Avatarpor Nespoli

21 de dezembro de 2009

AvatarVou começar de forma bem enfática pois o filme merece. Sabe tudo o que você ouviu esse tempo todo sobre Avatar? Todo o alarde sobre sua técnica e beleza? Pois é… É tudo a mais pura verdade. James Cameron acertou em cheio e essa corre o risco de ser a obra-prima da sua vida (estou radicalizando aqui, já que ele é o diretor de Titanic). Ainda estou extasiado com a linda história de amor e o recado humanitário e ecológico que o filme traz (mas calma, essa segunda parte não é tão profunda assim, ainda estamos falando de um filme comercial de Hollywood, rs).

Pois então, falar desse filme deve soar um pouco repetitivo já que provavelmente todos aqui já ouviram falar e/ou já viram o filme que estreiou mundialmente nesse final de semana. Ele se passa num futuro distante quando o planeta Terra está explorando um novo planeta chamado Pandora, em busca de um mineral absurdamente valioso. Nesse planeta temos uma raça nativa, os Na’vi, que vivem em extrema comunhão com o planeta e, claro, oferecem resistência contra essa invasão. A história é centrada em Jake Sully - ou Jakesully para os Na’vi – (Sam Worthington) , um soldado portador de deficiência física cujo irmão gêmeo era um cientista que ia participar de um experiemento mas antes de conseguir foi assassinado em um assalto.

O experiemento consistia numa transferência virtual de consciência e pensamento para criaturas Na’vi “fabricadas” à partir de DNA Na’vi e DNA da pessoa que seria transferida (por isso o irmão gêmeo foi convocado), essas criaturas foram chamadas de Avatares. Não sei se entenderam direito, mas as pessoas entram em um lugarzinho e controlam com a mente essas criaturas para poderem ter acesso a segredos e a cultura da raça facilitando assim a invasão.

A história é essa, e não precisa de mais nada. Não que a história seja ruim mas se torna secundária pela beleza estética fora do comum. Um filme como esse pode até ser visto (e to falando isso pois tive de ver assim por causa de disponibilidade do cinema) dublado que você nem percebe que não está vendo com a lingua original de tão extasiado que você fica com as belezas do filme. Nem vou me aprofundar aqui nas atuações mas temos uma ótima Sigourney Weaver como Dra. Grace, a criadora do experimento, um Sam Worthington realmente bom – além de ser interessantíssimo como afirmação um portador de deficiência como protagonista – além de Stephen Lang que faz o Coronel Quaritch, comandante militar da operação que ganha muito destaque no filme e consegue segurar a barra, apesar de , por vezes, levemente clichê na atuação.

Eu sugiro agora que você pare de ler imediatamente e corra para o cinema mais próximo para ver essa obra-prima do cinema-tecnologia. Não deixe para ver quando chegar nas locadoras e nem ouse a baixar no computador. É um filme que DEVE ser visto no cinema e provavelmente será aplaudido no final. Eu nem vou dar destaque pois pelo tanto que repeti a palavra “beleza” e “extasiado” vocês já devem ter entendido. Parabéns James Cameron!!!

PS: Revi o filme no dia 05/01, fui ver legendado e em 3D, tenho alguns complementos a fazer. Primeiro, esqueçam o que disse sobre Stephen Lang, ele não está mal, quem estava mal era o dublador dele. Por último, a tecnologia 3D deixa o filme mais estupendo e deixa Pandora mais linda, tente ver em 3D.

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Férias Frustradas de Verãopor Nespoli

14 de dezembro de 2009

Férias Frustradas de VerãoCom esse nome traduzido digno de filme de Sessão da Tarde chega uma obra sensível e engraçada de Greg Mottola, diretor de Superbad, e que realmente está fazendo uma reviravolta no modo de se fazer comédia adolescente nos EUA. O filme se passa no final da década de 80, precisamente em 1987 (esse que vos fala fazia um aninho de idade, rs), quando James Brennan (Jesse Eisenberg), recém formado – aparentemente no segundo grau, mas por vezes na legenda dizendo que é faculdade – recebe uma péssima notícia.

Em poucas palavras, sua família está com problemas financeiros e não poderá masi bancar a prometida viagem à Europa de presente de formatura, e pior, sua ida à Nova Iorque para estudar jornalismo (que por vezes, na legenda, é tratado como ‘pós-graduação’) está seriamente comprometida por falta de dinheiro e a saída para uma parcial resolução dos problemas é um trabalho de verão. James, como a maioria dos adolescentes, não tem nenhuma qualificação profissional – além de estudos de literatura e etc. - consegue apenas emprego num parque de diversões chamado Adventureland (o nome, mil vezes melhor, em inglês do filme).

É nesse parque em que os rumos da vida do rapaz irá mudar para sempre. Sim, ele encontra um grande amor e temos todas essas histórinhas dignas de um romance como Miojo bem enumerou ao resenhar o filme Sim Senhor. Mas como bem dito o interessante torna-se a forma de contar, e isso o diretor soube fazer com maestria. Utilizando de atores conhecidos e desconhecidos, uma fotografia muito bonita, uma ambientação da década de 80 muito bem feita e uma trilha sonora de dar inveja, Mottola conseguiu fazer um ótimo filme que tem tudo para ser bem admirado por pessoas de todas as idades.

No elenco temos, o já citado Eisenberg que é um ator muito interessante, já tendo participado com destaque do filme A Caçada, com o Richard Gere (e que se parece muito com o cliente da locadora onde eu trabalho, mesmo esse não concordando). Temos também dois dos mais novos ícones de Hollywood: Kristen Stewart, como Em Lewis, funcionária do parque e o tal grande amor (e sim, a Bella de Crepúsculo, que aparentemente só é má atriz no famoso filme de vampiros) e Ryan Reynolds como o “lendário” Mike Conell, que faz a manutenção do parque e é a paixão de todas as meninas, além de ter uma banda de rock.

Pois é, vejam o filme e se surpreendam com um resto de inteligência nas comédias românticas americanas. O destaque final vai para o casal de donos de Adventureland, Bobbye Paullete (Bill Hader e Kristen Wiig) que rendem as cenas mais engraçadas do filme.

PS: Não se assuste, no início do filme descobrimos que James é virgem e isso pode parecer por demais com American Pie, juro, não tem NADA a ver.

PS2: Aparentemente a história é baseada em fatos reais passados pela vida do próprio Mottola, diretor e roteirista do longa.

PS3: Desculpem o tanto de tempo sem postar, final de período tanto na minha faculdade quanto no mestrado do Miojo (não sei se chama período lá, mas é algo assim, rs)

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Inimigos Públicospor Nespoli

3 de dezembro de 2009

Inimigos PúblicosBem, não costumo fazer isso mas vou dedicar esse post a um amigo. Esse vai para o Gabriel Riva, ex- economista e futuro advogado, que não gostou de uma obra de arte como essa, rs. Agora é sério, esse é um filme como poucos. Um filme que conta uma história real, interessante, deveras violenta e o faz com uma sutileza e beleza difícil de imaginar. Um filme que se sustenta pela sua trilha sonora linda, pela fotografia e ambientação maravilhosas, pela direação firme de Michael Mann e principalmente por dois pilares de atuação, Johnny Depp e Christian Bale – além da ótima Marion Cotillard.

Pois então, acabei comentando minhas impressões sobre o filme antes de falar sobre ele própriamente dito, parece que estou fugindo do meu padrão hoje. É uma cinebiografia de um dos maiores bandidos da história dos EUA, John Dillinger (Johnny Depp) que juntamente com seu bando foi responsável por inúmeros roubos a bancos em várias partes do país, além de comandar e participar de fugas sensacionais de cadeia. Paralelamente a sua história conhecemos Melvin Purvis (Christian Bale), inspetor do Bureau of Investigation (aparentemente ainda não Federal) que é responsável para capturar Dillinger que ficou conhecido como o Inimigo Público Nº 1. Juntamente com essa caça vamos vendo a necessidade que se encontra de uma polícia federal (o futuro FBI 0 Federal Bureau of Investigation) e os jogos de bastidores responsáveis por essa mudança na história da segurança pública norte-americana.

A história, por si só, já é interessantíssima. Claro que não foge muito do comum, até porque é uma história da década de 40 baseada em fatos reais, e que já foi utilizada por muita gente para se criar ficções das mais variadas. Só que o filme vai além da história de gato e rato e mostra as relações humanas dessas pessoas, o amor de Dillinger pela jovem Billie (Marion Cotillard) e as consequencias desse amor. Vou ficando por aqui, recomendando a todos que vejam o filme mas não procurem apenas ação (apesar de ter cenas de ação FANTÁSTICAS, os efeitos sonoros e visuais são realmente de tirar o chapéu) e tentem encontrar beleza nas coisas mais comuns – essa é para você, Gabriel, rs. O destaque vai, com certeza, para a ambientação do filme, que além de te inserir numa época mostra o glamour de uma vida que passou e não volta mais.

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