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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Essa resenha provavelmente será muito curta. O motivo é simples: Premonição 4 é um filme ridículo. É horrível, mal feito, previsível, sem graça e um insulto a qualquer pessoa que pague ou separe 2 horas se sua vida para assistí-lo.
Eu não sei bem por que. Temos um roterista capaz, já que Eric Bress fez o roteiro de Efeito Borboleta. Talvez o problema esteja na direção de Davis R. Ellis, que trabalhou em filmes como Serpentes a Bordo e o Premonição 2. Talvez seja culpa dos atores, todos medianos e desconhecidos. Não sei.
O que eu sei é que esse filme é ainda menos do que eu esperava. Mas vamos lá falar das coisas que me deixaram assim.
Para começar, os efeitos especiais. Quando você o trailer, com todas aquelas cenas tensas, cortadas no meio para você não ver o que acontece, você acaba ficando intrigado. Bem, eu fiquei. Mas no filme, você entende porque. Porque o resto dessas cenas é ridículo. Aquela cena em que um dos pneus do carro que bateu voa e cai em cima de uma menina, termina com um modelo em computação gráfica dela sendo partido ao meio e sangue para todos os lados. Acho que foi já nesse momento, com 20 minutos de filme, que minha namorada disse “bem que você falou que esse filme era para dar risadas”.
E toda vez que o personagem principal Nick O’Bannon (Bobby Campo) tem a premonição de como será a morte seguinte, nós temos uns modelos ridículos em computação gráfica de peças e objetos girando na tela na mesma qualidade de um jogo de computador do início da década de 1990. Tudo o que é feito em computador nesse filme é extremamente mal feito. Mesmo. Não estou exagerando. O objetivo dessas técnicas é substituir a realidade por algo em que você acredite. Como em Avatar. Mas não dá pra acreditar em nenhuma das cenas desse filme, porque elas são ridículas.
Como se não bastasse o fato deles terem enchido o filme de efeitos especiais mal feitos e terem estragado o senso de realidade de todas as cenas, o roteiro é desprezível! Ele não faz nada além de repetir o que já aconteceu (o que, de certa maneira, era esperado) nos outros filmes da série mas, para piorar, todas as mortes (bem, quase todas, vamos) são simplesmente iguais.
Basicamente elas começam com algum liquido escorrendo e alguma coisa que fará esse liquido pegar fogo e explodir alguma coisa e matar o pobre coitado. É isso. Mais nada. E mesmo nas que não tem o liquido, o padrão de acontecimentos para que a pessoa morra é o mesmo. Como se a Morte já tivesse cansado de fazer esses filmes e deixado a perseguição aos atores ruins para seu estagiário inexperiente.
E, só para terminar, eu não sei onde esses caras acham esses atores juvenis sem muita qualidade. Alguns deles na verdade nunca haviam feito um filme. Eles não sabem expressar emoções, não sabem parecer reais na tela do cinema e talvez estejam fadados a fazer participações especiais em episódios de seriados investigativos e besteiróis americanos como esse.
Acho que até escrevi demais, não é? Mas é porque esse filme é muito ruim. Eu não sei como alguém ainda consegue verba para fazer um filme assim. Nem como consegue convencer de que esses efeitos especiais são de alguma qualidade.
Tags:Atores, Bobby Campo, Bordo, Cima, Culpa, Curta, Deles, Desse, Efeito Borboleta, Elas, Eric Bress, Fato, Meio, Motivo, O Bannon, Premonição 2, R Ellis, Roteiro, Snakes On A Plane, Talvez, Tensas, Terem, Voa
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ofensivo. É o que esse filme é. E acreditem, não estou aqui me vestindo de moralismo e reclamando dos absurdos machistas que o filme vomita de 10 em 10 segundos em cima de você, apesar dele fazer isso. Me senti ofendido, ultrajado e enganado por esse filme por reunir atores competentes – Gerald Butler e Katherine Heigl, ele mais do que ela na minha opinião - numa obra que cheira uma comédia pastelão de baixo orçamento. Desculpa a franqueza e dureza, até por que sei que muitos gostaram do filme, mas não consegui ficar calmo depois de tamanha porcaria vista na tela da minha televisão.
Exagerei? Só o tempo dirá, por enquanto deixa eu falar um pouco sobre o filme. Claro que ele é clichê, não esperava muito mais do que isso quando o peguei. Ele fala de Abby (Katherine), uma produtora competente de um programa matinal em Sacramento cuja audiência vem despencando. Seu chefe, desesperado, resolve contratar Mike (Butler), um apresentador de um programa de tv paga, chamado A Verdade Nua e Crua, que discute relacionamentos em uma ótica machista e grosseira. A princípio Abby se revolta com essa intromissão em seu programa mas com o tempo acaba se deixando levar pela audiência estupenda que Mike leva ao programa.
E sim, ela é viciada em trabalho e não tem vida social ativa, é ruim nos relacionamentos e sim, ele vai ajudá-la a conseguir um cara para ela com dicas das mais escabrosas e diminuindo o homem a um primata (ele chega a fazer essa comparação no filme). Gente, vou fazer uma coisa que não costumo fazer e a partir de agora quem nunca viu o filme ou dá meia-volta e não lê mais ou aguente as consequências, por que vou encher isso daqui de spoiler, rs. Começando, claro que eles vão se apaixonar, ninguém tem dúvida nisso, e no final todos vão perceber que não são as dicas deles que fazem Abby uma mulher interessante e que ele não é um homem tão cafajeste assim. Mas isso não redime em nada o filme, pimeiro pelo fato “moral”, as pessoas riem é das piadas ridículas e se identificam com elas e eu digo aqui com todas as letras, homens são capazes de amar, homens são inseguros, homens gostam de mulheres inteligentes e homens não pensam só em sexo. Não vou generalizar (como o filme), afinal, existem homens diferentes do que eu disse, diferentes do que o filme disse e até diferente de todos os outros diferentes, por que todos os homens são criaturas bem diferentes uma das outras.
Não vou seguir por essa linha pois pode se tornar polêmico e eu não quero discutir a questão ética do filme. Mas e o que falar da produção dele? Por que o Butler tá tão gordo (olha eu sendo superficial, rs)? Por que existem falhar no roteiro tão absurdas? Uma criança entra sem nenhum motivo e sem ninguém segurar num set de filmagem para falar com seu tio que mora ao lado da sua casa, as pessoas falam sozinhas sem motivos, uma produtora bem sucedida e inteligente se torna uma idiota total. Por quê os diálogos são tão forçados e absurdos? Por que as atuações são tão ruins? Por que a cena final nos balões é tão mal feita? Por que a maioria das piadas não são tão engraçadas assim? Ou seja, o filme é inteiramente forçado, claro que te faz rir por vezes – a comédia tem que ser muito ruim para não ter uma ou duas piadas engraçadas – mas nada que valha à pena.
Acho que escrevi essa resenha em um desabafo e desculpe a quem ofendi. Normalmente não gosto de críticas tão ferrenhas até por que eu tenho um gosto bem duvidoso e sempre acabo me sentindo ofendido quando alguém fala tão mal de um filme que eu gostei, portanto, se você se sentiu assim me desculpa, não foi minha intenção, mas eu precisava desabafar. Obrigado, e volte sempre.
O que? Vocês estão esperando um destaque? Podem esperar sentados, rs.
Tags:Abby, Ativa, Atores, Cima, clichê, Destaque, Dicas, E Sim, Ela, Ele, Fala, Gerald Butler, Katherine Heigl, Leva, machista, Machistas, Meia Volta, Mike Butler, moral, O Tempo, ofendido, Ofensiva, Porcaria, Relacionamentos, Revolta, Spoiler, Verdade
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domingo, 10 de maio de 2009
Eu sempre quis ser um Tenenbaum.
Eu também, eu também.
Os Excêntricos Tenembaums. Um filme que eu, sinceramente, não imaginava que assistiria. O pedido veio de nosso leitor e colega Caio (Lianon), apaixonado pelos Gipsy Cabs, que serão apresentados melhor adiante.
O filme fala sobre a família Tenenbaum, Royal (Gene Hackman), Etheline (Anjelica Huston), separados, e seus três filhos, Richie (Luke Wilson), Chas (Ben Stiller) e a adotada Margot (Gwyneth Paltrow). Os três filhos são gênios mas por motivos muito fortes, no momento do filme, se encontram esquecidos. A mãe, muito apagada e solitária, e o pai, que não faz questão de ser realmente um pai, compoem uma família desestabilizada e abandonada a uma vida triste e problemática, até que Royal descobre que sua mulher quer se casar novamente e resolve voltar para casa e finalmente ser um pai para seus filhos, reconstruindo sua família. E então todos os problemas ignorados vêm a tona.
Wes Anderson, diretor do filme, é amigo antigo dos irmãos Wilson (Owen, que colaborou no roteiro e atuou, Luke e Andrew Wilson, que fez algumas participações) e com isso garantiu certa qualidade em seu filme. Owen e Luke são muito bons atores e colaboram com o clima dramático do filme de maneira ímpar.
Por falar no clima dramático, o filme realmente se mantém nesse clima durante o tempo todo. Mas não é um clima dramático comum. É um clima cult (num bom sentido) e inteligente, que explora a profundidade dos personagens de maneira exemplar, fazendo desse filme um ótimo passatempo.
Inserido nesse clima, temos os personagens bastante peculiares, sendo difícil inclusive dizer queal é o mais importante para o filme. Diria que de início, o personagem que dá o “Play” para o filme, é Royal, que expulso do hotel e vendo sua mulher querendo se casar novamente, resolve voltar para casa e reconquistar sua família. É aí que as vidas tristes e abandonadas de cada um começam a ser reviradas e repensadas. Durante o filme, é a vez de Richie Tenembaum tomar uma atitude: agir, sair da inércia e se arriscar. E é aí que vemos um novo ritmo assumir o filme, engatilhando a série de acontecimentos que leva ao ápice, ao ponto chave e final.
É difícil dizer que um personagem é mais profundo que o outro. Todos tem os seus problemas e mais problemas em tentar lidar com eles. E é muito interessante vê-los tendo que lidar com o que eles não querem e tentando, de alguma maneira, resolver aquilo que elas sempre ignoraram.
E um detalhe muito legal é que o filme é cheio de elementos engraçados que as vezes passam despercebidos. Um deles é que ele se passa em Nova Iorque e é impossível ver um arranha-céu sequer. Outro elemento, são os Gipsy Cabs. Traduzindo, indica Taxis Ciganos. Normalmente são taxis irregulares que andam pelas cidades americanas tetando garantir uma vida. Aqui no filme é isso aí mesmo, mas cada taxi traz realmente escrito em sua lataria “Gipsy Cab”. Em uma cena maravilhosamente engraçada, Um garoto para perto do taxi e fica falando, calmamente, sem qualquer pessoa lhe dar atenão: “Esse taxi está amassado. Está amassado aqui… e aqui… aqui também…”. É realmente uma pérola.
Bem, finalizando, gostaria de ouvir a opinião de vocês sobre o filme. É um filme diferente, com atores de comédia atuando em dramas, com um bom objetivo e uma ótima conduta.
Tags:Andrew Wilson, Anjelica Huston, Atores, Ben Stiller, Cabs, Chas, Exemplar, Gene Hackman, Gwyneth Paltrow, Luke Wilson, Margot, Roteiro, Wes Anderson, Wilson Owen
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
- Qual a qualidade mais importante que um revolucionário deve ter?
- Amor.
A algum tempo atrás surgiram os boatos de que um filme estava para ser lançado. Era um filme sobre Che Guevara. O melhor: seria dividido em duas partes, e contaria com atores “globais”, falado em espanhol, produzido por Benicio Del Toro (que interpreta o prórpio Ernesto) e dirigido por Steven Soderbergh (de filmes famosos como Traffic e a trilogia que surgiu a partir de Onze Homens e Um Segredo, , ). Era para ser um bom filme, não era?
Então, começaram a aparecer os filmes no cinema. Demorou. Em Cannes, festival 2008, Del Toro ganhou prêmio de melhor ator. Em 2009, chegam aos cinemas brasileiros. Admito que o Nespoli falaria desse filme muito melhor que eu. Mas eu é que acabei assistindo, então vamos lá.
O filme, se passa sempre em dois momentos. A viagem de Che aos Estados Unidos, onde falou na assembléia da ONU, e a chegada e tomada da ilha de Cuba. E é muito interessante como o filme mescla as falas “futuras” de Che com suas ações na tomada do poder.
Durante suas duas horas de duração nós vemos uma fantástica interpretação de Del Toro. Primeiro que ele parece muito mais jovem, ponto para a maquiagem. Segundo que, comparado com as fotos reais de Che, ele ficou realmente parecido. Temo nunca ter ouvido Che falar, mas ouso dizer que Del Toro até soava como ele. E foi muito bom o filme ser falado em espanhol. Ponto para Mel Gibson?
O importante é que somos colocados diante de uma narrativa muito interessante. Acho que essa é a grande oportunidade de norte-americanos e outros desconhecedores do lado ideológico e humanista de Che Guevara poderem, finalmente, entender um pouco desse personagem famoso da história da América Latina.
Porém, no filme, vemos principalmente o lado heróico de Che. Cercado de personagens importantes como Raul Castro (nosso brasileiro Rodrigo Santoro), Fidel (Demián Bichir), Del Toro nos traz um guerrilheiro, imponente, decidido e que luta pelo bem da humanidade. O lado violento da revolução, de assassinatos e mortes, é deixado principalmente para falas futuras, quando entrevistado por repórteres americanos e discursando.
Fora isso, e voltando para o lado técnico, o filme é de imagens extremamente límpidas e nítidas. Qualidade visual de primeira. É interessante o fato do momento futuro ser passado em preto e branco e o passado colorido. Uma inversão para destacar o foco do filme, muito bem feita. As cenas nas florestas e nas plantações que cobrem o território cubano são muito bem feitas. O trabalho de reconstruir os acampamentos também é impressionante e é legal entender como funcionava a divisão das diferentes frentes da guerrilha e perceber as dificuldades que isso trazia.
Acho que os pontos mais interessantes do filme são os que mostram o lado mais pessoal de nosso personagem. O momento em que ele pede um pouco de pó no rosto antes de entrar no ar, a maneira em que ele se sentia menos cubano que os cubanos em si (afinal, o subtítulo do filme é O Argentino, como ele também é chamado algumas vezes durante o filme) e quando ele machuca o braço e tem que tomar uma cidade engessado quase até o ombro. Se isso tivesse sido deixado de lado, eu nunca saberia que ele fraturou o braço.
Por fim, diria que é um belo filme para quem se interessa pelo personagem e que quer conhecer mais de sua personalidade e da história da revolução cubana. A primeira parte vai desde a invasão da ilha até a fuga de Batísta e a tomada do poder pela revolução. São duas horas de um roteiro inteligente e calculado, não muito apelativo e sem os exageiros clássicos do cinema. Agora, é esperar a resenhda da Parte Dois!
Tags:Atores, Benicio Del Toro, Cannes Festival, Cercado, Che Guevara, De Cuba, DemiáN Bichir, Ernesto, Falas, Fidel, Mel Gibson, Mescla, Muito Bom, Personagens, Raul Castro, Rodrigo Santoro, Steven Soderbergh
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
É fato que eu preciso conhecer melhos os filmes dos irmãos Coen. É certo que o trabalho dos dois não é tão extenso mas a qualidade é inegável e indiscutível. To dizendo isso por que conheço pouca coisa mesmo. Até agora vi Fargo, O homem que não estava lá e Matadores de velhinha e depois de ver esse daqui não consigo imaginar um filme dele que não seja esse miscelânea de confusões e situações de humor negro que chegam a um fim mais esquisito ainda. Por isso se tornou obrigação pessoal, cobrança interna que eu veja o mais rápido possível o Onde os Fracos Não têm Vez.
Essa é mais uma de minhas introduções descabidas e sem pé nem cabeça. Acho que agora vou começar a falar do que inicialmente eu vim falar aqui, rs. Queime Depois de Ler. Pois é, esse é mais um enredo que só podia sair da cabeça desses dois irmãos de Minneapolis. Eles conseguem misturar uma sorte de personagens estranhos, complexados e caricatos e tirar deles uma comédia extremamente forte.
Nesse daqui ele une um agenta da CIA recém demitido e com problemas de bebidas, Osbourne Cox (interpretado por um sempre fantástico John Malkovich). Sua fria esposa em pé de separação,Katie Cox (a consistente Tilda Swinton). Harry Pfarrer (George Clooney em um de seus melhores papéis) um playboy de meia idade viciado em exercício que trabalha no Ministério das Fazenda. Além de Chad (Brad Pitt, e eu não me canso de repetir, um dos melhores atores da atualidade confirmando isso em um papel completamente ‘estranho’) instrutor de academia e Linda (a sempre boa também Frances McDormand, constantemente nos filmes dos Coen, esposa do Joel), colega de trabalho de Chad na academia e que faria tudo por cirurgias plásticas que mudariam sua vida.
E como os irmãos Coen conseguiram misturar todo esse povo? Resumindo bem, para não estragar. Ozzie Cox depois de demitido resolve escrever um livro com suas memórias e o grava em um CD, mas esse CD acaba caindo nas mãos de Chad e Linda que decidem chantageá-lo. Paralelamente Linda conhece Harry em um site de relacionamentos na internet, sendo que este já é amante de Katie Cox. Entenderam? Pois é, daí sai uma confusão que envolve espionagem internacional, a CIA e a Rússia (para vocês verem aonde vai o negócio, rs).
Como eu adiantei ali em cima, poucos filmes deles eu vi, dentre eles Fargo e realmente não tem como não comparar um pouco. Essa história de errinhos inocentes irem somando e se tornarem algo muito maior do que todos os envolvidos já é de conhecimento da gente, mas os caras realmente sabem fazer isso. É um filme que precisa ser visto, pois cada detalhezinho, que não podem ser explicados aqui, são sensacionais de verem se juntando. Eu quero destacar aqui as atuações principalmente do Brad Pitt que está hilário, do George Clooney que conseguiu se “reinventar” e da Frances McDormand, que mesmo sendo esposa do Joel sempre prova que não é escalada para os filmes deles à toa.
Tags:Atores, Brad Pitt, Coen, Colega, Consistente, De Academia, Dois IrmãOs, Fazenda, Frances Mcdormand, George Clooney, Humor Negro, John Malkovich, Ozzie, Pfarrer, Tilda Swinton
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Pelo menos eu tenho um trabalho.
Jimmy “B-Rabbit” Smith (Eminem) é um rapper amador que vive no subúrbio norte-americano. Trabalha em uma fábrica, como um verdadeiro proletário, e nas horas vagas vai para as batalhas entre rappers ou cuida de sua pequena irmã. pois sua mãe é uma alcoólatra. Por ser branco em uma sociedade pobre e negra, ele ainda tem o preconceito racial por parte de alguns, mas luta para que um dia seja reconhecido, grave seu cd e ganhe a vida com o que sabe fazer de melhor.
O que todo mundo sabe e está louco para ler é que Eminem é um mau ator. Ele pode até ser um bom cantor, pois ele estava na frente do movimento rapper quando esse alcançou as paradas na MTV, mas ele com certeza não faz um trabalho muito bom na hora de atuar. Um pouco exagerado, mas a cara dele é realmente a mesma durante o filme inteiro. Ele não muda. Mesmo assim, vou apresentar aqui teorias para entendermos isso e explicar porque esse não é um filme tão ruim.
A verdade é que B-Rabbit é um cara realmente cheio de problemas. Como não possui verdadeiro diálogo dentro de casa, aprendeu a fechar seus sentimentos dentro dele mesmo e, assim, tende a não demonstrar muita coisa com suas feições. Ou pelo menos eu acredito nisso. E é isso que o filme deixa a entender.
Junto com Eminem, o filme traz atores como Kim Basinger, no papel da mãe de B-Rabbit, Mekhi Phifer, o Dr. Prat de ER (Plantão Médico) e Brittany Murphy, uma das rainhas dos filmes de capa branca-rosa-azul (comédia romântica).
Basinger tem um papel muito interessante. Apesar de boa parte ser um pouco padronizado (alcoólatra, com um namorado violento, o qual ela defende diante do filho revoltado), ela é uma das que traz o elemento chave do filme: a fuga do óbvio.
Esse filme traz vários pontos de destaque por parecer que está te levando a um lugar mas no final te mostra um outro lado. E isso é muito interessante porque estamos tão acostumados a adivinhar o que está por vir em filmes repetitivos, que ver a coisa saindo diferente chega a ser um choque.
Basinger então é uma dessas personagens que irá te surpreender, assim como Brittany, no papel de Alex, uma garota bonita que se aproxima de B-Rabbit e busca a fama como modelo. Como ambos estão lutando para poder sair de uma vida medíocre, suas semelhanças tendem a atrair um ao outro. Mas vale lembrar que a Rua é das Ilusões, e não do conto de fadas.
A vida do personagem de Eminem é sofrida. Mas os elementos dela atraem nossa curiosidade. As reuniões de rappers durante a noite para batalhar e lutar por prêmios de melhor apresentação, a briga entre gangues que, apesar de se odiarem, presam também por suas vidas, e amizades extremamente voláteis cercam nosso personagem. E apesar de não gostar dessas músicas improvisadas, a gente acaba achando legal quando ele desmoraliza os seus “inimigos”.
Uma história legal, de coisas com finais diferentes, caminhos inesperados e com um final legal, que foge da mentira de que tudo acaba lindo e perfeito, como os filmes felizes norte-americanos costumam trazer. Eminem realmente não é um bom ator, mas parece até se sentir livre no papel, por poder ser quase ele mesmo, improvisar, falar palavrões e gírias típicas e não demonstrar emoções, o que acabou sendo um ponto positivo para o personagem.
Tags:Atores, Branca, Brittany Murphy, Capa, Certeza, Eminem, Fuga, Kim Basinger, Mekhi Phifer, Mtv, Prat, Rosa Azul, Violento
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Tags:Atores, Coelho, Donnie Darko, Fantasia, Gretchen, Homenagem, Imitando, Jake Gyllenhaal, Jena Malone, Maggie Gyllenhaal, Por Isso, Richard Kelly, Turbina, Vizinha
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
“Gays sabem dançar bem. É alguma lei, ou alguma coisa.”
Dois bombeiros, Chuck e Larry (Adam Sandler e Kevin James), trabalham juntos a muitos anos e são melhores amigos. Após Larry salvar a vida de Chuck, um garanhão de primeira, ele pede a seu amigo um verdadeiro pedido de amigo.
Larry estava para perder a pensão de seus filhos por não preencher certos formulários. Assim, só conseguiria manter a pensão caso se casasse. Como ele era viúvo e não estava disposto a encontrar uma nova mulher, ele pede a Chuck, seu grande amigo, para fingir ser seu parceiro. Isso mesmo. Dizer que são gays e morarem juntos, para burlar o governo. Acontece que o governo não pretende deixar isso passar despercebido. Além disso, Chuck começa a se apaixonar pela advogada que cuida do caso deles. Só para melhorar.
Estamos aqui diante de mais um filme com Adam Sandler, o senhor dos filmes de comédia. Ele e Ben Stiller andam disputando quem faz mais filmes. E ambos estão sempre muito iguais em seus filmes.
Em “Eu os Declaro…” nós temos também Kevin James, ator que ficou famoso pelo seriado The King of Queens. Ele é ótimo demais, e tem tudo pra ganhar um espaço para ter um filme como ator principal.
O filme é cheio de piadas muito engraçadas entre os dois amigos, principalmente piadas sobre gays. Além disso, depois de um tempo eles começam a agir como um verdadeiro casal, tendo discussões típicas, ciúmes básico e aquele amor. =)
Apesar de tudo, o filme é bem típico, bem no estilo comédia Adam Sandler. Podemos ver aqui também alguns atores que fazem participações especiais em muitos filmes de Sandler, como Dan Aykroyd, Allen Covert (ambos de Como se Fosse a Primeira Vez), Steve Buscemi (de A Herança de Mr. Deeds).
Vale então a dica pra assistir com os colegas, naquele dia que você não está atrás de um filme cabeça, cult e tudo mais. Um bom passatempo, com boas risadas.
Tags:Adam Sandler, Allen Covert, Apesar De Tudo, Ator, Atores, Ben Stiller, Bombeiros, Dan Aykroyd, Gays, Kevin James, King Of Queens, Mr Deeds, Mulher, Steve Buscemi
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
“A Polônia não está mais sozinha”
Estamos aqui diante de um dos filmes mais premiados de todos os tempos. Com três Oscares e dezenas de outras conquistas e indicações, O Pianista retrata a vida de Wladyslaw Szpilman (baseando-se em sua biografia publicada em livro), um pianista polonês, que trabalha na Radio Varsóvia e vê seu país, sua família e sua própria vida serem destruídos com a invasão alemã durante a segunda guerra mundial. Judeu, ele observa a desgraça avançar não de uma hora para outra, mas vagarosamente e sem interrupção até a tão esperada derrota nazista. Szpilman é um exemplo clássico para um drama cinematográfico.
O diretor da obra é Roman Polanski (Bebê de Rosemary, Oliver Twist), que fez um bom trabalho, além de surgir disfarçadamente em partes do filme. Após assistir a 1400 testes de atores para o papel principal, Polanski desistiu e foi atrás de um ator que ele tinha visto trabalhar alguns anos antes, e que considerava perfeito para o papel. É assim que chega Adrien Brody (que ganhou o Oscar de melhor ator nesse filme).
Brody é o grande destaque do filme, com sua interpretação impecável. É inacreditável o que ele faz durante os piores momentos de Wladyslaw Szpilman. Ele é acompanhado de pequenas participações importantes de atores como Thomas Kretschmann e Emilia Fox.
O que me entristece é ter demorado tanto para ver esse filme. Na verdade, já vi tantos filmes de guerra e tantos dramas de judeus que esse pareceria mais um em uma lista imensa se não fosse pelo pelo roteiro denso e silencioso e, mais uma vez, a interpretação de Adrien Brody.
Com seus 150 minutos de duração, O Pianista consegue te prender sem parecer tedioso. Polanski fez o possível para se ater à biografia de Szpilman. Assim, cada cena, por menor que seja, trás a simplicidade, o medo e a esperança de um povo massacrado pela intolerância.
Tags:Adrien Brody, Atores, Denso, Emilia Fox, Guerra Mundial, Oliver Twist, Pianista, Principal, Roman Polanski, Rosemary, Segunda Guerra, Tempos, Thomas Kretschmann
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
“Minha mãe sempre disse: a vida é como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai achar.”
Fazer uma resenha sobre Forrest Gump é algo realmente complicado. Esse é um filme que está no topo da lista já a 14 anos e continua atual, sem perder um pingo do gosto. Ganhador de 6 Oscares (Melhor Ator para Tom Hanks, Melhor diretor para Robert Zemeckis, Melhor Efeitos Visuais, Melhor Edição de Filme, Melhor Fotografia, Melhor Adaptação) além de mais outras 7 indicações.
Forrest Gump conta a história de um homem chamado Forrest Gump que nasceu com alguns problemas. Além de ter um QI bem abaixo da média, ele tinha uma coluna bem torta e tinha que usar um aparelho nas pernas.

O que ninguém esperava é que ele fosse se tornar uma das pessoas mais fantásticas do mundo. Ele, por acaso, não dá muita bola pra isso. Entende o que acontece mas sabe que isso não é o que deve importar mais na vida.
Ao ir pra escola conhece Jenny (Robin Wright Penn), o amor de sua vida e passa a ficar com ela todos os dias. E em um desses dias ele é atacado por “colegas” da escola. Aí surge a célebre frase “Corra, Forest! Corra!”. E ele corre. Tanto que quebra o aparelho que usa nas pernas e segue adiante. Daí para a fama é um passo. Ele entra para o time de futebol americano (afinal, o que importa é correr) e consegue uma vaga na faculdade. Da faculdade para a guerra do Vietnã, quando vira herói nacional, e de lá para a riqueza, quando vira o um dos maiores pescadores de camarão e se torna sócio, inclusive, da Apple. nesse meio tempo, ele conhece todas as pessoas importantes de mundo, como 3 presidentes americanos.

Tudo isso cercado por seu romance com Jenny, uma garota rebelde que passa por todos (sim, todos) os problemas que os jovens passavam naquela época. A rebeldia, os hippies, as drogas, as tentativas de suicídio.
O filme é fantástico de ponta a ponta, e falar das performances dos atores é quase desnecessário. Tom Hanks ultrapassa limites no papel de Forrest e é cercado de participações maravilhosas como a de Gary Sinise (Tenente Dan), Mykelti Williamson (como o Bubba), Sally Field (como a mãe de Forrest) e Robin Wright Penn (Jenny). Além disso, a trilha sonora é uma das melhores de todos os tempos. Blowing in the Wind (Bob Dylan), California Dreamin (The Mamas and the Papas), Mrs Robinson (Simon & Garfunkel) e outros clássicos das décadas de 60 e 70 preenchem perfeitamente os 140 minutos de filme.

Mas o mais interessante para comentar sobre o filme numa hora como essa é curiosidades. Poucos sabem, por exemplo, que o filme é baseado em um livro de mesmo nome escrito em 1986 por Winstom Groom. O livro é um pouco diferente, mas conheço pessoas que realmente preferiram o filme.
Poucos sabem também que o papel de Forrest Gump foi oferecido a vários atores antes de parar na mão de Tom Hanks: Bill Murray, Chevy Chase, John Travolta. Outros receberam a proposta de atuar como Bubba: David Alan Grier, Ice Cube, Dave Chappelle.
E é um alívio o papel principal ter caído nos braços de

Tom Hanks. Ele só aceitou o papel se os acontecimentos do filme fossem todos reais, que tivessem realmente acontecido nas décadas de 60/70 e baseou seu sotaque engraçado no sotaque do pequeno Forrest (Michael Conner), que realmente falava engraçado. Hanks é perfeito para o papel e é impossível imaginar um John Travolta fazendo esse filme.
Um filme fantástico, cheio de histórias para contar e que nunca vai perder o charme. Assistam várias vezes. Eu assisto.
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