Posts com a Tag ‘Destaque’

JCVD

domingo, 31 de janeiro de 2010

JCVDUm filme como esse é exatamente o motivo pelo que eu conversei pela primeira vez com Miojo sobre fazer esse blog. Na verdade o motivo era inverso, como se pode ver no histórico do site, eu pensei em fazê-lo pois vi um filme tão ruim que precisava avisar para as pessoas o quão ruim ele era. Nesse caso eu preciso gritar aos quatro cantos do mundo o quanto esse filme é bom e merece, não, PRECISA ser visto. Certamente esse é o filme da vida de Jean-Claude Van Damme e merece todo o destaque e glória.

Muitos, como eu, provavelmente tem dúvida do que se trata esse filme. Seria uma biografia? Uma sátira? Uma história idiota e narcisita? Eu, contraditóriamente, não tenho costume de ler coisas sobre filmes, pelo menos não antes de vê-lo, e por isso resolvi tirar de vez minhas dúvidas sobre esse daqui o pegando na locadora, e como já repararam pela exaltação ali em cima, não me arrependi nem por um segundo.

O filme começa brincando com essa dúvida que todo mundo tem acerca dele próprio, pois nos mostra uma cena em uma tomada só do Van Damme no meio de uma guerra quebrando o pau. Você fica na dúvida se isso é uma cena do filme ou se é uma cena dentro da cena do filme, entende? Mas logo já descobrimos que é uma gravação de algum filme B na Ásia e que, depois de alguns problemas de filmagem, Jean-Claude decide tirar umas férias. Nesse meio tempo ele ainda atravessa um julgamento de custódia de sua filha e a perde nos tribunais.

Ele resolve então ir para Bélgica, seu país natal (eu JURAVA que ele era canadense, mas deixa pra lá) para voltar às origens, descansar, se renovar. E é quando se envolve num problema que dá a linha do resto do filme, e que eu vou deixar vocês na curiosidade. Sério, é nesse momento que Mabrouk El Mechri, um diretor mais do que desconhecido (pelo menos para mim) faz história e transforma um ator medíocre de filmes de ação num ator de primeiro nível, coisa que eu achava impossível mas o filme provou ser extremamente possível. Como já dito antes, não quero falar nada sobre o que acontece no filme pois ele é filmado de uma forma não-linear muito interessante e que te coloca muitas surpresas em vários momentos, por isso você vai querer assistí-lo sem saber muito sobre ele.

Posso adiantar, como já o fiz, que é o papel da vida de Van Damme aonde ele pôde mostrar que, além do monstro de artes marciais, pode interpretar convicentemente outros tipos de papéis (mesmo que no caso ele interprete a ele mesmo). Outra coisa a se aplaudir é a direção mais do que competente de El Mechri que consegue nos prender com takes muito bem feitos, cortes providenciais, uma locação excelente e um realismo fora do comum. Já perceberam o quanto gostei do filme e se confiarem um pouquinho em mais, tirem a prova. Quero saber a opinião de todos que viram para eu saber se estou exagerando, rs. O destaque vai para uma cena sensacional, ao final do filme, onde Van Damme, em off, faz um desabafo sobre sua vida e carreira, nos conta de seus problemas com alcool, seus casamentos, dentre outros. Falando assim pode parecer muito fora de contexto, mas vocês vão entender. Ahn, e caso não tenham entendido, VEJAM!!!

A Verdade Nua e Crua

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Verdade Nua e CeuaOfensivo. É o que esse filme é. E acreditem, não estou aqui me vestindo de moralismo e reclamando dos absurdos machistas que o filme vomita de 10 em 10 segundos em cima de você, apesar dele fazer isso. Me senti ofendido, ultrajado e enganado por esse filme por reunir atores competentes – Gerald Butler e Katherine Heigl, ele mais do que ela na minha opinião - numa obra que cheira uma comédia pastelão de baixo orçamento. Desculpa a franqueza e dureza, até por que sei que muitos gostaram do filme, mas não consegui ficar calmo depois de tamanha porcaria vista na tela da minha televisão.

Exagerei? Só o tempo dirá, por enquanto deixa eu falar um pouco sobre o filme. Claro que ele é clichê, não esperava muito mais do que isso quando o peguei. Ele fala de Abby (Katherine), uma produtora competente de um programa matinal em Sacramento cuja audiência vem despencando. Seu chefe, desesperado, resolve contratar Mike (Butler), um apresentador de um programa de tv paga, chamado A Verdade Nua e Crua, que discute relacionamentos em uma ótica machista e grosseira. A princípio Abby se revolta com essa intromissão em seu programa mas com o tempo acaba se deixando levar pela audiência estupenda que Mike leva ao programa.

E sim, ela é viciada em trabalho e não tem vida social ativa, é ruim nos relacionamentos e sim, ele vai ajudá-la a conseguir um cara para ela com dicas das mais escabrosas e diminuindo o homem a um primata (ele chega a fazer essa comparação no filme). Gente, vou fazer uma coisa que não costumo fazer e a partir de agora quem nunca viu o filme ou dá meia-volta e não lê mais ou aguente as consequências, por que vou encher isso daqui de spoiler, rs. Começando, claro que eles vão se apaixonar, ninguém tem dúvida nisso, e no final todos vão perceber que não são as dicas deles que fazem Abby uma mulher interessante e que ele não é um homem tão cafajeste assim. Mas isso não redime em nada o filme, pimeiro pelo fato “moral”, as pessoas riem é das piadas ridículas e se identificam com elas e eu digo aqui com todas as letras, homens são capazes de amar, homens são inseguros, homens gostam de mulheres inteligentes e homens não pensam só em sexo. Não vou generalizar (como o filme), afinal, existem homens diferentes do que eu disse, diferentes do que o filme disse e até diferente de todos os outros diferentes, por que todos os homens são criaturas bem diferentes uma das outras.

Não vou seguir por essa linha pois pode se tornar polêmico e eu não quero discutir a questão ética do filme. Mas e o que falar da produção dele? Por que o Butler tá tão gordo (olha eu sendo superficial, rs)? Por que existem falhar no roteiro tão absurdas? Uma criança entra sem nenhum motivo e sem ninguém segurar num set de filmagem para falar com seu tio que mora ao lado da sua casa, as pessoas falam sozinhas sem motivos, uma produtora bem sucedida e inteligente se torna uma idiota total. Por quê os diálogos são tão forçados e absurdos? Por que as atuações são tão ruins? Por que a cena final nos balões é tão mal feita? Por que a maioria das piadas não são tão engraçadas assim? Ou seja, o filme é inteiramente forçado, claro que te faz rir por vezes – a comédia tem que ser muito ruim para não ter uma ou duas piadas engraçadas – mas nada que valha à pena.

Acho que escrevi essa resenha em um desabafo e desculpe a quem ofendi. Normalmente não gosto de críticas tão ferrenhas até por que eu tenho um gosto bem duvidoso e sempre acabo me sentindo ofendido quando alguém fala tão mal de um filme que eu gostei, portanto, se você se sentiu assim me desculpa, não foi minha intenção, mas eu precisava desabafar. Obrigado, e volte sempre.

O que? Vocês estão esperando um destaque? Podem esperar sentados, rs.

Viagem ao Centro da Terra

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Nós ainda estamos caindo!

Trevor Anderson (interpretado pelo hilário Brendan Fraser) é um geólogo que estuda tremores em pontos específicos da terra. Continuando o trabalho de seu irmão, que desapareceu anos antes, recebe a visita de seu sobrinho Sean (o já famoso Josh Hutcherson), o que o faz ir atrás das antigas coisas de seu irmão. Ao achar o livro Viagem ao Centro da Terra, todo rabiscado, percebe que os pontos da terra que seu irmão estudava tinha tudo a ver com as pesquisas que fazia em cima do livro e, assim, chega à conclusão que seu irmão achava que era tudo verdade, e havia ido verificar por si mesmo. Tio e sobrinho resolvem refazer o famoso caminho e, com a ajuda da linda guia Hannah (Anita Briem), que cobra muito caro, eles vão em busca do Centro da Terra.

Eu li esse livro há não muito tempo. Foi uma bela leitura. Escrito por Júlio Verne, ele narra belamente o que seria essa viagem fantástica, apesar de Verne nunca ter saído da França. Quando vi o poster desse filme com todo aquele destaque do 3D, não pude deixar de ficar feliz, apesar de algo ficar repetindo em minha cabeça que esse não seria um bom filme.
E realmente não é. O filme tem cerca de uma hora e meia de duração e isso é muito pouco. Tudo acontece muito rápido. Você não desfruta do caminho pelas minas em direção ao Centro, não se emociona com a beleza que existe lá em baixo nem muito bem com as criaturas que insistem em habitar ali. Na verdade, quem não leu o livro talvez nunca saiba o quão fantástica é a viagem, ficando o filme com uma versão bastante superficial e despreocupada de toda a história. E nisso foi muito bom o filme não ser a história do livro, mas sim uma história sobre a história do livro.
O que faz valer a pena aqui é a atuação de Brendan, conhecido por diversos filmes de comédia e, ultimamente, pela série da Múmia. Eu costumo rir muito fácil com piadinhas clássicas americanas. Verdadeiro fanático por Friends, não consigo deixar de me deliciar com brincadeiras do tipo “nós continuamos caindo! ahhhh!”. E Brendan é o que realmente faz esse filme valer um pouco a pena. Porque ele é realmente ótimo.
Quanto a Josh, no papel de Sean, basta dizer que ele faz a parte dele muito bem. Esse garoto já fez diversos filmes e eu gosto dele. A relação de Sean e de seu tio Trevor é bonita, mas fica por ai. Anita, no papel de Hannah, se limita a uma garota bonita que adquire interesse por Trevor e só.
Os efeitos especiais são bem feitos e o filme traz várias partes que servem para a contemplação do efeito 3D (que eu nem sei se funciona com aquele óculos típico, porque eu vi em casa, normalmente) e você percebe exatamente quais são esses momentos, onde o diretor quer dizer “veja, um efeito super legal aqui, olha”.
Falando no diretor, Eric Brevig só havia dirigido até então alguns episódios de Xena. Fora isso, seu trabalho foi sempre o de efeitos especiais, como os de Homens de Preto, Pearl Harbor e Peter Pan. Talvez por isso tenha sido escolhido para dirigir um filme em 3D. Sua falta de experiência na área, entretanto, com certeza fez falta aqui. Outro cargo onde faltou eficiência foi o de roteiro. Assinado por Michael D. Weiss e Jennifer Flackett, deixa bastante a desejar. Esses dois não são lá muito bons. O primeiro, trabalhou em Efeito Borboleta 2 e Eu Vou Sempre Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado, duas seqüências para lá de ridículas. A segunda, apesar de trabalhar em filmes melhores, foi a responsável pela história de A Ilha da Imaginação.

Um filme muito fraco, principalmente em relação a roteiro e direção, mas que se destaca com efeitos especiais legais e atores bons e engraçados. As risadas é que salvam algumas pipocas.

Hellboy

terça-feira, 24 de junho de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

“Eu sou a prova de fogo. Você não.”

Hitler estava ficando preocupado. Pra tentar ganhar a guerra, se entregou ao paranormalismo. A idéia de seu “médium” Grigori Rasputin (Karel Roden) era abrir um portal dimensional não para um outro mundo qualquer, mas para o Inferno. Com as criaturas que atravessassem o portal, eles venceriam a guerra. O ritual é interrompido no meio pelas tropas aliadas. Entretanto, uma criatura conseguiu atravessar para nosso mundo. Ainda filhote, foi chamado Hellboy (interpretado por Ron Perlman).
A partir daí o garoto cresceu, e muito, e começou a fazer parte, junto com outras criaturas diferentes, do B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense, ou, Escritório para Pesquisa e Defesa de Paranormalidade). Juntos, eles lutam contra as coisas bizarras que surgem no mundo.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Resolvi assistir ao filme apenas depois de ver no cinema o trailer do segundo. Apesar de ser dirigido por Guillermo del Toro, eu realmente nunca tinha tido a vontade de assisti-lo. E acho mesmo que não fez muita diferença.
O filme tem uma história interessante. Nada como um demônio com um coração de ouro que passa a acreditar mais no amor e nas pessoas do que no Inferno, onde foi gerado. O filme não explica, entretanto, o surgimento de outros personagens, como Liz Sherman (Selma Blair) e Abe Sapien (Doug Jones). Acho que basta dizer que são mutantes. Os quadrinhos envolvem inúmeros tipos de criaturas como vampiros e fantasmas.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Abe Sapien é o mais interessante, além de Hellboy. Um ser hominídeo que vive dentro da água? Ele é ótimo, o destaque é a movimentação dele. Tudo muito gracioso. Mas ele fica um pouco de lado na história.
Pouco se sabe também da relação entre Hellboy e a Liz. Não fica muito claro porque ela abandonou o grupo, por exemplo. E aí segue um número de coisas que ficam um pouco mal feitas no filme. Existe uma dificuldade entre os cortes de cena. Algumas vezes você não consegue entender o início de uma cena porque a anterior não explicou muita coisa.
Toda a estrutura do Hellboy deixa apenas os olhos de Perlman de fora. O personagem é muito grande e largo. É óbvia a dificuldade de agilidade do garoto. Mas faz parte. É o melhor personagem do filme.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Ele é engraçado, e tem vários detalhes muito legais, como sua paixão por gatinhos e sua vontade de parecer mais humano. Os outros heróis acabam se tornando extremamente secundários, o que é uma pena.
Os efeitos especiais são críveis e agradam a maior parte do tempo. O que faltou mesmo foi envolver mais os personagens e explicar um pouco mais da história.
Ainda assim, não desisti do segundo filme. Realmente gostei de trailer, e estarei no cinema para assisti-lo.

Letra e Música

quinta-feira, 12 de junho de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

“Dormindo com um palhaço sobre minha cama”

Alex Flecher (Hugh Grant) é um músico que vive do passado. Ex-membro de uma banda muito famosa, ganha a vida cantando os velhos hits para platéias de mulheres fanáticas e mal resolvidas. Cora Corman (a bela estreante Harley Bennet) é uma musa teen que é fã de Alex e pede para ele escrever uma música para eles cantarem juntos, apesar dele não saber compor letras. Sophie Fisher (Drew Barrymore) é a substituta da jardineira de Alex que é escritora e por um acaso sabe fazer rimas muito bem. Assim, Alex e Sophie acabam se juntando para escrever a música e salvar a carreira do cantor.
No meio disso vai acontecer tudo aquilo que vocês já imaginaram. Ou quase tudo.

Letra e Música é sim mais um desses filmes de capa branca/azul/rosa, com uma historinha muito básica que vai desde um personagem conhecer o outro de maneira inesperada e se apaixonar. Daí eles não sabem muito o que fazer e o que sentem de verdade. Alguma coisa acontece que faz com que eles briguem, e um deles recebe a proposta de ir para outro estado ou país. Então o outro, que não vai a lugar nenhum, faz algo que nunca faria para que eles continuem juntos. A diferença desse para os outros é que não há um trio amoroso. O drama aqui é na música.

Drew Barrymore já é bem famosa no meio das comédias românticas. Sua qualidade como atriz não é questionada. Ela é muito boa no que faz. Hugh Grant também já tem cara marcada nesse tipo de filme. E ele também é bom no que faz. Mas porque fazer sempre a mesma coisa?! Não sei… Mas eu acharia um pouco frustrante fazer filmes iguais repetidamente. lembro de ler uma vez que o Mathew Perry (o famoso Chandler, de Friends) disse que não apareceria mais em filmes pois todos os papéis oferecidos para ele eram o “Chandler” com outro nome. Mas bem, cada um faz sua carreira.
O destaque então fica para a atriz Harley Bennet, que até então nunca tinha feito um filme. Formada em música e artes cênicas, a garota de 20 anos e de belo rosto faz um papel sem muito brilho e profundidade, mas garantiu assim a participação em mais alguns filmes. Ponto para a beleza!
Mas nem tudo aqui é crítica. O filme desenvolve muito bem o que seria um artista que vive do passado. As cenas de Hugh Grant dançando para um monte de mulher são pra lá de engraçadas. Além disso, o filme é recheado de piadinhas ao mundo musical, como calças apertadas (que força todo o sangue para o coração!) e algumas outras relacionadas ao Beatles.
O humor é recalcado, a atuação é das boas e o filme faz muito bem o papel dele: diverte os que assistem e emociona os sentimentais. Ponto para a rotina.

Stardust: O Mistério da Estrela

sexta-feira, 25 de abril de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Que belo filme. Com efeitos visuais lindíssimos, em dados momentos parecendo pinturas, Stardust é um filme que me conquistou. Comecei vendo achando que não ia gostar, me pareceu arrastado e eu imaginei que fosse apenas mais uma aventura/fantasia iguais as milhares que estavam lançando por agora. Mudei de idéia logo que me interei mais na história. Vamos começar do começo, rs.


No pequeno vilarejo de Muralha existe (oh) um muro que tem uma pequena abertura, e é guardada por um senhor há muito tempo e dizem que é a passagem para um outro mundo. Um dia um jovem resolve tirar a prova, engana o velhinho e entra no muro e encontra um mercado completamente absurdo e diferente. Nesse dia também encontra uma jovem princesa acorrentada, e depois de uma noite de amor, nasce Tristan Thorn, nosso personagem principal. Dezoito anos depois, o rei (numa belíssima atuação de Peter O’Toole) de Stormhold (o nome do mundo encantado dentro do muro) está para morrer e tradicionalmente a realeza é passada para o irmão que estiver vivo, eles costumam se matar mesmo, porém a tradição é mudada já que ainda restam três irmãos e o rei decide enviar um colar com um rubi para os céus, e o irmão que o achar seria o novo rei. Acontece que o colar derruba uma estrela, e nesse momento Tristan (que não sabe de suas origens) vê a estrela cadente do seu lado do muro e promete entregar a estrela para Victoria, sua amada. Ufa. Que confusão, não? Mas é mais ou menos aí que tudo começa, que os mundos começam a se misturar e uma aventura fora dos limites acontece. Um filme recomendado para todas as idades, mistura aventura, com romance, com fantasia, com comédia e vai te fazer viajar. Destaque para o Capitão Shakespeare, interpretado por Robert de Niro, que é um pirata que viaja pelos céus capturando raios e esconde um segredo, no mínimo, hilário. Quer saber o segredo? Veja o filme…

Antes Só do que Mal Casado

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Grande Chefe

terça-feira, 22 de abril de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Uma comédia hilária e despretensiosa do grande diretor responsável pela trilogia iniciada por Dogville, Lars von Trier. O bom do filme é a irreverência que o diretor passa, logo no início aparece o prédio sendo filmado e ele explicando (desculpando-se pelo seu reflexo estar aparecendo na janela) que o filme é apenas uma comédia, sem nada mais de especial.

O Grande Chefe se passa em uma empresa na Dinamarca onde um ator é contratado por um homem, Ravn (Peter Gantzler), para se passar pelo presidente desta, já que este não existe. Como assim? Exatamente, Ravn é o dono da empresa porém inventou a figura de um presidente que mora nos EUA pois diz que não se sente com o perfil de ser um presidente de uma empresa, porém, ao fazer uma negociação com um dono de outra empresa, da Islândia, este faz questão de negociar diretamente com o presidente, daí a contratação de Kristoffer (o ator, interpretado por Jens Albinus). Disso se desencadeia um milhão de confusões, já que ele precisa conviver com os diretores da empresa, que só o conheciam devido a e-mails que Ravn mandava para eles como se fosse Svend (o presidente). O filme é super esquisito (positivamente falando), os personagens todos têm sérios problemas, o filme inteiro é cheio de cortes aparentemente para deixar o filme mais rápido e valorizar os diálogos. Uma comédia hilária mesmo, que parece sim ter uma lição maior, ao contrário do que diz Lars, mas quando você vai se aproximando do final você vê que é apenas um comédia sem nenhuma pretensão MESMO, com uma atuação muito boa de Jens lbinus, o Kristoffer. Um filme diferente, que vale muito à pena ser visto. Destaque para Kristoffer, o ator (cuja atuação mais parece com Joey, de Friends) e seu vício para com o dramaturgo Gambini (que não existe na vida real), e com isso quer fazer uma homenagem a ele e a sua mais famosa peça “Monólogo de um limpador de chaminé” de “Uma cidade sem chaminés”.

Planeta Terror

segunda-feira, 24 de março de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez decidiram homenagear os antigos filmes trash de terror e juntos produziram Grindhouse, dois filmes em um só, que deveria ser passados juntos. Aqui no Brasil, infelizmente, os filmes foram separados por quem apenas visa dinheiro, e Planeta Terror foi lançado (dirigido pelo Rodriguez) enquanto estamos na espera de Prova de Morte, do Tarantino. Planeta Terror é tudo o que se propõe a ser e mais um pouco.

Um filme quer quer ser completamente trash (Terror + Comédia) e o é. Carregado das mais improváveis tosqueiras, dignas de filmes de terror dos sábados à noite na Band (e não dos sábados de madrugada, rs). Um grupo de mercenários, liderados por Bruce Willis, pretende comprar um gás de Abby (Naveen Andrews, o Sahyd de Lost), um cientista que coleciona testículos de seus inimigos, porém a transação dá errado e o gás se espalha na atmosfera e uma terrível epidemia começa a transformar os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. O filme não é nada além de um filme de zumbis, um grupo de personagens sobrevive e precisa escapar para um lugar seguro. Uma ex-stripper que perde a perna (e tem uma metralhadora colocada no lugar), um homem misterioso com uma habilidade fantástica com armas (cujo mistério é revelado em um momento muito hilário, que vai te deixar muito puto, rs), uma anestesista com as mãos anestesiadas, o “melhor churrasqueiro do Texas”, o xerife da cidade, um cafetão, duas irmãs gêmeas babás e uma série de outros personagens bizarros que só podiam ter saído da cabeça de Rodriguez, que está tão Rodriguez quanto em Um Drink no Inferno. É claro que ao longo do filme, tramas paralelas vão se desencadeando, construindo romances absurdos e graus de parentescos inimagináveis. Se você curte um bom e velho filme de terror trash, corra para ver o filme, mas não assista comendo. Destaque para a imagem do filme, que é toda bixada que nos faz sentir em uma sala de cinema daquelas antigas, antes das grandes empresas de cinema terem destruido as salinhas “fora do shopping”.

PS: É claro que o Tarantino faz sua ponta, um personagem que para variar morre, de uma forma muito boa.
PS2: Machete, lembre-se deste nome. ;)

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

domingo, 23 de março de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Tà aí um filme que eu não me canso de ver. Quem nunca teve um relacionamento que te fez tão mal que você preferia esquecer que aquilo aconteceu? Pois é, nesse filme com um elenco maravilho (Jim Carrey, Kate Winslet, Tom Wilkinson, Elijah Wood, Kirsten Dust e Mark Ruffalo) isso é possível. Uma empresta revolucionária promete (e cumpre) apagar aquela má lembrança da sua memória e assegurar que você nunca mais tenha que pensar nela.

Clementine (Kate Winslet) depois de um relacionamento traumático com Joel (Jim Carrey), decide por impulso apagá-lo de sua mente. Quando ele descobre, fica muito puto, e decide fazer o mesmo com ela. E é aí que o filme realmente começa, o apagar da mente dele se traduz em uma viagem muito insana por dentro da cabeça de um ser humano.
Primeiro que logo que começa, ele percebe o quanto é errado fazer isso e o quanto ele ainda a ama, porém é impossível acordar do estado de torpor em que ele se encontra, então somos transportados a várias partes da mente dele, numa tentativa louca de escapar desse erro que cometeu. O filme tem detalhes maravilhosos, as lembranças sendo apagadas são fantásticas, é engraçado ver como as coisas que você mais esquece vão sumindo primeiro (placas, livros, propagandas).
A história paralela que se desenrola também é muito boa e surpreendente, os técnicos que apagam a cabeça das pessoas são lunáticos, fazem todo tipo de loucura dentro do quarto do cara. O Elijah Wood principalmente, mas não vou contar o que ele faz por que vocês PRECISAM ver, rs. Resumindo, vá correndo ver o filme, é uma comédia muito inteligente e engraçada e te faz pensar na vida. Destaque para as mudanças de penteados da Kate Winslet que a deixam mais graciosa. (vocês também não acham ela uma mulher não tão bonita, mas que é linda?)