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Arraste-me para o Inferno

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Arraste-me para o infernoGostaria de primeiramente agradecer aos vários comentários carinhosos pelo nosso aniversário, mas agora vamos ao que interessa, resenhas de filmes, rs. Agora um recado para os desavisados, aqueles que criticaram o filme por ser mal feito demais ou o que seja – e sem dúvida o é em vários momentos, rs. Você não tem desculpa de não ter entendido. Desculpe a dureza, mas certas coisas me irritam (igual ver pessoas se levantando da sala de cinema que passava Sweeney Todd por que era um musical). Seguinte, você pode não conhecer o trabalho do Sam Raimi (pré – Homem Aranha), ok, é um direito seu. Você pode não ter lido nada sobre o filme, ok, é um direito seu. Mas você olhar a primeira cena, a introdução do filme totalmente em espanhol e não entender que o filme é um daqueles trashs maravilhosos e que você deve se divertir com o filme e não procurar os defeitos, acredite, a culpa é realmente sua.

Depois de avisado e desabafado, segue uma resenha sobre o filme, rs. Pois então, o filme se trata de um acontecimento na vida de Christine Brown (Alison Lohman), uma jovem garota do interior querendo impressionar os pais do namorado, Clay Dalton (Justin Long) e disputando uma promoção no banco onde trabalha. Até aí, tudo bem, coisas normais da vida. Só que em um dia surge Sylvia Ganush (Lorna Raver), uma velha cigana caolha que pede uma extensão de crédito para não perder a sua casa na hipoteca. Christine para impressionar o chefe (por causa daquela promoção, lembra?) acaba negando o pedido da senhora, que não se dá por satisfeita e lança uma terrível maldição sobre Christine, tormento por 3 dias e no final do prazo uma dolorosa passagem ao inferno.

Voltando ao desabafo anterior, tem como achar que isso é um filme para ser levado à sério? Se Sam Raimi fosse menino a gente podia até pensar isso, mas não é, é um grande diretor que sabe como divertir e fazer dinheiro. Fez um filme com uma premissa muito legal (lembrando filmes de terror de antigamente) só que não se leva tão a sério. Não que não assuste, não pense isso, o filme carrega em si doses de sustos e terror pra mais de metro, além de cenas escatológicas que vão ficar na sua cabeça por muito tempo, mas no final das contas você acaba rindo em muitos lugares e isso é ótimo.

Temos atuações consistentes e razoáveis. A doce Alison Lohman por vezes se torna louca e cruel, sempre de forma convincente (porém engraçada). Justin Long é um ator que eu gosto muito, não que ele seja um GRANDE ator, mas seus papéis sempre me agradam, desde Olhos Famintos (filme, bizarramente, apresentado por Francis Ford Coppola) até papéis mais recentes como Pagando bem, que mal tem?.Claro que quem rouba a cena em suas poucas cenas é a tal Lorna Raver, que eu não conhecia, a Sra. Ganush é simplesmente assustadora (e hilária), é realmente indescritível, só vendo para crer. Outros atores (consequentemente personagens) aparecem e tem até uma certa relevância para o desenrolar da história, mas esses três realmente são os que mais se destacam.

Falando em destacar, vou ficar por aqui. Antes de dar o meu destaque quero frizar que não achei o melhor filme do ano, talvez nem o melhor terror do ano, mas me diverti bastante com o trabalho do Raimi, fazia tempo que não via um trash assim tão bem feito. Voltando ao destaque, acredite, depois das lutas (sim) entre a Sra. Ganush e a Chris sua vida nunca mais será a mesma, rs.

Anticristo

domingo, 27 de dezembro de 2009

AnticristoEsse foi um filme que eu quis ver no cinema mas acabei não tendo a oportunidade. Quando chegou na locadora separei, escondi e não dexei ninguém levar para poder fazê-lo. O filme possui atributos que me fariam querer ver qualquer filme. Os principais: ser dirigido pelo Lars von Trier e protagonizado por Willem Dafoe. Pois então, mergulhei de cabeça na mente pertubada do Lars (dizem que fez o filme em uma crise de depressão) e saí abaladíssimo, como provavelmente ele esperava que eu o fizesse (”eu” o espectador, não “eu” o Ricardo, rs).

Anticristo conta a história de um casal – não nomeados - que perde seu único filho num acidente doméstico, o menino cai pela janela do apartamento em um momento de distração dos dois. Essa cena é muito bem retratada no belo trabalho de arte do prólogo do filme. O longa é dividido em prólogo, epílogo e capítulos, como um livro e como o Lars gosta de trabalhar. Pois bem, esse prólogo já é a porta de entrada para um univesso psicológicamente pertubador e tenso. Ela desmaia no enterro e tem uma crise mental muito grande o que a faz ser internada num hospital tomando remédios fortíssimos para mantê-la estável, já ele, um grande psicólogo, discorda dessa tratamente e decide levá-la (Charlotte Gainsbourg) para casa e pegá-la como paciente.

No meio do tratamento decide  levá-la ao Jardim do Éden, uma cabana no meio da floresta em que ela tinha passado seus últimos momentos com o filho. Ela utilizava o local para escrever seu último trabalho que tratava de feminicídio (assassinato de mulheres na idade média, que era algo corriqueiro) mas acabou tendo uma crise de imaginação e nunca o terminou. E é nesse ambiente inóspito que temos o desenrolar da trama do filme que está muito mais para um drama do que um terror. Lá o casal vive, em meio à lembranças, uma tentativa de superar a perda do filho e os traumas causados na cabeça de ambos só que muitas coisas acontecem e descobrimos que os problemas do Éden não se iniciaram com a morte do filho.

Sério, é muito engraçado como esse filme pode parecer o famoso clichê da casa mal assombrada que eu, exageradamente, critiquei em minha resenha sobre Evocando Espíritos‘. Mas não duvidem da inteligência desse excepcional diretor dinamarquês e vejam o filme preparado para tudo que ele vai lhe dar (provavelmente você nã estará preparado, acredite). Eu queria aqui discorrer mais sobre o filme, discutir tanto psicológicamente quando sobrenaturalmente o que o filme quer dizer ou mostrar, coisa que até agora não sei se pude compreender direito, mas o medo de falar demais sempre me emperra. Espero conseguir utilizar a área de comentários aqui embaixo para discutir com vocês o que acham sobre o filme.

As atuações de Dafoe e de Gainsbourg carregam o filme em vários momentos, até por que são os únicos atores da trama. A tensão entre os dois incomoda (do jeito que deveria ser) e te causa uma crescente angústia. Eu vou destacar certamente as cenas escatológicas e impressionantemente fortes que o filme mostra. Além do ‘prólogo’ supracitado que é uma obra de arte. Minha dica? Veja o filme… mas esteja preparado e não diga que eu não avisei.

Halloween – O Início

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Halloween - O InícioRob Zombie é genial. Conseguiu trazer graça de volta ao gênero terror. Sinceramente, há tempos um filme de terror não me assustava e incomodava (no bom sentido) tanto. Conseguiu transformar um gênero que parecia batido (desde a década de 80) em algo novo e muito bem feito. Sobre o que se trata o filme acho que a maioria aqui sabe. Zombie fez um remake do clássico Halloween do John Carpenter que fala de um desses assasinos loucos, mega fortes e sem motivos aparentes. Nesse caso específico, temos Michal Myers – alguma relação com o Mike Myers? rs – um cara que mata sem dó nem piedade e usa uma máscara assustadora.

O interessante dessa releitura é, principalmente, a primeira hora de filme. Explora-se com grande maestria a infância do cara. A gente conhece a mãe dele, uma stripper, conhece o padastro zé mané que o maltrata sem motivo, conhecemos os coleguinhas sacanas da escola, ou seja, nos deparamos com uma história de um rapaz muito propenso à graves problemas psicológicos. Os primeiros sintomas desse distúrbio aparecem quando o Myers começa a a matar e torturar pequenos animais. E é claro que, em uma noite de halloween, uma tragédia acontece  e muda completamente a vida e a infância dele.

Provavelmente toda a história já seja de domínio público e eu nem deva estar tão receoso em contar coisas do filme, mas eu ficarei, rs. Vou ficando por aí mesmo ao contar a história, mas frizando o quão interessante é. Ahn, o filme é um pouco mais profundo mas também agradará aos fãs de sangues e assassinatos, a segunda metade do filme apresenta mortes das mais bem feitas que já vi. Não sei se todos vão concordar comigo ou se acham que eu estou exagerando mas esse novo Halloween (e que venha o 2) foi uma obra-prima incontestável.

Falando um pouco de atuações, o Daeg Faerch que interpreta o Myers com 10 anos é fantástico, ele dá um show de atuação que te faz até ficar com pena e compreender algumas loucuras. Fora ele temos o Malcolm McDowell, interpretando o psicólogo do assassino, Samuel Loomis,  que eu achei levemente forçado em alguns momentos, mas nada que estrague. E, claro, Sheri Moon Zombie, intepretando a irmã de Myers, que além de linda (sim, eu realmente a acho sensacional, já falei isso mas gosto de salientar) é uma atriz muito… interessante. Como destaque eu vou dar às aparições especiais de atores como Danny Trejo que estrelará o próximo filme do Rodriguez e o Sid Haig que já tinha trabalhado com o Zombie no Casa dos 1000 Corpos.

A Casa dos 1000 Corpos

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Casa dos 1000 CorposAcho que são poucos hoje em dia que conseguem fazer terror como o Rob Zombie, acho que minha opinião tá longe de ser unânime e devo ser rechaçado pelos meus colegas da blogosfera, rs. A questão é que ele não tem medo de fazer de um filme mais clichê possível uma experiência totalmente nova… Ok, vou confessar a verdade, eu só vi esse filme dele e metade do filme Halloween – O Início (meu Play Station arranhou o DVD e acabou a cerinha pra limpar na locadora, estou hiper ansioso pela outra metade) mas como ele não dirigiu muita coisa (é mais músico do que diretor) acho que posso chegar a essa conclusão.

Bem, puxações de saco à parte deixa eu falar um pouco desse filme. Primeiro, ele não foge do clichê, a própria sinopse do DVD não nega isso ao dizer “É lógico que é noite. É lógico que está chovendo. É lógico que o pneu vai furar no meio do nada” e é exatamente por aí que começa o filme. Um grupo de amigos (dois casais) estão rodando as estradas americanas em busca de bizarrices para poder escrever um livro. A gasolina está para acabar quando eles encontram um pequeno museu/posto/lanchonete de beira de estrada do palhaço bizarro Capitão Spaulding (Sid Haig), lá eles conhecem a lenda de Dr. Satan, um médico que matava pessoas aos poucos e por isso foi enforcado mas seu corpo sumiu, e decidem procurar a árvore onde ele foi enforcado e quem sabe resolver esse mistério.

No caminho eles encontram a linda (sério, MUITO linda) Baby (Sheri Moon Zombie) que pede uma carona para casa e promete mostrar a árvore do Dr. Satan, e é aí que pfff o pneu fura. Eles conseguem um guincho com o irmão de Baby e vão para a casa dela e é lá que conhecem a família mais bizarra do mundo e que será fruto dos mais terríveis pesadelos.

Não pretendo falar muito mais do que isso. Citei alguns atores (não todos, muito menos os principais) pois acho que os outros nem se destacam tanto e esses aí são os mais importantes. Primeiro, Sid Haig faz um ÓTIMO Capitão Spaulding, ele realmente está muito bem e crível além de ser um ator até conhecido por filmes de terror e por alguns filmes do Tarantino. Outra que eu citei foi Sheri Moon Zombie que é muito linda (já disse isso?) e que possui esse sobrenome por ser esposa do diretor Rob Zombie, mas num tem problema o nepotismo, ela valeu à pena.

Como eu disse lá em cima, o filme parte de um clichê tremendo, e nem tem intenção de fugir muito disso, mas se transforma numa experiência completamente nova pelas técnicas de filmagem do Zombie (filmes fictícios dos mais reais possíveis) e pela trilha sonora (ninguém melhor do que ele para escolhê-la). O destaque do filme vai mesmo para as maquiagens dele, mortes muito bem feitas, criaturas estranhíssimas e sangue… muito sangue.

A Noite dos Mortos Vivos

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Noite dos Mortos-VivosCrucifiquem-me. Essa foi a primeira vez que vi esse clássico do cinema, justo eu que sou aficcionado por zumbis, rs. Pois então, esse é o original, sim, tudo o que você já viu sobre zumbis baseia-se nessa pequena obra de arte de 1968 escrita e dirigida pelo mestre do terror, George Romero. Meu amigo comprou uma edição de colecionador, contendo a versão colorida digitalmente e a em preto e branco, a escolha foi unânime pela original.

O enredo é simples, conhecemos à princípio os dois irmãos Barbra e Johnny que estão indo visitar o túmulo de seu pai no interior dos EUA. Preciso contar a cena inicial por que é fantástica. Johnny fica ‘zoando’ com a Barbra pois essa tinha medo quando criança de cemitério e ainda tem, é quando aparece um homem andando meio mancando de longe e o irmão fica brincando, falando coisas como “Ele vai te pegar”, a questão é que o homem não era um homem comum, era um zumbi (um clone exato do Cristopher Lloyd, mas que não é ele não, rs) e realmente ataca Barbra, Johnny vai salvá-la e acaba sendo devorado e assim começa toda a peleja.

Ela corre para dentro de uma casa abandonada, enquanto outros zumbis começam a vir em direção a ela. No segundo andar da casa ainda encontra um cadáver desfigurado e aí ela entra em estado de choque (que vai se manter por muito tempo) e é quando entra Ben, que parece ter um pouco mais de conhecimentos sobre os zumbis. A história é basicamente essa (como sempre no tipo de filme), MUITOS zumbis tentando invadir a casa, mais pessoas descobertas dentro da casa (incluindo um casal com uma filha anteriormente ferida que ocasionam as melhores cenas do filme).

Mas o que conta mesmo nele é a originalidade. Não vou aqui cometer o erro de dizer que esse é o primeiro filme de zumbis de todos os tempos sem pesquisar, rs, quem souber me diga. Mas provavelmente é o mais influente de todos eles. Ao contrário da maioria, nesse especula-se um certo motivo, que nos é mostrado pelo rádio e TV que os sobreviventes vêem a toda hora, e isso é realmente interessante, pois eles, em tempo real, sabem o que está acontecendo no resto do país. As maquiagens são muito boas (até por que estamos falando da década de 60) porém, temos uma diferença primordial no nível de putrefação dos zumbis e principalmente na inteligência deles, que quebram vidros com pedras e cortam fios de telefone.

Não vou dizer que é o melhor do gênero que eu já vi, mas vai ganhar nota máxima pelo respeito que tenho ao clássico e pelas limitações que ele possui, além de ser o antecessor de muitos que eu vi depois. O destaque vai para a climatização bem características da época, exageros teatrais, música de suspense alta e socos e pontapés longe de encontrarem o alvo, rs.

PS: Não citei nomes de atores por eles não serem conhecidos e não importar mesmo, o filme é muito maior do que eles.

Mangue Negro

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mangue NegroTá, eu prometi postar os pedidos do pessoal e falei de falta de tempo e estou aqui vindo postar um outro filme, da minha cabeça e que ninguém pediu… Que tipo de anfitrião sou eu? Mas vocês têm que entender que é uma causa nobre. Esse post é para divulgar um excelente filme que eu vi nesse final de semana, completamente feito na minha terra (Espirito Santo, precisamente Guarapari, onde eu passei dos meus 8 aos meus 15 anos) e o primeiro filme de zumbis do Brasil. Sim, um filme de zumbis, independente e todo feito no Brasil. Não é o caso de furar um pouco a fila?

A sinopse do filme é simples e não se pode pedir mais de um filme do gênero. Se passa numa comunidade rodeada pelo mangue (pros conhecedores da cidade, sabemos que é em Perocão, bairro popular de Guarapari) e nos deparamos com um punhado de pescadores, catadores de caranguejo (é assim?) e ostras. Eles estão vivendo suas vidas normais, e tem os personagens típicos. Uma menina trabalhadora que sofre com o pai aleijado e autoritário e cuida da mãe, cega e doente. Tem um cara, que parece apaixonado pela moça e tem algo a dizer para ela desde o início. Tem dois pescadores pescando num barquinho. O vendedor de caranguejo. A velha sábia (bruxa?). Personagens bem característicos e muito bem envolvidos na trama. Que trama? rs… Então, é o seguinte, de repente começa uma infecção no mangue, e não se sabe o porquê nem como, os animais começam a atacar as pessoas e transformá-las em zumbis, e como se sabe, os zumbis começam a atacar os outros e a infecção dissemina. “A decomposição é inevitável.”.

Bem, é mais ou menos isso. Temos uma luta desenfreada pela sobrevivência, quando seus amigos podem se tornar inimigos mortais. Vocês podem pensar: “Po, mas é só isso e ele tá fazendo essa propaganda toda?”. Então deixa eu explicar para vocês. Primeiro, não existe NENHUM filme de zumbis no Brasil, consequentemente, temos o PRIMEIRO filme do gênero. Depois, o diretor (Rodrigo Aragão) trabalhou quase que independentemente, convindando amigos, voluntários e atores capixabas para participarem do elenco do seu filme. As maquiagens são caseiras, feito com MAESTRIA pelo Rodrigo que, com certeza, tem potencial para ser um dos melhores diretores do gênero (acho que eu usei vinte vezes essa palavra no texto). Não sei como explicar, mas a parte técnica do filme chama atenção de forma espetacular. A fotografia é linda, os efeitos especiais (tanto maquiagens quanto pirotécnicos) são de dar inveja à Hollywood e a trilha sonora completamente condizente.

É um filme trash e por isso te traz muitos momentos de gargalhadas, o que não deixa de ser o objetivo da película. Um horror que causa orgulho de ser da terra que o criou. Uma pergunta que eu fazia há todo momento aos 3 corajosos que me acompanharam (corajosos por não saberem do que o filme se tratava e me seguiram pelo meu entusiasmo de quem já conhecia o trabalho do diretor por um curta dele, “Chupa-cabras”) era “Imagina esse cara com recurso?”. E era o que eu queria ver, Rodrigo Aragão com dinheiro para expandir sua idéia e botar na prática tudo o que ele deve ter na cabeça.

Eu queria ter como divulgar o filme, ele está passando no Cine Metrópolis de Vitória, projeto da Universidade Federal do Espírito Santo e, acredito eu, em breve terá um DVD. Vou tentar fazer um apelo aqui pro Rodrigo (vou tentar fazer com que ele leia isso daqui, claro), que, se ele quiser podemos fazer uma promoção, num sei de que modo, para que vocês consigam ver esse filme. O destaque óbvio que eu poderia fazer aqui é o da maquiagem, que é digna de mestre, mas também preciso comentar que o filme ganhou o prêmio de melhor filme no júri popular de Buenos Aires do Festival (me fugiu o nome, acho que é) Rojos Sangres, além do Rodrigo que ganhou o prêmio de melhor diretor estreante e de melhores efeitos especiais. Ganhou também o melhor filme no prêmio Omelete Marginal, aqui no Espírito Santo.

Isso sem falar nos regionalismos colocados ao longo do filme que só os capixabas “da gema” entederão a magia, alguns só o povo de Guarapari mesmo. Palavras como “iá” “pocou” e “tocho” fazem do filme, além de tudo, um ode ao povo capxaba. Acho que não tenho muito mais o que dizer, qualquer coisa visitem o site:

http://www.manguenegro.com

PS: O IMDB é fantástico e o filme está lá. Cliquem aqui e vejam com os próprios olhos.

PS2: Então, fui corrigido aqui nos comentários, o Mangue Negro não é o primeiro filme brasileiro de zumbis. Eu li isso em algum lugar, mas não sei onde é, portanto fica aqui a ressalva. Não to mudando no texto propriamente dito porque ia mexer muito com a estrutura do texto e eu to com preguiça, rs.

Busca Implacável

quinta-feira, 19 de março de 2009

Busca ImplacávelA pedido de nosso leitor Marco Antônio, estamos aqui apresentando a vocês o filme Taken (Busca Implacável). O filme traz Liam Neeson, consagrado por papéis como Oscar Schindler (A Lista de Schindler), encarnando Bryan Mills, um ex-agente da segurança do governo norte-americano que abandonou o trabalho para se mudar para perto de sua filha Kim (Maggie Grace), que mora com a ex-mulher dele e o padrasto. Por conhecer os perigos do mundo, é um protetor mas acaba sedendo aos pedidos da ex-mulher em deixar sua filha viajar com uma amiga para a França. Chegando lá ela é sequestrada e só Bryan poderá salvá-la antes que seja vendida como prostituta na Europa.

Tendo dito a sinopse, partimos para a resenha. Busca implacável é um filme de ação constante. Daquelas que realmente te prendem na frente da TV e te fazem vibrar quando um bandido se dá mal. Muito mal.
A questão aqui é que eu não consigo deixar de pensar que não é assim que o mundo roda. Esses filmes tendem a apresentar megaconspirações e máfias misturadas com explosões e perseguições onde ninguém acaba preso – só morto.  A impressão que dá é que esse tipo de coisa louca acontece todo dia, porque a quantidade de filme assim é fora do comum.
Mas então, onde estão os pontos fortes de Taken? Começa com a escolha de Neeson para o papel principal. Ele é muito grande e bota muito medo só de se olhar. Não dá a idéia de que é muito ágil, mas a de que pode causar muita dor. E é isso que ele faz. A ação do filme é muito boa, pouco focada na perseguição de carros (que ocupa uma parte muito pequena do filme) e com as cartas apostadas na violência de Bryan. Ele não tem escrúpulos. O importante é salvar a filha e, se para isso ele precisar atirar na perna da mulher de seu antigo amigo, ele vai atirar. E é numa dessas que eu ouço minha mãe falar “Isso que é um cara bom!”.
Outra parte importante é a aposta no emocional. Vemos durante o filme não só a violência mas também o lado humano de Bryan, vivendo em uma casa pequena e mal arrumada para ficar perto de sua filha, o desespero em seus olhos quando encontra a amiga dela, que também foi raptada e por aí vai. Digo isso porque muitas vezes a história emocional do filme se limita aos cinco primeiros minutos e depois parte pra porrada e, aqui, vemo-la espalhada em pequenas doses.
Acabei me divertindo bastante durante o filme e não tenho do que me queixar além do exagero das megaconspirações que eu comentei mais acima. O destaque, só para garantir, fica mesmo para Liam Neeson com sua frieza. Ele está muito bem.

A resenha vai em homenagem a Natasha Richardson, mulher de Liam Neeson, morta na última quarta-feira (18/03/2009) em um acidente de ski. A atriz, de grande nome na área, protagonizou filmes como Ao Entardecer, no papel de Constance, e Nell, como a Dr. Paula, e muitos outros.

Grindhouse: Planeta Terror

domingo, 4 de janeiro de 2009

GrindhouseMuito bem! Para comemorar o retorno das festas de fim de ano, trazemos a vocês duas resenhas: são os comentários dos filmes Planeta Terror e À Prova de Morte, lançados juntos nos Estados Unidos com o nome Grindhouse, dirigidos por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino respectivamente. O primeiro filme é Planeta Terror e, logo na resenha abaixo, você encontrará o Prova de Morte. Não deixe de ler!

Antes de assistir a Planeta Terror, você provavelmente vai assistir um suposto trailer de um filme chamado Machete. Esse é um dos trailers falsos exibidos entre os dois filmes durante as apresentações nos cinemas norte-americanos e nenhum deles faz muito sentido, apesar de Machete ser bastante divertido!
obs: para uma outra visão de Planeta Terror, clique aqui.

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Planeta TerrorBruce Willis, no papel de um líder militar, está atrás de um estranho gás. Esse gás o contaminou e agora, sem ele, todo o seu grupo se tornará zumbi. O cientista Abby (Naveen Andrews, de Lost) faz com que o gás escape e a partir de então, diversas pessoas começam a se transformar e procurar carne humana para se alimentar. Com isso, um bizarro grupo de pessoas se encontra e se junta a fim de salvar a própria pele.
Planeta Terror, assim como Prova de Morte, é um filme que homenageia os velhos filmes de terror da década de 70. Dirigido e escrito por Robert Rodriguez (Sin City), apresenta muitos clichês que nem são mais clichês, por estarem esquecidos. Coisas muito estranhas acontecem, daquelas impossíveis de se imaginar.
Um dos que estão fugindo é O’ Wray (Freddy Rodríguez), um cara que nunca erra um tiro (você sempre vai querer saber por que). Ele é apaixonado por Cherry (Rose McGowan), uma dançarina (erótica) que, ao ser atacada por zumbis perde a perna. A melhor parte (e isso pode ser visto na capa do filme) é que ela ganha uma metralhadora para substituir o membro obsoleto.
Outra personagem de destaque é Dakota, a anestesista (Marley Shelton), que assim como Cherry, possui “Habilidades Inúteis” e carrega em sua perna uma pistola de seringas. O único problema é que suas mãos são anestesiadas por seu marido louco que tenta matá-la.
Com essas e outras surpresas, o filme se desenrola no mais puro terror cômico. Algumas cenas são realmente de matar e te fazem botar a mão na boca e pensar “meu pai do céu!”. Ao mesmo tempo que é nojento e assusta, o filme é bastante engraçado. Isso devido à série de acontecimentos bizarros como, por exemplo, assistir Dakota tentar abrir a porta do carro com as mãos anestesiadas.
As coisas não fazem muito sentido e nem precisam. É tudo fruto de uma mente brilhante que está louca para estravazar o que anda guardado. Rodriguez faz um belíssimo trabalho de roteiro, juntando diversos pedaços e unindo personagens inesperados. Além disso, use bem a idéia de “Filmes anos 70″ para passar algumas partes da história, o que conta também na parte da direção.
Só para não deixar de lado, vale lembrar que Quentin Tarantino está aqui! Não na direção ou no roteiro. Ele faz parte da produção, já que os filmes foram lançados em conjunto e também no próprio filme, como ator. Ele é um dos militares estupradores. Basta isso =)
É realmente um filme muito fantástico, daqueles que vai mesmo te deixar de boca aberta e surpreendido. Ainda não sei como um homem pode fazer uma história desses e dirigir um filme assim, tão bem feito. A melhor parte disso tudo, pra mim, é ver tantos atores famosos em um filme tão maluco. Acho que isso é a prova de que o segredo não está no salário: o orçamento de Grindhouse (dos dois filmes) foi pouco mais de 50 milhões de dólares.

Cativeiro

sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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Vou começar sendo bem rasgado, nunca, mas NUNCA resolva pegar um filme só por que ele tem um displayzinho legal de locadora. Tá, eu não sou tão idiota. Eu estava afim de pegar um filme de terror tosco, sim, daqueles que você sabe que não vai ser bom e que você vai se divertir com ele. Aí na locadora tinha um display em cima do balcão de um filme chamado “Cativeiro”, e era super legal, é dividido em duas partes, com areinha por cima, aí você puxa um plastiquinho e a areinha vai caindo por uns buraquinhos até revelar a propaganda do filme, (procurei uma imagem mas não encontrei), e isso me fez pegá-lo. E o que é esse filme?

Bem, é o seguinte. A gente é apresentado à Jennifer Tree (Elisha Cuthbert), uma atriz e modelo, muito linda, mas aparentemente bem fria, que não liga para relacionamentos. Sua única “amiga” é Suzy, uma poodle digna daquelas de madames (que está presente numa das raras cenas boas do filme). Pois é, essa modelo é seguida, filmada, e numa boate é drogada e sequestrada pelo cara mais sádico que já pisou na face da Terra. Pronto, até aí nada de novo… E se você acha que eu vou falar “mas…” e citar um monte de coisa inovadora e sensacional do filme, está muito enganado. Ele fica numa levemente assustadora e nojenta, porém tediante, tortura daquelas iniciadas em Jogos Mortais e repetida em todas as suas sequencias e em filmes como O Albergue.

Tem umas pequenas variações, rola um romance no meio do cativeiro com outro cativo (Gary Dexter, interpretado por Daniel Gillies, o John Jameson de Homem Aranha 2, filho do JJ Jameson ) e umas tentativas de fugas minimamente emocionante, mas nada que façam o filme valer à pena. Nem quero mais falar muito sobre ele, minha dica para você: não o veja. Mas se insistir, pode ainda tomar alguns sustinhos. Destaque para a belíssima Elisha Cuthbert, que no passado interpretou Megan, do seriado Are you afraid of the dark que passava na Fox Kids, rs.

PS: E surpreendentemente o filme é uma co-produção americana e russa, não sabia que o cinema russo era tão ruim, rs.

O Nevoeiro

sábado, 8 de novembro de 2008
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“Você não tem muita esperança na humanidade, tem?”

Está aí um filme que realmente dividiu opiniões. Lembro perfeitamente de dois amigos meus terem reações completamente opostas ao mesmo tempo na minha frente. Um tinha amado do início ao fim. O outro, tinha achado desprezível e ridículo.
O Nevoeiro conta a história de algumas pessoas de uma pequena cidade que, um dia, acorda com um nevoeiro. David Drayton (Thomas Jane) vai ao supermercado com seu filho e, ao estar prestes a sair, vê uma pessoa chegar com sangue e dizer que alguém conhecido morreu, atacado por algo que veio do nevoeiro. A partir de então, o supermercado é fechado e coisas bizarras passam a acontecer. Militares são vistos pela cidade e tudo parece não ter uma explicação crível. E, de repente, monstros aparecem.

O filme é composto de um grupo de atores até famosos, mas que eu diria que não alcançaram o estrelato ainda. Além de Thomas Jane (que fez o Justiceiro), nós temos Marcia Gay Harden no papel da Sra. Carmody, uma fanática religiosa (que representa aquela perfeita imagem do americano cego e alienado que nós odiamos tanto), Laurie Holden no papel de Amanda Dumfries (uma pessoa sensata) e Andre Braugher como Brent Norton, um advogado talvez ainda com salvação.
Uma imensa parte do filme se passa dentro de um supermercado. E isso não é ruim. É esse ponto que nos permite conhecer os personagens bem e ver a influência que cada um tem sobre as outras pessoas que ali estão e sobre o desenvolvimento do filme. A Sra. Carmody, por exemplo, começa como uma pessoa que seria ignorada rapidamente, mas assume proporções tão assombrosas que chega a dar medo. Quando eles ficam trancados e monstros loucos começam a surgir do nevoeiro, as pessoas tendem a pedir perdão e se voltar para Deus. E é aí que ela encontra o lugar dela.
Alguns outros personagens vão mudando com o desenrolar da coisa. O advogado Brent, por exemplo, começa como um cético, que acha que é odiado por todos por não ser da cidade. Cheio de si, acha que os outros falam e zoam dele pelas costas. Assim, passa de alguém que não acredita no que está acontecendo a alguém que acha que algo tem que ser feito.
O filme mostra isso tudo muito bem. Para dizer a verdade, eu apoio a minha primeira amiga, que disse que o filme era muito bom. Acho que o estilo dele é diferente de um filme normal, e isso fez a diferença. A gravação foi realizada em 6 semanas. Porque? Porque a equipe de câmera é a equipe que grava um famoso seriado chamado The Shield. Acostumados a trabalhar rápido e a um estilo voltado para séries de TV, a equipe dá um jeito mais dinâmico e envolvente ao filme.
O diretor, Frank Darabont, já era familiarizado com o trabalho de Stephen King, autor do livro que deu origem ao filme. Ele já havia dirigido A Espera de um Milagre. Outra direção fantástica dele é a de Um Sonho de Liberdade, já comentado aqui no Cara da Locadora.
Fica aí então a proposta que todos assistam e comentem. Porque eu realmente fiquei muito feliz com o resultado. Apesar de não gostar de muitos filmes baseados nos livros de Stephen King, recentemente comprei o Volume 1 da Torre Negra e lerei assim que o tempo permitir. Esse filme também me deu a esperança de que coisas boas ainda podem surgir nesse gênero de Terror.
Vale lembrar também que o final do filme é assustador e macabro. Há muito não via algo assim, que me deixasse tão “caramba, que coisa doida”. Enfim, um filme cheio de pontos legais (para mim, pelo menos) e que pode agradar a todo mundo, por ser tão eclético, com sua filmagem de seriado, os monstros, o terror, os poucos cenários e finais surpreendentes.