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Premonição 4

domingo, 14 de fevereiro de 2010
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premonição 4Essa resenha provavelmente será muito curta. O motivo é simples: Premonição 4 é um filme ridículo. É horrível, mal feito, previsível, sem graça e um insulto a qualquer pessoa que pague ou separe 2 horas se sua vida para assistí-lo.
Eu não sei bem por que. Temos um roterista capaz, já que Eric Bress fez o roteiro de Efeito Borboleta. Talvez o problema esteja na direção de Davis R. Ellis, que trabalhou em filmes como Serpentes a Bordo e o Premonição 2. Talvez seja culpa dos atores, todos medianos e desconhecidos. Não sei.
O que eu sei é que esse filme é ainda menos do que eu esperava. Mas vamos lá falar das coisas que me deixaram assim.

Para começar, os efeitos especiais. Quando você o trailer,  com todas aquelas cenas tensas, cortadas no meio para você não ver o que acontece, você acaba ficando intrigado. Bem, eu fiquei. Mas no filme, você entende porque. Porque o resto dessas cenas é ridículo. Aquela cena em que um dos pneus do carro que bateu voa e cai em cima de uma menina, termina com um modelo em computação gráfica dela sendo partido ao meio e sangue para todos os lados. Acho que foi já nesse momento, com 20 minutos de filme, que minha namorada disse “bem que você falou que esse filme era para dar risadas”.
E toda vez que o personagem principal Nick O’Bannon (Bobby Campo) tem a premonição de como será a morte seguinte, nós temos uns modelos ridículos em computação gráfica de peças e objetos girando na tela na mesma qualidade de um jogo de computador do início da década de 1990. Tudo o que é feito em computador nesse filme é extremamente mal feito. Mesmo. Não estou exagerando. O objetivo dessas técnicas é substituir a realidade por algo em que você acredite. Como em Avatar. Mas não dá pra acreditar em nenhuma das cenas desse filme, porque elas são ridículas.
Como se não bastasse o fato deles terem enchido o filme de efeitos especiais mal feitos e terem estragado o senso de realidade de todas as cenas, o roteiro é desprezível! Ele não faz nada além de repetir o que já aconteceu (o que, de certa maneira, era esperado) nos outros filmes da série mas, para piorar, todas as mortes (bem, quase todas, vamos) são simplesmente iguais.
Basicamente elas começam com algum liquido escorrendo e alguma coisa que fará esse liquido pegar fogo e explodir alguma coisa e matar o pobre coitado. É isso. Mais nada. E mesmo nas que não tem o liquido, o padrão de acontecimentos para que a pessoa morra é o mesmo. Como se a Morte já tivesse cansado de fazer esses filmes e deixado a perseguição aos atores ruins para seu estagiário inexperiente.
E, só para terminar, eu não sei onde esses caras acham esses atores juvenis sem muita qualidade. Alguns deles na verdade nunca haviam feito um filme. Eles não sabem expressar emoções, não sabem parecer reais na tela do cinema e talvez estejam fadados a fazer participações especiais em episódios de seriados investigativos e besteiróis americanos como esse.
Acho que até escrevi demais, não é? Mas é porque esse filme é muito ruim. Eu não sei como alguém ainda consegue verba para fazer um filme assim. Nem como consegue convencer de que esses efeitos especiais são de alguma qualidade.

Onde Vivem os Monstros

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

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onde vivem os monstrosVocê é o dono desse mundo.
Max (Max Records) é um garoto solitário. Sua irmã é uma adolescente que prefere passar tempo com seus amigos e sua mãe é separada e trabalha desesperadamente para poder sustentar uma casa e três bocas. Pra lá de problemático, um dia Max perde o controle com sua mãe, que perde o controle com ele e o faz correr pelo bairro, encontrar um barco e fugir. Ele acaba chegando em uma ilha, onde vivem os monstros, e aprende uma lição fantástica.

Quando eu assisti ao “Inside de Movies” da Warner Channel sobre esse filme, eu acreditava que esse era um desses filmes bonitinhos, que servem tanto para crianças como para adultos de bom coração. Eu me enganei. Não é nada para crianças, como a Warner Bros. também parece ter percebido. Antes de mim, claro.
Esse parece ter sido um filme com diversas dificuldades. Ficou rondando por Hollywood por alguns anos até que o diretor Spike Jonze resolveu assumi-lo, ainda em 2005. Ele quase virou desenho nas mãos da Disney, quase virou computação gráfica e, no final, graças a Jonze, tivemos uma pessoinha de verdade e outras pessoas grandes com fantasias de monstros, o que dá ao filme um tom muito legal.
E como eu estava falando antes, esse com certeza não é um filme para crianças, apesar de ser baseado em um famoso livro infantil de mesmo nome. A questão é que os monstros, bem, eles tem sentimentos. Sentimentos muito fortes. E acabam sendo assustadores em certos momentos, legais em outros. O mais importante do filme é entender que esses monstros, como dá a entender a frase do cartaz (”existe um em todos nós”), que esses monstros na verdade são o próprio Max. São os fortes e problemáticos sentimentos que ele tem que surgem em cada um dos monstros.
Um deles, o Carol (sim, é macho, dublado por James Gandolfini), ama, mas não consegue manter perto; uma (KW, Lauren Ambrose) fala com corujas e acha que elas respodem de volta, outro (Alexander, Paul Dano) é o saco de pancadas; outra (Judith, Catherine O’Hara) tem acessos de raiva repentinos. Um deles (o Touro, Michael Berry Jr.) simplesmente observa e não fala nada. Um outro, é simplesmente simpático, e faz buracos nas árvores (Ira, Forest Whitaker) E por aí vai.
E é interessante assistir ao Max convivendo com todas essas suas facetas e tentando (com vários sentidos metafóricos) construir um ninho onde todos os monstros poderiam dormir juntos, como um monte de pelos. É muito interessante mesmo. Até porque não dá tão certo.
E eu não estou aqui para contar o final, portanto vou apenas dizer que a solução que o Max encontra para todos esses problemas é linda! E é exatamente a decisão de uma criança. Ele não toma atidudes falsas e adultas. E isso foi o que eu achei o destaque do filme. Ele mostra um garoto sendo realmente um garoto, durante todos os momentos.

Portanto, não é um filme engraçado, não é um filme para crianças. É um filme profundo, que faz pensar e feito para adultos, apesar de tudo.

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Onde vivem os Monstros - pijama de lobo

p.s.: a roupa de lobo que o Max usa durante o filme é fantástica. Nespoli, você precisa comprar uma dessas para sua filha.

2012

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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2012Quando eles falam para você não entrar em pânico, é ai que você corre!

Eu deveria ter corrido. Ao invés disso, fiquei sentado na cadeira numerada e assisti a 2012 até o fim. E foi o pior filme que eu já vi na vida. Ok, mentira. Mas é um péssimo filme. Para começar-mos de vez, a história fala de uma catástrofe que acontece em 2012, supostamente de acordo com lendas maias antigas. Assim, acompanhamos diversos personagens (que se cruzam durante o filme) em suas aventuras desesperadas em busca de salvação. Então vamos lá.

Quando comecei a ler um pouco sobre o que viria a ser esse filme, tendo ele sido feito por Roland Emmerich, responsável por filmes como o péssimo O Dia Depois de Amanhã e o demasiado americano Independence Day, tinha chegado à conclusão que esse filme tinha tudo pra ser um ode ao heroísmo  norte-americano. Minha certeza veio quando Emmerich disse que esse seria seu último filme de desastres. Apesar de flertar em alguns momentos com personagens americanos que não são exatamente heróis, esses personagens apenas existem porque filmes americanos precisão de vilões fracos e sem sentido para confrontar com o idealismo de liberdade e igualdade dos personagens principais. Vamos falar mais disso adiante, e aviso desde já que falarei de diversos elementos presentes no filme, e posso estragar alguma coisa para quem ainda não viu!
Vamos começar com o fato de que as profecias maias não prevêem o fim do mundo como nós conhecemos. Diferentemente do que eles falam no filme (e do que costumamos ouvir sempre por aí), o que o calendário Maia nos deixa esperando para 2012 é o fim de uma Era. Aparentemente, apenas entraríamos em uma nova. Daí, a atual cultura ocidental começou a formular opiniões do que seria uma mudança de Era e os americanos, é claro, pensaram logo em tragédia.
O personagem principal do filme é o escritor muito pouco conhecido Jackson Curtis (interpretado por John Cusack, um ator que eu até gosto bastante), que divide a posição de principal com Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor). Tirando o fato de que como autor de um livro chamado “Adeus Atlântida” ele deveria conhecer sobre as profecias de 2012, ele é o cara que vai fazendo com que nós comecemos a conhecer toda a história e compreendamos que o mundo está chegando ao seu fim. Ele também está em TODAS as cenas em que um carro ou um avião são quase engolidos pelas ruas em destruição ou prédios caindo.
Ruas e prédios são as coisas que são mais destruídas nesse filme. Aparentemente, a crosta terrestre perdeu seu alinhamento e diversas crateras começam a surgir nos continentes. Quando essas coisas começam a acontecer, nós começamos a ver as cenas mais mentirosas do filme. Por mentirosas, eu quero dizer aquelas que você simplesmente não consegue acreditar, mesmo sabendo a proposta do filme. Mas é nessa hora que nós vemos uma fuga de carro pelas ruas da Califórnia que estão sendo sugadas pelas crateras loucas que estão surgindo. Jackson, em sua limosine, salva sua família da morte pelo menos 4839 vezes nessa fuga. Depois disso, temos uma fuga desesperada de avião, com a pista também sendo engolida pela destruição.

Na verdade, temos (acredito) TRÊS fugas idênticas de avião. Em todas elas eles saem no último segundo, eles não estão na velocidade adequada, quase caem no abismo e conseguem se salvar passando por baixo de prédios desabando. Uma mentirada fantástica. Agora enquanto as cenas dos aviões pelo menos parecem reais, a cena da fuga de carro não me convenceu em nada. Você sabe que aquela limosine nao está ali. Dá pra ver que ela foi feita no computador.
Como se os exageros não tivessem fim, os personagens principais passam por momentos “mais um segundo e eles morrem” infinitas vezes durante o filme. O Ricardo (um amigo, que foi assistir comigo), chamou o Jackson de MacGyver! É impressionante o quanto isso é importante no cinema americano.
Mas esse tipo de coisa a gente vai até aceitando. Afinal, é a proposta do filme. O problema é quando nos deparamos com todo o nacionalismo e religiosidade que Hollywood pode passar para você. Vou começar com uma das coisas que mais me interessaram: alguns grandes países se juntaram e promoveram a construção de diversas arcas para salvar aqueles com condições de pagar por isso. No filme, temos uma arca só para os americanos, enquanto outras duas arcas abarcam diversos países. Uma delas para asiáticos (China, Rússia e Japão?) e outra para a Europa ocidental inteira! Me diz porque?
Além disso, os líderes dos outros países são uns idiotas manipuláveis. O presidente americano – por sinal, negro – fica nos EUA para “afundar com o seu navio” e o líder americano torna-se um de seus assessores, Anheuser (Oliver Platt). Quando as arcas vão sair, diversas pessoas de uma arca incompleta ficam esperando a morte chegar. Anheuser (que faz o papel do vilão fraco que eu falei lá em cima) convence os líderes das outras arcas a não abrir as portas e salvarem-se. Pouco depois, Adrian (o outro personagem principal, trabalha na Casa Branca, também é negro e faz um papel de ideal-futuro-presidente-depois-que-as-coisas-se-estabilizarem) faz um lindo discurso para os líderes das outras nações, que então resolvem abrir as portas e deixar os pobres coitados entrarem. Pelo amor de Deus, humanismo só existe depois que os americanos se pronunciam? Além disso, nenhum governo envolvido nas arcas divulgam que o fim do mundo está chegando, oficialmente. Apenas o humano presidente americano, que resolve ficar no seu país. Como se nenhuma outra nação pudesse estar ciente da situação e divulgar alguma coisa. Não. Só os americanos podem.
E aí tem uma outra coisa sensacional do filme. O discurso do presidente, que fica incompleto, termina assim – e eu fui atrás de uma legenda para colocar aqui exatamente como está lá: Somos um nação de muitas religiões. Mas acredito que estas palavras reflitam o espírito de todas as crenças. “O Senhor é meu pastor, e nada…”

Ora bolas. Como um versículo O Senhor é meu pastor e nada me faltará pode refletir o espírito de todas as crenças?! E aí, mais um elemento. Ele não chega a terminar o discurso. Algo como “o Senhor está deixando sim faltar alguma coisa aí, heim!”, que é semelhante ao discurso utilizado para falar do presidente italiano, o único outro envolvido com a arca que resolve ficar em seu país. Ele vai para o vaticano, assistir à fala do papa e estão todos lá quando o mar invade e mata todo mundo. Dá para ver, inclusive, o papa rolando sacada abaixo com sua roupa vermelha.
Fora isso, eles são nacionalistas até na hora de decidir as catástrofes. O presidente morre quando o mar invade Washington e um porta-aviões chamado John Kennedy rola por cima da Casa Branca. E os problemas com a arca americana envolvem o Força Aérea 1 que, também carregado pelas ondas, acerca a base da arca e a fazem se soltar antes da hora.

Para não dizer que não gostei de nada, apreciei a participação de John Cusack, que é um cara que eu gosto, como já disse, e apreciei (e sempre aprecio, acho) a maneira como o diretor/roterista juntou os personagens do filme. Todos eles tinham alguma ligação e, por mais que seja muito mentiroso e típico desses filmes, eu achei válido. Mas só.

p.s. 1: Girafas não fazem barulho, como visto no filme.
p.s. 2: o Cristo Redentor e o Rio de Janeiro aparecem por 5 segundos no filme. Aqueles mesmos 5 segundos do trailer.

X-Men Origens: Wolverine

terça-feira, 12 de maio de 2009

X-Men Origens: WolverineNinguém pode te matar além de mim.

Um personagem de quadrinhos muito famoso. Uma boa história para se contar. Pessoas loucas para reescrever o que já foi bem escrito apenas para ter um dedo no meio. É mais ou menos assim que acontece no filme do Wolverine. A película, que conta desde a origem das garras até o amadurecimento do personagem, passa por diversos pontos importantes de sua história e nos mostra um pouco mais do que Hugh Jackman pode fazer.

A verdade é que Jackman é mais limitado do que gostaríamos. Ele é um Wolverine na aparência, com certeza, mas poderia e deveria ter feito mais desse filme, já que também era produtor da coisa toda.
Primeiro que o filme simplesmente assume que ele e seu “irmão”, Victor (ou Dentes-de-Sabre, interpretado pelo amigo de Jackman, Liev Schreiber) não se machucam. Eles não tentam explicar ou falar isso, apenas acontece e pronto. Ora, se vamos ver a origem, que mostre realmente como foi a coisa.
A história se desenrola então mostrando um mutante bastante forte mas com muitos efeitos morais limitando sua atuação, inclusive enquanto participava da equipe montada por William Stryker (Danny Huston). Sempre tive a impressão (e acredito ter visto ou lido isso por aí) que Wolverine era um cara bastante cruel antes de perder sua memória.
É nessa época do grupo que nós nos deparamos com um grupo de mutantes muito interessante. Temos: Blob (com super força – Kevin Durand), Bolt (trabalha mentalmente com energia – o grande Dominic Monaghan), Zero (ou Maverik, ótimo nas pistolas – Daniel Henney) e Wade Wilson, posteriormente tornando-se DeadPool, o vilão chave do filme (Ryan Reynolds). Durante o filme, muitos outros vão surgindo.
O ponto forte é quando ele resolve participar do projeto Arma X, revestindo seu esqueleto de Adamantium e assim tendo alguma chance de vingar a morte de sua amada. As cenas dele no tanque lembram bastante as do desenho e foi legal ver a coisa acontecendo e ele tendo que lidar pela primeira vez com as garras metálicas.
Infiltrando-se cada vez mais nas conspirações de Stryker, Logan se vê obrigado a pedir uma ajudinha a um dos personagens mais queridos de X-Men e que todos queriam ver e ainda não tinham tido a oportunidade: Gambit (Taylor Kitsch). A verdade é que ele poderia ter dado uma imagem melhor. Como Logan é meio imortal, a história se passa em um momento em que boa parte dos famosos heróis ainda são jovens. É o exemplo de Scott Summers (o futuro Ciclope, líder dos X-Men – Tim Pocock), aqui uma mera criança.
E o filme em si é bastante exagerado. Minha mãe perguntou durante o filme porque o Wolverine não voava. Porque todos os outros davam um jeito de ficar vários segundos acima do chão. Apesar de mutantes, todos os personagens são bastante exagerados. Alguns de uma maneira ruim.
Com isso tudo, o mais interessante do filme fica para Dentes-de-Sabre, que acaba se destacando devido a sua história com Logan, e como esse dá nome ao filme e faz o que já era esperado, entrega o troféu para o homem das unhas afiadas.
Do lado técnico, os efeitos especiais deixaram a desejar. Mentira? Não. É bem verdade. Em alguns momentos simplesmente não dá para acreditar que as garras dele estão realmente ali. É claro que não estão, mas o dever dos efeitos especiais é fazer você acreditar que sim, e ele não faz. As vezes. Isso, junto com a falta de detalhes nas ações dos outros mutantes (tudo muito rápido, tirando a atenção para explosões e tiros ao redor) e com aquela cena onde Victor arranha o capu de um carro com suas unhas (que é realmente uma cena estranha e que deixa um “quê”) faz você entender porque explosões são tão usadas. São mais fáceis de se fazer.

De uma maneira geral, não gostei do filme. É um filme mediano. Não foi, para mim, como o terceiro filme da série X-Men, cheio de ação e momentos decisivos. Foi algo que com certeza poderia ter sido feito melhor.
Mesmo assim, vale o esforço por manter viva a franquia X-Men, já que o quarto filme da série foi abandonado para dar lugar à Origem de Wolverine e Magneto (que está por vir!), e nos trazer mais um pouco de nossos mutantes queridos.

Rainha dos Condenados

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
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“O mundo mudou desde o seu reinado”.

O vampiro Lestat retornou ao cinema com Rainha dos Condenados, que nos mostra um pouco mais sobre a vida do querido vampiro antigamente interpretado por Tom Cruise, e agora por Stuart Townsend (o Dorian Gray da Liga Extraordinária) após o seu retorno ao mundo dos vivos. Percebendo no Rock e no mundo gótico a sua chance de retornar aos velhos tempos de glória e trazer de volta os vampiros, ele se torna o líder de uma banda de Heavy Metal. Dividindo presente e passado, o filme mostra a origem de Lestat e seu objetivo, que é acordar os grandes vampiros, inclusive a Rainha dos Condenados (interpretada por Aaliyah, que morreu pouco após as filmagens). Enquanto isso ele ganha uma interessante fã, Jessica (Marguerite Moreau) cheia de histórias, e é perseguido por um grupo estranho, que quer o seu fim.

Como já dá para perceber na sinopse, o filme é um pouco fraco. Se tornar um astro do rock e conquistar o mundo? Não sei. Quem joga Vampiro: A Máscara sabe que vampiros de boa linhagem são capazes de alto carisma e manipulação, mas isso poderia ter sido feito de uma maneira mais interessante. Não sei até que ponto o filme segue a história dos livros (o filme, na verdade, é baseado em dois livros de Anne Rice: O Vampiro Lestat e Rainha dos Condenados), mas o filme trata isso de uma maneira um pouco mal feita.
Indo por partes, destaco a história de Jessica. Não fica bem explicado no filme, mas ela parece pertencer a um grupo de pessoas que estuda vampiros e luta (ou não) contra o controle deles sobre o mundo. Não é a toa que ela consegue acesso ao diário de Lestat e acaba se interessando até demais por ele.
Enquanto isso, sua história apresenta uma tia sua, que a criou, e que acabou se tornando uma vampira. Em sua antiga casa, há uma árvore genealógica da família que parece de alguma maneira importante, mas que também fica completamente sem explicação no filme. Não consegui entender o que significava a parede com os nomes e o que poderia acontecer a partir disso.
Sua tia faz parte de um grupo de vampiros que quer destruir Lestat e a Rainha dos Condenados, evitando o banho de sangue promovido por essa, que se acha (e parece ser) a toda poderosa. Não sei também de onde vem esses vampiros. Eles aparecem no super show que a banda Lestat faz no Vale da Morte (nome interessante, não?).
É lá que ele realizará seu único show, à noite, onde ele espera fazer surgir seus companheiros vampiros, que não aceitam o fato dele quebrar a Máscara (revelar ser um vampiro, apesar dos humanos não acreditarem nisso de verdade).
No meio disso tudo, nós vemos um pouco sobre a origem de Lestat e das precoces revelações de seu grande destino. Para quem o via cheio de si em Entrevista com o Vampiro, aqui vemos o iniciante Lestat, sempre reduzindo os que estão ao seu redor.
Ainda assim, Stuart perde de longe para Tom Cruise (lembrando que a maquiagem do novo Lestat faz parecer que ele tem remelas nos olhos), que fez uma bela interpretação em um filme para lá de melhor que esse aqui. Cheio de falhas no roteiro (feito às pressas para garantir um filme sobre os livros, já que os direitos sobre eles estavam chegando ao fim), apresenta uma história incompleta, recheada de lacunas que só serão respondidas para quem ler os livros.

O Procurado

quinta-feira, 28 de agosto de 2008
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“Mate um e talvez você salve mil”.

Wesley Gibson é um probre contador de uma empresa qualquer.  Abandonado pelo pai aos 7 dias de vida, acredita que ele já previa o fracasso do filho. Até que um certo dia uma moça aparece dizendo que seu pai tinha acabado de morrer, e que ele era um dos maiores assassinos do mundo. Depois de uma perseguição e de grande relutância, Wesley aceita entrar para a Fraternidade (de Assassinos), aprender a controlar as habilidades herdadas do pai para poder vingar sua morte.
Muitas pessoas claramente não se identificaram com o filme. Mas a questão aqui é entrar no clima.

A história do filme é vagamente baseada na minisérie de quadrinhos lançada em 2003 sob o mesmo nome. A diferença é que lá a Fraternidade é composta de supervilões, que se juntaram um dia, destruíram todos os superheróis e assumiram o controle do mundo. No filme, as coisas não são assim, apesar de alguns pontos ficarem insinuados na história.

O filme não foi feito para ser real. Percebe-se isso ainda nas primeiras cenas. Pessoas pulando de um prédio para outro, do outro lado da rua, tiros sendo dados a um quilômetro de distância e acertando o alvo. A ação coordena esse filme que busca trazer um novo olhar para os filmes do gênero, e isso graças ao trabalho do diretor russo Timur Bekmambetov, conhecido por seu trabalho em Guardiões da Noite e Guardiões do Dia.
Os efeitos especiais se destacam também ainda nas primeiras cenas. São coisas que eu nunca vi. Provavelmente nem você. Eles são muito bem feitos e eu diria até que eles concorrerão a prêmios de Melhores Efeitos Especiais.  Eles não são usados em cenas paradas. A maioria deles acontecem durante cenas de muita ação, como o das balas dos revólveres, todas customizadas e duelando espaço com outras balas, vindo em direções opostas.E aqui entra a questão das mentiras.
Na verdade, como é baseado em uma história em quadrinhos sobre supervilões, o filme trás os membros da Fraternidade como pessoas com habilidades fantásticas, mas tradadas apenas como uma habilidade e não como um super poder, mantendo uma cara de realismo. Eles são pessoas que conseguem controlar as pulsações do coração, conseguindo oxigenar mais o cérebro e assim alcançando uma concentração digna de aplausos na hora de atirar nas asas de uma mosca.
Fora dessa linha de coisas que não existem de verdade, o filme se destaca pelo grande realismo na hora de mostrar uma pessoa apanhando. E Wesley apanha. Muito. Dá para sentir a dor dele e algumas pessoas até tapam o rosto em alguns momentos. Um exageiro, mas que dá para saber que ele está sentindo dor, dá. O treinamento de Wesley é muito bom, e você acompanha o crescimento do personagem tranquilamente, sem pensar que “ele aprendeu muito rápido” e aquelas frases de sempre.
Além disso, a Fraternidade é feita de pessoas que seguem ordens enviadas “escondidas” em um tecido por um magnífico Tear, que mostra o destino. Não sei se isso vem dos quadrinhos, mas é algo bem mitológico, já que os nórdicos acreditavam nas Nornas, as três Deusas tecelãs do Destino, onde uma tecia o passado, outra o presente e, a terceira, o futuro. Apesar de ser muito estranho ver pessoas no século XXI tentando ler palavras em um entremado de linhas tecidas por um tear gigante, esse ponto é outro que você aceita ao pensar que a Fraternidade existe a mil anos, etc.
Acredito que os três atores principais do filme estão acima de qualquer crítica. James McAvoy (no papel de Wesley), Angelina Jolie (no papel de Fox, que treina o iniciante para o seu dever) e Morgan Freeman (no papel de Sloan, o enigmático líder da Fraternidade).
Ver Angelina no papel de uma pessoa cruel e assassina é muito bom. Ela sabe fazer cara de má. Além disso, tem todas aquelas qualidades que a gente já conhece. Morgan Freeman é outro que costuma fazer papéis mais descontraídos que o de Sloan, onde ele é sombrio e frio.
Mas o maior destaque aqui é James McAvoy, meu ator favorito no circúito estrangeiro. Ator que se destacou no cinema inglês, principalmente com Os Melhores Dias de Nossas Vidas, começou a garantir seu espaço nos Estados Unidos no papel do fauno Sr. Tumnus, na primeira crônica de Narnia, seguido do papel principal em O Último Rei da Escócia, quando foi nomeado e recebeu prêmios por todo o mundo. Daí em diante emplacou alguns bons filmes até chegar em Desejo e Reparação, onde ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama. E daí para O Procurado. Acreditem, esse garoto vai longe. E está, inclusive, sendo cogitado para assumir o papel de Bilbo Bolseiro no já iniciado processo do filme O Hobbit, a ser lançado em 2010.
Assim, O Procurado é um ótimo filme. Além de muita ação, ele também trará muitas risadas. Algumas coisas são tão absurdas (de uma maneira legal), que não resta nada além de rir. Já disse que o certo é entrar no clima. O peronagem de McAvoy é hilário e muitos detalhes no filme fazem essa imagem incorporar mais ainda, como frasas que ele imagina aparecerem no Caixa Eletrônico e palavras se formando nas teclas soltas de um teclado que acabou de atingir a cabeça de alguém.
Um filme para sentar, vibrar, assistir e se divertir com os amigos. Que foi o que eu fiz.

Coverfield: Monstro

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Uma outra visão, por Naone.

Mais uma visão, por Miojo.

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Que filme angustiante. Saí do cinema tenso sem conseguir parar de pensar no filme. E é isso aí, ele não quer fazer mais nada do que simplesmente isso, e cumpriu direitinho seu papel. Nova Iorque sendo atacada por um monstro, não se sabe da onde, e você sabendo apenas o que os personagens (que estão gravando tudo com uma câmera) sabem. Não tem nada mais do que isso e é isso que torna o filme tão charmoso. Com a filmagem em primeira pessoa do filme, você se sente parte dele e é isso que faz com que você tenha todas as emoções que os personagens têm. Sente medo, assusta-se, sente raiva, euforia… Tudo… O filme é inovador, porém simples…

Adorei…

Cloverfield: Monstro

quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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Veja outra Visão, por Naone.

Cloverfield me surpreendeu de várias maneiras. Mas primeiro, vamos falar da história.
Está rolando uma festa de despedida para um senhor jovem rico de Nova Iorque que vai para o Japão. Nessa festa, o irmão dele entrega a um amigo uma câmera filmadora digital e pede para que ele filme depoimentos das pessoas, para que o viajante possa ver depois. NOTA! O filme é exatamente o video feito a partir dessa câmera. Não existem imagens exteriores, nem de antes nem de depois. Pode-se imaginar algo como Bruxa de Blair.
A questão é que, durante a festa, tremores e barulhos assustam todos. Ao irem para o terraço, eles vêem a cidade em chamas, um “rugido” monstruoso e, sim, um monstro destruindo a cidade. O cinegrafista então resolve fazer uma cobertura dos acontecimentos, pensando que as pessoas gostariam de ver aquilo tudo depois. Enquanto isso, Rob Hawkins (Michael Stahl-David) resolve atravessar a cidade caótica para salvar sua amiga de infância e amor eterno. Ai, ai, ai!
O filme, como já dito, é exatamente a filmagem. E esse é até um dos pontos que me surpreendeu. Eles não fazem muita questão de explicar o que está acontecendo. Mas isso não é ruim. É a idéia do filme! É agente saber o que aqueles jovens souberam durante a destruição de Nova Iorque. A imagem é tremida sim, mas nada que agente não tenha aprendido com Bruxa de Blair. E por ser uma “filmagem de câmera digital”, as coisas parecem muito mais reais e próximas do que o normal, e isso é outra coisa que surpreende. A ação do filme é fantástica. A movimentação dos militares, as passagens do monstro, tudo parece estar realmente acontecendo.
Infelizmente o monstro é um ponto meio ruim. Não entendi o que era aquilo. Mas afinal, será que realmente importa? Eles realmente acham que não.
A interpretação dos atores acaba limitada com esse tipo de filmagem. Por exemplo o cinegrafista, que mal aparece, por estar quase sempre atrás da câmera. Nenhum dos atores é realmente famoso. Na verdade, boa parte deles trabalhou mais na TV que na telona.
Um filme muito corrido, de pura ação, desespero por parte dos espectadores e questões que ficarão vagas para sempre… ou não.

Cloverfield: Monstro

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
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Bom, primeiro gostaria de me apresentar. Meu nome é Naone (juro!), e meu gosto por filmes começou quando meu irmão trabalhou numa locadora e eu assistia filme grátis todo dia, depois fui pegando o gosto por cinema e por aí vai…

Cloverfield (Cloverfield – Monstro na versão traduzida), não chega bem a ser uma ficção (se você tiver uma imaginação BEM fértil), mas a sinopse do filme já mostra bem o que você vai assitir “…um monstro gigantesco querendo comer geral…”, aff… tosqueira pura… MAS tem pontos positivos, afinal o filme é produzido por J. J. Abrams (Lost)…

a grande magia do filme é que ele é todo filmado por um dos personagens, como se fosse uma história real e mesmo com a câmera balançando o tempo todo e te dando uma p*** dor de cabeça, foi algo interessante (mesmo não sendo inovador)…
Não recomendo, a não ser que vocês estejam querendo ver um filme bem diferente, exótico ou caso você seja fã do Godzilla… aliás a versão “Godzilla X Monstro” ficaria bem legal! rsrs
Também acho que faltou mais corpos espalhados pelo chão, se bem que a explicação pode ser que o monstro estava com muita fome e não deixou passar nenhuma né… rsrs

Agradecimento: Naone.

O Fator Hades

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
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Depois da folga de Carnaval, aí vai o filme da quarta-feira de cinzas: O Fator Hades.
Pessoalmente, não é o tipo de filme que me chama a atenção. Entretanto, o filme é recheado de ação – sem grandes exageros, a la Duro de Matar – e com um balde de devaneios hollywoodianos*. Então, lá vai um comentário breve, pra não passar em branco:
O filme tem como personagem principal Jon Smith (Stephen Dorff), um grande especialista em doenças e ex-componente da Covert One, uma agência ultra-secreta – tão secreta que tem negada a sua existência, oficialmente.
Quando um vírus raríssimo começa a matar pessoas nos EUA, Smith cai numa rede de informações distorcidas, e se vê obrigado a investigar o caso e salvar milhões de pessoas; começada a apuração dos fatos, ele percebe que se trata de uma guerra biológica que é permeada por diversos interesses políticos e financeiros.
Baseado no livro “Covert One: The Hades Factor”, de Robert Ludlum (o mesmo escritor da saga Bourne), o filme é marcado por uma trama bem arrumada, cheia de surpresas e reviravoltas. Além disso conta em seu elenco com duas ganhadoras do Oscar: Mira Sorvino e Anjelica Houston.
Ponto baixo, mesmo, só pras 2 horas e 40 minutos de filme. Poucos filmes do tipo “pense e descubra” resistem à paciência do espectador tanto assim; e O Fator Hades não é um deles.

*devaneios hollywwodianos: 1) Nem o vírus e nem a agência existem de verdade. Tudo inventado; 2) Guerra biológica? EUA versus Terroristas? Só rindo…; 3) Mulher Presidente dos Estados Unidos? Só na ficcção mesmo (bom, até agora, né?!).

Agradecimento: Jacu.