18 de fevereiro de 2010
Sabemos que ocorreu já há algum tempo, mas resolvemos separar um momento para divulgar os ganhadores do Blog de Ouro 2010, realizado pela Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC). Como o Oscar está por vir, esperamos poder analisar as semelhanças entre os resultados também.
Segue, então, a lista dos vencedores do Blog de Ouro 2010:

- SOM – AVATAR / Christopher Boyes, Gary Summers e Andy Nelson
- EFEITOS VISUAIS – AVATAR / Joe Letteri, Stephen Rosenbaum e Richard Baneham
- CANÇÃO ORIGINAL – O LUTADOR / “The Wrestler” (Bruce Springsteen)
- TRILHA ORIGINAL – UP – ALTAS AVENTURAS / Michael Giacchino
- FILME NACIONAL – À DERIVA / de Heitor Dhalia
- ANIMAÇÃO – UP – ALTAS AVENTURAS / de Peter Docter
- MONTAGEM – AVATAR / John Refoua, Stephen E. Rivkin e James Cameron
E agora, aqueles considerados os principais prêmios da noite (apesar de ser de manhã, aqui):
- ATOR COADJUVANTE – CHRISTOPH WALTZ / Bastardos Inglórios
- ATRIZ COADJUVANTE – MÉLANIE LAURENT / Bastardos Inglórios
- ROTEIRO ADAPTADO – DEIXA ELA ENTRAR / John Ajvide Lindqvist
- ATOR – SEAN PENN / Milk – A Voz da Igualdade
- ATRIZ – MERYL STREEP / Dúvida
E, para finalizar, a SBBC também divulgou uma lista de filmes Top 10 de 2009! Segue abaixo a lista:
É isso aí galera. Agora, o que vocês acharam disso tudo? Quem concorda ou discorda? Comentem! Participem! E visitem o site do SBBC!
14 de fevereiro de 2010
Essa resenha provavelmente será muito curta. O motivo é simples: Premonição 4 é um filme ridículo. É horrível, mal feito, previsível, sem graça e um insulto a qualquer pessoa que pague ou separe 2 horas se sua vida para assistí-lo.
Eu não sei bem por que. Temos um roterista capaz, já que Eric Bress fez o roteiro de Efeito Borboleta. Talvez o problema esteja na direção de Davis R. Ellis, que trabalhou em filmes como Serpentes a Bordo e o Premonição 2. Talvez seja culpa dos atores, todos medianos e desconhecidos. Não sei.
O que eu sei é que esse filme é ainda menos do que eu esperava. Mas vamos lá falar das coisas que me deixaram assim.
Para começar, os efeitos especiais. Quando você o trailer, com todas aquelas cenas tensas, cortadas no meio para você não ver o que acontece, você acaba ficando intrigado. Bem, eu fiquei. Mas no filme, você entende porque. Porque o resto dessas cenas é ridículo. Aquela cena em que um dos pneus do carro que bateu voa e cai em cima de uma menina, termina com um modelo em computação gráfica dela sendo partido ao meio e sangue para todos os lados. Acho que foi já nesse momento, com 20 minutos de filme, que minha namorada disse “bem que você falou que esse filme era para dar risadas”.
E toda vez que o personagem principal Nick O’Bannon (Bobby Campo) tem a premonição de como será a morte seguinte, nós temos uns modelos ridículos em computação gráfica de peças e objetos girando na tela na mesma qualidade de um jogo de computador do início da década de 1990. Tudo o que é feito em computador nesse filme é extremamente mal feito. Mesmo. Não estou exagerando. O objetivo dessas técnicas é substituir a realidade por algo em que você acredite. Como em Avatar. Mas não dá pra acreditar em nenhuma das cenas desse filme, porque elas são ridículas.
Como se não bastasse o fato deles terem enchido o filme de efeitos especiais mal feitos e terem estragado o senso de realidade de todas as cenas, o roteiro é desprezível! Ele não faz nada além de repetir o que já aconteceu (o que, de certa maneira, era esperado) nos outros filmes da série mas, para piorar, todas as mortes (bem, quase todas, vamos) são simplesmente iguais.
Basicamente elas começam com algum liquido escorrendo e alguma coisa que fará esse liquido pegar fogo e explodir alguma coisa e matar o pobre coitado. É isso. Mais nada. E mesmo nas que não tem o liquido, o padrão de acontecimentos para que a pessoa morra é o mesmo. Como se a Morte já tivesse cansado de fazer esses filmes e deixado a perseguição aos atores ruins para seu estagiário inexperiente.
E, só para terminar, eu não sei onde esses caras acham esses atores juvenis sem muita qualidade. Alguns deles na verdade nunca haviam feito um filme. Eles não sabem expressar emoções, não sabem parecer reais na tela do cinema e talvez estejam fadados a fazer participações especiais em episódios de seriados investigativos e besteiróis americanos como esse.
Acho que até escrevi demais, não é? Mas é porque esse filme é muito ruim. Eu não sei como alguém ainda consegue verba para fazer um filme assim. Nem como consegue convencer de que esses efeitos especiais são de alguma qualidade.
Avaliação:
Informações adicionais:
- Ano: 2009
- Duração: 82 min
- Nome original: The Final Destination
- País: EUA
Tags:
Atores,
Bobby Campo,
Bordo,
Cima,
Culpa,
Curta,
Deles,
Desse,
Efeito Borboleta,
Elas,
Eric Bress,
Fato,
Meio,
Motivo,
O Bannon,
Premonição 2,
R Ellis,
Roteiro,
Snakes On A Plane,
Talvez,
Tensas,
Terem,
Voa Publicado em
Ficção,
Suspense |
10 Comentários »
12 de fevereiro de 2010
Nada como o retorno de Mel Gibson às telas do cinema. A última vez que ele havia atuado em alguma coisa tinha sido na série Complete Savages, em 2005! E o seu retorno não deixou muito a desejar.
O Fim da Escuridão conta a história de Thomas Craven (Mel), um detetive de Boston que vê sua filha ser assassinada ao seu lado, com um tiro de fuzil. Mas não é só isso. Pouco antes, ele havia descoberto que ela estava bastante doente e antes que ela pudesse lhe contar algo muito importante, ela se foi. Vemos então uma busca desregrada para saber o que aconteceu que envolve a polícia, a CIA, a NSA e empresas poderosas americanas.
Só de dar uma lida nessa sinopse, acredito que dá para se reparar que o filme toma proporções inimagináveis até chegar ao final. E esse, na minha opinião, é o pior ponto do filme. Quando você vê um filme como Busca Implacável, e vê que a situação envolve apenas um grupo de caras que sequestra e vende garotas jovens como escravas sexuais para uns homens ricos, você acredita, porque essas coisas existem de verdade. Mas a conspiração de O Fim da Escuridão foi um pouco demais pra mim. E o fato de o personagem de Gibson chegar ao topo da pirâmide também é um pouco demais. Porque personagens principais são imortais?
Mas também, acho que se minha filha fosse assassinada e ela fosse tão linda e maravilhosa quanto Bojana Novakovic eu também faria questão de achar o líder da conspiração e acabar com ele.
OK, deixando a bobeira de lado, vamos para os pontos positivos do filme. Mel Gibson está muito bem. Eu achei ele aqui parecido com o papel que ele fez em Sinais. Posso estar exagerando, mas acho que esse jeito silencioso, pensativo, combina com o homem.
As vezes você vê uma foto de um desses atores hollywoodianos e eles estão gordos, feios e de cabelo branco, e a matéria diz “Mel Gibon fotografado fora de forma em seu sítio no Texas” ou algo do tipo. E você simplesmente pensa que é aquilo ali e acabou. O cara perdeu o jeito e pronto. Mas um ano depois ele volta e, no cinema, você percebe que ele não mudou nada desde o último filme! É uma loucura! Maquiagem tem tanto poder assim?
Voltando mais uma vez o foco, achei esse filme bem no estilo Busca Implacável mesmo. Mas Busca Implacável é sangue frio desde o começo. Tiro, soco e violência controlada para todo lado. O Fim da Escuridão começa mais investigativo. É apenas quando as coisas vão chegando em um ponto sem retorno que a loucura toma conta de Thomas Craven e sangue voa para todo lado.
Minha conclusão é que o filme valeu a pena. Não é uma obra-prima mas um bom passa-tempo. É o que esses filmes de ação/investigação tem a oferecer. E 3 vivas para Mel Gibson!
p.s.: segue aqui um agradecimento ao meu amigo Alexandre, de São Paulo, pelos convites de cinema que me fizeram assistir a esse filme! Aguardo mais convites, heim! =)
Avaliação: