Posts com a Tag ‘Eva’

WALL-E

segunda-feira, 14 de julho de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

Hoje começo pedindo desculpas pelo tempo sem comentar filmes. Como alguns já sabem, Ricardo teve uma filha recentemente e, como ninguém sabe, meu irmão se casou nesse último sábado, dia 12 de julho. Então está tudo uma bagunça. Mas surpresas estão sendo preparadas ainda para esse mês, se Deus quiser. Aguardem!

O filme aqui comentado é Wall-E, uma tentativa da Pixar de fazer o melhor filme do mundo. Talvez exagero meu ai atrás, mas que o filme chega perto disso, chega.


WALL-E conta a história de um robozinho (que dá nome ao filme) construído para ajudar a organizar e reciclar o lixo no mundo, assim como muitos outros robôs. A verdade é que a situação ficou tão precária, que os seres humanos saíram em férias pelo espaço sideral, em uma nave super organizada e mecanizada e deixaram a terra para trás. A idéia era ficar viajando por 5 anos… mas passaram 700.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

WALL-E significa “Waste Allocation Load Lifter-Earth-class”, uma coisa que eu não sei traduzir muito bem (fiquem a vontade para comentar sobre isso). E ele é o robô perfeito. Ele praticamente não fala. Ele consegue pronunciar cerca de 3 palavras o filme todo. E por mais mudo, sujo e velho que ele seja, ele é lindo! Ele anda sempre junto com uma baratinha, sua grande amiga, que é um exemplo das brincadeiras que sempre fazemos. Como baratas são resistentes à radiação, sabemos que se um dia os humanos morrerem com bombas atômicas, por exemplo, apenas as baratas sobreviverão. E no filme nós temos uma barata comicamente imortal. Mesmo quando é atropelada pelas rodinhas de WALL-E.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

É até difícil explicar como que eles conseguiram isso, mas a personalidade dele é tão profunda e bela, que qualquer humano fica pra trás. Seus olhos e seus movimentos permitem entender o que se passa na “cabecinha” dele maravilhosamente bem, o que é um dos destaques do filme.
Um dia chega na terra uma sonda que verifica se há a possibilidade de existir vida novamente na terra. Afinal, é tudo lixo. A sonda se chama EVE (que significa “Extraterrestial Vegetation Evaluator”, ou Avaliador de Vegetação Extraterrestre). E ela é tão bonitinha e nervosa. Atira em tudo o que se mexe, graças a um instinto de proteção. Mesmo assim, WALL-E se apaixona por ela e, quando ela encontra uma pequena planta e é desativada para esperar a nave que a levará de volta aos humanos, WALL-E continua ao lado dela e parte para uma aventura no espaço para salvar sua amada.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

A idéia de um robozinho apaixonado pode ser estranha apenas lendo uma resenha, mas o filme explica muito bem. WALL-E tem alguns prazeres humanos graças ao fato de adorar colecionar antigos objetos de humanos, como o cubo mágico, um Atari e uma fita de video (o musical “Hello Dolly!”, que tem grande importância na história).
O filme é dirigido e escrito por Andrew Stanton, o cara responsável pelos roteiros de Monstros S.A., Procurando Nemo, Toy Story e Vida de Inseto. Seu trabalho aqui assumiu novos patamares. Como disse nosso amigo Vinícius: “o filme ultrapassa os limites da animação”.
Vemos em alguns momentos também as influências da Apple no filme e de outros filmes clássicos de décadas passadas. O blog Brainstorm #9 mostra um WALL-E que emite sons do Mac. A Eve foi desenhada pelo mesmo designer que fez o visual do iPod. Auto, o robô da Axiom (a nave espacial dos humanos), tem a mesma voz do Macintalk. Além disso, WALL-E tem um velho iPod entre seus objetos.
O filme demonstra bem sua crítica a uma sociedade que evita o contato direto, como nos vemos começar hoje. Enquanto humanos ficam na frente dos computadores, felizes, conversando pelo microfone mesmo com pessoas que estão na sala ao lado, WALL-E, sem falar, vive muito mais que nós.

powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

A crítica ao estilo de vida não é mal colocada ou mal pensada. O filme demonstra nós mesmos, que seguimos uma linha geral. Mas isso não quer dizer, como disse Jacques, “que somos de todo mal”, mas sim que estamos mal influenciados pela direção que o mundo está tomando nesse momento.
Um filme pra lá de perfeito, que chega ao cúmulo de alcançar o título de um dos melhores filmes das últimas 2 décadas. WALL-E fala tão profundamente no coração tanto das crianças como dos adultos. É o tipo de filme que merece aplausos quando acaba, sem nenhum medo de ser cafona.

Fonte da Vida

quinta-feira, 3 de abril de 2008
powered by Wordpress Multibox Plugin v1.3.5

“Não há esperança para nós. Há apenas morte”.

Outro trabalho difícil é comentar um filme que nem todos são capazes de entender. Fonte da Vida é um filme complicado. Quase um filme cult hollywoodiano (difícil, não?) que vai além do óbvio e faz uma fantástica viagem contando a história do amor. Simples assim.
Fonte da Vida conta 3 histórias que são separadas mais unidas pela mesma essência. Não há uma história principal e todas são importantes para a compreensão do filme, sendo que uma completa a outra. A primeira é a história de um Conquistador do século XVI(Tomas, cavaleiro espanhol interpretado por Hugh Jackman) que é enviado pela Rainha Elizabeth (Rachel Weisz) para as florestas da América Central a fim de encontrar a Árvore da Vida, que teria sido escondida por Deus no Novo Mundo. O objetivo era que a Rainha e o Conquistador se tornassem os novos Eva e Adão e livrassem o mundo do mal.

Porém, essa é a história do livro escrito por Izzy (e aqui já entramos na segunda história, em uma época atual). Izzy (também interpretada por Weisz) é uma mulher que se encontra com um tumor no cérebro e é casada com Tommy (também interpretado por Jackman), um cientísta fantástico que luta para encontrar a cura da doença de sua mulher. Ele está perto de conseguir ao achar em um elemento retirado de plantas da América Central um forte componente, que reage bem nos testes, rejuvenecendo as cobaias.
Enquanto isso, um outro personagem, o que as pessoas chamam de Astronauta, se encontra em uma possível nave em direção aos céus. Essa história se passa no século XXVI (sim, muito distante) e a nave é algo como uma esfera de energia, contendo um pedaço de terra com uma árvore muito antiga – a própria Árvore da Vida – e o astronauta Tom (de novo o Jackman) que quer chegar até Xibalba, uma nebulosa que, segundo os maias, é o mundo dos mortos. Seu objetivo é trazer de volta sua amada (Weisz mais uma vez).
E é vagando por essas três histórias que nós somos levados a conhecer um amor que ultrapassa gerações – e talvez reencarnações – e também o resultado da busca da Árvore da Vida: a morte. É o que os personagens de Jackman percebem ao se aproximarem da resposta para poderem ficar junto com suas amadas por toda a eternidade.
O filme conta com dois atores principais que tomam quase todo o tempo do filme. Aqui nós podemos ver um Hugh Jackman mais do que inspirado em seu papel mais sensível até o momento. Vale lembrar que o papel inicialmente era de Brad Pitt, que abandonou o projeto no meio do caminho para fazer Tróia.
Rachel Weisz também é uma substituta, pois em seu lugar estava inicialmente Cate Banchett, que deixou o projeto devido talvez a sua gravidês, talvez por Brad Pitt ter abandonado também.
Isso fez o filme ficar um tempo parado e ter seu orçamento diminuído a quase a metade do previsto originalmente. Mas isso não foi o suficiente para desanimar o diretor Daren Anorofsky (diretor dos surreais “Pi” e “Réquiem para um Sonho“), que lutou até o fim.
Devido a falta de recursos, todos os efeitos especiais foram feitos a partir de efeitos químicos produzidos e gravados em laboratório. A desculpa de Daren foi que a Computação Gráfica um dia ficaria ultrapassada, enquanto que os efeitos químicos seriam sempre atuais e nunca perderiam o charme.