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Premonição 4

domingo, 14 de fevereiro de 2010
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premonição 4Essa resenha provavelmente será muito curta. O motivo é simples: Premonição 4 é um filme ridículo. É horrível, mal feito, previsível, sem graça e um insulto a qualquer pessoa que pague ou separe 2 horas se sua vida para assistí-lo.
Eu não sei bem por que. Temos um roterista capaz, já que Eric Bress fez o roteiro de Efeito Borboleta. Talvez o problema esteja na direção de Davis R. Ellis, que trabalhou em filmes como Serpentes a Bordo e o Premonição 2. Talvez seja culpa dos atores, todos medianos e desconhecidos. Não sei.
O que eu sei é que esse filme é ainda menos do que eu esperava. Mas vamos lá falar das coisas que me deixaram assim.

Para começar, os efeitos especiais. Quando você o trailer,  com todas aquelas cenas tensas, cortadas no meio para você não ver o que acontece, você acaba ficando intrigado. Bem, eu fiquei. Mas no filme, você entende porque. Porque o resto dessas cenas é ridículo. Aquela cena em que um dos pneus do carro que bateu voa e cai em cima de uma menina, termina com um modelo em computação gráfica dela sendo partido ao meio e sangue para todos os lados. Acho que foi já nesse momento, com 20 minutos de filme, que minha namorada disse “bem que você falou que esse filme era para dar risadas”.
E toda vez que o personagem principal Nick O’Bannon (Bobby Campo) tem a premonição de como será a morte seguinte, nós temos uns modelos ridículos em computação gráfica de peças e objetos girando na tela na mesma qualidade de um jogo de computador do início da década de 1990. Tudo o que é feito em computador nesse filme é extremamente mal feito. Mesmo. Não estou exagerando. O objetivo dessas técnicas é substituir a realidade por algo em que você acredite. Como em Avatar. Mas não dá pra acreditar em nenhuma das cenas desse filme, porque elas são ridículas.
Como se não bastasse o fato deles terem enchido o filme de efeitos especiais mal feitos e terem estragado o senso de realidade de todas as cenas, o roteiro é desprezível! Ele não faz nada além de repetir o que já aconteceu (o que, de certa maneira, era esperado) nos outros filmes da série mas, para piorar, todas as mortes (bem, quase todas, vamos) são simplesmente iguais.
Basicamente elas começam com algum liquido escorrendo e alguma coisa que fará esse liquido pegar fogo e explodir alguma coisa e matar o pobre coitado. É isso. Mais nada. E mesmo nas que não tem o liquido, o padrão de acontecimentos para que a pessoa morra é o mesmo. Como se a Morte já tivesse cansado de fazer esses filmes e deixado a perseguição aos atores ruins para seu estagiário inexperiente.
E, só para terminar, eu não sei onde esses caras acham esses atores juvenis sem muita qualidade. Alguns deles na verdade nunca haviam feito um filme. Eles não sabem expressar emoções, não sabem parecer reais na tela do cinema e talvez estejam fadados a fazer participações especiais em episódios de seriados investigativos e besteiróis americanos como esse.
Acho que até escrevi demais, não é? Mas é porque esse filme é muito ruim. Eu não sei como alguém ainda consegue verba para fazer um filme assim. Nem como consegue convencer de que esses efeitos especiais são de alguma qualidade.

JCVD

domingo, 31 de janeiro de 2010

JCVDUm filme como esse é exatamente o motivo pelo que eu conversei pela primeira vez com Miojo sobre fazer esse blog. Na verdade o motivo era inverso, como se pode ver no histórico do site, eu pensei em fazê-lo pois vi um filme tão ruim que precisava avisar para as pessoas o quão ruim ele era. Nesse caso eu preciso gritar aos quatro cantos do mundo o quanto esse filme é bom e merece, não, PRECISA ser visto. Certamente esse é o filme da vida de Jean-Claude Van Damme e merece todo o destaque e glória.

Muitos, como eu, provavelmente tem dúvida do que se trata esse filme. Seria uma biografia? Uma sátira? Uma história idiota e narcisita? Eu, contraditóriamente, não tenho costume de ler coisas sobre filmes, pelo menos não antes de vê-lo, e por isso resolvi tirar de vez minhas dúvidas sobre esse daqui o pegando na locadora, e como já repararam pela exaltação ali em cima, não me arrependi nem por um segundo.

O filme começa brincando com essa dúvida que todo mundo tem acerca dele próprio, pois nos mostra uma cena em uma tomada só do Van Damme no meio de uma guerra quebrando o pau. Você fica na dúvida se isso é uma cena do filme ou se é uma cena dentro da cena do filme, entende? Mas logo já descobrimos que é uma gravação de algum filme B na Ásia e que, depois de alguns problemas de filmagem, Jean-Claude decide tirar umas férias. Nesse meio tempo ele ainda atravessa um julgamento de custódia de sua filha e a perde nos tribunais.

Ele resolve então ir para Bélgica, seu país natal (eu JURAVA que ele era canadense, mas deixa pra lá) para voltar às origens, descansar, se renovar. E é quando se envolve num problema que dá a linha do resto do filme, e que eu vou deixar vocês na curiosidade. Sério, é nesse momento que Mabrouk El Mechri, um diretor mais do que desconhecido (pelo menos para mim) faz história e transforma um ator medíocre de filmes de ação num ator de primeiro nível, coisa que eu achava impossível mas o filme provou ser extremamente possível. Como já dito antes, não quero falar nada sobre o que acontece no filme pois ele é filmado de uma forma não-linear muito interessante e que te coloca muitas surpresas em vários momentos, por isso você vai querer assistí-lo sem saber muito sobre ele.

Posso adiantar, como já o fiz, que é o papel da vida de Van Damme aonde ele pôde mostrar que, além do monstro de artes marciais, pode interpretar convicentemente outros tipos de papéis (mesmo que no caso ele interprete a ele mesmo). Outra coisa a se aplaudir é a direção mais do que competente de El Mechri que consegue nos prender com takes muito bem feitos, cortes providenciais, uma locação excelente e um realismo fora do comum. Já perceberam o quanto gostei do filme e se confiarem um pouquinho em mais, tirem a prova. Quero saber a opinião de todos que viram para eu saber se estou exagerando, rs. O destaque vai para uma cena sensacional, ao final do filme, onde Van Damme, em off, faz um desabafo sobre sua vida e carreira, nos conta de seus problemas com alcool, seus casamentos, dentre outros. Falando assim pode parecer muito fora de contexto, mas vocês vão entender. Ahn, e caso não tenham entendido, VEJAM!!!

A Verdade Nua e Crua

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Verdade Nua e CeuaOfensivo. É o que esse filme é. E acreditem, não estou aqui me vestindo de moralismo e reclamando dos absurdos machistas que o filme vomita de 10 em 10 segundos em cima de você, apesar dele fazer isso. Me senti ofendido, ultrajado e enganado por esse filme por reunir atores competentes – Gerald Butler e Katherine Heigl, ele mais do que ela na minha opinião - numa obra que cheira uma comédia pastelão de baixo orçamento. Desculpa a franqueza e dureza, até por que sei que muitos gostaram do filme, mas não consegui ficar calmo depois de tamanha porcaria vista na tela da minha televisão.

Exagerei? Só o tempo dirá, por enquanto deixa eu falar um pouco sobre o filme. Claro que ele é clichê, não esperava muito mais do que isso quando o peguei. Ele fala de Abby (Katherine), uma produtora competente de um programa matinal em Sacramento cuja audiência vem despencando. Seu chefe, desesperado, resolve contratar Mike (Butler), um apresentador de um programa de tv paga, chamado A Verdade Nua e Crua, que discute relacionamentos em uma ótica machista e grosseira. A princípio Abby se revolta com essa intromissão em seu programa mas com o tempo acaba se deixando levar pela audiência estupenda que Mike leva ao programa.

E sim, ela é viciada em trabalho e não tem vida social ativa, é ruim nos relacionamentos e sim, ele vai ajudá-la a conseguir um cara para ela com dicas das mais escabrosas e diminuindo o homem a um primata (ele chega a fazer essa comparação no filme). Gente, vou fazer uma coisa que não costumo fazer e a partir de agora quem nunca viu o filme ou dá meia-volta e não lê mais ou aguente as consequências, por que vou encher isso daqui de spoiler, rs. Começando, claro que eles vão se apaixonar, ninguém tem dúvida nisso, e no final todos vão perceber que não são as dicas deles que fazem Abby uma mulher interessante e que ele não é um homem tão cafajeste assim. Mas isso não redime em nada o filme, pimeiro pelo fato “moral”, as pessoas riem é das piadas ridículas e se identificam com elas e eu digo aqui com todas as letras, homens são capazes de amar, homens são inseguros, homens gostam de mulheres inteligentes e homens não pensam só em sexo. Não vou generalizar (como o filme), afinal, existem homens diferentes do que eu disse, diferentes do que o filme disse e até diferente de todos os outros diferentes, por que todos os homens são criaturas bem diferentes uma das outras.

Não vou seguir por essa linha pois pode se tornar polêmico e eu não quero discutir a questão ética do filme. Mas e o que falar da produção dele? Por que o Butler tá tão gordo (olha eu sendo superficial, rs)? Por que existem falhar no roteiro tão absurdas? Uma criança entra sem nenhum motivo e sem ninguém segurar num set de filmagem para falar com seu tio que mora ao lado da sua casa, as pessoas falam sozinhas sem motivos, uma produtora bem sucedida e inteligente se torna uma idiota total. Por quê os diálogos são tão forçados e absurdos? Por que as atuações são tão ruins? Por que a cena final nos balões é tão mal feita? Por que a maioria das piadas não são tão engraçadas assim? Ou seja, o filme é inteiramente forçado, claro que te faz rir por vezes – a comédia tem que ser muito ruim para não ter uma ou duas piadas engraçadas – mas nada que valha à pena.

Acho que escrevi essa resenha em um desabafo e desculpe a quem ofendi. Normalmente não gosto de críticas tão ferrenhas até por que eu tenho um gosto bem duvidoso e sempre acabo me sentindo ofendido quando alguém fala tão mal de um filme que eu gostei, portanto, se você se sentiu assim me desculpa, não foi minha intenção, mas eu precisava desabafar. Obrigado, e volte sempre.

O que? Vocês estão esperando um destaque? Podem esperar sentados, rs.