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O Fim da Escuridão

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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O Fim da EscuridãoNada como o retorno de Mel Gibson às telas do cinema. A última vez que ele havia atuado em alguma coisa tinha sido na série Complete Savages, em 2005! E o seu retorno não deixou muito a desejar.

O Fim da Escuridão conta a história de Thomas Craven (Mel), um detetive de Boston que vê sua filha ser assassinada ao seu lado, com um tiro de fuzil. Mas não é só isso. Pouco antes, ele havia descoberto que ela estava bastante doente e antes que ela pudesse lhe contar algo muito importante, ela se foi. Vemos então uma busca desregrada para saber o que aconteceu que envolve a polícia, a CIA, a NSA e empresas poderosas americanas.
Só de dar uma lida nessa sinopse, acredito que dá para se reparar que o filme toma proporções inimagináveis até chegar ao final. E esse, na minha opinião, é o pior ponto do filme. Quando você vê um filme como Busca Implacável, e vê que a situação envolve apenas um grupo de caras que sequestra e vende garotas jovens como escravas sexuais para uns homens ricos, você acredita, porque essas coisas existem de verdade. Mas a conspiração de O Fim da Escuridão foi um pouco demais pra mim. E o fato de o personagem de Gibson chegar ao topo da pirâmide também é um pouco demais. Porque personagens principais são imortais?
Mas também, acho que se minha filha fosse assassinada e ela fosse tão linda e maravilhosa quanto Bojana Novakovic eu também faria questão de achar o líder da conspiração e acabar com ele.
OK, deixando a bobeira de lado, vamos para os pontos positivos do filme. Mel Gibson está muito bem. Eu achei ele aqui parecido com o papel que ele fez em Sinais. Posso estar exagerando, mas acho que esse jeito silencioso, pensativo, combina com o homem.
As vezes você vê uma foto de um desses atores hollywoodianos e eles estão gordos, feios e de cabelo branco, e a matéria diz “Mel Gibon fotografado fora de forma em seu sítio no Texas” ou algo do tipo. E você simplesmente pensa que é aquilo ali e acabou. O cara perdeu o jeito e pronto. Mas um ano depois ele volta e, no cinema, você percebe que ele não mudou nada desde o último filme! É uma loucura! Maquiagem tem tanto poder assim?
Voltando mais uma vez o foco, achei esse filme bem no estilo Busca Implacável mesmo. Mas Busca Implacável é sangue frio desde o começo. Tiro, soco e violência controlada para todo lado. O Fim da Escuridão começa mais investigativo. É apenas quando as coisas vão chegando em um ponto sem retorno que a loucura toma conta de Thomas Craven e sangue voa para todo lado.
Minha conclusão é que o filme valeu a pena. Não é uma obra-prima mas um bom passa-tempo. É o que esses filmes de ação/investigação tem a oferecer. E 3 vivas para Mel Gibson!

p.s.: segue aqui um agradecimento ao meu amigo Alexandre, de São Paulo, pelos convites de cinema que me fizeram assistir a esse filme! Aguardo mais convites, heim! =)

Queime Depois de Ler

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Queime Depois de LerÉ fato que eu preciso conhecer melhos os filmes dos irmãos Coen. É certo que o trabalho dos dois não é tão extenso mas a qualidade é inegável e indiscutível. To dizendo isso por que conheço pouca coisa mesmo. Até agora vi Fargo, O homem que não estava lá e Matadores de velhinha e depois de ver esse daqui não consigo imaginar um filme dele que não seja esse miscelânea de confusões e situações de humor negro que chegam a um fim mais esquisito ainda. Por isso se tornou obrigação pessoal, cobrança interna que eu veja o mais rápido possível o Onde os Fracos Não têm Vez.

Essa é mais uma de minhas introduções descabidas e sem pé nem cabeça. Acho que agora vou começar a falar do que inicialmente eu vim falar aqui, rs. Queime Depois de Ler. Pois é, esse é mais um enredo que só podia sair da cabeça desses dois irmãos de Minneapolis. Eles conseguem misturar uma sorte de personagens estranhos, complexados e caricatos e tirar deles uma comédia extremamente forte.

Nesse daqui ele une um agenta da CIA recém demitido e com problemas de bebidas, Osbourne Cox (interpretado por um sempre fantástico John Malkovich). Sua fria esposa em pé de separação,Katie Cox (a consistente Tilda Swinton). Harry Pfarrer (George Clooney em um de seus melhores papéis) um playboy de meia idade viciado em exercício que trabalha no Ministério das Fazenda. Além de Chad (Brad Pitt, e eu não me canso de repetir, um dos melhores atores da atualidade confirmando isso em um papel completamente ‘estranho’) instrutor de academia e Linda (a sempre boa também Frances McDormand, constantemente nos filmes dos Coen, esposa do Joel), colega de trabalho de Chad na academia e que faria tudo por cirurgias plásticas que mudariam sua vida.

E como os irmãos Coen conseguiram misturar todo esse povo? Resumindo bem, para não estragar. Ozzie Cox depois de demitido resolve escrever um livro com suas memórias e o grava em um CD, mas esse CD acaba caindo nas mãos de Chad e Linda que decidem chantageá-lo. Paralelamente Linda conhece Harry em um site de relacionamentos na internet, sendo que este já é amante de Katie Cox.  Entenderam? Pois é, daí sai uma confusão que envolve espionagem internacional, a CIA e a Rússia (para vocês verem aonde vai o negócio, rs).

Como eu adiantei ali em cima, poucos filmes deles eu vi, dentre eles Fargo e realmente não tem como não comparar um pouco. Essa história de errinhos inocentes irem somando e se tornarem algo muito maior do que todos os envolvidos já é de conhecimento da gente, mas os caras realmente sabem fazer isso. É um filme que precisa ser visto, pois cada detalhezinho, que não podem ser explicados aqui, são sensacionais de verem se juntando. Eu quero destacar aqui as atuações principalmente do Brad Pitt que está hilário, do George Clooney que conseguiu se “reinventar” e da Frances McDormand, que mesmo sendo esposa do Joel sempre prova que não é escalada para os filmes deles à toa.

Tropa de Elite

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tropa de EliteNão começo esse com uma frase porque Tropa de Elite tem diversas frases de efeito =) E essas frases vêm praticamente todas de uma pessoa: Capitão Nascimento (Wagner Moura).
Ele é capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e, um certo dia, seu grupo recebe a missão de proteger o local onde se hospedará o papa (sim, o papa) que está vindo para o Brasil e pretende passar uma noite na favela, onde mora um bispo brasileiro. Assim, o BOPE se vê obrigado a subir o morro diariamente para controlar a violência, o que desencadeia uma série de acontecimentos que mudarão a vida de muita gente.

Bem. Eu sou um grande fã do filme. A divulgação dele, feita antes do lançamento oficial a partir da pirataria, foi o suficiente para tirar muita gente de casa e comprar o dvd na rua. Eu, como um bom cidadão que finge não gostar de seguir os outros, esperei o filme sair no cinema. Meu objetivo era assistir o que o filme era realmente, não o que se dizia ser uma versão antiga.
Para quem assistiu as versões piratas, como eu (que vi depois do cinema), percebe-se a diferença. Elas muitas vezes estão nas falas que mudam aqui ou ali. O principal ponto nisso está na produção e direção do filme, que ficaram a cargo de José Padilha e Marcos Prado.
Padilha, que dirigiu Ônibus 174, queria mudar um pouco a rota dos documentários para fazer uma ficção. Se interessou pela história de policiais que combatiam na favela. Afinal, se ônibus 174 e outros documentários mostravam o lado dos civis, porque não mostrar o lado dos policiais também?
Assim, com a colaboração de uma equipe de pessoas que entendiam do assunto, ele partiu pra frente. Ele diz que era engraçado sentar na mesa e ver um ex-policial do BOPE junto com um ex-traficante e por aí vai. Mas foi importante para que cada lado fosse retratado adequadamente. Isso, junto com o fato de que a história é de certo modo baseada na história do ex-policial que ajudou no filme, empurram Tropa de Elite um pouco para o lado documental e real, que foi a grande jogada para aumentar o fala-fala sobre o filme.
O roteiro, entregue aos atores, não continha falas. Era todo de ações. As falas, todas elas, foram feitas de improviso em momentos antes das filmagens e adaptadas na hora de gravar. Isso gerou a fluidez que o filme apresenta, que é um dos grandes destaques.
Para dar mais crédito à produção, vale lembrar que todas as cenas do filme foram gravadas com câmeras móveis, que permitiam melhor movimentação nos locais pequenos e fechados do filme.
Além da fantástica direção, o filme traz atores muito bem preparados para o papel. Tirando apenas um deles (acho que é o 02, que fala para o Cap. Fábio desistir durante o treinamento. Ele só fala aquilo, e ainda fala mal), os outros realmente deram tudo de si para estar ali e ainda se orgulham (e isso se vê nas entrevistas) de terem feito um filme como esse. Wagner Moura é acompanhado dos inspirados Caio Junqueira (o Matias), André Ramiro (que nem era ator e assumiu o papel de Neto), Fernanda Machado (que chamou nossa atenção por namorar um capixaba! Interpreta Maria), Milhem Cortaz (o Capitão Fábio), entre outros.

Tropa de Elite é o filme que deveria ter concorrido o Oscar. Nós gostamos, os americanos gostaram (a nota do filme no IMDB é 8,0!). Acredito mesmo que teríamos mais chance com esse aqui. Para mim, um filme nota 10, muito bem trabalhado, filmado, atuado. Não é a toa que ficou na cabeça de todo mundo durante tanto tempo.
Com o prêmio de melhor filme no Festival de Berlim, o filme ganhou força para tentar disputar o Oscar em 2009, já que foi lançado em 2008 nos Estados Unidos. O ano de 2008, porém, foi um bom ano para o cinema brasileiro, fortalecido com a falta de filmes estrangeiros no cinema, abrindo espaço para a exibição dos nacionais, que realmente se destacaram.
Agora, porém, é esperar pelo Tropa de Elite 2. O filme, que já teria sido anunciado, contará novamente com o Capitão Nascimento.

Valente

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

ValenteQuem é a vadia agora?

Uma mulher chamada Erica (Jodie Foster), radialista, está prestes a se casar com seu noivo (Naveen Andrews, de Lost) quando ele é brutalmente assassinado no Central Park. Ela, que também foi bastante espancada, sobrevive apenas para lamentar a morte dele. Achando que a polícia pouco está fazendo para achar os culpados, ela reúne suas forças, compra uma arma e busca fazer justiça com as próprias mãos. Ela só não esperava se aproximar do policial Mercer (Terrence Howard), de quem se torna grande admiradora mas tem que esconder o que realmente faz.

Esses assuntos de vingança com as próprias mãos sempre são abordados no cinema, seja com homens fortes e musculosos (como em Efeito Colateral, com Arnold Schwarzenegger), seja com mocinhas supostamente inocentes, como nesse caso aqui.
A verdade é que esse é um caso comum em nossas vidas diárias também. Nós vimos ai recentemente o caso de absolvição dos PM William de Paula que teria matado o garoto João Roberto Amorim, de 3 anos, no Rio de Janeiro. Lembro ainda do pai gritando, na TV, que não faria justiça com as próprias mãos porque acreditava que a justiça ainda faria o papel dela.
Outro caso é o do acidente do avião da GOL com o Legacy, onde os pilotos do avião menor, Joe Lepore e Jan Paladino, também foram absolvidos, causando a indignação dos familiares daqueles que morreram no acidente. Afinal, ninguém pagará pela morte desses entes queridos?
Voltando ao filme, esses assuntos sempre mexem com a gente e muitos tem a reação de querer fazer justiça com as próprias mãos. Isso e o fato de termos aqui dois atores maravilhosos (Foster e Howard) fazem desse um filme tenso e muito bom.
Jodie Foster, uma atriz perfeita e ganhadora de nada menos que dois Oscares (além de duas outras indicações), dois Globos de Ouro (e mais quatro indicações) e diversos outros prêmios, continua linda nas telas do cinema. Sua atuação é sempre impecável e ela fica sempre fantástica nesses filmes de suspense e drama. Ela foi inclusive nomeada ao globo de ouro por esse filme.
Terrence Howard, que chegou ao auge com Ritmo de um Sonho (2006), já havia se destacado em filmes como Crash: No Limite. É um ator bastante emotivo também e sabe se expressar muito bem na telona.
Neil Jordan, o diretor (responsável por Entrevista com Vampiro), faz um bom trabalho com esse filme, que envolve a amargura da personagem de Foster, a tensão da vida noturna no subúrbio de Nova Iorque e a tênue linha que mantém a justiça entre vilã e salvadora da humanidade.

Um filme muito bom para ver. Uma história boa, com atuações admiráveis e para ocupar duas horas do seu dia. Na verdade, seria melhor assistir à noite, para aumentar o medo =)

Hannibal

domingo, 31 de agosto de 2008
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“Quando a rapoza ouve o coelho gritar ela vem correndo. Mas não para ajudar.”

Hannibal continua a história de Silêncio dos Inocentes depois de alguns anos. Dr. Lecter agora vive disfarçado na Itália, onde consegue um emprego como curador de uma grande biblioteca. A Agente Clarice Starling continua sua busca por ele, agora apoiada pela única vítima sobrevivente, que tem bastante dinheiro para gastar e quer uma vingança bem dolorida. Uma busca que revela sentimentos e gera situações complicadas.

Comparado a Silêncio dos Inocentes e a Dragão Vermelho, Hannibal é realmente um filme de baixa qualidade. O filme traz uma história fraca, com coisas muito pouco prováveis de acontecer. O roteiro é realmente o ponto fraco, já que o próprio Hannibal Lecter, um personagem mais que marcado durante os anos, deixa a desejar. Mas esse não é um problema que vem de Anthony Hopkins. A cara de assassino louco dele continua a mesma, mas o personagem soa fraco, infantil, humano.
Clarice Starling, agora interpretada por Julianne Moore, também não é a mesma. Se antes de entrar realmente na academia ela já era durona, porque agora ela seria tão frágil e sentimental? Os dois personagens entristecem o telespectador. Não foi para isso que esperamos tanto.
O diretor do filme é Ridley Scott, uma pessoa a muito envolvida no cinema e diretor de clássicos como Blade Runner, Thelma & Louise, entre outros. Já se percebe que o cara é bom. E o filme em si é bem feito. Acredito que o problema está mesmo no roteiro. David Mamet assume a caneta aqui. E dizem até que ele fez isso bem, já que o filme segue bastante a história do livro. Infelizmente, para mim, isso não é uma boa coisa, pois o filme é realmente ruim.
É claro que Lecter é um cara muito inteligente e esperto, mas o que ele faz não existe. Uma das mortes que ele causa, por exemplo, deveria chamar a atenção de Deus e o Mundo, mas ele consegue escapar sem maiores dificuldades. Na verdade, a polícia italiana parece não existir, porque ele realmente não é procurado em quase momento algum. E apesar de ele estar na lista dos 10 mais procurados dos Estados Unidos, ninguém o reconhece no vôo de volta para seu país.
A agente Starling é bastante burra durante boa parte do filme. Surge aqui, algo que não fica muito claro no Silêncio dos Inocentes, uma aproximação muito forte entre os dois personagens. Ela protege ele e ele a protege. Em alguns momentos, o filme insinua que eles andam um pouco apaixonados. A ação dela como policial é ridícula. Em nenhum momento ela entra em contato direto com a polícia italiana para que atitudes sejam tomadas, a não ser com o policial Renaldo Pazzi, interpretado por Giancarlo Giannini.
Esse personagem é outro muito fraco. Ele é inspetor da polícia e é incapaz de reagir contra “Hannibal the Cannibal”. Chega a ser revoltante.
Outros atores envolvidos aqui são Ray Liotta (no papel de Paul Krendler) e Gary Oldman (no papel da vítima sobrevivente Mason Verger). O papel de Liotta também deixa a desejar e o único mais interessante aqui é Mason, fascinado por objetos de Lecter e esperançoso em ter sua vingança.

No final, um filme bastante fraco, com um humor fraco, cenas finais que deixam muito a desejar. Aquelas coisas que ninguém gosta de ver na telona.

Dragão Vermelho

terça-feira, 26 de agosto de 2008

“Nossas cicatrizes têm o poder de nos lembrar que o passado foi real.”

Um jovem policial está tentando desvendar um caso de assassinatos em série e escapa por pouco da morte ao descobrir que seu ajudante, o psiquiatra Hannibal Lecter, o canibal, é o próprio assassino.
Afastado muitos anos da polícia, ele é convocado novamente para resolver um novo caso. Dessa vez, mais complexo. Para isso, ele é obrigado a pedir ajuda a seu ex-mentor que, por acaso, também está ajudando ao novo assassino, o Dragão Vermelho.
Baseado no livro homônimo de Thomas Harris, que já havia sido filmado em 1986, Dragão Vermelho é da série Hannibal, acompanhado de O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal – A origem do Mal.
É verdade que O Silêncio dos Inocentes é um dos melhores filmes que o cinema já mostrou em suas telas, mas nunca se sabe sobre continuações. Para o nosso prazer, Dragão Vermelho é um belo filme.
As atuações de Anthony Hopkins (novamente no papel de Hannibal, o canibal) e de Edward Norton (o policial Will Graham) são impecáveis. O filme entra muito bem no clima de pressa e medo de O Silêncio…, apesar de não ser tão bom quanto. Para isso, os dois atores já citados recebem a ajuda de nada mais nada menos que Ralph Fiennes (Dolarhyde, ou Dragão Vermelho) e Philip Seymour Hoffman (Freddy, o jornalista chato).
Mas talvez a mais intrigante seja Emily Watson com sua personagem Reba, uma cega apaixonada por Dolarhyde e que assim não pode ver suas cicatrizes ou as bizarrices que existem em sua casa. Dá para sentir que no livro ela é profunda. Mais do que eles conseguem explicar no filme.

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A história é bem desenvolvida no filme. Aqui temos a vida do criminoso exposta para justificação de seus atos. E Fiennes desaparece diante do personagem. Não há o que falar. Ele faz muito bem. Seu personagem se destaca no filme pela história. O Dragão Vermelho em questão é uma pintura de William Blake, que é representada de maneira fantástica nas costas de Fiennes e pode ser visto na capa do filme.
No fim, um filme muito bem feito e dirigido por Brett Ratner (o mesmo da série A Hora do Rush). Atuações indiscutíveis e uma trama que te carrega até o último momento. Alguns pontos chaves da história são fantásticos, como a dentadura, a cadeira de rodas. Pontos que te deixam feliz, por saber que um filme pode te surpreender até nas coisas mais estranhas.

O Silêncio dos Inocentes

sábado, 28 de junho de 2008
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“Acredite em mim, você não quer Hannibal Lecter dentro de sua cabeça.”

Clarice Starling (Jodie Foster) é uma aluna da academia do FBI. Estando entre as melhores, é chamada por Jack Crawford (Scott Glenn) para participar de um caso de serial killer. Como o número de mortes está aumentando rapidamente, Jack envia Clarice para conseguir a ajuda de Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), um famoso psiquiatra e canibal, preso em um manicômio. Hannibal, pra lá de inteligente, acaba se infiltrando na vida de Clarice em troca de informações e a leva a pensar e a ajuda na busca pelo assassino.

Ah, os clássicos do cinema. Havia muito tempo que não via esse filme. E foi muito bom alugá-lo novamente. Silêncio dos Inocentes está na lista dos melhores filmes de todos os tempos e é um dos poucos filmes a conquistar os 5 principais Oscares: Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro (Adaptado).

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O filme é baseado em um livro de Thomas Harris, que teve sua série de livros toda adaptada, sendo ela: Hannibal Rising (ou Hannibal – A Origem do Mal, adaptado em 2007), Dragão Vermelho (adaptado duas vezes para o cinema, sendo Manhunter – ou Dragão Vermelho mesmo, em português -, de 1986, e Dragão Vermelho em 2002), Silêncio dos Inocentes (1991) e Hannibal (2001).
Já a personagem Dr. Hannibal Lecter já foi interpretado por 3 atores durante toda a saga: Brian Cox (Tróia, Zodíaco e Ponto Final – fez Manhunter/Dragão Vermelho, de 1986), Gaspard Ulliel (Pacto com Lobos, Paris eu te Amo – fez Hannibal Rising/A Origem do Mal) e Anthony Hopkins, o verdadeiro Hannibal, na opinião de muitos, que participou dos outros três filmes.

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Dr. Lecter foi considerado o melhor vilão de filmes pela American Film Institution e o prêmio é merecido. Em Silêncio dos Inocentes vemos um Hopkins completamente entregue ao personagem. Sua cara da medo, seu jeito de falar, calmamente, demonstra sua frieza. Um gênio “Bon Vivant” que sabe aproveitar suas oportunidades e calcula friamente suas atitudes.
Já Jodie Foster conseguiu levar sua personagem à sétima colocação (de cinqüenta) dos melhores heróis de filmes. E não é por pouco. A atriz tem três Oscares: um por esse filme, outro por Nell (1994) e mais um por Acusados (1988).

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Estamos diante de uma atriz que estudou bastante para fazer sua personagem e não deixou a desejar em momento algum.
A direção ficou a cargo de Jonathan Demme, que também fez muito bem seu trabalho. O filme é assustador do início ao fim. O ambiente macabro dos assassinatos e das jaulas de Lecter indimidam.
Um filme perfeito, em minha opinião, e que todos deveriam assistir mais uma vez, pelo menos.

Um Crime de Mestre

domingo, 13 de abril de 2008
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Filmes com Anthony Hopkins nem deveriam precisar ser comentados aqui, o cara é muito bom, e atuação dele nesse foi novamente fantástica.
O filme em si não é magnífico, mas é bem interessante. Algumas cenas um pouco paradas e cansativas, mas a história apesar de parecer clichê (crime motivado por traição), trás alguns momentos inovadores e instigantes.
Um assassinato com confissão verbal e escrita, caso fácil certo? Não quando se trata de um crime de mestre. O caso que parecia ser totalmente tranquilo acaba levando o promotor à loucura quando certos fatos vem à tona para tornar tudo mais díficil e complicado. Anthony Hopkins é engenheiro, assassino, réu e advogado em um mesmo filme… e faz tudo muito bem como um verdadeiro da Vinci moderno…rs.
Novamente repito que o filme não é fantástico, mas vale muito a pena ser assistido.

O Gângster

quarta-feira, 26 de março de 2008
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Conseguem imaginar um gângster negro? Em Nova Iorque? Pois é. Na máfia, tudo é possível.
O filme O Gângster (título original: American Gangster) trata de mafiosos que fizeram dos Estados Unidos um caos durante boa parte do século XX. Vários filmes do tipo já estão por ai, mas não é por isso que esse filme ficaria abaixo. Ele é muito bom. Baseado na história real do detetive, advogado e promotor Richie Roberts, que colocou mais de 100 policiais corruptos atrás das grades de uma vez. O Gângster conta a a história de duas personagens. A primeira personagem é Frank Lucas, interpretado por Denzel Washington e a outra é Richie Roberts, interpretado por Russell Crowe.

Frank trabalhava para um recém falecido gângster nova iorquino e, por ter ficado junto dele durante quase 20 anos, acabou conquistando a confiança e também seu legado. É assim que, com uma grande verba na carteira, ele começa a trazer droga pura direto do fornecedor no Vietnã e vendê-la mais barata do que as drogas misturadas que se espalhavam pelos Estados Unidos.
Enquanto isso Richie fica conhecido por apreender e arquivar como prova quase 1 milhão de dólares. Como a divisão de combate ao crime era toda corrompida, ele e seu companheiro são excluídos socialmente da polícia. Mas é por isso que seu chefe o coloca no comando de um novo grupo de Força Tarefa contra o tráfico de narcóticos.
É aí que as histórias se juntam. A droga de Frank Lucas se destaca aos olhos de Richie, que é incapaz de entender como ele pode vender uma droga tão pura e tão barata. Como isso é algo realmente perigoso, já que quebra outros mafiosos e traficantes, o que pode causar muito mais caos, Richie e seus companheiros vão à procura de tal mafioso, que simplesmente não corresponde ao esteriótipo clássico.
Os dois atores são fantásticos e não deixam para mais ninguém no filme. Apesar disso, Crowe se destacou mais aos meus olhos por ter um papel (estranhamente) mais delicado na história.
Além de ser detetive, ele se forma também em advocacia e até atua como promotor, o que significa muito na história do filme. No final, uma união inesperada leva Richie a uma conquista fantástica, que provavelmente nem ele esperava, tornando-o um exemplo vivo de que a justiça pode ser feita e que nem todos escapam impunes.

Medo da Verdade

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
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Dois detetives Patrick e Angie (Casey Affleck e Michelle Monaghan) são contratados para investigar o sequestro de uma menina. Helene (Amy Ryan), sua mãe, é viciada em drogas e muito desleixada nos cuidados com Amanda. Então a tia Beatrice toma iniciativa e procura os detetives para ajudarem os policiais nas buscas. A história fica em torno das investigações do sequestro e da relação da polícia com os detetives na apuração do caso.

O fato de Helene ser usuária de drogas gira a atenção dos detetives para sua relação com o tráfico que poderia ter influenciado na captura da menina. Patrick tem muito conhecimento no submundo do tráfico local e facilidade para conseguir informações. O casal se envolve no caso, chegando a colocar sua relação afetuosa em situações de risco. Conseguem avançar nas investigações e percebem que o crime não se restringe a um simples sequestro.
Uma boa estréia de Ben Affleck como diretor. Um daqueles filmes de sequestro de crianças mas com um verniz mais trash/action. O elenco é reforçado por Morgan Freeman e Ed Harris. Casey Affleck tem aumento
de produção; chegando no final do filme com uma atuação respeitável. Amy Ryan faz um bom trabalho surpreendendo nos momentos de embate e quando transmite a imagem de uma mãe fria e que não dá atenção à filha.

Agradecimento: Peixoto.