Arraste-me para o Inferno
15 de janeiro de 2010
Gostaria de primeiramente agradecer aos vários comentários carinhosos pelo nosso aniversário, mas agora vamos ao que interessa, resenhas de filmes, rs. Agora um recado para os desavisados, aqueles que criticaram o filme por ser mal feito demais ou o que seja – e sem dúvida o é em vários momentos, rs. Você não tem desculpa de não ter entendido. Desculpe a dureza, mas certas coisas me irritam (igual ver pessoas se levantando da sala de cinema que passava Sweeney Todd por que era um musical). Seguinte, você pode não conhecer o trabalho do Sam Raimi (pré – Homem Aranha), ok, é um direito seu. Você pode não ter lido nada sobre o filme, ok, é um direito seu. Mas você olhar a primeira cena, a introdução do filme totalmente em espanhol e não entender que o filme é um daqueles trashs maravilhosos e que você deve se divertir com o filme e não procurar os defeitos, acredite, a culpa é realmente sua.
Depois de avisado e desabafado, segue uma resenha sobre o filme, rs. Pois então, o filme se trata de um acontecimento na vida de Christine Brown (Alison Lohman), uma jovem garota do interior querendo impressionar os pais do namorado, Clay Dalton (Justin Long) e disputando uma promoção no banco onde trabalha. Até aí, tudo bem, coisas normais da vida. Só que em um dia surge Sylvia Ganush (Lorna Raver), uma velha cigana caolha que pede uma extensão de crédito para não perder a sua casa na hipoteca. Christine para impressionar o chefe (por causa daquela promoção, lembra?) acaba negando o pedido da senhora, que não se dá por satisfeita e lança uma terrível maldição sobre Christine, tormento por 3 dias e no final do prazo uma dolorosa passagem ao inferno.
Voltando ao desabafo anterior, tem como achar que isso é um filme para ser levado à sério? Se Sam Raimi fosse menino a gente podia até pensar isso, mas não é, é um grande diretor que sabe como divertir e fazer dinheiro. Fez um filme com uma premissa muito legal (lembrando filmes de terror de antigamente) só que não se leva tão a sério. Não que não assuste, não pense isso, o filme carrega em si doses de sustos e terror pra mais de metro, além de cenas escatológicas que vão ficar na sua cabeça por muito tempo, mas no final das contas você acaba rindo em muitos lugares e isso é ótimo.
Temos atuações consistentes e razoáveis. A doce Alison Lohman por vezes se torna louca e cruel, sempre de forma convincente (porém engraçada). Justin Long é um ator que eu gosto muito, não que ele seja um GRANDE ator, mas seus papéis sempre me agradam, desde Olhos Famintos (filme, bizarramente, apresentado por Francis Ford Coppola) até papéis mais recentes como Pagando bem, que mal tem?.Claro que quem rouba a cena em suas poucas cenas é a tal Lorna Raver, que eu não conhecia, a Sra. Ganush é simplesmente assustadora (e hilária), é realmente indescritível, só vendo para crer. Outros atores (consequentemente personagens) aparecem e tem até uma certa relevância para o desenrolar da história, mas esses três realmente são os que mais se destacam.
Falando em destacar, vou ficar por aqui. Antes de dar o meu destaque quero frizar que não achei o melhor filme do ano, talvez nem o melhor terror do ano, mas me diverti bastante com o trabalho do Raimi, fazia tempo que não via um trash assim tão bem feito. Voltando ao destaque, acredite, depois das lutas (sim) entre a Sra. Ganush e a Chris sua vida nunca mais será a mesma, rs.
Avaliação:





