Posts com a Tag ‘Filme’

JCVD

domingo, 31 de janeiro de 2010

JCVDUm filme como esse é exatamente o motivo pelo que eu conversei pela primeira vez com Miojo sobre fazer esse blog. Na verdade o motivo era inverso, como se pode ver no histórico do site, eu pensei em fazê-lo pois vi um filme tão ruim que precisava avisar para as pessoas o quão ruim ele era. Nesse caso eu preciso gritar aos quatro cantos do mundo o quanto esse filme é bom e merece, não, PRECISA ser visto. Certamente esse é o filme da vida de Jean-Claude Van Damme e merece todo o destaque e glória.

Muitos, como eu, provavelmente tem dúvida do que se trata esse filme. Seria uma biografia? Uma sátira? Uma história idiota e narcisita? Eu, contraditóriamente, não tenho costume de ler coisas sobre filmes, pelo menos não antes de vê-lo, e por isso resolvi tirar de vez minhas dúvidas sobre esse daqui o pegando na locadora, e como já repararam pela exaltação ali em cima, não me arrependi nem por um segundo.

O filme começa brincando com essa dúvida que todo mundo tem acerca dele próprio, pois nos mostra uma cena em uma tomada só do Van Damme no meio de uma guerra quebrando o pau. Você fica na dúvida se isso é uma cena do filme ou se é uma cena dentro da cena do filme, entende? Mas logo já descobrimos que é uma gravação de algum filme B na Ásia e que, depois de alguns problemas de filmagem, Jean-Claude decide tirar umas férias. Nesse meio tempo ele ainda atravessa um julgamento de custódia de sua filha e a perde nos tribunais.

Ele resolve então ir para Bélgica, seu país natal (eu JURAVA que ele era canadense, mas deixa pra lá) para voltar às origens, descansar, se renovar. E é quando se envolve num problema que dá a linha do resto do filme, e que eu vou deixar vocês na curiosidade. Sério, é nesse momento que Mabrouk El Mechri, um diretor mais do que desconhecido (pelo menos para mim) faz história e transforma um ator medíocre de filmes de ação num ator de primeiro nível, coisa que eu achava impossível mas o filme provou ser extremamente possível. Como já dito antes, não quero falar nada sobre o que acontece no filme pois ele é filmado de uma forma não-linear muito interessante e que te coloca muitas surpresas em vários momentos, por isso você vai querer assistí-lo sem saber muito sobre ele.

Posso adiantar, como já o fiz, que é o papel da vida de Van Damme aonde ele pôde mostrar que, além do monstro de artes marciais, pode interpretar convicentemente outros tipos de papéis (mesmo que no caso ele interprete a ele mesmo). Outra coisa a se aplaudir é a direção mais do que competente de El Mechri que consegue nos prender com takes muito bem feitos, cortes providenciais, uma locação excelente e um realismo fora do comum. Já perceberam o quanto gostei do filme e se confiarem um pouquinho em mais, tirem a prova. Quero saber a opinião de todos que viram para eu saber se estou exagerando, rs. O destaque vai para uma cena sensacional, ao final do filme, onde Van Damme, em off, faz um desabafo sobre sua vida e carreira, nos conta de seus problemas com alcool, seus casamentos, dentre outros. Falando assim pode parecer muito fora de contexto, mas vocês vão entender. Ahn, e caso não tenham entendido, VEJAM!!!

O Segurança Fora de Controle

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Segurança Fora de ControleTá em falta de filme bom nesse blog, né? Não vou acabar com essa falta hoje, rs. Pois então, resolvi ver mais uma comédia que chegou esses dias na locadora e… no final não saí com uma opinião muito formada não. Para quem não sabe que filme é esse, é o mais novo estrelado pelo Seth Rogen, ele é Ronnie Barnhardt um chefe de segurança de um Shopping em uma cidade nos EUA que sonha em poder empunhar uma arma de verdade, ter mais autoridade e ser um policial.

Ele vê num caso de um exibicionista (um cara que mostra suas… partes… para mulheres no estacionamento) e de um ladrão de lojas sua chance de ser alguém na vida. Seus planos são atrapalhados pelo detetive Harrison (Ray Liotta), o policial que pega o caso e, obviamente, é alguém muito mais competente do que ele. Para complicar,Ronnie é apaixonado por Brandi (Anna Faris), uma das vítimas do exibicionista, e essa parece ‘respeitar’ por demais nosso amigo Harrison. Mas é isso mesmo, o filme tem até um certo potencial de ser engraçado se não fosse por uns pormenores. O primeiro, e sem dúvida o mais importante, é que ele é uma cópia (ou original?) EXATA de um outro filme que vi recentemente e preferi nem comentar, chamado Segurança de Shopping estrelado pelo Kevin James. A diferença é que esse segundo é familiar e esse do Seth Rogen é baixaria do início ao fim, mas as “coinscidências” entre eles são coisas absurdas mesmo. Outro pormenor seria, nem sei dizer o que, o filme não é engraçado, salvo alguns momentos e pode parecer muito arrastado (mesmo tendo pouco menos do que uma hora e meia de duração).

Outra coisa que gosto de frizar são atuações, o Seth é o Seth de sempre, aquela voz engraçada de sempre, aquele jeito de perdedor de sempre. A Anna Faris é uma ótima atriz de comédia, consegue fazer vários estereótipos de formas bem diferenciadas (dessa vez ela é uma, desculpem a palavra, vadia que vende maquiagem em uma lojinha no Shopping). O Ray Liotta sempre me decepciona, é triste ver um cara que tinha potencial de ser um bom ator se tornar tão medíocre como ele é. Além deles temos os amigos do Seth, dois orientais gêmeos e o ator regular Michael Peña num papel até surpreendente, que são muito engraçados e se tornam muito importantes ao longo da história.

Eu comecei o post sem saber se tinha gostado muito, mas acho que realmente não gostei, tentei extrair um pouco mais do filme por que no dia vi com um amigo (te amo, brother, rs) que ficou falando mal do filme do início ao fim e isso normalmente me faz querer gostar do filme, haha, mas não tem jeito não. O filme é sem graça, incrivelmente pior que o Segurança de Shopping (que hoje eu já nem acho tão ruim) salvo alguns raros momentos engraçados (esses MUUUITO engraçados mesmo) e o excelent final redentor. O destaque vai para, e isso certamente salva o filme, os erros de gravação quando a gente descobre que o Seth Rogen consegue ser mais idiota que seus personagens, rs.

PS: Gente, vocês devem ter reparado que colocamos um ícone do podcast ali do lado. Continuem ouvindo e comentando. Além do que a promoção com o kit do filme Tempos de Paz ainda está aberta, queremos e-mails com nome e endereço completo para sorteamos camisas e ingressos do filme.

Podcast #1: Quadrinhos, Desenhos e Cinema

domingo, 20 de setembro de 2009

Leitores! Agora vocês serão também ouvintes! É isso mesmo. Esse post trás consigo nosso primeiro Podcast, com o tema “Quadrinhos, Desenhos e Cinema”. Estamos mais do que orgulhosos do que fizemos. Foi uma noite longa mas muito divertida. Isso poderá ser percebido no áudio com certeza.

Esperamos MESMO que vocês ouçam e comentem aqui depois. E não obrigamos ninguém a ficar parado por aqui enquanto ouve! Abra uma aba ou guia e navegue em outros sites enquanto acompanha nossa conversa que vai até além do tema proposto. Em 1h20, vocês poderão conhecer nossas opiniões sobre diversos assuntos e acompanhar, no final, um momento extra de poucos minutos, para aqueles que quiserem um pouco mais. =)

Para comemorar isso tudo, faremos no site também um sorteio. Sim! O que sortearemos são dois kits “Tempos de Paz”. Nesses kits, vocês receberão uma camisa, preta, do filme, além de um par de ingressos para poder assistir ao filme em qualquer cinema! Para os capixabas, isso é ótimo, já que o filme estreou esse final de semana em nossos cinemas.
Para participar, basta enviar um email para nós, utilizando o Contato na barra lateral, contendo seus nomes completos e endereços corretos, para posterior envio dos prêmios. Vocês terão uma semana até o sorteio!

Atualização:

Gente, eu esqueci a coisa MAIS importante que eu tinha para falar no post. Hoje é aniversário do meu amigão Nespoli! Ele está fazendo 23 anos. Parabéns, cara. Eu te amo, você sabe. Desculpa não ter aparecido por aí. Beijão!

Nova Atualizãção:

Modificamos o sistema do Podcast, como informado no post seguinte. Agora sem problemas no site e no áudio.

Uma Noite no Museu 2

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Uma Noite no Museu 2Antes de lançarmos nossa primeira podcast, resolvi ver um filme bobo para relaxar, rs. O escolhido foi essa continuação de um relativo sucesso de 2006, o primeiro da franquia. Para não causar alarde ou suspense vou deixar minha opinião já aqui no início, o filme é bobo mas consegue entreter e em dados momentos até ser engraçado. Depois eu aprofundo um pouco mais na crítica, deixa eu dizer sobre o que ele trata.

Bem, depois dos eventos do primeiro filme, Larry Daley (Ben Stiller) torna-se um empresário de sucesso com invenções malucas, desnecessárias e que fazem muito sucesso nos EUA (igual essas propagandas que passam na TV, na minha época as chamadas “propagandas 011 1406″, rs). Com muito dinheiro, obviamente, deixou de ser segurança do museu. Num dia é avisado que seus antigos colegas de museu (e para quem não conhece o primeiro, estou falando das obras que ganham vida à noite) vão ser levados ao Smithsonian (se entendi direito, um complexo de museus em Washington que possui em seus subterrâneos um ENORME depósito de peças não mais em exposição). Quando vai vê-los para se despedir Jedediah (Owen Wilson), uma miniatura de cowboy, culpa Larry por não estar lá para protegê-los. Triste Larry vai para casa até que em um certo dia, inesperadamente, recebe um telefonema de (pasmem) Jedediah dizendo que Kahmunrah (Hank Azaria), um faraó do mal (que péssima descrição), havia voltado à vida e pretendia dominar um mundo com uma liga de vilões e é aí que Larry se vê obrigado à se intrometer.

Sim, fiz uma coisa que eu não costumo fazer e resumi um pouquinho as cenas iniciais, eu realmente podia ter falado “por uma série de motivos, Larry se vê de volta à ação” ou algo do tipo, rs. Mas agora já foi, deu trabalho e eu não vou mudar. O filme se passa no desenrolar dessa ‘aventura’ e por horas é bem engraçado, por horas bem bobo e por horas (poucas, confesso) um pouco chato. Nas atuções não posso deixar de mencionar o sempre excelente e versátil Hank Azaria , que além do vilão Kahmunrah, faz a estátua de Abraham Lincoln e “O Pensador”. E é CLARO que não posso esquecer de Amy Adams (que concorreu ao Oscar por Dúvida e que sabe se lá o porquê de estar nesse filme daqui) que faz o papel da primeira mulher a atravessar o Atlântico de avião, Amelia Earhart.

Até aqui vocês devem estar pensando que eu gostei muuuito desse filme, que não tem defeitos, que é um novo clássico da comédia internacional, rs. LONGE disso, né? É que não tem muita coisa ruim para dizer, só não tem muita coisa boa para torná-lo um excelente filme e por isso minha nota vai ser um cinco (que vai virar exageradas 3 pipoquinhas e por isso já to explicando aqui, rs). Ele possui vários furos de roteiro e um final completamente imbecil (vi o filme com um amigo que tinha de ficar toda hora lembrando para mim que filme era o que estávamos vendo para ver se eu parava de tentar achar lógica nele). Bem, acho que é só isso mesmo, o destaque vai para uma cena em que Darth Vader e aquele bixinho que mora no lixo do Vila Sésamo (me lembrem o nome dele? rs) tentam se recrutar para entrarem na liga de vilões, hilário.

A Partida

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A PartidaFilmes japoneses são normalmente imbuídos de muita sensibilidade e leveza (tirando os de terror, rs). Não que eu os conheça muito, sou fã do mestre Kurosawa e agora eu vi esse que foi o vencedor do Oscar de melhor estangeiro em 2009. Infelizmente o circuito comercial de filmes impede que a gente tenha acesso à mais obras nesse estilo e acabamos só conhecendo os vencedores de prêmios mesmo. Não que nesse caso tenha sido ruim, afinal, A Partida é um filme com F maíusculo.

O enredo conta a história de Daigo Kobayashi, um homem que toca cello em uma orquestra em Tóquio mas acaba perdendo esse emprego e desiste de tentar a vida como músico profissional. Ele e sua esposa, Mika, decidem voltar ao interior onde ele nasceu e recomeçar a vida e é nesse momento que ele consegue um emprego no mínimo inusitado. Daigo se torna (na falta de uma palavra melhor) um embalsamador. No Japão (pelo que eu pude perceber, principalmente no interior) existe uma tradição de se ter um ritual ao colocar o morto no caixão, é uma coisa muito bonita que envolve maquiagem, panos e gestos delicados. O problema é que essa profissão é vista com mals olhos pela sociedade japonesa em geral, ao mexer com corpos a pessoa acaba sendo condenada à ser vítima de preconceitos por todos. Daigo acaba sofrendo com esse mal, até mesmo sua esposa vira a cara para ele, mas a beleza de sua nova profissão e a importância que ela tem faz com que ele não queira largá-la não importando os sacrifícios.

O filme todo é uma viagem pela cultura japonesa, pelos costumes e é muito belo de se ver. O oriente é realmente fascinante e você se apaixona pela sutileza e delicadeza das coisas. Uma coisa engraçada do filme são as atuações, bem no estilo japonês de ser, com entonações estranhas e expressões faciais muito cômicas, mas isso nos momentos que o filme deve ser engraçado mesmo, de resto é muito emocionante e dramático. A viagem de auto conhecimento que Daigo faz acaba se espalhando para todos ao seu redor e inclusive para o espectador, você acaba dando valor para alguns detalhes que acabamos deixando passar.

Não sei se tenho muito mais o que falar sobre o filme, é muito lindo mesmo, tem desde cenas engraçadas a cenas muito tristes e íntimas. Tudo regado à uma bela trilha sonora, composta principalmente pelo cello de Daigo. Eu espero que o filme tenha servido para alertar aos japoneses sobre a beleza da profissão e que esse preconceito todo que vimos não seja mais tão disseminado (nem sei se é, só me baseio no que o filme contou, rs).  O destaque vai, e isso porque eu sou muito bobo, ao primeiro dia de emprego do protagonista do filme em que ele faz um vídeo comercial falando da profissão.

Exterminador do Futuro: A Salvação

sábado, 25 de julho de 2009
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Exterminador do Futuro: a SalvaçãoChegamos então à quarta parte da (penso eu) pentologia (é assim mesmo?) de Exterminador do Futuro. A resenha vai a pedido do Carlos Uliana, que maravilhosamente é pai do Caio, um de nossos leitores e amigos. É recompensante saber que nosso site está ultrapassando esferas de público e alcançando pessoas que, realmente, não imaginávamos. Obrigado!

Iniciando, Exterminador do Futuro 4 mostra um John Connor (Christian Bale, um dos caras que mais cresceu no cinema nos últimos anos) crescido em uma guerra há tempo iniciada. Se me lembro bem, o terceiro filme da série acabou com John assumindo seu posto na defesa contra Skynet, que acabava de iniciar seus golpes contra a humanidade. Tivemos então um salto muito oportuno, porque assistir mais um filme de John e sua mãe fugindo de um robô louco assassino seria demais.
Os humanos estão perdendo a guerra. Skynet está inventando novas maneiras de derrotá-los. Uma delas é capturar humanos e transformá-los em híbridos, controlados robóticamente. É assim que surge na vida de John um Marcus Wright (Sam Worthington), que acha que é humano, dividindo assim os pensamentos de toda a equipe de Connor. Seria ele um aliado ou inimigo?
Para mim, a chave principal do filme foi o salto temporal. Todo mundo sabia que a guerra ia acontecer. Nada melhor do que mostrá-la e em um ponto crucial. Ao mesmo tempo que as máquinas arrumam um jeito de se infiltrar entre os humanos, os humanos conseguem um código utilizado por Skynet para comandar seus robôs.
Vemos aqui também muito mais da vida de John. Sabemos que ele é um dos líderes da revolução e com certeza o mais carismático, mas obedece ordens de um comando que vive uma vida secretamente, com medo de morrer e deixar os humanos sem liderança. Achei isso muito interessante. Mas se eu falar muito sobre o porquê, vou acabar contando demais do filme, mesmo já tendo contado bastante.
Houve aqui claramente um capricho especial na computação gráfica. São robôs pra lá e pra cá o tempo todo e de todos os jeitos. Robôs típicos, robôs gigantes, robôs naves, robôs motos e por aí vai. Essa evolução de Skynet se relaciona bem com a evolução dos humanos, que também desenvolveram alguns elementos para sobreviver.
O filme entretanto deixa a desejar em alguns pontos, talvez comuns em Exterminadores do Futuro. Ele não exige muito dos personagens. John Connor e Marcus Wright são de longe os que mais aparecem, mas é aquela coisa: ninguém lembra muito dos antigos John Connor’s (Edward Furlong e Nick Stahl) e muito mais do Arnold Schwarzenegger, Robert Patrick e da Kristanna Loken. Vale lembrar que uma versão meio computadorizada do Arnold faz uma aparição simpática aqui.
O filme deve agradar, entretanto, aos fãs dos antigos filmes e da série. São novas intrigas, uma nova visão sobre o universo criado por James Cameron. Eu saí do cinema feliz, pelo menos. Talvez porque eu assisti em uma daquelas salas especiais do Kinoplex, em São Paulo, com super som e imagem. Talvez porque eu gosto mesmo de mundos apocalípticos com guerras entre humanos e máquinas. Mas com certeza não é o melhor filme do mundo.

A Mulher Invisível

terça-feira, 7 de julho de 2009
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A Mulher InvisívelVou dizer mais uma vez que o cinema brasileiro precisa investir em filmes como esse. Despretensioso, engraçado e que cativa qualquer um que assiste. Não que filmes profundos e críticos, que avaliam a sociedade brasileira sejam ruins. Mas porque o cinema foi feito para muito mais do que isso. Foi feito para todos os tipos de roteiro. E isso não desvaloriza nossa capacidade de lançar filmes decentes no mercado.

A Mulher Invisível conta a história de Pedro (Selton Mello), um cara super romântico que vê sua mulher indo embora com um alemão rico. Na depressão, ele cria uma mulher imaginária, Amanda (Luana Piovani), que será perfeita para ele até tentar separá-lo de seu melhor amigo, Carlos (Vladimir Brichta), e de uma mulher real, Vitória (Maria Manoella), apaixonada por ele. Então, entram os dilemas. Mais ou menos isso aí =)

Bem. A Mulher Invisível me impressionou de diversas maneiras. A começar pela trilha sonora. Não é uma trilha sonora típica em filmes brasileiros, ela é bem mais americana, internacional. Não de uma maneira ruim. Algumas músicas do Ramones e outros psp/rock dão uma cara bem divertida ao filme e valorizam a imagem dele.
Apesar de ser um filme um pouco típico, fortemente dentro de alguns padrões de comédias românticas, seu roteiro também é muito bem trabalhado. São diversos elementos existentes em cada momento do filme que se encaixam com outros e vão dando abertura para o que ainda está por vir. Todas aquelas coisas, para quem viu o filme, que levam Pedro a começar a achar que Vitória também não existe são um exemplo disso. As coisas vão se encaixando de uma maneira que você percebe (a partir do momento que você entende o que o filme quer passar), mas que não deixam de te fazer rir, e bastante.
E o ponto forte do filme é esse. Você ri o tempo todo, principalmente se for um fã do humor fantástico de Selton Mello. Eu fui conhecer sua habilidade com as piadinhas no seriado Os Aspones e tenho os sete episódios até hoje, como uma prova do que nossos artistas mais do que qualificados são capazes de fazer.
Em A Mulher Invisível, por sinal, ele não é a única estrela. Luana Piovani provavelmente usa mais suas habilidades corporais do que teatrais e chama atenção com seu corpo fantástico. Quase sempre de calcinha e sutiã, as vezes de vestidos curtos, aparece também cm shortinhos e bluas bem decotadas. Tirando quando ela usa langerie de couro. Ótima atuação. Vladimir Brichta surpreende com um papel divertido, abusado e sentimental.
Na verdade, o lado sentimental do filme é bastante profundo. Não é uma coisa muito boba. Mexe com o lado apaixonado, com as dificuldades de se entregar a alguém, com verdadeiras amizades e respeito.
Para mim, é um filme com muito poucos defeitos e que acertou em cheio no padrão de filme que leva os casais para o cinema, mesmo as namoradas sabendo que a Luana Piovani será o centro das atenções dos namorados por boa parte do filme.
Além disso, um filme muito capaz de emplacar lá fora do Brasil. Não é um filme para premiações, e sim um filme para assistir, gostar e rir, como disse o diretor e roteirista Cláudio Torres, que já apostava nessas áreas atípicas do cinema brasileiro em Redentor e no seriado da HBO, Mandrake. Parabéns.

Algumas melhoras

sábado, 10 de janeiro de 2009

update

Pessoal,

Estou aqui para apresentar umas pequenas modificações no site:

  • A primeira está no início da barra lateral, onde se encontram três bandeiras. Agora nosso site pode ser traduzido, diretamente daqui, para inglês e espanhol, a partir do tradutor do google. Não é perfeito, mas as vezes quebra um galho;
  • A segunda e melhor  está no sistema de procura, que foi bastante modificado hoje. Agora quando você procura um termo na barrinha de pesquisa aqui ao lado, você verá não apenas 3 posts exibindo só os títulos, mas 10 posts a cada página do resultado da procura, que exibe título, capa do filme e a parte do texto onde se encontra o termo procurado.

Esperamos assim facilitar o uso que vocês fazem do site. Esperamos também que em breve consigamos resolver os pequenos problemas que tivemos ao atualizar o wordpress da última vez.
Então, em breve, mais notícias sobre o site! Abraços!

O Cara da Locadora

Calendário 2009: O Cara da Locadora e os Filmes Brasileiros!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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Olá a todos! Sem querer atrapalhar os comentários no post anterior, venho aqui apresentar a vocês o produto de um árduo trabalho nessa última semana: é o nosso próprio calendário 2009! E, para ser sincero, bastante completo. =)

Aqui vocês estarão diante de doze filmes brasileiros que marcaram suas épocas em um layout bem legal, trazendo as cores de nosso site. Para não ficar só nas imagens,  o calendário traz ainda pequenos comentários em alguns meses, informações sobre cada filme nas páginas finais, além de um histórico do Cara da Locadora.

De praxe, apresentamos também os calendários de 2008 e 2010, resumidos, para referência, além dos feriados nacionais (nada contra os portugueses! Haha!) e até fases da lua.

Esse trabalho foi feito para vocês, queridos leitores. É um prazer poder colocá-lo aqui. E quem estiver interessado em uma versão impressa, estamos estudando a possibilidade de distribuir em locadoras, então, entre em contato para receber mais informações!

Abraços a todos!

Baixe o Calendário 2009 Aqui!

Hot Fuzz: Chumbo Grosso

quarta-feira, 5 de março de 2008
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Depois do fantástico “Todo Mundo Quase Morto” (filme de comédia romântica com zumbis, como eles descrevem) a dupla Simon Pegg e Edgar Wright (e o fiel escudeiro, Nick Frost) emplacam mais uma excelente comédia que é Hot Fuzz. Nicholas (Pegg) é O policial modelo em Londres, fez todos os cursos que você pode imaginar, detém milhares de recordes da academia, desde corrida de 100 metros, passando por xadrez a recorde de detenções. Pois é, ele era bom DEMAIS e causou a inveja de seus superiores, que o promovem para Sargento e o mandam para um pacato vilarejo no interior da Inglaterra.

Nicholas é viciado pelo trabalho (até perde sua namorada por isso, logo no início do filme) e o ambiente pacato da cidade em que ele se muda inspira frustração logo no início. Nenhum delito, por menor que seja, passa desapercebido por ele, e no seu primeiro dia (ou melhor, no seu pré-primeiro dia) ele prende um bêbado num Pub que tentou sair dirgindo. Depois descobre que esse bêbado é Danny (Frost), também policial e filho do Inspetor Chefe da delegacia.
Bem, o filme fica nessa por um bom tempo, mas não que seja chato, as cenas sempre são engraçadas e Danny sempre nos brinda com célebres frases e célebres perguntas. Nesse improvável acaba nascendo uma linda amizade (rs). Mas é aí que o filme muda de lado, e o imprevisível toma conta de toda a trama até o final, marca registrada de filmes desses jovens ingleses. Não tem muito o que comentar, o filme é hilário, daqueles que você pausa o filme para poder rir e não perder a próxima piada, e completamente bizarro. Coisas que você jamais imagina que pode acontecer, vai acontecer. Destaque para a cena à lá “Máquina Mortífera” no final do filme. Vejam, e se possível revejam.