Arquivo da Categoria ‘Mistério’

Atividade Paranormal

sábado, 2 de janeiro de 2010

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atividade paranormalDr. Fredrichs disse que não é um fantasma.

Pouco mais de um mês depois de minha última resenha, estou aqui de volta. A vida, o universo e tudo o mais conspiraram para que meu retorno demorasse. Mas aqui estou! E para falar de um filme que nem é bom.

Atividade Paranormal conta a história de Katie e Micah, um casal de namorados que começa a ser atormentado por um espírito na casa. Interessado no assunto, Micah, aficionado em aparelhos tecnológicos, coloca escutas pela casa e compra uma câmera para filmar as coisas que andam acontecendo e, ai, nós vemos as bizarrices começarem.

O filme usou a mesma fórmula de A Bruxa de Blair (o único filme de terror das duas últimas décadas, na minha opinião). O nome dos personagens é o nome dos atores, tudo foi filmado em pouquíssimo tempo (esse aqui foi filmado em 10 dias) e com um orçamento que não passa de duas dezenas de milhares de dólares. Além de, é claro, utilizar como filme uma suposta filmagem real de uma câmera caseira.
Admito que o fato de eu simplesmente não ter conseguido mergulhar realmente no filme graças aos outros temporários habitantes do cinema que não paravam de falar e dar risadinhas pode ter afetado o meu julgamento sobre esse filme e me façam acha-lo pior do que ele realmente é (se é que vocês concordam comigo que o filme não é realmente bom).
A questão é que não desceu. Assisti ao filme todo, mas realmente não fiquei comovido com a história. E acho que a pior coisa que eles fizeram (e provavelmente fizeram achando que seria uma boa idéia) foi a de concentrar a maior parte das cenas de susto na hora em que o casal está na cama. Porque ai, sempre que você se depara com uma filmagem da cama e do corredor, você já sabe que algo vai acontecer. Isso pode tanto servir para aumentar a tensão e a percepção dos espectadores, como tirar o prazer da surpresa e do susto real. A segunda opção é a que eu passei.
Mas só para não ficar no ruim, eu adorei uma cena especificamente. É uma cena bem próximo do final e que mostra um espírito mais à vontade, por assim dizer. Ele puxando a perna dela e a tirando da cama e carregando pelo corredor à fora é realmente muito bom. E seria melhor ainda se não desse para ver (eu só vi quando assisti pela segunda vez, detalhadamente) a corda em volta do pé dela e ela puxando uma cordinha que fecha a porta do quarto quando ela passa pelo corredor, arrastada. A cena com o talco no chão também é interessante. Mas vemos durante o filme diferentes pegadas, o que não nos deixa entender o que é o espírito. Se é humano ou não.

O prazer fica todo pela metade. Uma ou duas cenas não garantem o filme, e Atividade Paranormal não chega nem aos pés de Bruxa de Blair.

Rainha dos Condenados

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
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“O mundo mudou desde o seu reinado”.

O vampiro Lestat retornou ao cinema com Rainha dos Condenados, que nos mostra um pouco mais sobre a vida do querido vampiro antigamente interpretado por Tom Cruise, e agora por Stuart Townsend (o Dorian Gray da Liga Extraordinária) após o seu retorno ao mundo dos vivos. Percebendo no Rock e no mundo gótico a sua chance de retornar aos velhos tempos de glória e trazer de volta os vampiros, ele se torna o líder de uma banda de Heavy Metal. Dividindo presente e passado, o filme mostra a origem de Lestat e seu objetivo, que é acordar os grandes vampiros, inclusive a Rainha dos Condenados (interpretada por Aaliyah, que morreu pouco após as filmagens). Enquanto isso ele ganha uma interessante fã, Jessica (Marguerite Moreau) cheia de histórias, e é perseguido por um grupo estranho, que quer o seu fim.

Como já dá para perceber na sinopse, o filme é um pouco fraco. Se tornar um astro do rock e conquistar o mundo? Não sei. Quem joga Vampiro: A Máscara sabe que vampiros de boa linhagem são capazes de alto carisma e manipulação, mas isso poderia ter sido feito de uma maneira mais interessante. Não sei até que ponto o filme segue a história dos livros (o filme, na verdade, é baseado em dois livros de Anne Rice: O Vampiro Lestat e Rainha dos Condenados), mas o filme trata isso de uma maneira um pouco mal feita.
Indo por partes, destaco a história de Jessica. Não fica bem explicado no filme, mas ela parece pertencer a um grupo de pessoas que estuda vampiros e luta (ou não) contra o controle deles sobre o mundo. Não é a toa que ela consegue acesso ao diário de Lestat e acaba se interessando até demais por ele.
Enquanto isso, sua história apresenta uma tia sua, que a criou, e que acabou se tornando uma vampira. Em sua antiga casa, há uma árvore genealógica da família que parece de alguma maneira importante, mas que também fica completamente sem explicação no filme. Não consegui entender o que significava a parede com os nomes e o que poderia acontecer a partir disso.
Sua tia faz parte de um grupo de vampiros que quer destruir Lestat e a Rainha dos Condenados, evitando o banho de sangue promovido por essa, que se acha (e parece ser) a toda poderosa. Não sei também de onde vem esses vampiros. Eles aparecem no super show que a banda Lestat faz no Vale da Morte (nome interessante, não?).
É lá que ele realizará seu único show, à noite, onde ele espera fazer surgir seus companheiros vampiros, que não aceitam o fato dele quebrar a Máscara (revelar ser um vampiro, apesar dos humanos não acreditarem nisso de verdade).
No meio disso tudo, nós vemos um pouco sobre a origem de Lestat e das precoces revelações de seu grande destino. Para quem o via cheio de si em Entrevista com o Vampiro, aqui vemos o iniciante Lestat, sempre reduzindo os que estão ao seu redor.
Ainda assim, Stuart perde de longe para Tom Cruise (lembrando que a maquiagem do novo Lestat faz parecer que ele tem remelas nos olhos), que fez uma bela interpretação em um filme para lá de melhor que esse aqui. Cheio de falhas no roteiro (feito às pressas para garantir um filme sobre os livros, já que os direitos sobre eles estavam chegando ao fim), apresenta uma história incompleta, recheada de lacunas que só serão respondidas para quem ler os livros.

O Orfanato

segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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Para ver uma opinião do filme, clique aqui.
Para ver a opinião do Nespoli sobre o filme, clique aqui.

Não vou começar com uma citação dessa vez, mas sim com um pedido de desculpas. Eu não reconheci o Seu Barriga enquanto assistia ao Orfanato. Me desculpe, Edgar Vivar.

Bem, O Orfanato é um dos filmes espanhóis que andam estourando por ai com extrema qualidade. Não sei dizer bem o porque, mas muita coisa anda surgindo de lá e surpreendendo. Talvez empresas tenham percebido que há mercado (e grande) para filmes que fogem do estilo hollywoodiano, desde que eles tragam um pouquinho de qualidade. E disso O Orfanato tem de sobra.

Laura (Belén Rueda) é uma mulher que vivia em um orfanato. Ao crescer e se casar, ela se muda com o marido e o filho para o gigantesco casarão onde viveu quando criança. Lá, seu filho começa a encontrar novos amigos imaginários e, um dia, desaparece. A trama, que envolve senhoras antigas “tias” do orfanato, pessoas sensitivas, caça-fantasmas e alguns céticos, faz muito bem o seu papel e prente o espectador das melhores maneiras.
Por mais que seja bastante clássico, o filme ainda surpreende em suas cenas. Vale lembrar que ele vai além do óbvio e quando começa a assustar, é pra valer. Quando Laura mergulha de vez no desespero de reencontrar seu filho e desvendar o mistério dos órfãos rejeitados e mortos que vão surgindo, você vai desejar que ela esqueça o filho e vá embora.
Um filme pra lá de assustador, que te deixa feliz por finalmente apertar a mão de quem estiver do seu lado e querer fechar os olhos mas não conseguir, por precisar saber o que vai acontecer. Fiquei realmente feliz assistindo a esse filme e o final é realmente interessante, apesar de um pouco brega.
Para terminar, queria só desabafar um pouco no famoso formato Spoiler, para quem viu o filme possa entender algumas coisas que eu acabei não achando resposta.

SPOILER
Bem. Laura foi criada em um orfanato para crianças deficientes. Muitas delas com deficiência mental. Durante boa parte do filme, eu acreditava que ela teria muito mais a ver com o que andava acontecendo do que a gente poderia imaginar, mas não foi bem assim. Ela foi criada em um lugar para deficientes e casou-se com um médico! Dá a entender que ela também tinha problemas. Mas o filme não desenvolve isso. Ela é “completamente” normal. Não sei.
FIM DO SPOILER

Só para finalizar de verdade, gostaria de citar alguns dos filmes espanhóis que andam chegando às nossas prateleiras de locadoras ultimamente. Além do grande O Labirinto do Fauno, surgiu também o [REC], recentemente regravado pelos americanos e pronto para estrear em nossos cinemas com o nome de Quarantine. Temos o Volver, de Pedro Almodóvar, o chocante Mar Adentro (com ninguém mais que Javier Bardem).

O Nevoeiro

sábado, 8 de novembro de 2008
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“Você não tem muita esperança na humanidade, tem?”

Está aí um filme que realmente dividiu opiniões. Lembro perfeitamente de dois amigos meus terem reações completamente opostas ao mesmo tempo na minha frente. Um tinha amado do início ao fim. O outro, tinha achado desprezível e ridículo.
O Nevoeiro conta a história de algumas pessoas de uma pequena cidade que, um dia, acorda com um nevoeiro. David Drayton (Thomas Jane) vai ao supermercado com seu filho e, ao estar prestes a sair, vê uma pessoa chegar com sangue e dizer que alguém conhecido morreu, atacado por algo que veio do nevoeiro. A partir de então, o supermercado é fechado e coisas bizarras passam a acontecer. Militares são vistos pela cidade e tudo parece não ter uma explicação crível. E, de repente, monstros aparecem.

O filme é composto de um grupo de atores até famosos, mas que eu diria que não alcançaram o estrelato ainda. Além de Thomas Jane (que fez o Justiceiro), nós temos Marcia Gay Harden no papel da Sra. Carmody, uma fanática religiosa (que representa aquela perfeita imagem do americano cego e alienado que nós odiamos tanto), Laurie Holden no papel de Amanda Dumfries (uma pessoa sensata) e Andre Braugher como Brent Norton, um advogado talvez ainda com salvação.
Uma imensa parte do filme se passa dentro de um supermercado. E isso não é ruim. É esse ponto que nos permite conhecer os personagens bem e ver a influência que cada um tem sobre as outras pessoas que ali estão e sobre o desenvolvimento do filme. A Sra. Carmody, por exemplo, começa como uma pessoa que seria ignorada rapidamente, mas assume proporções tão assombrosas que chega a dar medo. Quando eles ficam trancados e monstros loucos começam a surgir do nevoeiro, as pessoas tendem a pedir perdão e se voltar para Deus. E é aí que ela encontra o lugar dela.
Alguns outros personagens vão mudando com o desenrolar da coisa. O advogado Brent, por exemplo, começa como um cético, que acha que é odiado por todos por não ser da cidade. Cheio de si, acha que os outros falam e zoam dele pelas costas. Assim, passa de alguém que não acredita no que está acontecendo a alguém que acha que algo tem que ser feito.
O filme mostra isso tudo muito bem. Para dizer a verdade, eu apoio a minha primeira amiga, que disse que o filme era muito bom. Acho que o estilo dele é diferente de um filme normal, e isso fez a diferença. A gravação foi realizada em 6 semanas. Porque? Porque a equipe de câmera é a equipe que grava um famoso seriado chamado The Shield. Acostumados a trabalhar rápido e a um estilo voltado para séries de TV, a equipe dá um jeito mais dinâmico e envolvente ao filme.
O diretor, Frank Darabont, já era familiarizado com o trabalho de Stephen King, autor do livro que deu origem ao filme. Ele já havia dirigido A Espera de um Milagre. Outra direção fantástica dele é a de Um Sonho de Liberdade, já comentado aqui no Cara da Locadora.
Fica aí então a proposta que todos assistam e comentem. Porque eu realmente fiquei muito feliz com o resultado. Apesar de não gostar de muitos filmes baseados nos livros de Stephen King, recentemente comprei o Volume 1 da Torre Negra e lerei assim que o tempo permitir. Esse filme também me deu a esperança de que coisas boas ainda podem surgir nesse gênero de Terror.
Vale lembrar também que o final do filme é assustador e macabro. Há muito não via algo assim, que me deixasse tão “caramba, que coisa doida”. Enfim, um filme cheio de pontos legais (para mim, pelo menos) e que pode agradar a todo mundo, por ser tão eclético, com sua filmagem de seriado, os monstros, o terror, os poucos cenários e finais surpreendentes.

O Ilusionista

sábado, 23 de agosto de 2008

“Ele tenta enganar vocês. Eu estou tentando iluminá-los. Qual é mais nobre?”

O grande mágico Eisenheim (Edward Norton) começa a se destacar dos outros profissionais da área por fazer mágicas que ninguém era capaz de fazer. Um certo dia, ao fazer uma apresentação para o príncipe Leopold (Rufus Sewell), ele se encontra com um antigo amor, prometida em casamento ao vilão da casa real.
Assim, Eisenheim e Sophie (Jessica Biel) arrumam um grande plano para fugirem. E o plano é complexo.
Esse filme não se destacou muito. Pelo menos para mim. E ele ainda saiu no mesmo ano do Grande Truque que, por mais estranho que seja, ainda soa melhor que esse aqui, apesar dos dois terem bons atores trabalhando. Além dos já citados, destaco também Paul Giamatti, no papel do inspetor de polícia.
A verdade certas coisas não fazem sentido. E apesar de o filme tentar dizer que as ilusões que Eisenheim faz são praticáveis, a mais importante do filme simplesmente não existe. E eu acho forçado demais. Fazer o que.
Além disso, o filme soa um pouco cansativo. O andamento do filme é lento e talvez por isso não pode ser chamado de suspense, apesar de todo o clima.  Há também um vilão bem caricaturado, o que anda ficando ultrapassado no cinema. Rufus (o príncipe Leopold) é um bom ator e costuma fazer papel de vilão em muitos filmes (para vê-lo como um cara legal, simpático e apaixonado, ver Paris, Eu te Amo). Seu personagem é o óbvio do óbvio. O homem que não vai com a cara do mocinho. Que não gosta de ser humilhado e por isso quer se livrar do outro.
Apesar desses detalhes, como já dito, o filme trás ótimas participações. Norton e Giamatti estão na lista dos melhores da atualidade.
Um filme de reviravoltas e de tramas, mas que não emociona muito.

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Coverfield: Monstro

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Uma outra visão, por Naone.

Mais uma visão, por Miojo.

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Que filme angustiante. Saí do cinema tenso sem conseguir parar de pensar no filme. E é isso aí, ele não quer fazer mais nada do que simplesmente isso, e cumpriu direitinho seu papel. Nova Iorque sendo atacada por um monstro, não se sabe da onde, e você sabendo apenas o que os personagens (que estão gravando tudo com uma câmera) sabem. Não tem nada mais do que isso e é isso que torna o filme tão charmoso. Com a filmagem em primeira pessoa do filme, você se sente parte dele e é isso que faz com que você tenha todas as emoções que os personagens têm. Sente medo, assusta-se, sente raiva, euforia… Tudo… O filme é inovador, porém simples…

Adorei…

Cloverfield: Monstro

quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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Veja outra Visão, por Naone.

Cloverfield me surpreendeu de várias maneiras. Mas primeiro, vamos falar da história.
Está rolando uma festa de despedida para um senhor jovem rico de Nova Iorque que vai para o Japão. Nessa festa, o irmão dele entrega a um amigo uma câmera filmadora digital e pede para que ele filme depoimentos das pessoas, para que o viajante possa ver depois. NOTA! O filme é exatamente o video feito a partir dessa câmera. Não existem imagens exteriores, nem de antes nem de depois. Pode-se imaginar algo como Bruxa de Blair.
A questão é que, durante a festa, tremores e barulhos assustam todos. Ao irem para o terraço, eles vêem a cidade em chamas, um “rugido” monstruoso e, sim, um monstro destruindo a cidade. O cinegrafista então resolve fazer uma cobertura dos acontecimentos, pensando que as pessoas gostariam de ver aquilo tudo depois. Enquanto isso, Rob Hawkins (Michael Stahl-David) resolve atravessar a cidade caótica para salvar sua amiga de infância e amor eterno. Ai, ai, ai!
O filme, como já dito, é exatamente a filmagem. E esse é até um dos pontos que me surpreendeu. Eles não fazem muita questão de explicar o que está acontecendo. Mas isso não é ruim. É a idéia do filme! É agente saber o que aqueles jovens souberam durante a destruição de Nova Iorque. A imagem é tremida sim, mas nada que agente não tenha aprendido com Bruxa de Blair. E por ser uma “filmagem de câmera digital”, as coisas parecem muito mais reais e próximas do que o normal, e isso é outra coisa que surpreende. A ação do filme é fantástica. A movimentação dos militares, as passagens do monstro, tudo parece estar realmente acontecendo.
Infelizmente o monstro é um ponto meio ruim. Não entendi o que era aquilo. Mas afinal, será que realmente importa? Eles realmente acham que não.
A interpretação dos atores acaba limitada com esse tipo de filmagem. Por exemplo o cinegrafista, que mal aparece, por estar quase sempre atrás da câmera. Nenhum dos atores é realmente famoso. Na verdade, boa parte deles trabalhou mais na TV que na telona.
Um filme muito corrido, de pura ação, desespero por parte dos espectadores e questões que ficarão vagas para sempre… ou não.

Arquivo X: Eu Quero Acreditar

sexta-feira, 25 de julho de 2008
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- Então você acredita nessas coisas?
- Vamos dizer que eu quero acreditar.

Uma agente do FBI desaparecida. Um ex-padre, pedófilo e gay que diz ter visões que ajudam as procuras. Dois ex-agentes que a muito não trabalhavam na área. Esse é o Arquivo X: Eu Quero Acreditar.
Sendo a primeira pessoa a entrar no cinema, na primeira sessão de Vitória (e talvez de todo o Espírito Santo), às 11:10 desse ensolarado dia 25 de julho, posso dizer que sou um pouco fã da série. E acreditem: vale muito a pena.

Clique Aqui e leia o Preview do filme feito em 13/05/2008, que contém informações sobre a série, o primeiro filme, os atores e um pouco sobre o que era esperado desse segundo filme.

Entrei na sala apenas com minha namorada. E faltava 15 minutos para começar os trailers. As portas do cinema tinham apenas acabado de abrir. Apesar disso, até o início do filme, cerca de 10 a 15 pessoas nos acompanharam.

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Eu esperava uma pequena introdução do filme, como a série fazia antes de passar a entrada, com a música tema. A introdução é rápida e marcante. O logo The X Files sob a neblina. Está nevando. E muito.

Somos jogados rapidamente em momentos de tensão (aí sim como os velhos tempos) para dar início a procura da agente desaparecida. Seis anos se passaram desde o final da série. Dana Scully e Fox Mulder envelheceram. Seguiram suas vidas. Ela é médica, atuando em um hospital católico. Ele, vive isolado, refletindo a vida. E é assim que eles são jogados de volta dentro do FBI. A agência promete perdoar todos os “erros” passados de Mulder para tê-lo no caso, e ele não vai sem ela.

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Com espaço para uma brincadeira com o atual presidente americano e também para assumir posições em questões polêmicas, o filme é tenso. Muito tenso. Como todos os fãs e informados já sabiam, ele trata de um homem que tem visões. Mas visionários não são bem vistos. O grupo se divide entre os que acreditam e os que não acreditam.
Com quase duas horas de pura investigação, como nos bons e velhos tempos, o filme agrada a mim. Não sei aos que não conheciam a série. Infelizmente. Quase três vezes maior que um episódio normal, o filme trás então indecisões, reviravoltas repentinas e inesperadas, momentos de desistir, momentos de acreditar.
Fora da história principal, superficial do vidente, acontece por trás toda a trama da vida dos dois personagens. Cada um tentando lidar com suas crenças e com aquela coisa que existia entre eles antes. Muitas coisas importantes do “background” são trazidas de volta durante o filme (e eu vou ficar quietinho para não estragar nada), mas explicadas o suficiente para todos entenderem. Fica muito claro que eles tem muita coisa importante não resolvida.
Não há o que discutir sobre a atuação dos dois. São os atores mais perfeitos. Eles são os personagens. Não tem como atuar mal. David Duchovny (o Mulder) tem cinco indicações ao globo de ouro. Ganhou em duas delas. Gillian Anderson (Scully) também tem cinco indicações. Um conquistado.
São atores pra lá de consagrados. Eles entraram tanto nos personagens durante a série que acabaram se envolvendo em toda a produção. Ambos têm episódios de Arquivo X assinados por eles mesmos. A Mitologia ganhava vida nos atores.

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Quanto aos personagens secundários, digo que um grande e famoso personagem aparecerá no filme. Mas não revelarei quem é porque nem eu sabia. E ele aparece com tudo, fazendo o que sabe fazer de bom. Quanto aos novos, lá vai:

Amanda Peet e Xzibit fazem os dois agentes do FBI encarregados no caso. Ela (interpretando a agente Dakota Whitney) acredita que Mulder pode ajudar. Ele (no papel de Mosley Drummy) não consegue acreditar que aquilo tudo está acontecendo. O papel do rapper é secundário no filme, enquanto o de Amanda faz muito mais parte da história e do suspense.
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Billy Connolly aparece no papel de Padre Joe, o homem das visões. Sua voz é fantástica e seu sotaque engraçado. O papel é perfeito para ele e ele chega a assustar de tão bom.
Chris Carter mais uma vez fez o seu papel. Ele conseguiu trazer para as telas todo o amor que ele tem pelo suspense e pelo mistério. E não veio sozinho. Frank Spotnitz, o roteirista do filme junto com Carter, fez seu papel também. Muita coisa sobre esse filme foi mantida em segredo durante todo o tempo desde o início das gravações ao lançamento do filme. O roteiro, os personagens. Tudo. Até os trailers são contidos. Apenas aquele gostinho de quero mais. Tipicamente Arquivo X.

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Além disso, no site oficial, há uma pequena lista, feita pelo próprio Chris Carter, de oito episódios da série que são interessantes e relacionados ao filme. Não que haja alguma coisa deles no filme. Mas a idéia, a origem, é a mesma. A maioria deles é sobre videntes. Na lista, por sinal, está o episódio piloto, um dos mais conhecidos. Acho que todos deveriam assistir aqueles episódios.

No final, apenas saudades. O filme é bom. Como dizia nosso querido Mulder: Eu quero acreditar. Mas ficou o gostinho de quero mais. Um suspense que reviveu uma das (quiçá a melhor) série de todos os tempos.

A Passagem

terça-feira, 8 de julho de 2008
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Henry Lethan (Ryan Gosling) é um garoto perturbado e depressivo. Ao ter sua psiquiatra substituída pelo Dr. Sam Foster (Ewan McGregor), ele anuncia a vontade de se matar daqui a 3 dias, no seu aniversário de 21 anos. Assim, Sam começa a fazer o possível para ajudar seu paciente e começa a perceber que a realidade dele (e a de todos) não é tão paupável assim. Vozes estranhas, fatos da vida de cada um que fazem parte de Henry e o tempo limitado levam a conclusões inesperadas.

A Passagem não está entre os melhores filmes do mundo, mas com certeza não é um filme ruim. A prova de que ele não é popular é a dificuldade que eu tive para conseguir a capa do filme na internet. E nem foi uma imagem legal.
É verdade que ao assistir ao filme uma vez, eu o entendi apenas no final, mas achando que o filme pouco fazia para validar aquele final. Ao assistir recentemente pela segunda vez percebi claramente que tudo o que o filme objetiva é corroborado pelo roteiro, pacientemente construído para não apresentar falhas.
O roteiro foi desenvolvido por David Benioff (o mesmo Tróia e do futuro X-men Origins: Wolverine), e só apresenta, talvez, um problema: ele soa um pouco longo, apesar de ter apenas 1 hora e 40 minutos. Acho que a história não exigia nem isso. Dez minutos a menos talvez resolvessem o problema.
O filme traz atuações dos já citados Ewan McGregor e Ryan Gosling, além de Naomi Watts (no papel da namorada de Sam, Lila Culpepper) e Bob Hoskins. Os dois atores principais representam muito bem seus papéis.

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Apesar de soar um pouco bagunçado, uma segunda assistida resolve todos os problemas. Eu precisei assistir Onde Os Fracos Não Têm Vez duas vezes para formular um sentido em minha cabeça. Não que A Passagem seja tão bom quanto o vencedor do Oscar 2008 de Melhor Filme. Mas é que você precisa saber que o final é um pouco diferente para poder prestar atenção em detalhes importantes do filme, que agente desconsidera por não conseguir encaixar na história de primeira.
Um bom filme. Não desistam dele. E, se quiserem, comentem aqui suas opiniões sobre o que acontece no filme. Vai ser legal ouvir a opinião de vocês.

Cloverfield: Monstro

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
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Bom, primeiro gostaria de me apresentar. Meu nome é Naone (juro!), e meu gosto por filmes começou quando meu irmão trabalhou numa locadora e eu assistia filme grátis todo dia, depois fui pegando o gosto por cinema e por aí vai…

Cloverfield (Cloverfield – Monstro na versão traduzida), não chega bem a ser uma ficção (se você tiver uma imaginação BEM fértil), mas a sinopse do filme já mostra bem o que você vai assitir “…um monstro gigantesco querendo comer geral…”, aff… tosqueira pura… MAS tem pontos positivos, afinal o filme é produzido por J. J. Abrams (Lost)…

a grande magia do filme é que ele é todo filmado por um dos personagens, como se fosse uma história real e mesmo com a câmera balançando o tempo todo e te dando uma p*** dor de cabeça, foi algo interessante (mesmo não sendo inovador)…
Não recomendo, a não ser que vocês estejam querendo ver um filme bem diferente, exótico ou caso você seja fã do Godzilla… aliás a versão “Godzilla X Monstro” ficaria bem legal! rsrs
Também acho que faltou mais corpos espalhados pelo chão, se bem que a explicação pode ser que o monstro estava com muita fome e não deixou passar nenhuma né… rsrs

Agradecimento: Naone.