, a imagem estava muito escura e eu não consegui perceber muitos dos erros do filme.

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Os lobos da grama não são bem feitos. O filme é de 2006! Dava pra fazer muito mais. Quando Cleveland olha pelo espelho para tentar ver os olhos do tal Scrunt, você chega a gargalhar. Os olhos são muito mal feitos e parecem um gif famoso que roda por aí na internet.
Mas voltando ao filme em si, nós temos aqui um Paul Giamatti em ótima fase. Ele faz seu papel muito bem e é o que faz desse filme alguma coisa, realmente. Isso porque Bryce (a dama na água) não faz muita coisa. Ela quase não fala e passa a maior parte do filme encolhida em um canto.

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O filme começa a perder a força quando Cleveland começa a descobrir sobre a história do povo da água. No começo, segundo a chinesa do filme, era como uma reza. Depois a coisa começa a ficar detalhada e na metade do filme tudo já ficou complexo demais. Tão complexo que você começa a deixar de acreditar na história. E aí o filme se perde, entre guardião, curandeiro, guilda, etc…
Fora isso, o filme traz uma cena muito ridícula com Harry Farber (Bob Balaban), quando ele é atacado pelo cachorro verde. Qualquer um que viu o filme sabe que essa é uma cena que merecia ter sido queimada e jogada fora. Ou nem ao menos ter sido filmada.

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Além disso tudo, resta a atuação do próprio Night Shyamalan, que faz o papel de Vick Ran, um escritor que guarda em sua escrivaninha um livro que mudará o mundo. Shyamalan ganhou duas Framboesas de Ouro por esse filme. Uma por direção e outra por atuação.
Fora isso, o filme ainda traz pontos bons do diretor. O personagem Cleveland salva um pedaço do filme. Paul Giamatti fez muito bem seu papel. A tristeza e a bondade emanam dele. Como muitos dos personagens principais dos filmes de Shyamalan, ele cresce durante o filme. Ele começa completamente perdido e assistí-lo encontrar um sentido para a vida é ainda legal. É bonito, o sentimento dele para com Story. E isso dá uns pontinhos para o filme.

Fúria dos Titãs

quarta-feira, 4 de junho de 2008
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Esses dias eu tava sem nada para fazer e a locadora já tinha fechado. Como eu queria ver um filme qualquer e a cópia de Orfanato, que eu to louco para ver, que tinha aqui em casa era dublada, me enchi de razão e peguei um filme que meu irmão guarda nostalgicamente em sua gaveta, chamado “Furia dos Titãs”, clássico do Cinema em Casa. O filme é uma adaptação da história de Perseu, herói da mitologia grega. Pelo menos é o que diz a sinopse, pois para mim aí está uma grande mentira, rs.


Adaptação é uma forma simpática de dizer “vamos pegar alguns personagens mitólogicos, fazer uma miscelânea e fazer um filme sem nenhum embasamento”. Dirigido por Desmond Davis (de quem eu não conheço nenhum trabalho) e com os efeitos visuais de Ray Harryhausen (que é mencionado como “mestre dos efeitos especiais”, mas em uma pesquisa rápida no IMDB vi que esse foi o último filme que ele trabalhou com efeitos visuais… e uma pequena curiosidade: no filme “Um duende em Nova Iorque” com o Will Ferrell, ele fez a voz de um urso polar que aparece lá, rs). É um filme que de tão trash soa engraçado. Costumo ser o defensor de filmes trashes, mas quando eles tem a pretensão de ser trash. E Furia dos Titãs me parece que não tinha essa pretensão, pelo contrário. Mesmo sendo um filme antigo, não dá para não criticar os efeitos visuais cômicos com um leve viés de Chaves. Mais um motivo para criticá-los é lembrar que o primeiro Star Wars é 4 aninhos mais velho e tem efeitos muito mais contundentes.
Não falei absolutamente nada sobre a história do filme. Pois bem: Perseu é um dos muitos filhos bastardos de Zeus. Quando nasceu, seu avô (pai de sua mãe) jogou os dois no mar por achar que ela havia desonrado a família e Zeus pede para Poseidon levá-los há uma ilha segura. E lá vivem por anos em segurança e com muita felicidade. Até que Zeus decide punir o filho de Tétis (uma Deusa que eu não lembro do que é) por este ter matado todos os seu cavalos alados, e por vingança Tétis tira Perseu de sua ilha e o coloca no meio de uma confusão entre princesas sequestradas e monstros mitólogicos. Perseu precisa então derrotar o Kraken, a Medusa e a fúria de Tétis para ficar com seu amor. Com isso recebe ajuda dos deuses do Olimpo liderados por seu pai, Zeus. Pois é, mais uma história mitólogica, mal feita, mas divertida, rs. Destaque para a deusa Tétis que é interpretada por nada mais, nada menos que Maggie Smith.

As Crônicas de Narnia: Príncipe Caspian

sábado, 31 de maio de 2008
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“Se nós morrermos em Narnia, o que acontece em nossa terra?”

Já disse que sou suspeito, na hora de fazer resenhas de filmes de fantasia? O estilo me fascina completamente. Para uma dessas histórias me conquistar, basta me fazer acreditar. Nem todas conseguem, mas Narnia faz isso muito bem.
Estamos aqui um ano após a volta dos quatro irmãos Pevensie no primeiro filme. Todos cresceram mas se tornaram pessoas um pouco sombrias. A lembrança de Narnia e dos momentos como adultos os assombram, e eles não podem esquecer.
Em Narnia, passaram-se milhares de anos. Narnia foi invadida e conquistada pelo povo de Telmar, um outro país do mesmo universo fantástico. Mais fantástico ainda é que o povo de Telmar é nada mais nada menos que humano! São descendentes de navegadores, Conquistadores espanhóis que encontraram em uma ilha uma caverna que possui a passagem secreta. Caspian, o príncipe que nos é apresetado, é perseguido por seu tio, que quer tomar o trono. Papai Noel está de volta, e dá a Caspian uma trompa (alguém lembra dela?) que quando tocada, trará amigos. É assim que os quatro irmãos são levados para uma Narnia em ruínas, onde terão de lutar mais uma vez para libertar os Narnianos.
Complicado? Nem um pouco.

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Os Telmarianos vivem em uma época onde ninguém mais acredita em criaturas fantásticas. Os Narnianos, como são chamados os grifos, centauros e todos aqueles bixos legais do primeiro filme, tornaram-se lendas e vivem escondidos dos humanos. Narnia se torna a Terra. Monótona e selvagem. Caspian, entretanto, foi educado pelo Professor (que foi comparado por mim ao Papai Noel do primeiro filme), que lhe contava todas as histórias de um passado glorioso. Assim, ele faz um acordo com os Narnianos que ele encontra enquanto foge das tropas de seu tio, prometendo libertar todas as criaturas de Narnia e trazer a paz, o amor e a alegria! Mas ele não contava com as astúcias dos quatro antigos reis de Narnia.

Como já dito, o filme traz uma temática mais sombria da do primeiro filme. Até porque Aslan desapareceu junto com os garotos. E não voltou mais. Só que esses garotos não tem mais a cabeça de simples garotos. Quem lembra do filme anterior sabe que eles cresceram em Narnia mas voltaram a diminuir quando voltaram para a Terra. Mas nada foi esquecido. Eles lutam muito bem, e ficam chateados por serem tratados como crianças.
Assim, Pedro cria alguns problemas com Caspian. Afinal Caspian é o príncipe de Narnia e está disposto a manter o trono e liderar o exército. Suzana é uma pessoa fechada, que não consegue se relacionar muito com outros além de seus irmãos. Edmundo aprendeu muito com as péssimas decisões do passado e aqui aparece como um dos melhores personagens ao lado da (não mais tão) pequena Lucy, a que nunca deixa de acreditar.

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Os quatro atores estão muito bem, apesar de não terem feito muita coisa antes do primeiro filme e entre os dois. Eles simplesmente são muito entrosados e acabam parecendo mesmo irmãos, unidos.
Caspian, interpretado pelo jovem talento Ben Barnes (Stardust), é um personagem mais delicado, com indecisões e conflitos internos, mas que se destaca por ficar muito bem “na fita”.
A história é muito boa. C.S. Lewis era amigo pessoal de Tolkien (autor de Senhor dos Anéis) e, apesar de não ter agradado muito o amigo com suas crônicas, colocou seus livros entre os melhores livros infanto-juvenis da Inglaterra.

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Muitas das cenas se passam a noite, com um clima fechado. A violência está em todo lugar. A luta agora não é contra animaizinhos estranhos, mas contra humanos! E matar humanos é bem mais complicado. Mesmo assim, lá estão os animais, lutando do lado de Narnia e dos reis e príncipe.
As batalhas são muito boas e trazem táticas que surpreendem o público, um sinal do conhecimento das antigas batalhas dos reis de Narnia. Algumas cenas farão o público mais fiel lembrar de O Senhor dos Anéis, o que não diminui o gosto que Narnia traz.

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Houve algumas críticas quanto ao estranho fato de ver uma menininha pequena e até anões e ratos (?) lutando contra adultos de igual para igual, e também ao fato de que nem tudo é respondido nesse filme. Algumas coisas ficariam um pouco sem sentido. Na verdade, Narnia é composto de sete crônicas… e muitas coisas são respondidas com o passar do tempo. Quanto à pequena menina lutando, basta lembrar que ela já foi grande, e teve muito tempo para aprender a lutar. Quanto ao rato e ao anão, é uma afronta tentar diminuir uma criatura de Narnia.
De resto, nem tudo precisa ser respondido em uma fantasia.

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Um filme daqueles que vai te fazer rir e ficar tenso, te surpreender e te emocionar, te fazer se mexer na cadeira de empolgação e se divertir com personagens e acontecimentos que só Narnia pode trazer para você.

Stardust: O Mistério da Estrela

sexta-feira, 25 de abril de 2008
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Que belo filme. Com efeitos visuais lindíssimos, em dados momentos parecendo pinturas, Stardust é um filme que me conquistou. Comecei vendo achando que não ia gostar, me pareceu arrastado e eu imaginei que fosse apenas mais uma aventura/fantasia iguais as milhares que estavam lançando por agora. Mudei de idéia logo que me interei mais na história. Vamos começar do começo, rs.


No pequeno vilarejo de Muralha existe (oh) um muro que tem uma pequena abertura, e é guardada por um senhor há muito tempo e dizem que é a passagem para um outro mundo. Um dia um jovem resolve tirar a prova, engana o velhinho e entra no muro e encontra um mercado completamente absurdo e diferente. Nesse dia também encontra uma jovem princesa acorrentada, e depois de uma noite de amor, nasce Tristan Thorn, nosso personagem principal. Dezoito anos depois, o rei (numa belíssima atuação de Peter O’Toole) de Stormhold (o nome do mundo encantado dentro do muro) está para morrer e tradicionalmente a realeza é passada para o irmão que estiver vivo, eles costumam se matar mesmo, porém a tradição é mudada já que ainda restam três irmãos e o rei decide enviar um colar com um rubi para os céus, e o irmão que o achar seria o novo rei. Acontece que o colar derruba uma estrela, e nesse momento Tristan (que não sabe de suas origens) vê a estrela cadente do seu lado do muro e promete entregar a estrela para Victoria, sua amada. Ufa. Que confusão, não? Mas é mais ou menos aí que tudo começa, que os mundos começam a se misturar e uma aventura fora dos limites acontece. Um filme recomendado para todas as idades, mistura aventura, com romance, com fantasia, com comédia e vai te fazer viajar. Destaque para o Capitão Shakespeare, interpretado por Robert de Niro, que é um pirata que viaja pelos céus capturando raios e esconde um segredo, no mínimo, hilário. Quer saber o segredo? Veja o filme…

O Labirinto do Fauno

sábado, 8 de março de 2008
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Saindo novamente do eixo EUA-Inglaterra comento aqui um filme produzido no México, mas que tem como cenário a Guerra Civil Espanhola. Dirigido por Guillermo Del Toro, o filme concorreu em 2007 a 6 Oscar, incluindo Melhor filme estrangeiro, mas nessa categoria não levaram a estatueta, em compensação levaram em 3 outras: Direção de Arte, Fotografia e Caracterização.
O filme prova mais uma vez, que não é só americado que sabe fazer filme, e que apesar de não ficarmos sabendo o tanto que gostaríamos, preciosidades estão sendo produzidas em vários lugares diferentes.

Ofélia (Ivana Baquero) é uma menina que vive num mundo de imaginação e adora ler seus livros de fantasia. Sua mãe se casa com o cruel capitão Vidal (Sergi López) e ela é obrigada a ir morar com esse violento homem que caça rebeldes.
O filme mistura o mundo violento da Guerra, com a pureza e a inocência dessa criança que encontra um Fauno que a pede para cumprir 3 tarefas, claro que a quantidade foi menor do que as tarefas de Hércules, mas ela é uma menina pô! Entre o drama de cumprir as missões e se preocupar com a gravidez de risco da sua mãe e a guerra ao seu redor Ofélia vive grandes e perigosas aventuras.
Não por coincidência (como todos os outros filmes que elogiei) este filme também tem um final espetacular.
E deixo aqui um pedido, não tenham preconceitos de filmes, brasileiros, mexicanos, alemães, entre outros… eles podem acabar te surpreendendo…

Agradecimento: Naone.

Guardiões do Dia

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
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Segundo filme de uma trilogia, continuação do Guardiões da Noite. Ambientando na Rússia, nos tempos atuais, onde a antológica guerra entre as trevas e a luz continua acontecendo, porém, numa trégua que dura séculos. Foram instituidos Guardiões do Dia (seres das trevas que vigiam o dia, e a atuação dos seres da luz) e Guardiões da Noite, (seres da luz que vigiam a noite, e os seres das trevas).

O primeiro filme termina com um ser superior (filho de um Guardião da Noite, Anton) decidindo se tornar das trevas e ameaçando romper com o equilíbrio. Neste filme, Anton (
Konstantin Khabensky, que possui uma forte semelhança com o Magrão, ex- São Caetano e Palmeiras) é acusado de romper a trégua e tem que provar sua inocência ao mesmo tempo que procura um Giz que pode alterar o destino, para assim ter seu filho de volta ao seu lado. Nessa loucura toda, ainda temos Svetlana (Mariya Poroshina), aprendiz da luz, que tem potencial para ser uma criatura superior, e ama Anton. Filme excelente, provando que os russos têm capacidade de fazer filmes de ação e de efeitos especiais assim como os americanos, e com uma história consistente que nos faz esperar cada vez mais pelo terceiro (por mais que eu não consiga ver indícios de continuação no final). Destaque para o banho com corpos trocados (veja e entenda, rs.).