Planeta Terrorpor Nespoli

24 de março de 2008
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Quentin Tarantino e Robert Rodriguez decidiram homenagear os antigos filmes trash de terror e juntos produziram Grindhouse, dois filmes em um só, que deveria ser passados juntos. Aqui no Brasil, infelizmente, os filmes foram separados por quem apenas visa dinheiro, e Planeta Terror foi lançado (dirigido pelo Rodriguez) enquanto estamos na espera de Prova de Morte, do Tarantino. Planeta Terror é tudo o que se propõe a ser e mais um pouco.

Um filme quer quer ser completamente trash (Terror + Comédia) e o é. Carregado das mais improváveis tosqueiras, dignas de filmes de terror dos sábados à noite na Band (e não dos sábados de madrugada, rs). Um grupo de mercenários, liderados por Bruce Willis, pretende comprar um gás de Abby (Naveen Andrews, o Sahyd de Lost), um cientista que coleciona testículos de seus inimigos, porém a transação dá errado e o gás se espalha na atmosfera e uma terrível epidemia começa a transformar os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. O filme não é nada além de um filme de zumbis, um grupo de personagens sobrevive e precisa escapar para um lugar seguro. Uma ex-stripper que perde a perna (e tem uma metralhadora colocada no lugar), um homem misterioso com uma habilidade fantástica com armas (cujo mistério é revelado em um momento muito hilário, que vai te deixar muito puto, rs), uma anestesista com as mãos anestesiadas, o “melhor churrasqueiro do Texas”, o xerife da cidade, um cafetão, duas irmãs gêmeas babás e uma série de outros personagens bizarros que só podiam ter saído da cabeça de Rodriguez, que está tão Rodriguez quanto em Um Drink no Inferno. É claro que ao longo do filme, tramas paralelas vão se desencadeando, construindo romances absurdos e graus de parentescos inimagináveis. Se você curte um bom e velho filme de terror trash, corra para ver o filme, mas não assista comendo. Destaque para a imagem do filme, que é toda bixada que nos faz sentir em uma sala de cinema daquelas antigas, antes das grandes empresas de cinema terem destruido as salinhas “fora do shopping”.

PS: É claro que o Tarantino faz sua ponta, um personagem que para variar morre, de uma forma muito boa.
PS2: Machete, lembre-se deste nome. ;)

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Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrançaspor Nespoli

23 de março de 2008
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Tà aí um filme que eu não me canso de ver. Quem nunca teve um relacionamento que te fez tão mal que você preferia esquecer que aquilo aconteceu? Pois é, nesse filme com um elenco maravilho (Jim Carrey, Kate Winslet, Tom Wilkinson, Elijah Wood, Kirsten Dust e Mark Ruffalo) isso é possível. Uma empresta revolucionária promete (e cumpre) apagar aquela má lembrança da sua memória e assegurar que você nunca mais tenha que pensar nela.

Clementine (Kate Winslet) depois de um relacionamento traumático com Joel (Jim Carrey), decide por impulso apagá-lo de sua mente. Quando ele descobre, fica muito puto, e decide fazer o mesmo com ela. E é aí que o filme realmente começa, o apagar da mente dele se traduz em uma viagem muito insana por dentro da cabeça de um ser humano.
Primeiro que logo que começa, ele percebe o quanto é errado fazer isso e o quanto ele ainda a ama, porém é impossível acordar do estado de torpor em que ele se encontra, então somos transportados a várias partes da mente dele, numa tentativa louca de escapar desse erro que cometeu. O filme tem detalhes maravilhosos, as lembranças sendo apagadas são fantásticas, é engraçado ver como as coisas que você mais esquece vão sumindo primeiro (placas, livros, propagandas).
A história paralela que se desenrola também é muito boa e surpreendente, os técnicos que apagam a cabeça das pessoas são lunáticos, fazem todo tipo de loucura dentro do quarto do cara. O Elijah Wood principalmente, mas não vou contar o que ele faz por que vocês PRECISAM ver, rs. Resumindo, vá correndo ver o filme, é uma comédia muito inteligente e engraçada e te faz pensar na vida. Destaque para as mudanças de penteados da Kate Winslet que a deixam mais graciosa. (vocês também não acham ela uma mulher não tão bonita, mas que é linda?)

Uma Vida Iluminadapor Nespoli

23 de março de 2008
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Liev Schreiber, o eterno suspeito Cotton Weary de Pânico, nos surpreende ao dirigir um filme de beleza peculiar. Somos apresentados à Jonathan (Elijah Wood), um judeu americano que coleciona lembranças de objetos dos momentos mais importantes de sua vida devidamente empacotados e catalogados.
O filme conta o momento em que ele vai à Ucrânia, terra natal de seu avô, para conhecer a mulher que o salvou dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Em sua campanha é ajudado por um ucraniano fã de hip-hop e Michael Jackson (com um figurino chocante e um penteado hilário), seu avô que se diz cego depois da morte de sua esposa e da cachorra-guia dele, possuidora de uma leve demência. Por mais engraçado que o filme possa ser, nos confronta em vários momentos com belíssimas discussões, choques entre as duas culturas tão opostas e a enorne discrepância entre os centros urbanos ucranianos e suas áreas rurais, causada principalmente pelo fim da URSS. Com um final lindo e cheio de surpresas é um filme que merece ser visto e revisto. Destaque para as cores vibrantes das paisagens da Ucrânia.

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