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Paris, Eu te Amo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
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Paris te Amoobs: O nome oficial, em português, é “Paris, Te Amo”. Mas em francês é “Paris, Je T’Aime”, motivo para eu ter colocado o “Eu” no título dessa resenha e também para essa nota explicativa.

A primeira vez que assisti a esse filme foi há alguns anos atrás, em um festival de cinema francês no Cine Jardins, em Jardim da Penha (essa é pra quem mora em Vitória!). Aquela semana foi muito boa e vi 3 filmes que nunca esqueci.
Mas não estou aqui para falar dos 3! Apenas de Paris, Eu te Amo, que foi o que eu mais me apaixonei. Talvez por ele realmente te fazer amar os encontros e desencontros em que os curtas te levam.
Mas, peraí. Curtas? Para quem não conhece o filme, ele é feito de 18 curta-metragens dirigidos por diversos diretores (porque alguns são dirigidos por mais de um diretor!) e que foram feitos de uma maneira tão mágica, mas tão perfeita, que cada vez que um acaba e um outro começa, o seu coração dói de saudades, por saber que aquela linda história chegou ao fim.
Eu vou falar um pouco de cada um dos curtas mais abaixo, para dar uma opinião individual a cada um. Sou apaixonado por quase todos, e é por isso que essas opiniões gerais que estou dando antes são assim.
Vale dizer que  aqui temos diretores não só franceses mas de todo o mundo, incluindo um brasileiro, como veremos mais abaixo. Além disso, temos atores do mundo inteiro também. Famosos atores de Hollywood participando por aqui, dividindo o idioma do filme entre francês e inglês de uma maneira bastante mágica. E acho que essa questão do idioma ganha muito destaque no último curta, que é como se uma americana, aluna de francês, estivesse lendo um texto sobre uma viagem que ela fez à Paris. É muito bom! Principalmente se você já fez aula de Francês e costumava escrever esse tipo de texto.

Então, concluindo a parte geral, digo que esse filme merecia 6 pipocas, mesmo alguns de seus curtas sendo malucos. Porque tudo se encaixa de uma maneira difícil de explicar. Assistam. Apenas assistam. Mas antes, seguem os curtas na ordem do filme:

Montmartre (Roteiro e Direção de Bruno Podalydès):

  • Na primeira história temos um homem (interpretado pelo próprio diretor) em um estacionamento e pensa consigo mesmo sobre porque não agrada as mulheres. Sua reflexão para quando uma mulher (Florence Muller) cai na calçada e ele resolve ajudá-la.
  • Bem. É já no final desse curta que você fica triste por não poder acompanhar mais esses personagens. É tudo tão bem feito, tão bem escrito e filmado que você consegue se sentir próximo dos personagens após pmeros 5 minutos! Mas a vida segue em frente, e Paris não pode esperar.

Quais de Seine (Roteiro de Paul Mayeda Berges e direção de Gurinder Chadha):

  • Um jovem (Cyril Descours), acompanhando dois amigos que dão em cima de qualquer mulher que passa, tem sua atenção chamada para uma garota muçulmana (Leïla Bekhti), que o faz esquecer do resto do mundo.
  • Não sei se é porque o garoto fez história, como eu, mas esse curta é muito legal. É como se os sentimentos dele fossem além da tela e chegassem até você. Você entende porque ele vai atrás dela. É muito bonito.

Le Marais (roteiro e direção de Gus Van Sant):

  • O curta se baseia em uma conversa de um jovem (Gaspard Ulliel) com outr (Elias McConnell), onde o primeiro sente uma estranha atração pelo segundo, discutindo sobre almas gêmeas de uma maneira muito clara, sem saber que o outro simplesmente não entende bem o francês.
  • Eu não fico muito à vontade com declarações de homem para homem, mas o curta não se trata bem disso. O cara apenas começa a expor um ponto de vista e vai falando sem parar, sem perceber que o outro cara não fala nada até o momento de ter que ir embora. É um curta bem legal.

Tuileries (roteiro e direção de Joel e Ethan Coen):

  • Steve Buscemi é um turista americano em um metrô, vivendo uma comédia, cheio de dificuldades de entender o comportamento dos estranhos franceses.
  • Primeiro, Steve é um cara muito engraçado. Ele acompanhando livro de guia para turistas em Paris é ótimo, e traduzindo as frases absurdas do cara que briga com ele. Segundo, os atores que contracenam com ele (Axel Kiener and Julie Bataille) fazem muito bem o seu papel e tornam esse um dos mais engraçados do filme.

Loin du 16e (roteiro e direção de Walter Salles e Daniela Thomas):

  • Catalina Sandino Moreno é uma latina vivendo uma vida difícil na França, tendo de deixar seu bebê em uma creche para ir cuidar da casa de outra pessoa.
  • Catalina me conquistou naquele filme Maria Cheia de Graça. Ela tem um jeitinho especial. Esse é o curta dirigido pelo Walter Salles e um dos mais emotivos do filme. A canção que Catalina canta para seu filho, “Qué Linda Manito”, é muito bonitinha.

Porte de Choisy (direção de Christopher Doyle e roteiro de Doyle com Gabrielle Keng e Kathy Li):

  • Um vendedor de produtos de beleza (Barbet Schroeder) passa por algumas dificuldades tentando vender seus produtos em um salão para descendentes de asiáticos com uma dona que até luta artes marciais (Li Xin).
  • Esse é o curta mais louco do filme, em minha opinião. Mas por mais sem sentido que ele possa parecer, ele não deixa de se conectar com os outros curtas e, no final, ainda tira um sorriso da sua cara.

Bastille (roteiro e direção de Isabel Coixet):

  • Um homem se prepara para contar para a mulher que a está deixando por uma bem mais jovem, quando ela conta para ele que está com uma doença terminal.
  • Esse é mesmo um dos mais bonitos de se ver. Muito comovente ver o personagem se reapaixonar aos poucos por sua mulher. A construção do curta é perfeita.

Place des Victoires (roteiro e direção de Nobuhiro Suwa):

  • Uma mãe (Juliette Binoche) sofre com a perda de seu filho e recebe uma visita inesperada para ajudá-la a superar as dificuldades.
  • Esse também é bastante triste, e fica completo com a fantástica Juliette Binoche na atuação. E é interessante como, mesmo todo francês, consegue misturar elementos americanos (e língua inglesa) nos seus poucos minutos de duração.

Tour Eiffel (roteiro e direção do especialista em animação Sylvain Chomet):

  • Um garoto contando como seus pais (ambos mímicos!) se conheceram na prisão e se apaixonaram.
  • Esse envolve diversos sentimentos (talvez bem no estílo mímico, mesmo). Ele é engraçado, com momentos bonitos, momentos tristes e momentos estranhos. No final, vale a pena.

Parc Monceau (roteiro e direção de lfonso Cuarón):

  • Um homem mais velho (o grande Nick Nolte) se encontra com uma mulher mais jovem escondido de Gaspar, o qual está controlando demais a vida da probre moça. O que o público não imagina é que Gaspar os está esperando mais adiante.
  • Eu não sei como eles fazem isso, mas você assiste esse curta sem nem ter idéia de quem é o Gaspar, que na verdade, é o que faz dar sentido a todo o diálogo que o homem e a mulher tem durante o passeio. Uma curiosidade aqui é que o curta foi feito sem cortes, em uma única cena. Fantástico.

Quartier des Enfants Rouges (roteiro e direção de Olivier Assayas):

  • Esse é um pouco sem sentido para mim, mas outros podem ter captado a mensagem melhor. Maggie está ótima e tudo é bem feito, mas o final não me cativou. Mas ele continua encaixado com os outros curtas do filme.

Place des fêtes (roteiro e direção de Oliver Schmitz):

  • Um nigeriano, morrendo devido a um ferimento de faca. Sua paramédica, entretanto, é a mulher por quem ele está apaixonado. Enquanto ela começa a se lembrar dele, entretanto, sua vida vai chegando mais perto do fim.
  • Esse é mais um dos tristes. Mas não um triste romântico, e sim um triste um pouco revoltante. A história é triste, o final comovente. Mas é também um que precisa ser visto.

Pigalle (roteiro e direção de Richard LaGravenese):

  • Um homem e uma mulher de certa idade se encontram em uma “casa de mulheres” e resolvem dar uma chance ao amor. O interessante é que eles são um casal, tentando reacender o relacionamento.
  • Esse se passa todo em inglês. E é bastante engraçado. É algo como “o que não se faz para salvar um relacionamento de décadas?!” O importante é que, no final, o amor sempre vence (ixi, contei?).

Quartier de la Madeleine (roteiro e direção de Vincenzo Natali):

  • Um turista (Elijah Wood) se apaixona por uma vampira, que ele encontra pelas ruas noturnas de Paris.
  • Esse, junto com Porte de Choisy, são os que menos fazem sentido pra mim. Esse até faz mais sentido com as cenas finais, após o último curta (prestem atenção nelas!). Mas o legal aqui é que o curta é mudo e vive da encenação e da trilha sonora. Apesar de tudo, é engraçado.

Père-Lachaise (roteiro e direção de Wes Craven):

  • Visitando o cemitério Père Lachaise, uma mulher (a maravilhosa Emily Mortimer) discute com seu noivo (o ótimo Rufus Sewell) que tenta fazer o possível para tê-la de volta.
  • Esse curta é muito engraçado e bonito. É um dos meus preferidos (eu não falei isso ainda, falei?). Porque acho os dois atores muito bons, os diálogos são ótimos e o desenrolar, incluindo o clímax, são ideais.

Faubourg Saint-Denis (roteiro e direção de Tom Tykwer):

  • Um jovem cego recebe uma ligação de sua namorada (que tenta trabalhar como atriz e interpretada pela linda Natalie Portman) e acha que ela está terminando com ele. A partir daí, ele reflete, amplamente sobre como o relacionamento começou e como ele parecia estar declinando com o tempo.
  • OK. Natalie é perfeita e Deus permitiu que ela não abandonasse o cinema para estudar e trabalhar como uma pessoa comum. E eu não sei bem se tem a ver com o fato dela estar tentando ser uma atriz, no curta, e o outro personagem ser um garoto cego e muito inteligente e estudado, mas esse curta tem umas das melhores frases do filme. Estremamente profundo. O que ela fala para ele no telefone, eu coloco abaixo:
  • “Escuta. às vezes… a vida exige uma mudança. Uma transição. Como as estações. Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão acabou. E deixamos passar nosso outuno. E agora, de repente faz frio. Tanto frio que está tudo congelado. Nosso amor dormiu, e a neve o tomou de surpresa. E se algo dorme na neve, não sente a morte chegar.”

Quartier Latin (roteiro de Gena Rowlands, direção de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtin):

  • Um casal divorciado, de terceira idade, se encontra em um bar (cujo garçom é mantido por ninguém menos que Gérard Depardieu) para um último drink antes de assinar os papéis.
  • Esse é mais um daqueles perfeitos. Eles simplesmente me comovem. É fantástico. O diálogo entre os dois não tem falhas. É uma tristeza, amarga, profunda, intercalada por piadas que só duas pessoas que se conhecem demais poderiam fazer uma com a outra, apesar do casamento estar condenado.

14e arrondissement (roteiro e direção de Alexander Payne):

  • Carol (Margo Martindale), uma americana que está fazendo um curso de francês, lê uma carta durante a aula sobre o seu passeio por Paris. E o que vemos são as cenas do seu passeio, com sua narração de fundo.
  • Não poderia haver um curta melhor para encerrar o filme. Esse aqui é perfeito. Martindale está perfeita em todas as suas feições e em seu Francês de quem ainda está no Básico 3. Sua história é tão triste e tão comovente, e o final é simplesmente tão profundo, que toda vez que assisto, quase derrubo uma lágrima. Simplesmente fantástico.

Quando todos esses curtas acabam, entra uma música linda de fundo e algumas cenas de finalização, mostrando personagens de curtas diferentes se encontrando, se abraçando, revelando elementos de suas histórias… vivendo sua vida em Paris. A verdade é essa. São vidas. Coisas que poderiam estar acontecendo nesse momento lá na França, capturadas para sempre nesse filme esplêndido. Não há palavras para descrever. Apenas pipocas. 6 pipocas.

A Onda

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A OndaDecidi conferir esse tão falado filme. É um tema que muito me interessa, mostra alguns aspectos psicológicos e sociológicos que eu costumo discutir e estudar. Bem, para quem não sabe, A Onda trata de uma história real acontecida na década de 60 na Califórnia quando um professor decidiu fazer um experiemento com seus alunos. Ao ensinar sobre autocracia (Estados ditatoriais, como o fascimo e o nazismo) ele resolveu levar as coisas um pouco na prática, e adotar um nome, um símbolo, um lema, uniformes, inimigos… Enfim, símbolos que remontam a um tempo que ninguém esperava que voltasse…

A primeira coisa ‘estranha’ desse filme é que ele é feito na Alemanha nos tempos de hoje. Completamente adaptado à realidade alemã e normalmente estamos acostumados com os americanos fazendo isso, tirando a identidade da história dos outros. Mas nesse caso isso acabou sendo razoavelmente bom, pois deu uma explicação plausível sobre o motivo do tal professor ter feito o experimento – não sei como é na história original, mas nessa ele resolveu pois seus alunos duvidaram que no atual estágio de desenvolvimento humano e depois de uma experiência terrível na Alemanha (o nazismo) uma nova ditadura seria possível. Rainer Wenger (Jürgen Vogel) – o professor, rockeiro, anarquista e querido por todos – começa então com regras rígidas de disciplina e coisas do tipo. À princípio alguns estudantes criticam o método, dentre eles Karo (Jennifer Ulrich) e Mona (Amelie Kiefer), a primeira já desiste logo nos primeiros dias e a segunda, por questionar, é expulsa da aula depois de alguns dias.

O movimento logo perde controle e a sensação de grupo e de fazer parte de algo maior do que eles acaba envolvendo a todos e a ‘contaminação fascista’ se alastra a várias pessoas da escola, não ficando restrita aos alunos da classe. Esse é um filme que não é feito de personagens muito marcantes, além das que se rebelam e de Tim (Frederick Lau)- um “nerd” que se envolve muito com o conceito da Onda (eu não expliquei, mas a Onda torna-se o nome do movimento) – os outros são apenas secundários num experimento que visa discutir a natureza humana. Uma coisa que se destaca, mas ainda não tenho certeza se pro bem ou pro mal, é a direção do estreante Dennis Gansel. Ele usa algumas técnicas que me lembram as que Gus Van Sant utiliza para transformas o filme em algo moderno e dinâmico, mas acho que focaliza muito a forma e se perde no conteúdo. Não sei se para mim ficou crível o bastante as coisas que acontecem em uma semana, e como a coisa toda é baseada em fatos reais, acho que a culpa dessa não credibilidade só pode ser do cara que tá contando a história.

Eu não costumo escrever coisas assim, em dúvida sobre o que eu achei, esses filmes eu costumo ignorar e não escrever nada, rs. Mas acho interessante compartilhar essa minha dúvida aqui com vocês, leitores, para ver se vocês me ajudam a elucidar esse dilema que tá na minha cabeça. Como já dito, eu não conheço a história original, e eu realmente não acredito que as coisas saíram do controle dessa maneira. No início do filme eles discutem motivos que poderiam levar a uma ditadura e citam problemas estruturais, de desemprego, pobreza dentre outros, mas esquecem (nunca lembramos) de citar problemas psicólogicos. E ao meu ver, as coisas só se tornam grandes como se tornaram, através de problemas psicólogicos de uns (ou um) personagem. Meu destaque vai sem dúvida para o desfecho dessa história que te deixa com o coração na boca, mas… sempre com uma ressalva que podia ser um pouco mais bem explorado.

Milk – A Voz da Igualdade

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

MilkFinalmente completei o ciclo dos cinco indicados ao último Oscar, mesmo sabendo que esse é apenas o terceiro que eu vou comentar. Seguinte, cheguei a conclusão que se tivesse visto os 5 antes do Oscar, Quem Quer Ser um Milionário? seria apenas o último da minha lista. Dos 5, 3 me fizeram chorar (Milk, Benjamin Button e O Leitor) enquanto Frost/Nixon me empolgou bastante… Ainda acho o vencedor do Oscar um ótimo filme, mas realmente foi o que menos me causou emoções, rs. Bem, mas não estou aqui para fazer um balanço do Oscar, deixa eu começar onde já deveria ter começado.

Milk é um filme sensacional. Para ser visto por gays, heteros, ativistas, alienados, políticos, estudantes… todos. É um filme que fala de luta, fala de organização popular, fala de quebra de preconceitos e paradigmas e deve ser analisado e ter o exemplo seguido. Mais uma vez deixa eu começar do começo, rs. Sean Penn é Harvey Milk, um homossexual não assumido, corretor de seguros em Nova York que na noite em que completa 40 anos conhece Scott (James Franco), um cara mais jovem e decidem fugir juntos para San Francisco e viver uma vida diferente como casal.

Os dois abrem uma loja de máquinas fotográficas, mas são tão mal tratados e vítimas de preconceitos que começam a se envolver com a política local. O filme conta a ascenção meteórica da vida pública desse homem, que depois dos 40 anos tornou-se o primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público nos EUA podendo assim defender a causa gay, vítima de enorme preconceito pela sociedade conservadora estadunidense. E é uma história emocionante, cheia de altos e baixos (tanto na vida política quanto na pessoal) e imperdível para qualquer um que goste de um bom filme.

Sobre as atuações, primeiro tiro meu chapéu ao Sean Penn. É que depois que vi O Lutador pensei que seria impossível esse Oscar de melhor ator ter sido justo, mas Sean Penn realmente transformou-se em Harvey Milk, sorrisos (muitos sorrisos), trejeitos, sotaques, expressões faciais e corporais idênticos ao original (que pode ser conhecido no final do filme e nos extras do DVD), portanto, parabéns. Já Josh Brolin, que faz o conservador Dan White concorreu também ao Oscar, mas ao meu ver com um certo exagero, não que não seja uma excelente atuação. Na verdade temos boas atuações de todos os lados, afinal, uma mão um pouco errada na hora de atuar poderia ter transformado um filme (com tantos homossexuais) um circo. Não vou citar mais nenhum nome, além do James Franco que já citei ali em cima e que faz seu segundo bom papel (pelo menos que eu tenha visto) na carreira (o outro foi o EXCELENTE Segurando as Pontas) para não ser injusto com ninguém, mas é um elenco de coadjuvantes poderosos.

Só para não deixar passas, Gus Van Sant faz um trabalho muito bom na direção, tem cena que você vê a mão do diretor, uma mistura de cenas (aparentemente) reais e cenas gravadas realmente te coloca dentro da realidade. Não vou falar mais sobre o filme, mas espero que vocês os vejam, rs. O destaque final vai para a mensagem, a mensagem de que todos somos capazes de lutarmos pelo que acreditamos e assim podemos fazer alguma diferença, não importa nossa raça, credo, orientação sexual, idade, escolaridade… todos podemos mudar o mundo. Sim, às vezes eu me torno muito panfletário, rs. Abraços.

Indicados ao Oscar 2009!

sábado, 24 de janeiro de 2009

oscar 2009Iae galera! Todos felizes com o Oscar?

Como todos vimos essa semana, saiu a lista dos indicados ao Oscar 2009. Quem gosta de nostalgia, vale lembrar dos vencedores do ano passado. Entre os filmes indicados esse ano, vários que ainda não surgiram por aqui. Felizmente O Curioso Caso de Benjamin Button já está nos cinemas e nossa resenha pode ser vista aqui.

Antes de partirmos para a lista, gostaria de indicar esse “artigo” do Cinelive sobre os filmes mais esperados de 2009 , que fala sobre os futuros indicados ao Oscar =P Muito engraçado hehehe. Uma bela tacada.

Sem mais espera, apresento a vocês: os indicados ao Oscar 2009!

Melhor filme:
- “Quem quer ser um milionário?”
- “Frost/Nixon”
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “Milk – A voz da liberdade”
- “The reader”

Melhor diretor:
- Danny Boyle - “Quem quer ser um milionário?”
- Ron Howard – “Frost/Nixon”
- David Fincher – “O curioso caso de Benjamin Button”
- Gus Van Sant – “Milk – A voz da liberdade”
- Stephen Daldry – “The reader”

Melhor ator:
- Mickey Rourke – “The wrestler”
- Sean Penn “Milk – A voz da liberdade”
- Frank Langella – “Frost/Nixon”
- Brad Pitt – “O curioso caso de Benjamin Button”
- Richard Jenkins – “The visitor”

Melhor atriz:
- Meryl Streep – “Doubt”
- Kate Winslet – “The reader”
- Anne Hathaway – “O casamento de Rachel”
- Angelina Jolie – “A troca”
- Melissa Leo – “Frozen river”

Melhor ator coadjuvante:
- Heath Ledger – “Batman – O cavaleiro das trevas”
- Josh Brolin – “Milk – A voz da liberdade”
- Robert Downey Jr. – “Trovão tropical”
- Philip Seymour Hoffman – “Doubt”
- Michael Shannon – “Revolutionary road”

Melhor atriz coadjuvante:
- Amy Adams – “Doubt”
- Penélope Cruz – “Vicky Cristina Barcelona”
- Viola Davis – “Doubt”
- Taraji P. Henson – “O curioso caso de Benjamin Button”
- Marisa Tomei – “The wrestler”

Melhor longa de animação:
- “Wall.E”
- “Kung Fu Panda”
- “Bolt – Supercão”

Melhor filme em língua estrangeira:
- “Revanche”, de Gotz Spielmann (Áustria)
- “The class”, de Laurent Cantet (França)
- “The Baader Meinhof Complex”, de Uli Edel (Alemanha)
- “Waltz with Bashir”, de Ari Folman (Israel)
- “Departures”, de Yojiro Takita (Japão)

Melhor roteiro original:
- “Frozen river”
- “Na mira do chefe”
- “Wall.E”
- “Milk – A voz da liberdade”
- “Happy-go-lucky”

Melhor roteiro adaptado:
- “O caso curioso de Benjamin Button”
- “Doubt”
- “Frost/Nixon”
- “The reader”
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor direção de arte:
- “A troca”
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “A duquesa”
- “Revolutionary road”

Melhor fotografia:
- “A troca”
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “The reader”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor mixagem de som:
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Quem quer ser um milionário?”
- “Wall.E”
- “Procurado”

Melhor edição de som:
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Homem de Ferro”
- “Wall.E”
- “Procurado”
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor trilha sonora original:
- Alexandre Desplat – “O curioso caso de Benjamin Button”
- James Newton Howard – “Defiance”
- Danny Elfman – “Milk – A voz da liberdade”
- Thomas Newman – “Wall.E”
- A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor canção original:
- “Down to Earth”, de Peter Gabriel and Thomas Newman – “Wall.E”
- “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”
- “O Saya”, de A.R. Rahman e Maya Arulpragasam – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor figurino:
- “Austrália”
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “A duquesa”
- “Milk – A voz da liberdade”
- “Revolutionary road”

Melhor documentário de longa-metragem:
- “The betrayal”
- “Encounters at the end of the world”
- “The garden”
- “Man on wire”
- “Trouble the water”

Melhor documentário de curta-metragem:
- “The conscience of Nhem En”
- “The final inch”
- “Smile Pinki”
- “The witness – From the balcony of room 306”

Melhor edição:
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Frost/Nixon”
- “Milk – A voz da liberdade”
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhores efeitos especiais:
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Homem de Ferro”
- “O curioso caso de Benjamin Button”

Melhor maquiagem:
- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- Hellboy II – O exército dourado”

Melhor animação de curta-metragem:
- “La maison en petits cubes”
- “Lavatory – Lovestory”
- “Oktapodi”
- “Presto”
- “This Way Up”

Melhor curta-metragem:
- “Auf der strecke (On the Line)”
- “Manon on the asphalt”
- “New Boy”
- “The Pig”
- “Spielzeugland (Toyland)”

Sinceramente, para mim a grande surpresa foi Batman: O Cavaleiro das Trevas, que está concorrendo a nada menos que OITO estatuetas. É muita coisa para um filme de ação, não concordam?

Os dois filmes com mais indicações são O Curioso Caso de Benjamin Button (com 13 indicações) e Quem quer ser um milionário?, com 10 indicações.

Agora é só esperar o dia 22 de Fevereiro, dia da cerimônia de premiação, para vermos quem serão os grandes vencedores e se a academia está de acordo com os nossos gostos =)