Arquivo da Categoria ‘Musical’

Mamma Mia!

sábado, 27 de setembro de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

“Nós dançamos na praia, nos beijamos na praia e… reticências…”

Sophie (Amanda Seyfried) é uma menina nova e feliz da Grécia que vai se casar. Como ela nunca soube quem era seu pai, não sabia quem iria levá-la ao altar. Ao fucutar um velho diário de sua mãe (a maravilhosa Meryl Streep no papel de Donna), acabou descobrindo que, na época que ela engravidou, ela “fez aquilo” com três rapazes diferentes. Ao descobrir seus nomes, Sophie convida os três para o casamento. Eles eram: Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgård) e Harry (Colin Firth). Com os três na ilha sem sua mãe saber, a festa começa.

Amanda não é uma garota muito bonita. Como diria uma amiga, ela tem seus momentos. E só. Mas ela é exceção. Meryl é fantástica e toma conta do filme sem dificuldade alguma. Sua personagem é de longe a principal e a mais engraçada, a que passa pelas situações mais decisivas e engraçadas do filme. Além disso, ela canta muito! E esse é um ponto importante: Mamma Mia! é um musical. E é um baita musical.
Recheado de músicas famosas dos anos 70/80, grandes sucessos do ABBA como Dancing Queen, o filme é a versão cinematográfica do musical que surgiu em 1999 na Inglaterra. Hoje famoso em todo o mundo, mais que merecia a nova versão. Com algumas diferenças (inclusive nas músicas executadas), o filme faz bem o seu papel e trás bons elementos para a telona.
Mamma Mia! pode parecer um pouco maluco, mas as maluquices se encaixam no desejo dos responsáveis pelo filme: imitar os gregos. Ele se baseia em comédias gregas, onde o coro é representado pelas pessoas comuns, as roupas combinam com o humor dos personagens e outros elementos.
E o filme consegue ser muito engraçado. Meryl é acompanhada de duas amigas, assim como sua filha. Suas amigas são Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski). As amigas de Sophie, bastante coadjuvantes, são Lisa (Rachel McDowall) e Ali (Ashley Lilley). Donna, Rosie e Tanya fazem do filme o que ele é: vivo. As três juntas cantam várias músicas e divertem o público facilmente.
O roteiro é muito divertido, apesar de trazer algumas falhas. Fica pouco claro, durante o filme, qual a situação de Sophie e Sky (seu noivo, também grande coadjuvante, interpretado por Dominic Cooper). A crise entre eles surge do nada e desaparece do nada, para surgir novamente no final do filme. Um pouco vago e sem sentido.
Os três pais de Sophie, Sam, Bill e Harry, também fazem seu show. Os três atores, acostumados a serem sérios em muitos de seus filmes, encaixam bem em Mamma Mia! e têm até uma canção própria. Os papéis deles são divertidos também e a confusão de quem é o pai da garota é outro ponto forte do filme.

No final, um filme nostálgico devido às músicas (algumas me passaram despercebidas durante o filme, já que não conheço muita coisa do Abba, mas boa parte delas você reconhece nas primeiras palavras), criativo ao desenvolver uma personagem “velha” mas cantarolante, cheia de vida e divertida. Meryl Streep é a melhor do mundo! Nos comentários dos bastidores ela foi até chamada de milagre por um integrande do Abba, por conseguir gravar uma das músicas inteira na primeira tentativa. Ela foi feita para o papel.
O filme não perde em nada por ser musical, a diversão (inclusive durante as músicas) não deixa parar de rir.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

quinta-feira, 7 de agosto de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5
Para outra visão de Sweeney Todd, entre aqui.

Fui disposto à achar bom, confesso, Tim Burton e Johnny Depp é sempre uma dupla que me causa esperanças, e dessa vez minhas expectativas se realizaram com Sweeney Todd! Que belo filme. Um musical com músicas que ficam na cabeça (a música sobre Londres é fantástica, gostei bastante também da música sobre as piores tortas de Londres). Johnny Depp mais uma vez merece sua indicação ao Oscar, e será que dessa vez passa? Gostaria que sim.
O filme é hilário, as cenas de violência (até fortes) me fizeram rir, pessoas sendo degoladas, quebrando o pescoço, e eu rindo à vera no cinema. Uma coisa que me irritou bastante foram algumas pessoas se retirando do cinema, como não saber antes o que se espera? Qualquer filme desses dois, mesmo que não um musical, seria algo bizarro e esquisito, e se você não gosta disso, simplesmente não veja o filme.
Destaque ultra positivo para Sacha Baron Cohen, o ator de Borat, fazendo um barbeiro italiano com um sotaque sensacional, que culmina numa fantástica música com muitos “erres” à lá Galvão Bueno. Veja, rie, e saia cantando do cinema.

The Rolling Stones: Shine a Light

terça-feira, 15 de abril de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

A tentativa de levar ao cinema um show/documentário sobre a maior banda de rock da história foi uma ótima idéia. Teria sido um sucesso se o produto final tivesse seguido a idéia inicial. Ao contrário do esperado, Rolling Stones – Shine a Light não tem praticamente nada de documentário. É extremamente similar a qualquer DVD de show que você loca, pega emprestado com um amigo ou até mesmo compra na banca de jornais.

A cada três ou quatro músicas (cerca de 15min), os espectadores são contemplados com alguns SEGUNDOS de conteúdo informativo, que fazem a obra ser classificada como documentário. Todo o resto do tempo é pura e unicamente gasto com o show. Não cabe aqui julgar a qualidade da banda e de suas músicas, mas sim a qualidade da obra cinematográfica, seus intuitos e o resultado final.
A não ser que você seja muito, mas muito fã de Rolling Stones e tenha a ciência que você terá de curtir um show da banda sem poder pular, gritar e cantar as músicas junto. Nem pense duas vezes se vai gastar seu tempo e dinheiro para ir ao cinema, existem opções melhores.


Agradecimento: Zon.

Across the Universe

quinta-feira, 13 de março de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Lindo. Não sei como alguém não pensou nisso antes. Um musical apenas com música dos Beatles. Eu entrei no cinema achando que o filme seria um romance com a trilha sonora de Beatles, e me surpreendi muito, o filme tem uma história mais densa, com uma psicodelia latente. Acredito que um musical feito sem músicas próprias para o filme deve ser muito difícil, pois tem que se encaixar muita coisa, mas acho que o diretor fez isso com maestria.

Tacada de mestre dar nomes que aparecem em algumas músicas dos Beatles para seus personagens: O casal principal contém um inglês de Liverpool, chamado Jude (de Hey Jude – interpretado por Jim Sturgess) e uma americana chamada Lucy (de Lucy in the Sky With Diamonds – por Evan Rachel Wood), a garota de Ohio chama-se Prudence (de Dear Prudence – por T. V. Carpio), a cantora doidona e dona do apartamento chama-se Sadie (de Sexy Sadie – por Dana Fuchs) e o guitarrista negro que teve o filho assassinado em conflitos raciais chama-se Jo-Jo (como em Get Back). O filme consegue achar uma história comum entre esses personagens no mínimo esquisitos e conta com uma beleza extrema o desenrolar da trama. É uma obra de arte, um filme que não se deve falar muito senão estraga, só ver e ouvir e se deliciar. Destaque para famosos em pontas no filme: Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek.

Rent: Os Bôemios

sábado, 23 de fevereiro de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

O filme é baseado em uma peça de teatro do fim dos anos 80 e é uma ótima pedida para aqueles que gostam de filmes musicais, aliás para aqueles que não gostam também.

Artistas de rua que adoram curtição e vêem na ARTE a redenção de um mundo melhor, eles descobrem que na nossa sociedade e arte está cada vez mais perdida, mas com a esperança e a alegria de bons boêmios tentam superar as dificuldades como a pobreza, a doença de amigos e os corações partidos.

Não é um filme convencional, e por isso mesmo vale a pena de ser assistido. Ah, não esqueçam que filmes musicais devem ser assistidos na lingua original dos atores, caso contrário as partes musicais do filme perdem toda a magia. São mais de 2h de filme e ele pode parecer cansativo, mas é bem bonito.

Agradecimento: Naone.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Johnny Depp e Tim Burton são os reis dos filmes estranhos! Depois de 6 filmes juntos, O ator de Piratas do Caribe e o diretor de Marte Ataca apresentam mais um filme aos nossos cinemas.
Como já disse, Sweeney Todd é um filme estranho. Fui ao cinema sabendo que Depp cantava, mas achava que ele era apenas um Barbeiro Demoníaco Cantor, e não que o filme era um musical! E isso fez o filme soar mais estranho ainda. Conseguem imaginar Johnny cantando?

Depp (Sweeney Todd) e Helena Bonham Carter (mulher de Tim Burton e no papel de Senhora Lovett) fazem a dupla principal do filme, atuando perfeitamente e cantando ainda dentro do agradável. Os dois estiveram juntos também em A Noiva Cadáver (acho muito legal eles serem idênticos aos bonequinhos de massinha).

Como dois bons atores, fazem seus papéis da melhor maneira possível e, como já conhecem Tim Burton provavelmente melhor do que a mãe dele, não se podia esperar menos. Os papéis foram feitos para eles.

O que chama a atenção é que o filme é quase completamente musical. Até O Fantasma da Ópera tem mais cenas sem cantos do que Sweeney Todd. Isso acaba forçando um pouco a barra. Inclusive uma das 10 pessoas que estavam no cinema comigo abandonou o filme em sua metade, por não aguentar mais as canções alegres no ambiente sombrio do filme. Eu adorei.

Outro ponto que talvez mereça ser destacado é que a história acaba sendo previsível. Você sente as coisas chegando antes da hora e acontece exatamente da maneira que você pensou. Apesar disso, o filme ganhou o Globo de Ouro como melhor filme musical ou de comédia, enquanto Johnny Depp ganhou o Globo de Ouro de melhor ator em musical ou comédia além de outros prêmios.

Vale uma conferida! Talvez duas. Mas vá preparado para cantar e dançar! E lembre-se de não fazer a barba.

Nota: 8,0