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JCVD

domingo, 31 de janeiro de 2010

JCVDUm filme como esse é exatamente o motivo pelo que eu conversei pela primeira vez com Miojo sobre fazer esse blog. Na verdade o motivo era inverso, como se pode ver no histórico do site, eu pensei em fazê-lo pois vi um filme tão ruim que precisava avisar para as pessoas o quão ruim ele era. Nesse caso eu preciso gritar aos quatro cantos do mundo o quanto esse filme é bom e merece, não, PRECISA ser visto. Certamente esse é o filme da vida de Jean-Claude Van Damme e merece todo o destaque e glória.

Muitos, como eu, provavelmente tem dúvida do que se trata esse filme. Seria uma biografia? Uma sátira? Uma história idiota e narcisita? Eu, contraditóriamente, não tenho costume de ler coisas sobre filmes, pelo menos não antes de vê-lo, e por isso resolvi tirar de vez minhas dúvidas sobre esse daqui o pegando na locadora, e como já repararam pela exaltação ali em cima, não me arrependi nem por um segundo.

O filme começa brincando com essa dúvida que todo mundo tem acerca dele próprio, pois nos mostra uma cena em uma tomada só do Van Damme no meio de uma guerra quebrando o pau. Você fica na dúvida se isso é uma cena do filme ou se é uma cena dentro da cena do filme, entende? Mas logo já descobrimos que é uma gravação de algum filme B na Ásia e que, depois de alguns problemas de filmagem, Jean-Claude decide tirar umas férias. Nesse meio tempo ele ainda atravessa um julgamento de custódia de sua filha e a perde nos tribunais.

Ele resolve então ir para Bélgica, seu país natal (eu JURAVA que ele era canadense, mas deixa pra lá) para voltar às origens, descansar, se renovar. E é quando se envolve num problema que dá a linha do resto do filme, e que eu vou deixar vocês na curiosidade. Sério, é nesse momento que Mabrouk El Mechri, um diretor mais do que desconhecido (pelo menos para mim) faz história e transforma um ator medíocre de filmes de ação num ator de primeiro nível, coisa que eu achava impossível mas o filme provou ser extremamente possível. Como já dito antes, não quero falar nada sobre o que acontece no filme pois ele é filmado de uma forma não-linear muito interessante e que te coloca muitas surpresas em vários momentos, por isso você vai querer assistí-lo sem saber muito sobre ele.

Posso adiantar, como já o fiz, que é o papel da vida de Van Damme aonde ele pôde mostrar que, além do monstro de artes marciais, pode interpretar convicentemente outros tipos de papéis (mesmo que no caso ele interprete a ele mesmo). Outra coisa a se aplaudir é a direção mais do que competente de El Mechri que consegue nos prender com takes muito bem feitos, cortes providenciais, uma locação excelente e um realismo fora do comum. Já perceberam o quanto gostei do filme e se confiarem um pouquinho em mais, tirem a prova. Quero saber a opinião de todos que viram para eu saber se estou exagerando, rs. O destaque vai para uma cena sensacional, ao final do filme, onde Van Damme, em off, faz um desabafo sobre sua vida e carreira, nos conta de seus problemas com alcool, seus casamentos, dentre outros. Falando assim pode parecer muito fora de contexto, mas vocês vão entender. Ahn, e caso não tenham entendido, VEJAM!!!

A Fúria

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
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Está aí um filme que não mostrou muito a cara no Brasil ainda.
A Fúria (ou como o título original diz, He Was a Quiet Man – Ele Era um Cara Quieto) conta a história de Bob Maconel, um simples trabalhador calmo e solitário de uma empresa que sonhava em um dia levantar de seu cubículo e atirar em seus companheiros. O problema é que, em um dos dias que ele pretendia fazer isso, um companheiro de trabalho faz primeiro.
Para piorar, Maconel acaba matando o homem louco, e se torna o herói local. Até aí eu continuava tendo em mente que esse filme era uma comédia.

O filme surpreende por fugir mesmo do óbvio. A idéia é fantástica. Maconel, interpretado por Christian Salter (Alone in the Dark, Robin Hood), não se aproveita da situação como aconteceria em uma comédia bizarra americana. O personagem é profundo e passa por várias dificudades psicológicas.
A garota de seus sonhos, Vanessa (Elisha Cuthbert), é atingida por um tiro e fica tetraplégica, e por uma questão de destino, ele acaba começando a cuidar dela. A relação entretanto não é perfeita, pois o psicológico depressivo de Maconel o impede de viver o sonho de cuidar de sua paixão.
A história se complica quando um psicólogo começa a tratar as pessoas mais chocadas com os assassinatos e começa a observar Maconel de perto e quando esse descobre escondidas relações de Vanessa com seu chefe Gene Shelby (William Macy), culminando em um fim assustador e poético.

Invasores

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
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Discutível e polêmico, porém um bom filme . Remake de um clássico do cinema de ficção americano, carrega em sua essência uma discussão muito maior do que simplesmente “alienígenas que invadem corpos”.
Básicamente é isso, uma nave espacial volta da Terra carregando um vírus esquisito, que se alastra como uma epidemia e de repente a maioria dos seres humanos está sob controle de uma raça alienígena que não possui emoções (nem positivas nem negativas).
O filme conta a história de uma uma mulher que quer salvar a si e ao seu filho dessas invasões. Mas há algo atrás, algo que eu não acredito.
O filme todo se resume numa conversa que a personagem principal (a Nicole Kidman, que depois de sua sequencia fantástica incluindo Moulin Rouge, As Horas e Dogville não emplacou nenhum sucesso) tem com um embaixador russo, e este diz que para o mundo não ter guerras e nem coisas ruins os seres humanos teriam de deixar de serem seres humanos.
Algo meio à lá Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do homem.”. Acho a teoria discutível, pois na minha opinião o homem NÃO é o lobo do homem, e sim que o sistema corrompe, mas seguindo a teoria do filme somos levados à um dilema, será válido abrir mão de nossas emoções para que o mundo seja bem melhor? Vale à pena ver e tentar pensar um pouco além do que o filme está mostrando. Destaque hilário para a montagem de um encontro amigável pela TV de Bush e Chávez, ambos com os corpos invadidos.